Archive for 15 de fevereiro de 2007

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Video game pode?

fevereiro 15, 2007

Gosto muito de jogar video game, mas nunca me envolvi com jogos de lutas. Meu interesse são games de esportes, como o futebol. Existe algum problema nisso?

Os games realmente parecem apenas um passatempo, mas são um fenômeno que merece avaliação mais profunda. Desde que Steve Russel inventou em 1962 o primeiro game, chamado Spacewar, houve até hoje uma verdadeira explosão. Atualmente, existem no mercado mais de 5 mil modelos diferentes, e ainda com a expectativa de que haja um crescimento de mais de 70% nos próximos cinco anos. Só nos Estados Unidos, durante o ano 2000, foram vendidos 215 milhões de jogos. Eles estão por todos os lugares: lares, Internet e nas Lan Houses, que são ambientes especiais com vários computadores de última geração, conectados em rede.
Esse crescimento tem despertado muitos estudos e pesquisas. Cerca de 3 mil já foram realizados, apresentando tanto benefícios quanto prejuízos. Os benefícios mais divulgados são: agilidade mental, sistematização do raciocínio e competitividade. Sem dúvida, essas características ajudam os que precisam enfrentar a vida e o mercado de trabalho. Precisamos avaliar, porém, até que ponto esses benefícios compensam os prejuízos. Não existem outras formas mais saudáveis de desenvolver essas mesmas características positivas?
A verdade é que, independente do tipo de jogo, os riscos são muito grandes. O maior deles é o vício. Mesmo que os jogos não sejam violentos, têm a tendência de viciar, pois uma pessoa gasta até 100 horas para dominar um video game típico. Por trás do vício aparecem ainda a dependência e o mau uso do tempo. “Os viciados em games chegam a jogar 24 horas por dia sem parar, reagindo à abstinência da mesma forma que os dependentes de álcool e outros entorpecentes”, disse numa entrevista o psicólogo Hakan Jonsson, especialista no tratamento de jogadores compulsivos. Segundo ele, não há praticamente diferença entre viciados em corrida de cavalos, cocaína ou games, independente do tipo de jogos.
Existem vários motivos para o surgimento desse vício, mas normalmente ele se desenvolve pelo fato de os games terem forte apelo visual, garantirem incrível imersão do jogador no “ambiente” do jogo e recompensarem os jogadores de acordo com seu sucesso e esforço através de pontos, novas fases, bônus, etc. Além disso, permitem que os jogadores tenham um controle que não têm na vida real, e isso tem uma atração muito forte.
É preciso lembrar, porém, que o vício é uma das coisas mais ofensivas a Deus, pois domina o maior presente que Ele deu aos seres humanos na Criação – a liberdade de escolha. Deus aceitou o risco de ver toda a Criação comprometida para deixar o homem escolher livremente. Ele sofre ao ver decisões erradas, mas não interfere na liberdade de escolha. Por isso, não dá para aceitar qualquer coisa que venha controlar essa liberdade, deixando uma pessoa escrava de seus desejos.
Ellen White já previa o aumento da oferta dos mais variados tipo de jogos nos últimos dias, quando disse: “As condições do mundo mostram que estão iminentes tempos angustiosos… Os homens têm-se enchido de vícios, e espalha-se por toda parte toda espécie de mal.” (Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 280.) Sem notar, a pessoa vai se prendendo cada vez mais. Ela pode se envolver com um jogo que recompensa quem rouba carros, constrói cidades ou mata inimigos. Pode montar civilizações, comandar uma cidade, lutar contra uma gangue de rua, salvar uma princesa das garras de um monstro, ou liderar um exército de cavaleiros. Todas essas são aventuras possíveis de viver sem precisar sair da segurança de casa. Um jovem cristão, porém, enxerga mais longe. Não vê apenas a oferta, mas enxerga também seu preço. Vê até onde ela vai levar. Está vacinado contra as diferentes formas de vício que Satanás costuma oferecer.
Estou lhe falando bastante sobre o problema do vício porque talvez seja a conseqüência mais comum e de maior impacto espiritual. Contudo, a lista dos prejuízos vai mais longe. O envolvimento com video games pode causar:
1. Cansaço físico por causa da diminuição ou até falta do sono noturno.
2. Cansaço visual, olhos ardentes e ressecados, pois uma pessoa concentrada pisca três vezes menos.
3. Isolamento do convívio social e do contato humano.
4. Dificuldades de atenção.
5. Limitação do vocabulário e da conversação.
6. Diminuição do hábito da leitura.
7. Desumanização e mecanização do comportamento.
8. Estímulo a comportamentos agressivos em função do tipo de jogo utilizado ou pelo excesso de cansaço. Essa foi a conclusão de uma pesquisa com 200 crianças entre 8 e 13 anos, dirigida pela psicóloga Maria Isabel Leme, da Universidade de São Paulo.
9. Risco da imitação dos personagens. Foi o que aconteceu com o estudante Mateus da Costa Meira, que em 1999 disparou tiros de submetralhadora na platéia de um cinema em São Paulo, matando três pessoas. Ele repetiu exatamente as mesmas seqüências do game Duke Nuken. Desde a entrada no cinema, no banheiro, a escolha e regulagem da arma, enfim, tudo foi uma infeliz repetição na vida real do que ele via nas cenas do game.
10. Falta de sensibilidade diante de problemas sérios e da realidade diária.
11. Passividade, com a vontade inibida e o raciocínio bloqueado, devido aos movimentos repetitivos e predefinidos.
12. Afastamento da realidade por encontrar um “habitat” no mundo virtual. Quando os games são “pesados” a situação é pior, pois a pessoa passa a encarar com naturalidade a violência, as mortes, as torturas e o sadismo. Eles são desligados de toda conseqüência moral ou espiritual.
13. Baixo rendimento e aproveitamento escolar por causa do cansaço físico e mental devido a longas horas dedicadas aos jogos.
14. Ligações perigosas, criando familiaridade com demônios de todo tipo: zumbis, xamãs (feiticeiros), vampiros, Ets, dragões, criaturas deformadas, andróginas, bem como se familiarizar com seus nomes : Diablo, Jersey Devil, Pokémon (monstros de bolso), Speed Devils, Dragon Quest, etc.
15. Vulgarização da violência levando os crimes mais graves a parecerem simples.
16. Aumento da pressão arterial, pois a atividade cardiovascular é diretamente influenciada. Quanto maior é a violência do jogo, mais sobe a pressão arterial.
17. Problemas de coluna, em função da postura irregular durante horas de jogo.
18. Tendinite e L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) causados por repetições excessivas de movimentos de mãos e braços.
Fique longe do vício e de toda esta lista de prejuízos. Por mais que alguns jogos lhe atraiam, e pareçam até inocentes, Deus tem uma vida melhor para você. Experimente dar a volta por cima:
Tomando uma decisão. Sua primeira atitude deve ser decidir mudar e acabar com aquilo que lhe prende. Siga o conselho de Salmo 119:9-11.
Buscando a ajuda de Deus. Só ele pode mudar sua vontade. Faça disso o grande motivo de suas orações. Mesmo que o hábito já tenha se transformado em vício, dois conselhos preciosos de Ellen White podem ajudar: “Na força conquistada pela oração e estudo da Palavra… abandonará o vício” (Atos dos Apóstolos, pág. 467), e “o único remédio para o vício é a graça e o poder de Cristo.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 179.
Desenvolvendo novos hábitos. Para mudar e vencer é preciso ocupar o tempo com outras coisas úteis. Descubra áreas que lhe atraem e busque maneira de se envolver com elas. Ellen White recomenda: “Uma das mais seguras salvaguardas contra o mal é a ocupação útil, ao passo que a ociosidade é uma das maiores maldições…” – Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 275.
Praticando atividades físicas. Elas também apaixonam, mas fazem isso de maneira construtiva e saudável em todos os sentidos.
Mudando de amigos. Busque uma turma que tenha outros hábitos e que possa lhe envolver em atividades mais saudáveis.
As tentações de Satanás são fortes, e por isso mesmo não é fácil entender ou mudar hábitos e gostos pessoais. É preciso estar em sintonia com Cristo e decidir ser fiel a qualquer preço para poder resistir. “Satanás diz ao jovem que ainda haverá tempo, que ele pode condescender com o pecado e o vício só esta vez e nunca mais; mas esta única condescendência envenenará toda a sua vida. Não se aventurem uma vez sequer em terreno proibido.” –Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, pág. 409.

