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Encenações

fevereiro 15, 2007
Teatro e encenações Tenho um grupo teatral que é formado por pessoas adventistas e não-adventistas. A finalidade desse grupo é arrecadar alimentos em cada apresentação e doar para pessoas carentes. Há alguns dias, fui abordado pelos anciãos da igreja. Eles me disseram que, segundo Ellen White, o teatro é condenado por Deus. O problema está com o teatro ou com a maneira como as peças são realizadas? Este é um assunto polêmico para alguns, mas bem definido nos escritos de Ellen White. Uma leitura superficial ou tendenciosa do que ela escreveu pode produzir duras discussões que só vêm ferir e nunca edificar. Ao responder sua pergunta, já imagino algumas reações e, por isso, não poderia deixar de lembrar que qualquer assunto entre cristãos deve ser analisado com oração, equilíbrio, pesquisa profunda e disposição para ouvir e buscar conselhos. Quando você lê as citações de Ellen White sobre o assunto, fica claro que ela é contra a ida ao teatro e à tentativa de imitá-lo com exibições nas atividades da igreja. Por outro lado, ela aprova as encenações ou ilustrações bíblicas, usadas para facilitar a compreensão da mensagem bíblica. A questão é como conseguir identificar a diferença. Vamos analisar juntos o que ela escreve. Quando ela condena freqüentar teatro e sua imitação pela igreja, apresenta motivos muito claros para isso: • Gastos desnecessários e extravagância – Evangelismo, págs. 66 e 127; Obreiros Evangélicos, págs. 346, 355 e 356; Fundamentos da Educação Cristã, pág. 254. • Exibição e exaltação humana – Evangelismo, págs. 136, 140, 207 e 396; Obreiros Evangélicos, pág. 346; Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 24. • Atitudes que profanam a santidade da mensagem – Evangelismo, págs. 137 e 138; Obreiros Evangélicos, pág.172; Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, pág. 320. • Promove falsidades – Evangelismo, págs. 266 e 267; O Lar Adventista, págs. 401 e 402. • Mistura do sagrado com o secular – Evangelismo, pág. 508. • Forma imprópria de atrair pessoas – Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 492. • Tempo gasto naquilo que não edifica – Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, págs. 246 e 247. • Atividades sem benefício ou conteúdo – Fundamentos da Educação Cristã, págs. 253 e 254. • Desenvolve o gosto pelo teatro – Review and Herald, 04/01/1881. • É uma diversão – Fundamentos da Educação Cristã, pág. 229. Quando uma representação ou encenação entra em choque com algum desses conselhos, está fora dos planos de Deus. Por isso, avalie bem as atividades que você e seu grupo estão realizando. Por outro lado, uma das demonstrações mais claras de que ilustrações ou encenações equilibradas podem colaborar com a pregação e ter espaço em nossos programas, aconteceu em Battle Creek, no Natal de 1888. Um grupo de crianças apresentou uma encenação, e a neta de Ellen White, Ella M. White, com seis anos de idade, participou do programa vestida de anjo. No dia 26/12/1888, ela escreveu uma carta ao líder do programa, onde dizia: “Levantei-me à s três horas da manhã para escrever-lhe algumas linhas. Gostei do farol, e a cena que exigiu um esforço tão esmerado poderia ter sido mais impressionante, mas não foi tão vigorosa e apelativa como deveria ter sido, já que custou tanto tempo e trabalho para prepará-lo. A parte desempenhada pelas crianças foi boa. Aquela era uma ocasião que deveria ter sido aproveitada não somente pelas crianças da Escola Sabatina, mas também deveriam ter sido pronunciadas palavras que aprofundassem a impressão da necessidade de buscar o favor desse Salvador que as amou e Se deu a Si mesmo por elas.” – Carta 5, 1888. Se você também fizer uma pesquisa bíblica, vai encontrar que Deus usou e ensinou encenações para fortalecer Sua mensagem. Desde os altares dos patriarcas até o tabernáculo de Moisés e o templo de Jerusalém. Os serviços, ministrados pelos sacerdotes eram uma encenação e ilustração da salvação através de Cristo. Ellen White descreve tudo isso como “o evangelho em figura” (Fundamentos da Educação Cristã, pág. 238). No Antigo Testamento, existem ainda outros exemplos. A circuncisão, que foi ordenada por Deus, era um símbolo do concerto dEle com Seu povo. A ordem para que Moisés preparasse e levantasse uma “serpente de bronze”, como um símbolo de Cristo, era uma oferta de vida. A segunda vinda foi ilustrada pela pedra que atingiu os pés da estátua, em Daniel. O casamento de Oséias com uma prostituta encenava a apostasia de Israel e o amor de Deus. Você também encontra ilustrações e encenações no ministério de Cristo e no restante do Novo Testamento. A cerimônia do batismo é uma encenação, instituída por Cristo, para marcar o início de uma nova vida. A Santa Ceia é uma encenação da reconsagração, também instituída por Cristo, para ser repetida pelo Seu povo. Em Apocalipse, João usa muitas encenações simbólicas que descrevem o plano da salvação dentro da realidade do grande conflito entre o bem e o mal. Ellen White apóia e valoriza o uso de todas essas ilustrações e encenações bíblicas (batismo, santuário, etc.). O que ela desaprova é o uso do exibicionismo teatral, e não de qualquer tipo de encenação. Alberto Timm, diretor do Centro de Pesquisas Ellen White no Brasil, resume a posição de Ellen White quando diz: “É interessante notarmos que as próprias citações de Ellen White que desaprovam o uso de exibições teatrais identificam também as características negativas básicas que a levaram a se opor a tais exibições. Dentre estas características destacamos as seguintes:

