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O rapaz que não podia morrer

fevereiro 15, 2007

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra. Sal. 34:7.

João, estudante do CAB, terminara de colportar naquela pequena cidade gaúcha. Ganhava nove estipêndios. Às 5 horas da manhã saiu do hotel e carregaria a mala e mais 12 livros que sobraram até a estação da estrada de ferro, 35 quilômetros de distância. Ao meio-dia parou para descansar e comer o lanche. Já havia andado 24 quilômetros. Nisto ouviu o som de uma carroça. Era o homem mal encarado que vira de noite no hotel… Vamos, salte para dentro. Por que caminhar com este peso? convidou o carroceiro. João procurou recusar, com receio, mas o homem insistiu e não teve jeito. Sentou-se na pequena boléia ao lado do homem… Com certo temor João orou e se conformou com a promessa de que todas as coisas cooperam para o bem. Os cavalos caminharam lentamente a tarde toda. O estranho parecia não ter pressa. João conversou, falou da volta de Jesus, da nova Terra… Ao escurecer ainda estavam longe da estação do trem. João começou a se preocupar… quando foi interrompido: Quanto dinheiro você esta levando consigo? Levo o bastante para não passar fome, respondeu João. Mas quanto você tem? insistiu o carroceiro. João não respondeu. A noite já tinha caído quando atravessavam uma mata. Já matei dez homens e você será o seguinte, disse o homem. Puxou do lado um punhal comprido e o ergueu no ar na direção do coração de João. Este viu o brilho da lâmina, desviou o golpe e o punhal se encravou no banco. O silêncio era sufocante! Os cavalos caminhavam lentamente. Como escapar? pensou João. Vigiava o homem e orava o tempo todo. Então avistaram luzes que eram de um hotelzinho. Por perto haveria outra tentativa naquele vale escuro. Mas não! Não sabendo por que, João notou que os cavalos começaram a correr e o homem a gritar: Alto! Pára! Alto, suas bestas ruins! Os cavalos não obedeceram e nem os freios. Então João notou que o homem procurava nas calças o revólver. Mas nada conseguiu. Desceram no hotel. Jantaram. João queria dormir ali, mas o estranho pôs o revólver no peito dele e ordenou que seguissem!… Eram 22:30. No caminho, depois de um longo silêncio, o homem perguntou a João num tom mais tranqüilizador: Antes de chegarmos ao hotel eu quis parar os cavalos, lembra-se? Mas o que quero saber é o que fez você para me segurar o braço quando eu queria tirar o revólver? Eu nem toquei no seu braço… disse João. E então disse: Mas eu sei quem foi. Um anjo enviado por meu Deus para me salvar. Há na Bíblia uma promessa assim:

O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra.

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