 

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É certo usar jóias?

fevereiro 15, 2007
Esta e uma questão que tem sido muito debatida ultimamente. O objetivo destas orientações não é colocar mais lenha na fogueira. O objetivo é fundamentar o assunto na Palavra de Deus.

Algumas pessoas tratam o assunto como um problema pequeno. Não duvido até que alguém possa pensar: “com tantos problemas sérios na igreja, porque tocar em um assunto tão insignificante e tão aceito por aí?” Por favor, lembre-se: “O que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação” (Lucas 16:15). Freqüentemente, as coisas que parecem pequenas na superfície, são as que tem maiores conseqüências. Creio que isto também é verdade na questão das jóias.

O Fruto, Não a Raiz!
O poder do evangelho começa no interior, transformando o coração, ainda que invisível aos olhos humanos. Mas logo em seguida ele continua a fluir e infiltrar-se em cada área da vida, produzindo evidentes mudanças externas. Exatamente como uma planta, a semente nasce embaixo da terra. Mas se a raiz é saudável, a planta logo se vai aparecer e produzir frutos acima do solo. Foi Jesus quem disse: “pelos seus frutos os conhecereis” Mat. 7:20. Você notou? Ele não disse, que os cristãos seriam reconhecidos pelas raízes que crescem debaixo da terra, mas pelo fruto, que aparece.

Embaixadores de Deus
Nós, a igreja, somos as mãos, os pés, os olhos, a boca, e também os ouvidos de Jesus no mundo de hoje. Somos o corpo de Cristo. Nosso Senhor falou, “assim como o Pai me enviou, eu vos envio” João 20:21.

Somos enviados ao mundo, para mostrar quem é Jesus. Através do Espírito Santo, nos tornamos Seus representantes para refletir Sua imagem em tudo; desde o modo como falamos e trabalhamos, até maneira como nos alimentamos e vestimos. Em II Cor. 3:18, Deus diz que “todos nós… somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito Santo do Senhor.”

Exibindo Nossa Natureza
Vamos dar uma olhada na origem das jóias. Deus fez todo o ouro, prata, e pedras preciosas do mundo, e pretendia usa-las de maneira prática. Como esses minerais são tão raros e valiosos, mesmo em pequenas quantidades, há muito tempo eles começaram a ser usados como moeda.

Com o passar do tempo, o povo começou a “usar” seu dinheiro a fim de impressionar os outros com sua riqueza. Quando os compradores iam ao mercado para comprar algum item caro, eles simplesmente tiravam um de seus anéis ou braceletes, e efetuavam o pagamento.
Depois que Rebeca deu a beber aos camelos do servo de Abraão; a Bíblia diz que eles pagaram a ela dessa maneira. “Quando os camelos acabaram de beber, o homem tomou um pendente de ouro, de meio siclo de peso e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro” (Gên. 24:22).

Quando os filhos de Israel trouxeram uma oferta ao Senhor, para construir o tabernáculo, eles usaram as jóias que tinham recebido dos egípcios. Esse era o seu dinheiro. “Vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração, trouxeram fivelas, pendentes, anéis, braceletes, todos os objetos de ouro. Todo homem fazia oferta de ouro ao Senhor” (Êxodo 35:22).

Não há nada de errado, obviamente, com o fato de ter dinheiro. Mas a questão é: Deus deseja que os cristãos usem suas riquezas para que todos vejam? Claro que não. “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns desviaram da fé, e se transpassaram a si mesmos com muitas dores.” I Tim. 6:10. Já que a cobiça é pecado, porque você tentaria um irmão ou irmã a cobiçar o seu dinheiro, que é ostentado a todo mundo? Qual seria o motivo para um cristão fazer isso?

As Jóias Justificadas
Os que procuram justificar o uso de jóias, normalmente citam histórias da Bíblia nas quais os filhos de Deus usaram ouro, prata ou jóias. Por exemplo, as Escrituras relatam o assunto sem comentários, que José usou um anel e “um colar de ouro no seu pescoço” (Gên. 41:42); que Saul usou um bracelete (II Samuel 1:10); que Mardoqueu recebeu um anel de Assuero (Ester 8:2); e que o rei Belssazar deu a Daniel um manto púrpura e colocou “uma cadeia de ouro ao pescoço” (Daniel 5:29).

Mas, lembre-se, apenas porque algo aparece na Bíblia não significa que Deus o aprova. As Escrituras simplesmente relatam com fidelidade a história do povo de Deus, incluindo todas as suas falhas. Noé bebeu vinho e ficou bêbado (Gênesis 9:20-21). Ló teve relações sexuais com suas filhas e engravidou-as (Gênesis 19:30-38). Judá pagou uma prostituta por uma noite, engravidou-a, e mais tarde descobriu que ela era a sua nora (Gênesis 38:12-26). Não podemos admitir que Deus aprove tais práticas repugnantes, apenas porque esses incidentes são mencionados na Bíblia. Outras passagens da Escritura claramente nos falam que Deus condena o álcool, incesto, prostituição, e jóias como não produtivos para não executar seus propósitos para a humanidade.

Investindo no Interior
Outro argumento que aparece, as vezes, é o de que o uso de jóias é uma forma de manter, com capricho e beleza, o corpo que Deus criou. Mas será que é isso, afinal, que Deus espera de nós? Seu desejo para o nosso corpo pode ser bem expresso em uma frase: investir no interior e manter o exterior. Isso significa concentrar mais tempo e recursos cuidando da saúde e da vida espiritual, pois são elas que vão nos deixar mais próximos de Deus e nos tornar melhores testemunhas dEle. Já o cuidado com o exterior significa manter uma imagem de asseio, higiene e bom gosto. Cuidar do cabelo para mantê-lo limpo, bem penteado e cortado; manter o corpo bem lavado, as unhas bem cortadas e limpas, etc. Não usar jóias não significa relaxar, mas ter bom gosto e capricho. Deus espera que não venhamos a priorizar aquilo que não beneficia nossa vida física ou espiritual, mas que o investimento seja colocado naquilo que traz resultados positivos no presente e também no futuro. Ele quer que a atenção seja chamada para o interior, e não para o exterior. A verdade é que investimos naquilo que é mais importante para nós, e sempre que se investe em uma área, se enfraquece a outra.

