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O jovem brasileiro

fevereiro 2, 2007

O JOVEM BRASILEIRO

Educação, comportamento, estado civil…
Afinal, quem é o jovem brasileiro?

O Brasil é considerado um país jovem. Hoje a taxa de natalidade é menor do que a de trinta anos atrás, contudo não se equipara ao índice de natalidade de países europeus, que é baixíssimo. Atualmente, a taxa de natalidade brasileira que era de 5,8 filhos por mulher caiu para 2,3. Mas esta estatística não denota ainda uma mudança drástica. Conclui-se daí que o
Brasil ainda é um país jovem. Existem 31 milhões de jovens (entre 15 e 24 anos) no país. Não é difícil depreender então que se o jovem vai bem, o país idem. Só que o inverso também é verdadeiro. O mês da juventude (22 de setembro é o Dia da Juventude), nos remete à seguinte questão: Quem é o jovem brasileiro? Uma pergunta de grande relevância quando se trata de
caminhar rumo à qualidade de vida de nosso país.

Para que você possa conhecer melhor a cara do jovem brasileiro abaixo seguem as informações de uma pesquisa que vai ajudar muito. A pesquisa foi sistematizada pelo IBGE e
interpretada pela Dra. Elza Berquó, presidente da Comissão Nacional da População e Desenvolvimento que apresentou os dados numa conferência promovida pela Fundação Mudes / Instituto da Juventude. Promova um debate em sua igreja e comente os resultados. A começar por você, muita coisa pode ser mudada.

POPULAÇÃO JOVEM

A última contagem universal do IBGE, de 1996, mostra que tínhamos, no país, um total de 31 milhões entre 15 e 24 anos. É importante dizer que esta faixa etária ainda apresenta um crescimento positivo. Por que? Porque a geração que hoje tem entre 15 e 19 anos, ou entre 20 e 24 anos, é a geração de 1976 a 1981, ou 1972 a 1976, e , neste período, a fecundidade no Brasil não mostrava sinais tão evidente de declínio.

1996 (15 a 24 anos)………………………………………. 31 milhões

O segmento de 15 a 24 anos nasceu quando a fecundidade brasileira começava o seu maior declínio; por isso ainda é numerosa e só vai começar a diminuir a partir do ano 2006, quando vamos ter faixas negativas de crescimento desta faixa etária, como já acontece, hoje, com o grupo de 0 a 14 anos. Pela primeira vez, no Brasil, os dados desta faixa etária mostram que tivemos uma diminuição em termos absolutos. Entre 1996 e 2006 deixaremos de ter mais de
1 milhão de jovens nessa faixa etária de 15 a 19 anos.

ESTADO CIVIL
Moças casadas (15 a 19 anos) ……………………………………………………………………………… 16 %
Rapazes casados (15 a 19 anos) …………………………………………………………………………….. 3 %

Entre as moças de 15 a 19 anos, 16% já estão casadas; e 3% de rapazes na mesma faixa etária estão casados. Apenas 50 % dessas jovens mulheres vivem uniões consensuais, o mesmo acontecendo em 64% das uniões desses rapazes; ou seja, esses casamentos são um recurso para ter um parceiro estável e para satisfazer um impulso sexual sem enfrentar a legislação.

A tentativa de constituir a própria família é menor quanto maior é o nível de escolaridade do jovem. Os que ingressam na universidade e terminam o colegial ou cursos semelhantes casam mais tarde. Entre os jovens que pertencem às camadas mais pobres, na faixa dos jovens sem instrução – o que constituem uma fração elevada entre nós – a proporção de mulheres casadas
passa a ser de 24%.

Os que ingressam na universidade, ou fazem algum curso, casam mais tarde. Há uma relação direta entre o início precoce de uma relação conjugal e a escolaridade.

Entre os jovens que fazem curso superior, a taxa cai para 4%, se estiver num curso colegial, para 8%; portanto, há uma relação direta entre o início precoce de uma relação conjugal e a escolaridade.

