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Artes Marciais algum problema?

fevereiro 11, 2007

Fui batizado há pouco tempo, mas enfrento um problema: pratico artes marciais e os irmãos da igreja acham que isso não está certo. Só que até agora eles não me deram explicações convincentes. Por favor, me ajude a entender essa questão.

Não é fácil convencer alguém sobre esse tema. Por isso, os irmãos de sua igreja estão com dificuldades. Primeiro, porque as artes marciais são vistas como uma coisa comum. Que mal existe em algo tão popular, se algumas dessas lutas são adotadas como esportes olímpicos? Também há benefícios como autocontrole, autoconfiança, defesa pessoal, dentre outros. O argumento lógico passa a ser: se esse tipo de esporte promove benefícios, então é saudável. Além disso, você está envolvido e gosta do que faz há bastante tempo. Não é fácil convencer alguém nessa situação, porque o gosto pessoal acaba falando mais alto. Antes de qualquer avaliação, você precisa entender o que está por trás das coisas. Por isso, quero focalizar dois pontos, esperando que isso o ajude a tomar uma decisão adequada.

1. A filosofia oriental e a Nova Era estão por trás do conceito das artes marciais. Se você estudar a origem do Kung Fu, verá que ele era praticado em mosteiros, por monges budistas. O Taekwondo, o que mais se difundiu em todo o mundo, exige intensa disciplina mental. O Tai Chi era muito apreciado pelo monge Chang San-Feng, fundador de um mosteiro para a prática do Taoísmo. Ele trabalhava exaustivamente a harmonia entre o yin e o yang, para melhorar o desenvolvimento entre a mente e o corpo. O povo chinês foi o que mais desenvolveu as artes marciais, relacionando-as com conhecimentos místicos e filosóficos. Ao ler impressos ou visitar sites sobre o assunto, você depara com promoções e ofertas do tipo: “energize-se”, “aprofunde sua vida espiritual”, além da oferta paralela de cursos de Yoga e outras atividades do gênero. As roupas, os gestos, a linguagem, os mestres, os conceitos – tudo está ligado às filosofias orientais e à Nova Era, propondo uma vida holística. Os mestres reverenciados pelo movimento são, entre outros, Lao Tsé, Buda e Confúcio.

Isso já explica tudo. A proposta central de toda filosofia oriental e dos conceitos da Nova Era, é colocar o homem como o centro de tudo, canalizando positivamente sua energia interior e seu mundo interior. A Bíblia, no entanto, ensina que não somos deuses, mas que dependemos de Deus. A idéia de que poderíamos nos tornar como Deus foi o primeiro engano apresentado pela serpente, no Jardim do Éden (Gên. 3:5). Portanto, existe um choque muito forte entre os princípios que movem as artes marciais e as orientações que Deus dá por meio da Bíblia. Por mais que você não se envolva filosoficamente, é conduzido e envolvido inconscientemente.

2. A “defesa pessoal” é a base do aprendizado de qualquer dos gêneros de luta das artes marciais. O Kung Fu é uma luta que, em sua origem, tinha o objetivo de ajudar as pessoas a defender-se de animais ferozes e outros inimigos. O Judô tem por objetivo derrubar ou imobilizar o adversário. O Taekwondo usa muito as pernas. Já os braços são explorados de maneira semelhante ao pugilismo. O problema é que qualquer uma dessas lutas de autodefesa se torna uma arma. Num momento de cabeça quente, tensão, ameaça ou agressão, a luta extrapola, causando estragos irreparáveis. É assim com a maioria das pessoas que compram uma arma de fogo, para ter em casa ou no carro, para se defender. Ela não está lá para agredir ou ameaçar, mas você sabe quantos estragos pode causar. Por mais que essas lutas ensinam autocontrole e domínio próprio, você não pode esquecer que as emoções e impulsos humanos não são dignos de confiança. Além disso, vivemos em um mundo de pecado, onde o tentador faz tudo o que é possível para que você use sua “arma” para o mal, especialmente quando sabe que você quer ser fiel a Deus. Vamos avaliar um pouco mais. Quando você aprende técnicas de defesa pessoal, está buscando se defender de quê ou de quem? Contra quais inimigos nós lutamos hoje?

