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Viva a vida, mas não na internet, aconselha site que satiriza o Second Life

janeiro 29, 2007

Que possamos refletir nestas palavras:

Viva a sua vida, mas não na internet, aconselham os criadores do http://www.getafirstlife.com, que satiriza o conceito de vida virtual popularizado pelo “Second Life”. “Este é seu mundo. Lamento”, avisa o quadro na página de abertura do Firstlife.

Criado pelo “blogger” (escritor de diário na internet) Darren Barefoot, residente em Vancouver, no Canadá, o “Firstlife é um site análogo (ao Secondlife) em três dimensões, onde tudo se passa ao vivo”, explica o site, que convida o usuário a “descobrir onde você vive realmente”.

O Firstlife se baseia no site http://www.secondlife.com, que alcançou grande popularidade ao oferecer aos internautas a possibilidade de criarem personagens fictícios na rede, denominados “avatares” para manterem uma vida virtual on-line.

O Getafirstlife (que pode ser traduzido como “Viva uma vida de verdade”) copiou a página do Secondlife, com as mesmas cores e imitações dos slogans. Mas não oferece qualquer interatividade para desanimar seus visitantes a passarem mais tempo à frente do computador.

“Saiam, é grátis”, recomenda o site, enquanto no Secondlife os internautas são motivados a comprar com dinheiro real uma moeda fictícia denominada “dólar linden” para fazer suas despesas neste mundo virtual.

Por enquanto, o Secondlife reivindica 2,921 milhões de usuários, enquanto o Firstlife declara ter 6,553 bilhões de habitantes, ou seja, a população mundial.

O Getafirstlife não omite a pouca estima que tem pelos fãs do Secondlife. “Cinco sentidos não são suficientes? (…) O que é este corpo, para que servem as coisas que pendem?”, questiona a seção “ajuda”.

No Secondlife, os internautas podem ter uma aparência muito moderna, escolhendo roupas da última moda. Também é um paraíso para os anunciantes, que apresentam aos internautas seus últimos produtos, sob a forma de “verdadeiros” anúncios publicitários neste universo totalmente virtual.

O Getafirslife, por sua vez, diz ao usuário: “crie uma aparência estonteante: procure em seu guarda-roupa”.

Enquanto no Secondlife, os “avatares” podem até ter relações sexuais, o Getafirstlife convida o internauta a “transar com seus verdadeiros órgãos sexuais”.

Apesar das disparidades, as relações entre os dois sites são bastante descontraídas. Ao invés de receber um alerta para acabar com a imitação, Darren Barefoot recebeu uma carta dos advogados do Secondlife, afirmando “saber reconhecer uma boa paródia”.

“Não detesto o Secondlife”, afirma Barefoot em seu “blog” darrenbarefoot.

com. “Isto quer dizer, estou ensurdecido pelo volume de atenção e interesse que o mundo virtual oferecido por isto recebeu nos últimos meses por parte dos meios de comunicação”, destaca.

“Reconheçamos: o jogo não é terrível, é complicado demais”, afirma.

A “população” do Secondlife quadruplicou desde maio e continua aumentando sem parar. “No Secondlife, as pessoas realizam suas fantasias, boas ou más”, afirma Austin Morris, da empresa QT Labs, especializada em “colocar” empresas reais neste mundo virtual com fins publicitários.

O Secondlife foi criado pela Linden Labs, uma empresa de San Francisco fundada por Philip Rosedale em 1999 e agora serve para as empresas como campo de testes virtual para seus produtos antes de seu lançamento comercial no mundo real.

A marca de roupas American Apparel abriu uma loja no Secondlife, onde os personagens virtuais podem provar e comprar as novas tendências antes que seus “proprietários” possam comprá-las no mundo real.

Foi isto, sem dúvida, que motivou o Getafirstlife a anunciar em sua página inicial: “número de calças vendidas hoje: 27.021”.

Retirado de: http://diversao.terra.com.br/interna/0,,OI1372857-EI25,00.html

Devemos tomar cuidado com a quantidade de horas que passamos à frente da telinha. Isso pode estragar nossa verdadeira vida. Que fiquemos no pc, mas tudo com moderação. Que a vida virtual não possa fazer com que abandonemos todas as obrigações: estudo, família. sem contar que devemos ter diálogos “reais”, para que não fiquemos apáticos sem saber se expressar “ao vivo”.