45% dos rapazes entre 15 a 19 anos chefiam uma família e possuem pelo menos um filho. Essa proporção, entre 20 e 24 anos, salta para 65%. Viúvos, divorciados ou separados também existem, ainda que em menor proporção.

A grande maioria – (65% da população solteira entre 15 a 24 anos) mora com os pais, ou com um dos pais, sendo que 16% estão entre aqueles casamentos que se desfizeram ou em que um dos cônjuges ficou viúvo. Há um percentual que mora só. Entre os homens é, praticamente, de 3% e de 2% entre as mulheres. Temos também os agregados que moram com outros parentes. Devem ser os jovens que saem da sua cidade para estudar, para trabalhar, ou aqueles que não se dão bem com a família e vão morar com outros parentes. Eles chegam a um total de 12%.
– 65% da população solteira mora com os pais
– 3% dos rapazes mora só
– 2% das moças mora só
– 12% moram com outros parentes

DROGAS
Estudos realizados em 93, sobre o uso de droga psicotrópica entre estudantes de 1º e 2º graus das redes estaduais de educação em 10 capitais brasileiras, indicam que 80% dos jovens declararam já ter consumido bebidas alcoólicas em nível acima do socialmente aceito. 28% seriam fumantes, 15% experimentaram solventes, 6% ansiolítico e 5% maconha. A análise desses números, alerta para o aumento do uso da cocaína e da maconha, que passa de uma prevalência de 3% em 87, para 5% em 93.

EDUCAÇÃO
Comparando dados de 1981 a 1995, as taxas de alfabetização de jovens, entre 15 e 24 anos, melhoraram, passando de 88% para 93% restando, ainda, 7% de analfabetos neste grupo etário, o que corresponde a 2,2 milhões de jovens.

MERCADO DE TRABALHO
A PEA (População Economicamente Ativa) de 1995 mostrou que 57% da população, de 15 a 19 anos, estava trabalhando, o que representa uma queda em relação aos 60% de 1992. Esta situação configura uma severa exclusão de jovens no mercado de trabalho, com uma consequente diminuição da capacidade de renda domiciliar. O aumento da taxa de escolarização, no mesmo período, sugere que a expansão do sistema de educação constitui-se numa opção importante para muitos dos jovens que ficam à margem do mercado de trabalho.
– Em 1995, 57% ingressaram no mercado de trabalho (15 a 19 anos)
– Em 1992 o total de jovens trabalhadores era de 60%.

SEXUALIDADE / AIDS
Com relação à AIDS, é importante dizer que, segundo dados de 1996, entre jovens contaminados, 1/3 estava na faixa de 15 à 17, e 2/3 na faixa de 18 a 19 anos. A principal causa da contaminação para os homens, como é sabido, é o uso de drogas injetáveis; para as mulheres a relação heterossexual.

Uma população cada vez mais jovem está sendo contaminada com o vírus HIV. No Brasil, desde o início da epidemia (1980), 13% dos casos foram notificados em pessoas com menos de 25. Outros 21% estão na faixa dos 25 aos 29 anos, o que indica que eles se contaminaram, muito possivelmente, antes de 25 anos de idade.

Segundo pesquisa feita pela Jumoc em 1990, cerca de 30% dos jovens evangélicos já tiveram uma relação sexual antes do casamento. Neste índice vale ressaltar que a cada ano temos um crescimento na faixa de 8% ao ano, o que carateriza uma falta de orientação clara do plano de Deus para a vida dos jovens evangélicos.

O JOVEM E A FÉ
De cada 100 entrevistados, 52 gostariam de falar pessoalmente com Deus. A fé divina é praticamente unânime: 98% dos entrevistados disseram acreditar em Deus. Especializada em levantamento de tendências de opinião entre crianças e adolescentes, a consultoria CPM realizou 1.495 entrevistas em seis cidades: São Paulo, Ribeirão Preto, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.