(1) afastam de Deus;

(2) levam a perder de vista os interesses eternos;

(3) alimentam o orgulho;

(4) excitam a paixão;

(5) glorificam o vício;

(6) estimulam o sensualismo e

(7) depravam a imaginação.

Disto inferimos que dramatizações são aceitáveis, em contrapartida, quando:

(1) aproximam de Deus;

(2) chamam atenção para os interesses eternos;

(3) não alimentam o orgulho;

(4) não excitam a paixão;

(5) desaprovam o vício;

(6) não estimulam o sensualismo; e

(7) elevam a imaginação.

As dramatizações devem:

(1) evitar o elemento jocoso e vulgar;

(2) evitar o uso de fantoches (animais e árvores que falam, etc.);

(3) ser bíblica e historicamente leais aos fatos, como estes realmente ocorreram; e, acima de tudo,

(4) exaltar a Deus e Sua Palavra (e não os apresentadores da programação).”

– Revista Adventista, setembro de 1996, págs. 8 e 9. Para saber administrar essa questão, a palavra-chave é equilíbrio. É preciso ter equilíbrio para preparar uma encenação que seja edificante e não uma exibição teatral. E, por outro lado, também é preciso ter equilíbrio para tratar do assunto com amor e sem agressões.

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4 comentários

  1. É UM ASSUNTO VASTO,PORÉM GOSTEI MUITO,A MINHA HISTÓRIA É LONGA,MAS FOI NUMA AULA DE TEATRO SECULAR QUE PASSEI A PENSAR MAIS EM SEGUIR À JESUS,A AULA NÃO TINHA NADA À VER COM O QUE EU ACREDITAVA, VI QUE MEUS TALENTOS PODERIAM SER USADOS PARA A PREGAÇÃO DO EVANGELHO.
    SE A IDÉIA É LEVAR A MENSAGEM DE MANEIRA CLARA E OBJETIVA ACHO VÁLIDO,O QUE NÃO É
    CERTO É PERDER O FOCO.
    É BEM PIOR ASSISTIR PROGRAMAS SECULARES QUE DEGRINEM E AVACALHAM O NOME DE JESUS,ETC.


  2. gostaria muito de recber peças e encenaçãoes para apresentação na minha igreja.e para poder levar a palavra de DEUS.
    muito obrigada.
    grata mirella

    obs:aguardo resposta


  3. Sou adventista, professora do jardim da infância e preciso de uma peça para encenar com as crianças no programa de natal se tiverem alguma coisa, por favor me enviem.

    bjs


  4. Sou Cordenadora do Ministério da Criança e acredito que uma das formas de envolve-las é através de encenações gostaria de receber peçasque eu pudesse usar tanto com as crianças como os jovens .Obrigado e que Deus os Abençoe neste trabalho maravilhoso



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