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fevereiro 15, 2007

Vestuário Minha dúvida é sobre o vestuário de homem e mulher.

Tenho visto muitas pessoas da igreja usando roupas que não combinam com os nossos princípios e isso tem me incomodado. Algumas dessas pessoas são líderes de igreja e outras até trabalham para a igreja. No sábado, usam um tipo de roupa e, durante a semana, outro completamente diferente.

Como alguém pode diferenciar um cristão, se ele anda igual às pessoas que não têm nenhum compromisso com Jesus? A roupa é um ponto de salvação? Tenho recebido muitas perguntas parecidas com a sua. Ao lhe responder, espero também responder a todas as demais. Tenho acompanhado muita discussão sobre o assunto. Gente discutindo sobre roupas, jóias, maquiagem, etc. Especialmente em encontros de jovens e comissões de igreja, esses assuntos sempre aparecem. Um ponto que muitas vezes fica esquecido no meio das polêmicas é a maneira como discutimos esses assuntos. Isso é quase tão importante quanto o assunto em si. Tenho visto muita gente bem-intencionada, até querendo ajudar, perdendo o controle, partindo para a acusação, usando palavras duras e pesadas, criando regras detalhadas, achando que dessa maneira, na pressão, vão resolver o problema. Que pena! Ao invés de solução, trazem mais problemas. No meio da dureza as pessoas não se sentem amadas, nem ajudadas, muito menos compreendem o que poderiam compreender por amor. O problema fica maior, porque além de não compreenderem a questão, as pessoas envolvidas se sentem feridas, criando mágoas, divisão e inimizade. Os que são duros em suas observações alegam que o assunto é tão claro, que é preciso “chamar o pecado pelo nome”. Sem dúvida, o assunto é claro, mas o problema não é esse. A questão está na fraqueza de algumas pessoas que não conseguem vencer a tentação, ou mesmo em sua limitação não conseguem entender o assunto. Há outros tantos assuntos, muito mais claros que este, e que talvez sejam o ponto fraco daqueles que são duros em suas observações. Quero, com isso, apelar para que você e qualquer outra pessoa tratem esta questão, e as pessoas envolvidas, com amor. Não como quem ocupa o papel de juiz ou agressor, mas como um cristão, sempre disposto, com amor e oração, mostrando o caminho certo. Isso se aplica também a líderes ou pessoas que trabalham para a igreja. São humanos, tem limitações e precisam de ajuda. Se uma pessoa não conseguir entender sua situação e mudar, ore por ela, e não deixe de ajudá-la. Acredito que muitas pessoas que não mudam sua postura estão esperando uma palavra de ajuda e estímulo que possa levá-las a um encontro mais profundo com Cristo, que venha a mudar, então, seus valores e sua vida. Quando a Bíblia fala de aparência pessoal, ela normalmente se refere às mulheres. Sem dúvida, hoje, ao falar sobre o assunto, é preciso deixar claro que a questão também envolve os homens. O princípio bíblico se aplica a ambos. Por outro lado, não quero gastar estas linhas falando de regras sobre vestuário, mas do princípio envolvido. O princípio não enfraquece as regras, muito pelo contrário, lhes dá peso, consistência e até amplia seu alcance. É importante ter essas duas realidades em vista. O princípio bíblico sobre aparência pessoal envolve duas palavras-chave: modéstia e decência. Você pode encontrá-las especialmente em I Ped. 3:3 e I Tim. 2:9. Ellen White confirma isso quando diz: “Um gosto apurado, um espírito culto, revelar-se-ão na escolha de um traje singelo e decente.” – Mensagens aos Jovens, pág. 353. Essas duas palavras devem estar por trás de toda a discussão sobre roupas, acessórios, maquiagem, etc. Entendendo as palavras segundo o Dicionário Aurélio: “modéstia” significa simplicidade, moderação, sobriedade. Já “decência” é algo correto moralmente.

Vamos entender as duas palavras separadamente: A modéstia não é extravagante, não tem custo exagerado, não tem por objetivo chamar a atenção para si. Você já parou para analisar que ela é tão importante quanto a decência, e a gente fala tão pouco? Por mais simples que uma pessoa seja, se sua roupa custa mais do que o seu padrão de vida ou se tem cores, modelos e tecidos feitos para chamar a atenção, está tão fora do padrão como uma roupa indecente. Ellen White deixa a questão ainda mais clara: “A Bíblia ensina modéstia no vestuário. … Isto proíbe ostentação nos vestidos, cores berrantes, profusa ornamentação. Tudo que tenha o objetivo de chamar a atenção para a pessoa, ou provocar admiração, está excluído do traje modesto recomendado pela Palavra de Deus.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 287. Paulo é claro quando diz: “Fazei tudo para glória de Deus” (I Cor. 10:31). Quando falamos em jóias, maquiagem e outros acessórios, o ponto deve ser: quem é o mais importante ou quem vai aparecer? O compromisso da vida cristã é refletir a Cristo, e não exaltar a si mesmo. Precisamos entender que nosso papel é investir no interior e manter o exterior, manter o corpo e investir no coração, ou seja, chamar a atenção para o que somos e não o que temos. A modéstia nos ajuda a manter esse foco. Há um outro lado, porém, que precisa ficar claro: modéstia não significa mau gosto, e muito menos desleixo como alguns pretendem. A simplicidade pode e deve ter um ótimo casamento com o bom gosto. Uma pessoa modesta cuida muito bem de suas roupas, tem bom gosto ao escolher cores, tecidos e modelos. É caprichosa ao cuidar de seus cabelos, barba, unhas, mãos e pés. Preocupa-se em cuidar, não em requintar. Veja as palavras de Ellen White: “Cumpre não haver nenhum desleixo. Por amor de Cristo, cujas testemunhas somos, devemos apresentar exteriormente o melhor dos aspectos. No serviço do tabernáculo, Deus especificou cada detalhe no tocante ao vestuário dos que deviam oficiar perante Ele. Com isto nos ensinou que tem suas preferências também quanto à roupa dos que O servem.