O JOVEM ESTÁ DE BEM COM A VIDA?
Um estudo na Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que “6% dos brasileiros sofrem de depressão”, notícia do Jornal do Comércio.Conforme o professor de psiquiatria Antonio Nardi, “15% dos suicídios registrados no País são causados por depressão grave”. Segundo O Estado de São Paulo, ele disse: “Quando há um real prejuíxo das relações familiares, sociais ou de
trabalho, a idéia de morte é um dos sintomas principais”. O risco de suicídio de jovens entre 15 e 17 anos é especialmente grande. Alguns sintomas de depressão são “isolamento social, ausência de atividades esportivas, perda de interesse, queda repentina no rendimento escolar,
necessidade constante de chamar a atenção e sentimento de culpa”. Nardi acrescenta: “A depressão é uma ausência de perspectiva, com a qual se perde a capacidade de imaginar o futuro”.

Giana Ramos
Colaboração: Fundação MUDES (Fundação Movimento Universitário de Desenvolvimento Econômico e Social), Instituto Da Juventude, Rev. Agrício do Vale e JUMOC.

4 comentários

  1. eu tiamo?


  2. O JOVEM BRASILEIRO

    Educação, comportamento, estado civil…
    Afinal, quem é o jovem brasileiro?

    O Brasil é considerado um país jovem. Hoje a taxa de natalidade é menor do que a de trinta anos atrás, contudo não se equipara ao índice de natalidade de países europeus, que é baixíssimo. Atualmente, a taxa de natalidade brasileira que era de 5,8 filhos por mulher caiu para 2,3. Mas esta estatística não denota ainda uma mudança drástica. Conclui-se daí que o
    Brasil ainda é um país jovem. Existem 31 milhões de jovens (entre 15 e 24 anos) no país. Não é difícil depreender então que se o jovem vai bem, o país idem. Só que o inverso também é verdadeiro. O mês da juventude (22 de setembro é o Dia da Juventude), nos remete à seguinte questão: Quem é o jovem brasileiro? Uma pergunta de grande relevância quando se trata de
    caminhar rumo à qualidade de vida de nosso país.

    Para que você possa conhecer melhor a cara do jovem brasileiro abaixo seguem as informações de uma pesquisa que vai ajudar muito. A pesquisa foi sistematizada pelo IBGE e
    interpretada pela Dra. Elza Berquó, presidente da Comissão Nacional da População e Desenvolvimento que apresentou os dados numa conferência promovida pela Fundação Mudes / Instituto da Juventude. Promova um debate em sua igreja e comente os resultados. A começar por você, muita coisa pode ser mudada.


  3. Jovem Brasileiro

    Invento este soneto onde procuro
    ja sei que o qui estou fazendo é para o meu futuro,

    venho de longe trago o pensamento
    a vida tem oportunidades,
    e a cada um amadurecimento

    agora estou aqui com o puro sangue de guerreiro,
    e sei que irei vencer o premio do jovem brasileiro


    • o jovem brasileiro vive um impasse. São três desafios: aprender a conhecer, a fazer e a ser.
      Vencer esses desafios é pré-requisito para construir um futuro e ser o próprio futuro.Mas onde estão os jovens e seus ideais? Onde está o espírito ímpavido que tinham os jovens brasileiros de décadas passadas?
      Não podemos esperar que essa politicagem faça algo por nós, apesar de sabermos que muita coisa precisa ser atualizada nesse país, principalmente essa educação de brincadeira que não nos motiva para a perspectiva de vida.
      Precisamos parar de ver a vida nas novelas da Globo, a realidade brasileira não é Malhação!
      Não podemos nos deixar persuardir pela mídia!
      Vamos acordar jovens!
      Sejamos críticos e mudemos o sistema desse pedaço de geografia que chamam de País Brasil.



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