Por Que Ser Uma Pedra de Tropeço?
Uma razão para não usar bebidas alcoólicas, é porque uma em cada sete pessoas que as consomem se tornarão alcoólatras. Mesmo que eu seja hábil para beber moderadamente, não quero que meu mal exemplo cause a ruína de outra pessoa, especialmente por alguma coisa tão desnecessária como bebidas embriagantes.

O mesmo princípio é verdadeiro sobre as jóias. A gente vê pessoas que se cobrem com ouro e jóias preciosas. A maioria das pessoas que usam jóias, não se dão conta de seu próprio valor. Elas esperam sentir-se mais valorizadas por cobrirem-se a si mesmas com objetos caros. Outras acreditam que não são tão atraentes e esperam aumentar sua beleza ao se enfeitarem com belas pedras. Não podem se controlar. Pensam que se um é bom, então dez será melhor. Apenas para lembrar, nunca escutei de um homem: “Ela não é bonita? Apenas olhe suas jóias!”.

Bem, aqui está a grande questão. Qual é o objetivo? Se é certo para mulheres usarem brincos, então quem dirá que é errado para o homem? Se um anel ou brincos são aceitáveis, então porque não três ou quatro? Se um membro da igreja pode usar jóias, por que não um pastor? Se uma jóia na orelha é totalmente certo, então o que há de errado com um osso no nariz?

Modéstia e Humildade
Desde que Adão e Eva caíram em pecado, nós humanos, temos que lutar com a mesma natureza pecaminosa que tem o orgulho em sua raiz. Deus, por isso, ordenou-nos a não usar jóias. Em nossa condição pecaminosa, não estamos mais aptos a resistir a tendência do orgulho, do que foi Lúcifer. Quando nosso corpo for transformado, na segunda vinda de Cristo, não seremos mais tentados a pecar. Unicamente então, Jesus considerará seguro colocar uma coroa de ouro em nossa cabeça.

Enquanto isso não acontece, fazemos bem em seguir o conselho dado por Paulo � s mulheres: “quero que, do mesmo modo, as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos dispendiosos, mas (como convém as mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” I Timóteo 2:9-10.

Pequenos Ídolos
Quando é apresentada a verdade bíblica a respeito das jóias, raramente se ouvem queixas daqueles que são recém convertidos. Mas alguns outros, que tem estado na igreja durante anos, freqüentemente ficam tristes e argumentam, “Isto é uma coisa tão pequena!” A melhor resposta é: “se é uma coisa tão pequena, então por que é tão difícil para você abandona-la?” Um pouco de ouro ou prata podem se tornar um grande ídolo.

Somos o Templo de Deus
A mais bela construção da antigüidade era o templo de Deus, construído pelo rei Salomão. Seu exterior era coberto com pedras de puro mármore branco. Muito interessante é notar que o ouro, estava no interior do templo. A Bíblia diz que este é igualmente um bom modelo para os ‘templos vivos’. “A beleza das esposas não seja o enfeite exterior, como o frisado dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas a beleza interior, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que é precioso diante de Deus.” (I Pedro 3:3-4). Como o antigo templo de Salomão, nosso ouro deveria estar no interior!

A Primeira Impressão é a que Fica
Duas mulheres simbólicas aparecem em Apocalipse, nos capítulos 12 e 17. Elas representam os dois grandes poderes religiosos que estão em conflito, por toda a história da igreja. Embora nenhuma das mulheres fale uma só palavra que seja, sabemos qual é a verdadeira e qual é a falsa. Como? O primeiro modo como a Bíblia as identifica é pelas roupas que estão usando.

Apocalipse 12:1 diz: “viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça.” A primeira mulher, que representa a igreja de Deus, está usando uma luz natural. Sua igreja está vestida com a pura e não falsificada luz que Ele fez.

Por contraste, a Segunda mulher, que representa uma igreja falsa, está enfeitada com jóias e roupas finas. Sua beleza é externa e artificial. Apocalipse 17:4 fala que, “A mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição.” Obviamente sua descrição esta associada com a aparência do mal, e somos ordenados a “Abster-nos de toda a aparência do mal” (I Tessalonicenses 5:22).

Cristo é Nosso Exemplo
Sempre que estiver em dúvida, pergunte: “O que faria Jesus?” Se seguirmos a Jesus, estaremos sempre seguros. Não dá para imaginar Jesus furando Suas próprias orelhas, nariz, ou qualquer outra parte, mesmo com o fim de pendurar pedras brilhantes em suas extremidades. O exemplo de Jesus nas Escrituras é continuamente de modéstia e simplicidade prática. Quando Ele foi crucificado, os soldados romanos dividiram Suas vestes entre si. Note que eles não tiraram a sorte por Suas jóias. Ele não possuía nenhuma. Em vez disso, eles tiveram que disputar Sua peça de roupa mais valiosa uma modesta túnica sem costura. (João 19:23-24).

Eis uma mensagem que mostramos repetidamente: quando amamos a Jesus, queremos seguir Seu exemplo. “Aquele que diz que está nEle, também deve andar como Ele andou.” I João 2:6.

Mudança de Proprietário
Numa pequena cidade onde vivi, havia uma casa que era bem conhecida por sua aparência: tudo em ruínas. Ferro-velho, lixo e uma mistura de sucatas espalhadas pelo pátio. A pintura descascando, janelas quebradas, e cachorros famintos no jardim. Era uma vergonha para toda comunidade. Então um dia, depois de voltar de uma longa viagem, andando pela cidade; fiquei aturdido pela dramática mudança que tinha ocorrido naquela casa vergonhosa. A velha pintura descascada tinha sido lixada e agora uma nova pintura embelezava as paredes. Janelas novas e limpas estavam no lugar das antigas, e todas as sucatas e ferro-velho tinham sido tiradas! O jardim foi limpo e coberto com um novo gramado. Eu não podia deixar de perguntar o que causou a mudança. Instantaneamente descobri que a casa tinha um novo proprietário.

Todos nós, de uma forma ou outra, nos parecemos com a velha casa em ruínas. O pecado reinou em nosso coração, e levou � queda, impureza e confusão. Mas sempre que uma pessoa permite a Jesus entrar no coração, o processo de limpeza começa imediatamente. Jesus remove aquelas coisas que manchavam a beleza interior do cristão, e as pessoas notam a beleza externa.

PARTICIPAÇÃO:
• Qual deve ser a sua atitude quando encontra outro membro da igreja usando jóias?
• O uso de jóias pode ser uma questão de salvação?
• O uso de jóias discretas é aceitável, por não chamar a atenção?
• Qual o papel da oração na mudança de pensamentos e atitudes?