Existem, basicamente, duas batalhas: a espiritual e a social. A maior é a espiritual, contra os principados e potestades, contra o poder do mal (Efés. 6:12). Para essa batalha é preciso buscar defesas na Bíblia, na oração, na fé. A outra batalha é contra a violência social. As pessoas vivem em condomínios, atrás de casas com muros altos, andam em carros blindados e compram armas para se defender. Nessas circunstâncias, porém, a orientação dos especialistas é: “Não reaja”. Como cristãos, não buscamos a paz ou a defesa através da violência. A orientação da Bíblia é outra. Nossa defesa é a fé no poder de Deus. É Ele quem nos protege e salva. Em todo o tempo, quando esteve na Terra, Jesus condenou toda atitude violenta. Pedro cortou a orelha do servo do sumo sacerdote (João 18:10) e foi duramente repreendido.

Os ensinamentos de Jesus são claros: “Mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra.” Mat. 5:39. Isso não quer dizer que devemos sair por aí apanhando de qualquer pessoa. Jesus queria dizer: “Não revide.” A violência sempre gera violência. Esse é um terreno perigoso, no qual o jovem adventista não deve envolver-se. Seja fiel e prudente, pondo de lado seu gosto pessoal. Não se deixe envolver a ponto de não mais conseguir sair dessa prática. Deus é capaz de lhe dar forças e orientação para buscar outras opções que sejam saudáveis.

Erton Köhler é diretor do Departamento de Jovens da Divisão Sul-Americana.

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8 comentários

  1. Finalmente encontrei algo entre a minha religião e o tipo de esporte que pratico. Excelente abordagem, muito boa a resposta, realmente atendeu as minhas expectativas. Mais eu também enfrento esta situação, só que porém eu dou aulas de esportes marciais. Sou porfessor de kickbixing, muay thai, grego-romana e também vale-tudo. Gostaria de saber se os “princípios” da nova era também se acham nestas modalidades acima?!


  2. Sr. Erton Köhler acho que você deveria se informar mais antes de criticar… pratico artes marciais desde os 15 anos nasci na igreja presbiteriana e me considero cristão.
    Não foi pelo fato de eu ter praticado Kung fu, Jiujitso, capoeira, muay thai que eu virei Budista, Taoista ou do movimento nova era… o problema de muitos Teólogos é que eles querem explicar até o que não conhecem…Para você entender como funcionam de fato as artes marciais você tem que estudar e praticar e não ficar julgando em cima de tradições religiosas que alguns seguem que não é meu caso…
    Seria bom você entrar em uma escola seria de artes marciais e treinar um pouco em vez de apenas pesquisar no google…

    Abraço

    Fica na paz


  3. Já pratiquei artes marciais, e atualmente estou tentado a praticar novamente devido ao condicionamento físico.
    Mas devido ao estudo de uma matéria que tive na faculdade estou ponderando, notei que o problema não são as técnicas terapêuticas ou as artes marciais em si, estas tem o seu benefício… O problema são os princípios que elas pregam, são de onde elas surgiram, não é difícil encontrar simbolos (yin-yang) e tendências (meditação) da nova era em certas modalidades.
    É importante lembrar que o mal sempre traz um pouco de bem para confundir!


  4. Parece a mim que o problema não é a origem pagã das artes marciais (pois se assim fosse abandonaríamos também as ciências), mas o misticismo (presente em símbolos, saudações, visualizações, ídolos, teorias metafísicas etc) com o qual elas se misturam e a finalidade para as quais foram elaboradas (a guerra; a defesa e o ataque físico), o que significa não crer plenamente na segurança que Deus oferece, mas antes ter mais em conta seus próprios atributos físicos.

    Admito que seja possível separar o misticismo, embora em algumas modalidades isso seja muito difícil (como separar os conceitos budistas ou taoístas relacionados aos katas e katis; ou as cantigas em honra a entidades da roda de capoeira; ou outros inúmeros movimentos consagrados a deuses etc?). Ainda que se faça vista grossa o problema continua lá. Mesmo que existam artes marciais (ou simplesmente sistemas de luta) que não se envolvam ou quase não se envolvam com misticismo (como judô, jiujitsu e krav magá), o problema da violência ainda persiste.

