Archive for setembro \22\UTC 2007

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Último dia – a Série Capítulo 2!

setembro 22, 2007

Olá pessoal! Depois de algum tempo com o capítulo 1 lançado já foi editado o segundo capítulo. E eu estou colocando aqui de primeira mão para todos vocês baixarem.

Se você não sabe o que é o Último dia – a Série veja o post relacionado a isso aqui.

Para baixar o segundo capítulo clique aqui!

Precisamos saber o que você está achando dessa série, pois pretendemos fazer podcast sobre ela e muito mais, para dizer o que você está achando use a nossa página de contato, pode colocar “anônimo” se não quiser se identificar… Para dizer o que você está achando clique aqui para ir para a página de contato.

>>Baixar segundo capítulo

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Experiência de amor

setembro 22, 2007

Estive viajando a São Paulo com meu pai em virtude de um congresso e houve um dia que Deus me deu uma lição.

Acordamos um pouco tarde, saímos de casa e decidimos ir ao Shopping do bairro do Morumbi para almoçar (as próximas palestras no congresso só começavam 15h).

Não sabíamos onde se localizava especificamente o shopping. Chegamos ao bairro e perguntamos se onde ficava. Seguimos as instruções e chegamos a frente do estádio de futebol do Morumbi. Paramos em um pequeno engarrafamento, quando um motoqueiro passou e bateu no visor direito do carro e o quebrou.

Comecei a pensar o porquê aquilo aconteceu. Por que não foi em outro carro? Por que justo naquele momento em que estávamos com um carro que não é nosso?

Descobri………

Continuamos a procurar o caminho mesmo sem o visor, até que encontramos o shopping. Almoçamos, passeamos um pouco e depois fomos ao congresso.

Lá entrei para assistir uma programação e fiquei observando. Os cardiologistas falavam sobre tratamentos, sobre diferentes modos de conduzir um paciente, sobre assuntos polêmicos, sobre se deve fazer isso ou aquilo. E notei que eles falavam… falavam… e falavam sobre essas coisas e não estavam muito preocupados realmente no paciente, mas na maneira de proceder.

Depois do congresso fui a um jantar com um colega do meu pai que o está orientando num doutorado. Esse colega é doutor em fisiologia, adivinha em que universidade? A famosa Harvard! Falava e falava sobre artigos científicos, sobre pesquisas, publicações e esse tipo de coisa. O telefone tocou e adivinha com que ele falava? Dra. Sonia Lopes. Você que fez Ensino Médio recentemente deve saber quem é ela. Ela que é a autora de um livro de biologia muito utilizado.

Nós jantamos e ficamos um bom tempo ali. Depois, saímos e fomos para casa. Nesse caminho fiquei pensando sobre essas coisas, que são muito boas para o currículo.

Chegando ao apartamento em que estávamos hospedados, saímos do carro e ouvimos uma voz preocupada mais ou menos assim: “Ai meu Deus, ai meu Deus!” Eram duas senhoras. Observei de longe e tinha uma senhora caída no chão perto do carro e outra que tropeçou.

Naquele momento eu e meu pai corremos para socorrer elas. Meu pai correu para a mais idosa e eu para a mais nova. A mais nova só bateu a perna. Já a idosa meu pai tentou levantá-la para o carro até que conseguiu. Ele analisou se tinha alguma fratura e viu o seu pé inchado. Ela tinha caído no seu apartamento e o pé sofreu uma entorse grave. E naquele momento a mais nova (suponho que seja sua filha) ia levá-la para o hospital.

Elas estavam nervosas. Meu pai conversou um pouco. Explicou certas coisas para não acontecer esse tipo de queda. Elas se acalmaram e eu percebi um alívio e gratidão no rostos delas. Elas agradeciam pela ajuda.

Analisando todo esse dia eu percebi o verdadeiro amor. Naquele momento da quebra do visor do motoqueiro, talvez agente tivesse uma raiva muito grande, talvez tivesse até desejos ruins e é nessas horas que se prova realmente um cristão. Mostrando amor numa situação como essas. Mostrando mansidão.