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É possível esperar!

fevereiro 15, 2007

“Gostaria realmente que todos os jovens ouvissem esta mensagem. É possível Esperar” A. C. Green – Los Angeles Lakers

Acabei minha oitava temporada com o time NBA e este intervalo entre os jogos será muito bem-vindo. Poderei dar um descanso para o meu físico e também uma pausa no ritmo alucinado de viagens e entrevistas constantes. Mesmo assim, é difícil escapar do público. Eu tenho 2 metros e 27 centímetros de altura e, como a maioria dos jogadores de basquete, facilmente nos despontamos em uma multidão. Como profissional do basquete tenho que me relacionar com os “fans-clubes” dos vários locais onde vamos jogar. É impressionante, mas tanto meus colegas quanto eu, somos perseguidos pelas meninas que fazem de tudo para sair conosco, desde o momento em que chegamos até a nossa partida. Elas estão em todos os lugares – aeroportos, recepção dos hotéis, restaurantes e quadras de jogo – sempre tentando chamar nossa atenção. Poucos resistem a esses avanços. Eu, pessoalmente, não sei quantos jogadores do “NBA” são virgens, mas posso afirmar que são pouquíssimos. Os jogadores profissionais de basquete possuem uma imagem de super-saudáveis e, não nos ajuda muito, quando um antigo jogador, super famoso como o Witt Chamberlain vivia se gabando de já ter ido para a cama com mais de 20.000 mulheres diferentes! Enquanto me mantenho sexualmente puro, continuo a ouvir as conversas de quarto de meus colegas sobre suas últimas conquistas amorosas. Eu, porém, me recuso a permitir que isso enfraqueça minha postura, pois decidi firmemente seguir os padrões de Deus em minha vida. Falei de minha posição para meus colegas Alguns, por gozação, disseram que iriam marcar encontros para mim com algumas mulheres que consideravam irresistíveis. “…e aí veremos se você é tão forte quanto diz ser…” disseram brincando. Não quero ser mal-entendido. O sexo em si, não é ruim. É somente uma questão de quando utilizá-lo. Deus criou o sexo para nosso deleite, mas o limitou ao casamento. Por isso estou esperando a hora certa. A Bíblia diz em Filipenses 4:13: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

Eu me apropriei desse versículo. A Bíblia também diz que nenhuma tentação seria maior do que as forças que Ele dá. Gostaria realmente que todos os jovens ouvissem esta mensagem. É possível esperar! Nem todos estão embarcando nessa de sexo antes do casamento! Há três anos comecei a Fundação Jovem A.C. Green em Los Angeles. É uma fusão de acampamentos para jogar basquete, onde também ajudamos os jovens a encontrarem empregos provisórios durante as férias e aproveitamos para passar-lhes alguns direcionamentos. Muitos dos adolescentes que me ouvem já são sexualmente ativos há anos. Sabendo disso eu lhes apresento o conceito da “segunda” virgindade. “Pelo fato de já ter tido sexo no passado, vocês podem pensar que agora não há mais motivos para esperar. Mas, há um caminho melhor a ser seguido. O caminho de Deus. Talvez vocês se sintam culpados, indignos, mas Deus pode perdoá-los. Vocês podem assumir perante Deus o compromisso de manterem-se puros a partir de agora até o dia em que se casarem”. Sei que esses jovens precisam de um modelo. E apesar de não querer me colocar em um pedestal, ponho-me como um referencial por Cristo.

Tenho orgulho de dizer que sou virgem e faço questão de dizer que Deus tem me dado forças para esperar. Você pode estar pensando em como conciliar minha mensagem com a de um outro colega de profissão, o conhecido Magic Johnson. Acredito que a mídia e a sociedade são mais propensas a aceitarem a mensagem de Johnson do que a minha. Ele diz que os jovens devem continuar a fazer sexo, mas que devem tomar todas as precauções e utilizar preservativos para evitar os riscos de doenças. Minha mensagem é diferente. Os fatos mostram que nem sempre os preservativos funcionam. E, para os adolescentes, essa taxa de falhas é ainda pior. É mentira afirmar que é só vestir uma camisinha que você ficará seguro! Tremo ao ouvir essas coisas. Os preservativos já não são 100% seguros para evitar gravidez, quanto mais para bloquear o vírus do HIV, que é 450 vezes menor do que o espermatozóide. É como uma rede tentando segurar água! Algumas pessoas perguntam se eu tenho namorada.

Tenho sim. Ela é uma pessoa que resoeita a si mesmo e possui um alto padrão e valores morais. Partilhamos dos mesmos alvos e objetivos, particularmente quanto a mensagem aos adolescentes do valor da espera. A primeira coisa a ser dita é: “É preciso aprender a respeitar a si mesmo para podermos respeitar os outros.” A.C. Green – Jogador profissional de basquete do “Los Angeles Lakers”. Tinha 29 anos de idade quando escreveu esta mensagem.

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Namoro com diferenças na idade

fevereiro 15, 2007

Namoro – Namoro uma pessoa 14 anos mais novo(a)

 
Namoro uma garota 14 anos mais nova Tenho 27 anos, sou adventista e namorei muitas meninas de fora da igreja, mas sempre pedi a Deus que me ajudasse a escolher uma moça que fosse da igreja, que compartilhasse a minha fé, que me amasse de verdade, e que gostasse de cantar (porque não tenho esse dom). Por muito tempo orei a Deus por isso. Fiquei surpreso quando minha prima de 13 anos se declarou para mim. Disse que está apaixonada. No começo não dei muita atenção, mas agora vejo que é muito bonita, está se tornando uma moça de verdade e é dedicada na igreja. Começamos a ficar juntos, mas o que me perturba é nossa diferença de idade: 14 anos.

Fico pensando: “Será que Deus respondeu minha oração?” Fico confuso porque ela também disse que orou muito por mim quando estava em sua cidade. Devo esperar um tempo para que ela se torne adulta? Estou cheio de dúvidas. Na verdade não quero compromisso agora porque estou estudando e pretendo me formar, mas muitos me dizem para esperar por ela. Dizem que daqui a algum tempo a idade não vai mais fazer tanta diferença. Por favor, me ajude a decidir. Essa é uma questão que, para os padrões de hoje, parece não ter nenhum problema. Afinal, você vê por aí mulheres muito mais velhas que seus maridos e homens casados com mulheres que teriam tranqüilamente idade para serem suas filhas. Alguns desses casamentos até podem estar dando certo, dentro desses novos conceitos de amor e relacionamento. Mas, com certeza, são minoria e exceção. Tenha sempre muito cuidado ao tomar a exceção como exemplo, especialmente em questão de casamento. Os valores do casamento mudaram muito, ultimamente, e a sua durabilidade também. Por isso, faça suas escolhas com segurança. Não se deixe levar pela “onda”. A diferença de idade realmente deve fazer você parar para pensar. Existem várias questões que mexem com você: ela está apaixonada, é uma boa moça, você e ela têm orado pela melhor pessoa por algum tempo e vocês estão ficando juntos. Por outro lado, você quer um relacionamento sério, e para isso precisa avaliar com mais profundidade.

O que vou apresentar para você não é uma palavra final, mas considere com atenção:

1. Apenas uma adolescente. Uma garota com 14 anos está entrando na adolescência. Seus desejos são altamente instáveis. Não alcançou a fase da maturidade. Seus interesses devem e podem mudar até os 20 a 22 anos, idade em que a mulher amadurece. Ela pode ter corpo de mulher e ser muito bonita, mas não se esqueça de que seu comportamento ainda é de uma adolescente. É muito arriscado construir uma relação dentro dessa realidade.

2. Projeção de suas necessidades. Como sua idade é bem maior, ela pode estar vendo em você um pai ou um tio, apesar de você ainda ser jovem, e projetando sua necessidade de segurança, proteção, etc., comuns na pessoa do pai, e por isso está apaixonada. Você só vai ter certeza do real sentimento dela quando amadurecer. É um tempo bem longo para sua realidade.