    Se o argumento é se utilizar da arte marcial para melhorar o condicionamento físico (um dos propósitos dos monges budistas, por exemplo), para tal fim pode-se praticar muitos outros esportes ou atividades físicas cuja agressividade não lhes norteia (chutes, socos e torções são atitudes agressivas, mesmo que seja agressividade em âmbito esportivo), como a natação, o vôlei, o futebol, a musculação (desde que não se caia no culto ao corpo), o ciclismo e tantos mais.

    Ainda há o problema de que a finalidade da arte marcial é tornar o corpo uma arma, afinal, desenvolveu-se a partir do esforço do homem para se tornar mais eficaz na luta corporal, seja em combates ou contra salteadores ou ainda contra as feras da natureza. Quem carrega uma arma se não pretende, em hipótese alguma, utilizá-la? E, se carrega a arma, não nega esta pessoa que o Senhor é sua única proteção?

    O que Jesus nos diz sobre o assunto?

    “Mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra.” Mt 5:39
    “Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.” Mt 26:47

    Não deve o Senhor ser nossa inteira defesa?

    “Os meus olhos se elevam continuamente ao SENHOR, pois ele me tirará os pés do laço.” Sl 25:15
    “É Deus que me vinga inteiramente, e sujeita os povos debaixo de mim; o que me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim, tu me livras do homem violento.” Sl 18:47,48
    “E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear.” Is 2:4
    “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Ef 6:12
    “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” Fp 4:13

    Não devemos viver em paz e utilizar apenas a sabedoria de Deus para nos defendermos?

    “Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens.” Rm 12:18
    “Tomem por alvo viver sossegadamente e cuidem de seus próprios negócios.” 1Ts 4:11
    “Uma resposta, quando branda, faz recuar o furor, mas a palavra que causa dor faz subir a ira.” Pv 15:1
    “A sabedoria é melhor do que os apetrechos para a peleja.” Ecl 9:18
    “Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.” 1Tm 4:8

    Ou, se necessário, simplesmente nos afastarmos?

    “Como o soltar das águas é o início da contenda, assim, antes que sejas envolvido afasta-te da questão.” Pv 17:14
    “Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou.” Jo 8:59

    Não devemos nos afastar dos caminhos do mundo, que podem conduzir ao mal?

    “Abstende-vos de toda a aparência do mal.” Ts 5:22
    “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;” 2Co 6:17
    “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” 2Co 6:14
    “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz… E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.” Ef 5:8,11
    “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor.” Cl 1:13
    “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” 1Pe 2:9
    “Não imitem os costumes dos povos que eu vou expulsar dali, conforme vocês forem tomando posse da terra. Eu fiquei aborrecido com eles por causa das coisas imorais que faziam.” Lv 20.23

    De algo feito para machucar alguém não se diz que é ruim? Parece a vocês que Deus se alegra em ver seus filhos lutando entre si?

    “Quanto ao que busca o mal, este virá sobre ele.” Pv 11:27
    “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens.” Rm 12:17
    “Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” Jo 15:19


  5. Isso é importante pois a maioria das pessoas, infeliuzmente, são sugestionáveis.
    Em casos gerais se uma pessoa prática uma arte marcial, e deseja ter um bom desmpenho, tenderá ir a fundo nas técnicas, e principalmente em sua filosofia.


  6. Não discordo dos comentarios, que devemos nos afastar dessas situações, e evitar essas situações, e isso não é tão dificil de se fazer (tenho feito isso praticamente minha vida toda), mas imaginem uma situação na qual você um homem tentando estrupar uma mulher na rua enquanto você passa, ou pior, um parente seu, sua filha, esposa, namorada, e você não poder fazer nada, pois não tem a capacidade de reagir contra isso, pois não tem o conhecimento de como imobiliza-lo, de como defender aquela pessoa que é importante para você, nessa situação nós deveriamos gritar e esperar por socorro enquanto aquela pessoa preciosa para você é violentada? Conversar com o criminoso enquanto ele arranca a roupa da pessoa?


  7. Sou adventista e não concordo com70% do que está escrito aí. Incoerência aí é para mais de metro. Se assim for não podemos praticar nenhum esporte. Cada coisa que vejo!!!!


  8. olá
    Sou adventista e professor de Kung Fu meu E-mail wellingtonshaolinpalestrante@outlook.com e meu whatsapp 041 995926001 entre em contato se quiserem saber sobre esse assunto abordado com basse Bíblica e conhecimento do Kung Fu .



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