Experimentei ver muitos médicos centralizados na conduta e não realmente no paciente. Vi o desempenho de projetos e projetos científicos. Mas só no final do dia que encontrei realmente porque quero ser médico. Por causa do amor. É tão gratificante, é tão feliz ver uma pessoa necessitada sendo ajudada. É tão bom ver uma pessoa calma por uma simples ajuda. É maravilhoso ajudar uma pessoa.

Que agente possa amar mais! Mais a Deus! Mais ao próximo! Inclusive aquele que parece ser difícil de ser amado. Ou aquele a quem desprezamos. Ou aquele que está bem do nosso lado e não tratamos bem. Ame mais!

“Cristo ama os seres celestiais, que Lhe circundam o trono; mas quem explicará o grande amor com que nos tem amado? Não o podemos compreender, mas podemos sabê-lo real em nossa própria vida. E se mantemos para com Ele relações de parentesco, com que ternura devemos olhar os que são irmãos e irmãs de nosso Senhor! Não devemos estar prontos a reconhecer as responsabilidades de nosso divino parentesco? Adotados na família de Deus, não devemos honrar a nosso Pai e nossos parentes?” O Desejado de Todas as Nações, pág. 189

 

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Alma e Ressureição – Imortalidade da Alma

setembro 22, 2007

Se os mortos permanecem em estado de inconsciência, como explicar que a ‘alma’ de Raquel saiu dela por ocasião de sua morte? (Gn 35:18)
Por Alberto R. Timm

A palavra “alma”, empregada em Gênesis 35:18 por algumas versões da Bíblia (João Ferreira de Almeida, Bíblia de Jerusalém, Lutero [original], Reina-Valera, King James Version, Revised Standard Version, New American Standard Bible), é a tradução do termo hebraico nêfesh. Este termo aparece 755 vezes no Antigo Testamento e foi traduzido em outros textos, pela Versão Almeida Revista e Atualizada (2.ª edição), por exemplo, como “pessoa” (Gn 14:21; Nm 5:6; etc.), “ser” (Gn 1:20; 2:19; 9:10; etc.), “alma” (Gn 2:7; Dt 10:22; etc.) e “vida” (Gn 9:4 e 5; 1Sm 19:5; Sl 31:13; etc.).
Existem várias razões que nos levam a crer que o termo nêfesh seria melhor traduzido em Gênesis 35:18 como “vida” do que como “alma”. Em primeiro lugar, o próprio relato bíblico da Criação esclarece que o ser humano não possui uma alma, mas é uma “alma [nêfesh] vivente” (Gn 2:7). O mesmo termo (nêfesh) usado em Gênesis 2:7 para referir-se à totalidade do ser humano é empregado também para designar tanto os “seres [nêfesh] viventes” que povoam as águas (Gn 1:20) como os animais da terra e as aves do céu (Gn 2:19; 9:10). A despeito de assumir, por vezes, significados mais específicos (Dt 23:24; Pv 23:2; Ec 6:7; etc.), nêfesh jamais é usado para designar qualquer entidade que continue consciente depois de separada do corpo. Pelo contrário, as Escrituras declaram explicitamente que a nêfesh pode morrer (Nm 31:19; Jz 16:30), e que “a alma [nêfesh] que pecar, essa morrerá” (Ez 18:4).
Comentando o texto de Gênesis 35:18, Derek Kidner declara que “no Antigo Testamento a alma não é concebida como entidade separada do corpo, com existência própria (como no pensamento grego), mas, antes, como a vida, que aqui se esvai” (Gênesis: Introdução e Comentário, São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1979, p. 163). Oscar Cullmann assegura que também no Novo Testamento a esperança de vida eterna não se fundamenta na teoria grega da imortalidade da alma, mas na doutrina bíblica da ressurreição dos mortos (Immortality of the Soul or Resurrection of the Dead? Londres: Epworth, 1958).
Procurando preservar o sentido original do texto bíblico, algumas traduções da Bíblia têm vertido o termo nêfesh, em Gênesis 35:18, por exemplo, como “suspiro” (Bíblia na Linguagem de Hoje, Tradução Ecumênica, New English Bible, Living Bible, New International Version) e “vida” (Moffatt, Lutero [revisada de 1984]). A Tradução Ecumênica (Loyola) verte a parte inicial de Gênesis 35:18 como: “no seu último suspiro, no momento de morrer, ela…”. E a Bíblia na Linguagem de Hoje diz: “Porém, ela estava morrendo. E, antes de dar o último suspiro…”. Desta forma, o texto pode ser perfeitamente harmonizado com outras passagens bíblicas que falam que os mortos permanecem em estado de completa inconsciência (ver Sl 115:17; 146:4; Ec 3:9, 20; 9:5, 6 e 10; etc.).
Fonte: Sinais dos Tempos, maio/junho de 2000. p. 21