3. Sonhos de adolescente. Ela, como toda garota no início da adolescência (os garotos também), sonha em ser jovem ou adulta, ter liberdade e independência. A paixão por você pode ser uma extensão desse sonho.

4. Diferença de idade. Não se esqueça também de que a diferença de idade sempre vai deixar suas marcas. Afinal, são 14 anos. Daqui a 10 anos, ela pode estar madura, e mentalmente vocês não vão ter tantas limitações, mas você já vai estar com quase 40 anos. O ritmo e o interesse dos dois vão ser bem diferentes. Quando ela atingir os 35 anos, você já vai estar chegando aos 50. Sempre vai haver uma distância bem grande. Isso vai se destacar nos interesses e na aparência física. A relação vai ser frágil.

5. Uma longa espera. Quem sabe você até pense: “Vou esperar até que ela cresça; afinal, é uma boa moça”. Esse é o conselho que você está recebendo de alguns. Pense bem, é muito arriscado manter uma relação de oito ou dez anos, sem planos de casamento dentro desse tempo, com uma menina que vai estar em plena adolescência. Os próprios limites da relação correm perigo. Vejo que sua razão está lhe sugerindo um bom caminho: esperar um pouco mais; mas o conselho dos amigos acaba lhe trazendo dúvida. Olhe a questão por um outro lado: ela é uma boa moça, sem dúvida, mas será a única? Tudo o que está acontecendo deve servir para lhe mostrar que existem boas moças.

Observe um pouco mais e encontrará alguém que combine melhor com sua realidade. Ellen White recomenda: “Compromissos assumidos por pessoas muito novas freqüentemente têm resultado em uniões infelizes ou em separações vergonhosas. … As afeições juvenis devem ser refreadas até chegar o período em que tenham idade e experiência suficientes para tornar sua manifestação correta e segura.” – Só Para Jovens, pág. 116.

Seja prudente, e por outro lado, não deixe de orar. Deus vai lhe abrir as portas e dar segurança para uma boa escolha. Ellen White é muito clara sobre a importância da oração na definição da escolha da pessoa com quem casar: “Se homens e mulheres têm o hábito de orar duas vezes ao dia antes de pensar em casamento, devem fazê-lo quatro vezes ao dia quando pensarem em dar esse passo. O casamento é algo que influenciará e afetará sua vida, tanto neste mundo como no futuro. Um cristão sincero não levará avante seus planos nessa direção sem o conhecimento de que Deus aprova seu proceder.” – Ibidem, pág.122.

 

15/02/2007
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Abstinência sexual

fevereiro 15, 2007

MÉDICO ACONSELHA ABSTINÊNCIA SEXUAL PARA JOVENS O aumento alarmante do número de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e gravidez entre adolescentes fez com que um médico da Grã-Bretanha sugerisse uma nova forma de prevenção aos jovens: a abstinência sexual. O Serviço Laboratorial de Saúde Pública da Grã-Bretanha constatou que, desde 1995, aumentaram em 77% os casos de clamídia, em 57% os casos de gonorréia e em 56% os casos de sífilis. A situação levou o doutor Trevor Stammers a escrever um artigo para o British Medical Journal, uma das mais respeitadas publicações britânicas da área, pedindo aos médicos que estimulem a abstinência. O doutor lembrou que, nos EUA, uma campanha pela abstinência sexual provocou uma queda significativa do número de adolescentes grávidas. A idéia causou polêmica entre a comunidade médica.

Portal Terra, com informações da BBC. Sexta, 15 de dezembro de 2000, 10h44min

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Vici@ados em sexo.com

fevereiro 15, 2007

Quando o cybersex vira compulsão e leva internautas para os consultórios de psicoterapeutas
Cindy Wilk, do Paralela

Sexo e Internet foram feitos um para o outro. Acobertados pelo anonimato e seguros nas poltronas de suas próprias casas, os internautas vêem na rede o ambiente propício para satisfazer as mais inconfessáveis fantasias. O grande problema é que muita gente anda exagerando na dose. Terapeutas, psiquiatras e sexólogos do mundo inteiro já estão de olho no mais temível diagnóstico clínico dos novos tempos: o vício em cybersex.

Os números impressionam. Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, checaram os hábitos de 9.265 internautas que admitem procurar sites de sexo na rede. Descobriu-se que 1% deles está na zona de perigo: são pessoas que gastam entre 15 e 25 horas por semana navegando por sites pornográficos. Este percentual projetado para toda a população norte-americana significaria um mínimo de 200 mil homens e mulheres viciados em sexo on-line.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Estudos para Sexualidade Humana (Abrash) está realizando uma pesquisa semelhante. O resultado final ainda não saiu, mas parciais do estudo indicam que 16% dos entrevistados passam 14 horas por semana vasculhando pornografia na rede. O ginecologista Nelson Vitiello, presidente da Abrash, adianta que no Brasil o vício por cybersex ainda não chega ao nível de outros países, como os Estados Unidos, mas já está começando. “Ainda são poucas as pessoas que entram nos consultórios médicos para pedir ajuda, mas se percebe que o problema vai aumentar”, diz.

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fevereiro 15, 2007

Vestuário Minha dúvida é sobre o vestuário de homem e mulher.

Tenho visto muitas pessoas da igreja usando roupas que não combinam com os nossos princípios e isso tem me incomodado. Algumas dessas pessoas são líderes de igreja e outras até trabalham para a igreja. No sábado, usam um tipo de roupa e, durante a semana, outro completamente diferente.

