
Na última segunda-feira dei início a mais um período da faculdade. Para ser bem específica, comecei a ter aulas do oitavo, último dos quatro anos de curso. Plena segunda, quase dois meses de férias, e claro, a minha expectativa era quase nenhuma. De verdade? Zero. Queria era ficar em casa e curtir a minha ‘caminha’ por mais alguns dias.
Quando estava nos primeiros períodos, recordo que conversava bastante com os alunos de classes mais avançadas, que alegavam que não viam o momento de se formar. Ficava me questionando o motivo, já que eu achava o máximo ir à faculdade naquele primeiro ano de graduação, em 2006. Ainda gosto muito, afinal não vou negar que sou apaixonada pelo curso de Jornalismo. Mas, pensava como alguém não gostava ou não aproveitava os últimos dias de aula. Confesso que julgava e acreditava que eram preguiçosos ou algo do tipo. Hoje, na mesma situação que eles, percebo que há o desgaste natural da rotina de quatro anos.
Infelizmente o mesmo acontece no âmbito espiritual. Quando conhecemos a Cristo nos empolgamos, ficamos realmente contemplados por amor tão grande e incrível. Ficamos deslumbrados, surpresos e não entendemos como existem no mundo e nas igrejas cristãos quase incrédulos, ou pessoas que não conservam mais o “primeiro amor”. Admiro aqueles recém-batizados ou aqueles que recebem a mensagem do evangelho e ficam animados e ansiosos por viver com Ele eternamente. A espera da volta de Jesus nos cansa? As pregações a respeito sobre a Segunda Vinda caíram no clichê no nosso coração? A nossa vida aqui na terra nos deixa desanimados ou nos fazem perder o foco celestial?
Não podemos permitir que a nossa vida espiritual, a nossa comunhão e principalmente o nosso amor por Deus se torne uma rotina, um clichê. Precisamos retomar o primeiro amor. São tantas provas da Sua existência e do Seu sacrifício, que deveríamos amá-Lo a cada dia, cada vez mais. Que não fiquemos desanimados com as promessas que escutamos a respeito do retorno de Cristo à terra porque Jesus não vai voltar, ele JÁ está voltando. Oremos para que Cristo possa restaurar o nosso amor. Nunca esqueçamos de agradecer e louvá-Lo pelas bênçãos e pela maior prova de amor que Ele nos deu. Por fim, que possamos continuar a ficar maravilhados e emocionados por sentir e vivenciar a grandeza divina e amor imensurável e incondicional.
Que possamos realmente nos preparar porque logo logo veremos a face do Salvador.


Portanto, na nossa vida espiritual não podemos ser diferentes. “E ainda maior pecado é o daqueles que professam conhecer a Deus e guardar os Seus mandamentos, e contudo negam a Cristo em seu caráter e vida diária” (pág. 110 e 111). Não precisamos ser perfeitos – repito, somos seres humanos e falhos pecadores – contudo, precisamos dar o bom exemplo para todos aqueles que nos cercam. Precisamos deixar nossas vontades e desejos egoístas, abandonar de vez nossos pecados acariciados e permitir que vejam Cristo em nós.
O ano de 2008 chegou ao fim. É quase impossível completar mais um ano e não parar para reavaliar todas as situações vividas e, até mesmo, aquelas que poderíamos ter efetuado, mas não realizamos. Pelo menos comigo é sempre assim.
No último sábado, lá estava eu assistindo a mais uma mensagem do pastor Elmar Borges, líder de Jovens Adventistas para o Nordeste. Durante o sermão, mais uma vez um verso me chamou atenção. “Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé”, II Timóteo 4:7. O pastor falou sobre Paulo, que em diversos momentos da vida sofreu, mas sempre se manteve fiel aos princípios divinos. Este verso torna clara a situação, uma vez que o término da carreira revela a vida plena de comunhão e fé em Cristo Jesus.
O interessante do blog é a oportunidade que temos de compartilharmos situações diversas. E ultimamente tenho buscado manter este conceito nas minhas postagens, trazendo um pouco da minha vivência. No último final de semana participei do Congresso Universitário da Associação Pernambucana, no qual tive a chance de aprender e muito.
Na minha igreja temos um Coral Jovem. Entre as músicas que ensaiamos, uma tem grande destaque para mim. O primeiro trecho diz assim: “Se não ti, de quem então? Muitos saberão o quanto Deus os quer. Se não de ti, não saberão de alguém que pode dar a paz e o até os cegos faz ver. Tu és talvez o único Cristo que verão, palavra única de amor dita por alguém. Deixa que vejam em teu viver Jesus o Salvador porque és talvez o único Cristo que verão”.
Estive ontem na Semana de Oração Jovem da minha igreja e escutei uma linda mensagem. Uma história comum, mas que nunca havia parado para realmente pensar e meditar na situação. Desde criança, ouço a parábola do Filho Pródigo e vai ver que foi por conta disto jamais dei valor à história.
“O grande derramamento do Espírito de Deus, o qual ilumina a Terra toda com Sua glória, não ocorrerá sem que tenhamos um povo esclarecido, que conheça por experiência o que representa ser cooperador de Deus. Quando tivermos uma consagração completa, de todo o coração, ao serviço de Cristo, Deus reconhecerá esse fato mediante um derramamento, sem medida, de Seu Espírito; mas isso não acontecerá enquanto a maior parte dos membros não forem cooperadores de Deus”. Serviço Cristão, p. 253.
No último sábado, a igreja que freqüento deu início a III Jornada Espiritual. Desde então, tenho acordado durante as madrugadas para buscar a Deus. Participei da I Jornada e foi o melhor momento de comunhão que tive na minha vida. Esta última é focada no Espírito Santo e tem demonstrado que novamente vou ter esses momentos. Não é fácil acordar no meio da noite, realmente não é mesmo. Mas uma hora que você passa apenas lendo e refletindo no amor de Jesus é mais válido que o “sagrado” sono.


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