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Processam Deus?

setembro 18, 2007

Nati Harnik/APSenador dos EUA processa Deus

Ernie Chamberes é conhecido por fazer críticas aos cristãos.
Medida foi para criticar o alto número de processos ‘ridículos’ nos EUA.

Nati Harnik/AP

O senador Ernie Chambers (Foto: Nati Harnik/AP)

O senador Ernie Chamberes, do estado de Nebraska, abriu um processo contra Deus no condado de Douglas.
Conhecido por críticas aos cristãos, o democrata disse no processo, que abriu semana passada, que Deus gera medo e que é responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo. Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”.

Chamberes comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e seus eleitores.Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todos as partes.Segundo Chamberes, a iniciativa foi uma forma de protestar contra o alto número de processos que são abertos pelos americanos que ele considera ridículos.

Ainda não se sabe quem será o advogado de Deus…

(G1)

Nota de Michelson Borges:

“Desde a entrada do pecado neste mundo, o ser humano tenda jogar a culpa de suas escolhas erradas sobre outras pessoas. Foi assim desde o Éden. Perguntado sobre o que havia feito (após o ato de desobediência contra a ordem de Deus), Adão respondeu que a culpada havia sido a mulher que o Criador lhe dera. Então, segundo o homem, a culpa, em última instância, era de Deus, pois Ele é que escolhera criar a mulher para Adão. A mulher, por sua vez, respondeu que a culpa era da serpente, usada como médium por Satanás. E este ficou quieto, pois sabia que “metade” da culpa tinho sido mesmo dele, pois levou Eva a desejar o mesmo que ele quis no Céu: poder e independência. As mazelas do mundo existem devido à escolha humana de viver à margem da vontade e do plano divinos. É como se eu, ao dirigir de forma irresponsável, atropelasse uma pessoa e quisesse processar a fábrica de automóveis. Mas é bom lembrar que logo Deus fará valer Sua soberania e onipotência e porá fim à história triste do pecado na Terra (a ovelha desgarrada do Universo). Jesus – o Deus encarnado, o Verbo, a suprema revelação da Divindade – deixou claro que Se importa com a dor dos que sofrem e que deseja, mais do que ninguém, pôr fim a isso tudo. E Ele porá. Ele virá!”

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A que ponto o mundo chegou!

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#1 Intimidade com Deus – Podcast inaugural

setembro 17, 2007

É com grande prazer que eu inauguro hoje, depois de alguns dias com o vídeo pronto a seção Podcasts. Inauguração logo com um vídeo do bom! Sobre um seminário que houve em Teresina, PI; enriquecimento espiritual é a base do vídeo e do seminário.

Nesse podcast você poderá ver dicas de como ter uma maior intimidade com Deus com pastores como Marcos Militão presidente do posto Missionário do Piauí e Pr. Gilmar Silveira, departamental da União Nordeste Brasileira de IASD. E muitos outros pastores e testemunhos. Vale a pena ver esse vídeo.

Para você que não sabe o que é Podcast aí vai a definição:

A palavra podcasting é uma junção de iPod (aparelho que toca arquivos digitais em MP3) e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê). Podcast, portanto, são arquivos de áudio e vídeo que podem ser acessados pela internet. Estes arquivos são atualizados automaticamente mediante uma espécie de assinatura. Os arquivos podem ser ouvidos diretamente no navegador ou baixados no computador, pelo programas de RSS READERS (ex.: iTunes) .