Como alguém pode diferenciar um cristão, se ele anda igual às pessoas que não têm nenhum compromisso com Jesus? A roupa é um ponto de salvação? Tenho recebido muitas perguntas parecidas com a sua. Ao lhe responder, espero também responder a todas as demais. Tenho acompanhado muita discussão sobre o assunto. Gente discutindo sobre roupas, jóias, maquiagem, etc. Especialmente em encontros de jovens e comissões de igreja, esses assuntos sempre aparecem. Um ponto que muitas vezes fica esquecido no meio das polêmicas é a maneira como discutimos esses assuntos. Isso é quase tão importante quanto o assunto em si. Tenho visto muita gente bem-intencionada, até querendo ajudar, perdendo o controle, partindo para a acusação, usando palavras duras e pesadas, criando regras detalhadas, achando que dessa maneira, na pressão, vão resolver o problema. Que pena! Ao invés de solução, trazem mais problemas. No meio da dureza as pessoas não se sentem amadas, nem ajudadas, muito menos compreendem o que poderiam compreender por amor. O problema fica maior, porque além de não compreenderem a questão, as pessoas envolvidas se sentem feridas, criando mágoas, divisão e inimizade. Os que são duros em suas observações alegam que o assunto é tão claro, que é preciso “chamar o pecado pelo nome”. Sem dúvida, o assunto é claro, mas o problema não é esse. A questão está na fraqueza de algumas pessoas que não conseguem vencer a tentação, ou mesmo em sua limitação não conseguem entender o assunto. Há outros tantos assuntos, muito mais claros que este, e que talvez sejam o ponto fraco daqueles que são duros em suas observações. Quero, com isso, apelar para que você e qualquer outra pessoa tratem esta questão, e as pessoas envolvidas, com amor. Não como quem ocupa o papel de juiz ou agressor, mas como um cristão, sempre disposto, com amor e oração, mostrando o caminho certo. Isso se aplica também a líderes ou pessoas que trabalham para a igreja. São humanos, tem limitações e precisam de ajuda. Se uma pessoa não conseguir entender sua situação e mudar, ore por ela, e não deixe de ajudá-la. Acredito que muitas pessoas que não mudam sua postura estão esperando uma palavra de ajuda e estímulo que possa levá-las a um encontro mais profundo com Cristo, que venha a mudar, então, seus valores e sua vida. Quando a Bíblia fala de aparência pessoal, ela normalmente se refere às mulheres. Sem dúvida, hoje, ao falar sobre o assunto, é preciso deixar claro que a questão também envolve os homens. O princípio bíblico se aplica a ambos. Por outro lado, não quero gastar estas linhas falando de regras sobre vestuário, mas do princípio envolvido. O princípio não enfraquece as regras, muito pelo contrário, lhes dá peso, consistência e até amplia seu alcance. É importante ter essas duas realidades em vista. O princípio bíblico sobre aparência pessoal envolve duas palavras-chave: modéstia e decência. Você pode encontrá-las especialmente em I Ped. 3:3 e I Tim. 2:9. Ellen White confirma isso quando diz: “Um gosto apurado, um espírito culto, revelar-se-ão na escolha de um traje singelo e decente.” – Mensagens aos Jovens, pág. 353. Essas duas palavras devem estar por trás de toda a discussão sobre roupas, acessórios, maquiagem, etc. Entendendo as palavras segundo o Dicionário Aurélio: “modéstia” significa simplicidade, moderação, sobriedade. Já “decência” é algo correto moralmente.

Vamos entender as duas palavras separadamente: A modéstia não é extravagante, não tem custo exagerado, não tem por objetivo chamar a atenção para si. Você já parou para analisar que ela é tão importante quanto a decência, e a gente fala tão pouco? Por mais simples que uma pessoa seja, se sua roupa custa mais do que o seu padrão de vida ou se tem cores, modelos e tecidos feitos para chamar a atenção, está tão fora do padrão como uma roupa indecente. Ellen White deixa a questão ainda mais clara: “A Bíblia ensina modéstia no vestuário. … Isto proíbe ostentação nos vestidos, cores berrantes, profusa ornamentação. Tudo que tenha o objetivo de chamar a atenção para a pessoa, ou provocar admiração, está excluído do traje modesto recomendado pela Palavra de Deus.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 287. Paulo é claro quando diz: “Fazei tudo para glória de Deus” (I Cor. 10:31). Quando falamos em jóias, maquiagem e outros acessórios, o ponto deve ser: quem é o mais importante ou quem vai aparecer? O compromisso da vida cristã é refletir a Cristo, e não exaltar a si mesmo. Precisamos entender que nosso papel é investir no interior e manter o exterior, manter o corpo e investir no coração, ou seja, chamar a atenção para o que somos e não o que temos. A modéstia nos ajuda a manter esse foco. Há um outro lado, porém, que precisa ficar claro: modéstia não significa mau gosto, e muito menos desleixo como alguns pretendem. A simplicidade pode e deve ter um ótimo casamento com o bom gosto. Uma pessoa modesta cuida muito bem de suas roupas, tem bom gosto ao escolher cores, tecidos e modelos. É caprichosa ao cuidar de seus cabelos, barba, unhas, mãos e pés. Preocupa-se em cuidar, não em requintar. Veja as palavras de Ellen White: “Cumpre não haver nenhum desleixo. Por amor de Cristo, cujas testemunhas somos, devemos apresentar exteriormente o melhor dos aspectos. No serviço do tabernáculo, Deus especificou cada detalhe no tocante ao vestuário dos que deviam oficiar perante Ele. Com isto nos ensinou que tem suas preferências também quanto à roupa dos que O servem.

Prescrições minuciosas foram por Ele dadas em relação à roupa de Arão, por ser esta simbólica. Do mesmo modo as roupas dos seguidores de Cristo devem ser simbólicas, pois que lhes compete representar a Cristo em tudo. O nosso exterior deve caracterizar-se em todos os seus aspectos pelo asseio, modéstia e pureza. O que, porém, a Palavra de Deus não aprova são as mudanças no vestuário pelo mero amor da moda – a fim de nos conformarmos ao mundo. Os cristãos não devem enfeitar o corpo com trajes custosos e adornos preciosos.” – Evangelismo, pág. 312. A melhor definição para decência é cobrir o corpo sem chamar atenção para ele. A roupa existe para cobrir e proteger, não para modelar, destacar ou insinuar algo mais. É neste ponto que entram as discussões sobre comprimento de saias, uso de calças pelas mulheres, etc. O que deve sempre ser levado em conta é a decência daquilo que está sendo usado. Uma saia comprida e ao mesmo tempo justa é decente? Uma saia comprida com aberturas longas é decente? Uma saia comprida, mas transparente é decente? Veja que a questão vai além do comprimento de uma saia, que é a questão normalmente discutida. Precisamos olhar mais para o princípio. Pelo que pude notar é nesse ponto que você tem a maior preocupação. Líderes usando roupas indecentes, membros usando uma roupa imprópria durante a semana e outra correta no sábado e no final uma verdadeira confusão de aparência entre quem está com Deus e quem está longe dEle. Muitas pessoas acabam tendo esses problemas porque se preocupam demais em ficar dentro das “tendências”. Não querem se sentir rejeitadas pelos outros, mas se esquecem da aprovação de Deus.

A moda, em sua maioria, é apelativa e sensual, e por isso é perigosa. O objetivo de um garoto ou garota que amam a Cristo não deve ser buscar roupas que passem uma imagem de “malhados”, sensuais, atraentes, mas de sóbrios, equilibrados e pessoas que têm valores que estão acima da extravagância e sensualidade. Além disso, ainda existe o problema da provocação.

Com as roupas provocantes ou indecentes que uma pessoa usa, pode estar provocando a maldade em outra, levando-a ao pecado e dividindo a responsabilidade do erro. Alguns se defendem dizendo que cada um é responsável pela sua vida. Para o cristão não é assim, pois nós somos responsáveis por representar a Deus e levar salvação às pessoas. Somos testemunhas, por isso não somos responsáveis apenas por nós mesmos. Ellen White aconselha as mulheres, e suas palavras são muito próprias aos homens também: “Nossas irmãs devem seguir uma conduta bem diferente. Devem ser mais reservadas, manifestar menos ousadia, encorajando em si o ‘pudor e modéstia’. I Tim. 2:9.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 569. No livro do Apocalipse João apresenta duas mulheres. Uma, em Apocalipse 17, representa Babilônia, e a outra, no capítulo 12, representa o remanescente de Deus. A prostituta é descrita no capítulo 17:4 com roupas e jóias. Já a mulher de Apocalipse 12, apenas vestida de sol, representando a justiça de Cristo. Há uma grande diferença e uma forte mensagem sobre a aparência pessoal nesses dois exemplos. Você pergunta se roupa é uma questão de salvação. Quero lhe dizer que é uma questão de comunhão, decisão e, em conseqüência, de salvação. Quando Deus expressa Sua vontade, é possível compreendê-la pela comunhão e então ter poder para decidir e mudar. Por isso é uma questão de comunhão. Aquilo que os homens, os argumentos e as palavras parecem não esclarecer, o Espírito de Deus pode resolver. Ore mais pelas pessoas que estão “escandalizando”. Convide-as a buscar mais orientação na Bíblia e orar pelo assunto. Creio que aquilo que a discussão não resolve a oração pode resolver.