Prescrições minuciosas foram por Ele dadas em relação à roupa de Arão, por ser esta simbólica. Do mesmo modo as roupas dos seguidores de Cristo devem ser simbólicas, pois que lhes compete representar a Cristo em tudo. O nosso exterior deve caracterizar-se em todos os seus aspectos pelo asseio, modéstia e pureza. O que, porém, a Palavra de Deus não aprova são as mudanças no vestuário pelo mero amor da moda – a fim de nos conformarmos ao mundo. Os cristãos não devem enfeitar o corpo com trajes custosos e adornos preciosos.” – Evangelismo, pág. 312. A melhor definição para decência é cobrir o corpo sem chamar atenção para ele. A roupa existe para cobrir e proteger, não para modelar, destacar ou insinuar algo mais. É neste ponto que entram as discussões sobre comprimento de saias, uso de calças pelas mulheres, etc. O que deve sempre ser levado em conta é a decência daquilo que está sendo usado. Uma saia comprida e ao mesmo tempo justa é decente? Uma saia comprida com aberturas longas é decente? Uma saia comprida, mas transparente é decente? Veja que a questão vai além do comprimento de uma saia, que é a questão normalmente discutida. Precisamos olhar mais para o princípio. Pelo que pude notar é nesse ponto que você tem a maior preocupação. Líderes usando roupas indecentes, membros usando uma roupa imprópria durante a semana e outra correta no sábado e no final uma verdadeira confusão de aparência entre quem está com Deus e quem está longe dEle. Muitas pessoas acabam tendo esses problemas porque se preocupam demais em ficar dentro das “tendências”. Não querem se sentir rejeitadas pelos outros, mas se esquecem da aprovação de Deus.

A moda, em sua maioria, é apelativa e sensual, e por isso é perigosa. O objetivo de um garoto ou garota que amam a Cristo não deve ser buscar roupas que passem uma imagem de “malhados”, sensuais, atraentes, mas de sóbrios, equilibrados e pessoas que têm valores que estão acima da extravagância e sensualidade. Além disso, ainda existe o problema da provocação.

Com as roupas provocantes ou indecentes que uma pessoa usa, pode estar provocando a maldade em outra, levando-a ao pecado e dividindo a responsabilidade do erro. Alguns se defendem dizendo que cada um é responsável pela sua vida. Para o cristão não é assim, pois nós somos responsáveis por representar a Deus e levar salvação às pessoas. Somos testemunhas, por isso não somos responsáveis apenas por nós mesmos. Ellen White aconselha as mulheres, e suas palavras são muito próprias aos homens também: “Nossas irmãs devem seguir uma conduta bem diferente. Devem ser mais reservadas, manifestar menos ousadia, encorajando em si o ‘pudor e modéstia’. I Tim. 2:9.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 569. No livro do Apocalipse João apresenta duas mulheres. Uma, em Apocalipse 17, representa Babilônia, e a outra, no capítulo 12, representa o remanescente de Deus. A prostituta é descrita no capítulo 17:4 com roupas e jóias. Já a mulher de Apocalipse 12, apenas vestida de sol, representando a justiça de Cristo. Há uma grande diferença e uma forte mensagem sobre a aparência pessoal nesses dois exemplos. Você pergunta se roupa é uma questão de salvação. Quero lhe dizer que é uma questão de comunhão, decisão e, em conseqüência, de salvação. Quando Deus expressa Sua vontade, é possível compreendê-la pela comunhão e então ter poder para decidir e mudar. Por isso é uma questão de comunhão. Aquilo que os homens, os argumentos e as palavras parecem não esclarecer, o Espírito de Deus pode resolver. Ore mais pelas pessoas que estão “escandalizando”. Convide-as a buscar mais orientação na Bíblia e orar pelo assunto. Creio que aquilo que a discussão não resolve a oração pode resolver.

One comment

  1. AMEM! AS PALAVRAS SAO VERDADEIRAS, DEVEMOS ESCUTAR A VOZ DE DEUS E OBEDECER FAZENDO SUA SANTA E JUSTA VONTADE.



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