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O cristão e as greves

fevereiro 15, 2007
O cristão e as greves Alguns meses atrás, minha classe profissional encontrava-se em greve por aumento de salário e outras reivindicações. Não aderi por achar que um cristão não deve participar desses movimentos. Agi de maneira certa? O que a Bíblia e Ellen White dizem sobre o assunto? Esse é um assunto complexo, pois envolve pessoas e situações muito diferentes, além de dor, sofrimento e injustiça. Quero dar-lhe, porém, os parabéns pela sua atitude. Você, do ponto de vista legal, tinha o direito de envolver-se no movimento, especialmente se as condições de trabalho ou de salário eram desfavoráveis, mas esta seria, realmente, a melhor atitude para um cristão? A Bíblia não fala sobre greves, como as que conhecemos hoje. Ela recomenda o amor como resposta à injustiça e a oração como instrumento de justiça social (Mat. 5:44; Luc. 6:27). Nosso maior exemplo deve ser Cristo que, numa época de profunda injustiça, não criou nenhum movimento de libertação social, nem uma revolução política, muito menos um grupo de ativistas. Por outro lado, criou um movimento baseado no amor, levando as pessoas a Deus e prometendo, em troca, suprir todas as suas necessidades (Mat. 6:25-33).

Quando lhe perguntaram: “É lícito pagar tributo a César?”, Ele respondeu: “Dai, pois, a César o que é de César…” (Mat. 22:17-21). Ele ensinou que um cristão deve cumprir suas obrigações legais até o ponto em que elas não entrem em choque com os princípios do Céu. Caso contrário, deve deixar a justiça nas mãos de Deus. No tempo de Ellen White, as questões trabalhistas já eram objeto de movimentos grevistas, e isso passou a gerar implicações de grande alcance. Em face desse problema, ela escreveu: “Em razão de monopólios, sindicatos e greves, as condições da vida nas cidades estão-se tornando cada vez mais difíceis.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 364.

“Essas cidades estão repletas de toda espécie de iniqüidade – com conflitos e assassínios e suicídios. Satanás está nelas, controlando os homens em sua obra de destruição.” – Vida no Campo, pág. 25. “Buscam os homens conseguir que os elementos empenhados em diferentes profissões se filiem a certos sindicatos. Esse não é o plano de Deus, mas de um poder que não devemos jamais reconhecer.” – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 115. “Os sindicatos trabalhistas rapidamente se agitam e apelam à violência se suas reivindicações não são atendidas. Mais e mais claro está se tornando que os habitantes do mundo não estão em harmonia com Deus.” – Eventos Finais, pág. 23. “Os sindicatos serão um dos instrumentos que trarão sobre a Terra um tempo de angústia tal como nunca houve desde o princípio do mundo.” – Vida no Campo, pág. 16. “Não devemos ter nada que ver com essas organizações.

Deus é o nosso Soberano, o nosso Governador” – Eventos Finais, pág. 116. Nossa distância desses movimentos deve ficar clara. Como cristãos, temos outros meios de promover justiça social. A qualidade de nosso trabalho e a confiança na justiça divina são as melhores ferramentas para um cristão. Nós não fazemos justiça com as próprias mãos. Além disso, temos um Líder mais poderoso que os patrões humanos – nosso Deus, e um instrumento de justiça social mais eficiente que as greves – a fé e a oração. Não vamos ser injustos, ignorantes ou vítimas se nos mantivermos distantes, mas vamos demonstrar equilíbrio, justiça e fé. Os cristãos nunca deveriam ser conhecidos pela agitação, pelos atritos, críticas ou espírito negativo que semeiam em seu ambiente de trabalho. Devem ser reconhecidos, sim, pela qualidade de tudo que fazem, pelo amor ao próximo e pela honestidade e fidelidade aos princípios bíblicos.

Esses valores mantêm empregos, criam o respeito dos chefes e promoção no ambiente de trabalho, além de salários justos. Precisamos lembrar que o testemunho é mais importante do que a reivindicação. Nossa luta deve ser, sempre, no sentido de servir às pessoas, pois essa é a razão de nossa existência como cristãos. O próprio Filho de Deus veio para servir e não para ser servido (Mat. 20:28). O cristão está sempre mais disposto a servir do que cobrar. Quando alguém é eficiente no que faz e deixa os resultados nas mãos de Deus, faz a melhor escolha. Se a greve, como no seu caso, não depender de você, pois é um movimento nacionalmente articulado, continue cumprindo suas obrigações. Se for impossível, por causa da violência ou outras ameaças, fique longe da agitação, aguardando apenas o momento de retomar suas atividades.

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Encenações

fevereiro 15, 2007
Teatro e encenações Tenho um grupo teatral que é formado por pessoas adventistas e não-adventistas. A finalidade desse grupo é arrecadar alimentos em cada apresentação e doar para pessoas carentes. Há alguns dias, fui abordado pelos anciãos da igreja. Eles me disseram que, segundo Ellen White, o teatro é condenado por Deus. O problema está com o teatro ou com a maneira como as peças são realizadas? Este é um assunto polêmico para alguns, mas bem definido nos escritos de Ellen White. Uma leitura superficial ou tendenciosa do que ela escreveu pode produzir duras discussões que só vêm ferir e nunca edificar. Ao responder sua pergunta, já imagino algumas reações e, por isso, não poderia deixar de lembrar que qualquer assunto entre cristãos deve ser analisado com oração, equilíbrio, pesquisa profunda e disposição para ouvir e buscar conselhos. Quando você lê as citações de Ellen White sobre o assunto, fica claro que ela é contra a ida ao teatro e à tentativa de imitá-lo com exibições nas atividades da igreja. Por outro lado, ela aprova as encenações ou ilustrações bíblicas, usadas para facilitar a compreensão da mensagem bíblica. A questão é como conseguir identificar a diferença. Vamos analisar juntos o que ela escreve. Quando ela condena freqüentar teatro e sua imitação pela igreja, apresenta motivos muito claros para isso: • Gastos desnecessários e extravagância – Evangelismo, págs. 66 e 127; Obreiros Evangélicos, págs. 346, 355 e 356; Fundamentos da Educação Cristã, pág. 254. • Exibição e exaltação humana – Evangelismo, págs. 136, 140, 207 e 396; Obreiros Evangélicos, pág. 346; Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 24. • Atitudes que profanam a santidade da mensagem – Evangelismo, págs. 137 e 138; Obreiros Evangélicos, pág.172; Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, pág. 320. • Promove falsidades – Evangelismo, págs. 266 e 267; O Lar Adventista, págs. 401 e 402. • Mistura do sagrado com o secular – Evangelismo, pág. 508. • Forma imprópria de atrair pessoas – Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 492. • Tempo gasto naquilo que não edifica – Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, págs. 246 e 247. • Atividades sem benefício ou conteúdo – Fundamentos da Educação Cristã, págs. 253 e 254. • Desenvolve o gosto pelo teatro – Review and Herald, 04/01/1881. • É uma diversão – Fundamentos da Educação Cristã, pág. 229. Quando uma representação ou encenação entra em choque com algum desses conselhos, está fora dos planos de Deus. Por isso, avalie bem as atividades que você e seu grupo estão realizando. Por outro lado, uma das demonstrações mais claras de que ilustrações ou encenações equilibradas podem colaborar com a pregação e ter espaço em nossos programas, aconteceu em Battle Creek, no Natal de 1888. Um grupo de crianças apresentou uma encenação, e a neta de Ellen White, Ella M. White, com seis anos de idade, participou do programa vestida de anjo. No dia 26/12/1888, ela escreveu uma carta ao líder do programa, onde dizia: “Levantei-me à s três horas da manhã para escrever-lhe algumas linhas. Gostei do farol, e a cena que exigiu um esforço tão esmerado poderia ter sido mais impressionante, mas não foi tão vigorosa e apelativa como deveria ter sido, já que custou tanto tempo e trabalho para prepará-lo. A parte desempenhada pelas crianças foi boa. Aquela era uma ocasião que deveria ter sido aproveitada não somente pelas crianças da Escola Sabatina, mas também deveriam ter sido pronunciadas palavras que aprofundassem a impressão da necessidade de buscar o favor desse Salvador que as amou e Se deu a Si mesmo por elas.” – Carta 5, 1888. Se você também fizer uma pesquisa bíblica, vai encontrar que Deus usou e ensinou encenações para fortalecer Sua mensagem. Desde os altares dos patriarcas até o tabernáculo de Moisés e o templo de Jerusalém. Os serviços, ministrados pelos sacerdotes eram uma encenação e ilustração da salvação através de Cristo. Ellen White descreve tudo isso como “o evangelho em figura” (Fundamentos da Educação Cristã, pág. 238). No Antigo Testamento, existem ainda outros exemplos. A circuncisão, que foi ordenada por Deus, era um símbolo do concerto dEle com Seu povo. A ordem para que Moisés preparasse e levantasse uma “serpente de bronze”, como um símbolo de Cristo, era uma oferta de vida. A segunda vinda foi ilustrada pela pedra que atingiu os pés da estátua, em Daniel. O casamento de Oséias com uma prostituta encenava a apostasia de Israel e o amor de Deus. Você também encontra ilustrações e encenações no ministério de Cristo e no restante do Novo Testamento. A cerimônia do batismo é uma encenação, instituída por Cristo, para marcar o início de uma nova vida. A Santa Ceia é uma encenação da reconsagração, também instituída por Cristo, para ser repetida pelo Seu povo. Em Apocalipse, João usa muitas encenações simbólicas que descrevem o plano da salvação dentro da realidade do grande conflito entre o bem e o mal. Ellen White apóia e valoriza o uso de todas essas ilustrações e encenações bíblicas (batismo, santuário, etc.). O que ela desaprova é o uso do exibicionismo teatral, e não de qualquer tipo de encenação. Alberto Timm, diretor do Centro de Pesquisas Ellen White no Brasil, resume a posição de Ellen White quando diz: “É interessante notarmos que as próprias citações de Ellen White que desaprovam o uso de exibições teatrais identificam também as características negativas básicas que a levaram a se opor a tais exibições. Dentre estas características destacamos as seguintes:

(1) afastam de Deus;

(2) levam a perder de vista os interesses eternos;

(3) alimentam o orgulho;

(4) excitam a paixão;

(5) glorificam o vício;

(6) estimulam o sensualismo e

(7) depravam a imaginação.

Disto inferimos que dramatizações são aceitáveis, em contrapartida, quando:

(1) aproximam de Deus;

(2) chamam atenção para os interesses eternos;

(3) não alimentam o orgulho;

(4) não excitam a paixão;

(5) desaprovam o vício;

(6) não estimulam o sensualismo; e

(7) elevam a imaginação.

As dramatizações devem:

(1) evitar o elemento jocoso e vulgar;

(2) evitar o uso de fantoches (animais e árvores que falam, etc.);

(3) ser bíblica e historicamente leais aos fatos, como estes realmente ocorreram; e, acima de tudo,

(4) exaltar a Deus e Sua Palavra (e não os apresentadores da programação).”

– Revista Adventista, setembro de 1996, págs. 8 e 9. Para saber administrar essa questão, a palavra-chave é equilíbrio. É preciso ter equilíbrio para preparar uma encenação que seja edificante e não uma exibição teatral. E, por outro lado, também é preciso ter equilíbrio para tratar do assunto com amor e sem agressões.

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Unidos em amor

fevereiro 15, 2007

Unidos em amor Tenha pedido a Deus… que você sejam encorajados e unidos por fortes laços de amor. Col. 2:2 (NTV) Quando Hans pegou a Bíblia russa das mãos do velho prisioneiro ele só nutria uma esperança: de ter encontrado um irmão na fé. Mas como saber? Um não falava a língua do outro… Se aquele russo era um adventista devia conhecer alguns textos bem familiares a nós. Hans foi ao último livro Bíblia e abriu-a em Apocalipse 14:6-12, as três mensagens angélicas. Ficou surpreso ao ver os versos sublinhados de vermelho. Hans então apontou para a passagem e depois para si mesmo. O velho entendeu! Acenou com a cabeça e tomou a Bíblia de Hans. Agora era ele que queria saber se aquele jovem soldado era um adventista! Então abriu a Bíblia em S. Mateus 24:14, outro texto bem conhecido nosso e, como Hans fizera, apontou para o verso e depois para si mesmo. Hans tomou a Bíblia de novo e a abriu em êxodo 20:8, que também estava sublinhado. Foi fácil localizar este texto do sábado, porque estava no segundo livro da Bíblia. Outra vez apontou para a passagem e depois para si. O velho entendeu, acenou afirmativamente com um sorriso, pegou a Bíblia e abriu-a em Daniel 8:14: Até 2.300 tardes e manhãs… Desta vez o russo pôs o dedo no texto marcado em vermelho e então apontou duas vezes para si mesmo. Sim, ele era também um adventista! Os dois, irmãos em Cristo! O velho fechou a Bíblia e olhando amorosamente para Hans, abraçou-o e o beijou! O jovem correspondeu, envolvendo fortemente o russo em seus braços. Ambos sentiram o calor do amor fraternal que os unia e que fluía de seus corpos gelados pelo frio que fazia lá dentro e pela neve que caía lá fora. Mas nenhum deles estava preocupado com isso. Cada um sabia que havia encontrado um irmão na fé lá naquela remota vila russa e no meio de uma horrível guerra. O pequeno aposento pareceu-lhes uma capela quando se ajoelharam. Hans orou em alemão e o russo na sua língua. Eles sabiam que seu Pai no Céu os entendeu e os havia reunido ali para que um animasse o outro. Quando se levantaram foi difícil a separação. Com lágrimas de emoção um apertou a mão do outro. O russo, porém, não parava de olhar para Hans como que suplicando que não o deixasse nunca… Mas tinham que sair dali. Os dois andando juntos, saíram para futuros incertos. Que gozo, porém, será quando ambos se encontrarem naquela terra melhor e eterna! (Relatado por Kurt Haas, Adventist Review, 25/06/81, pág. 3, e adaptado).