E agora, já sabe sobre o que fala esse podcast e o que é um podcast, tá esperando o que pra baixar?!??!?!? Baixa logo! E comenta aqui o que você achou!

Aguardamos os comentários, se quiser deixar uma mensagem mais pessoal use a página contato.

Nos links abaixo para fazer o download:

Download (100mb)

Ver na Web (Player PortalJA)

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O Último Dia – a Série cap.1 [Corrigido]

setembro 12, 2007

E aí pessoal!

Bom, quem não conhece a série “O Último dia” leia o post direcionado a isso aqui.

Agora, que você já sabe o que é, quem já sabia só soube mais…rsrsrs

Naquele post, haviam erros. Erros corrigidos pelo próprio autor. Então ele me enviou a versão corrigida e eu estou postando agora.

Para quem já leu o primeiro capítulo e gostou o segundo capítulo Ângelo(autor) ainda está editando. Então aguardem!

Para baixar o capítulo um corrigido clique no link abaixo:

–> BAIXAR em pdf pode usar o”Adobe Reader” <–

–> BAIXAR em doc pode usar o”Word” <–

Neste post estou colocando o arquivo no formato .doc para poder ter mais  opções e abranger um maior número de pessoas. Provavelmente, nos próximos posts estaremos disponibilizando em mais formatos. Se você quer a série outro tipo de formato coloque sua opinião no formulário abaixo.

A pedidos do autor, estou colocando abaixo um formulário no qual vocês poderão colocar dúvidas, sugestões, críticas, qualquer tipo de opinião sobre essa série. Não tenha vergonha! Use o formulário, não iremos publicar nada do que você falar no blog. Só quem lerá será o autor. Então fique a vontade. Ele gostará de saber mais sobre o público que está lendo sua obra!

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Graças a Deus – e não a Darwin

setembro 11, 2007

As escolas adventistas aparecem entre as melhores do país, mas ainda sobrepõem o criacionismo à teoria da evolução

Marcos Todeschini

Carol

Aulas diárias de religião na pré-escola: antes de aprender a ler, as crianças já sabem de cor as histórias do Velho Testamento

O ensino religioso remonta aos primórdios do Brasil colonial. Foram os padres jesuítas, patrocinados pela coroa portuguesa, os fundadores de algumas das primeiras escolas brasileiras no século XVI. A educação, no Brasil de então, se prestava basicamente a disseminar o catolicismo e arrebanhar fiéis. Nos séculos seguintes, outras ordens religiosas vieram movidas pelo mesmo propósito: elas esparramaram tantas escolas pelo país que, juntas, chegaram a concentrar 80% das matrículas do ensino médio nos colégios particulares, como revela um censo do início do século XX. Reinaram sem concorrência na elite do ensino até a década de 60, quando uma leva de escolas privadas começou a lhes roubar espaço, e elas tiveram de se reformular pela primeira vez para sobreviver aos novos tempos. Foi aí que os colégios confessionais se aproximaram dos laicos, ao se tornar menos doutrinários e desobrigar os estudantes de velhos hábitos, como ir à missa ou comungar. A segunda mudança nessas escolas é recente, e está sendo impulsionada por outro fenômeno de mercado: o surgimento de grupos privados de ensino, mais profissionais na gestão e tão ou mais eficientes nos resultados acadêmicos. Resume o especialista Claudio de Moura Castro: “Ninguém mais matricula o filho numa escola só porque ela ensina religião, como ocorria antes, mas, sim, por oferecer um conjunto de bons serviços”.

É justamente nesse quesito que muitas das escolas confessionais têm falhado, segundo mostra uma nova pesquisa sobre o assunto. De acordo com os dados do Ministério da Educação (MEC), as matrículas nos colégios católicos chegaram a cair 20% ao longo da última década. Estabilizaram-se, mas hoje não saem do lugar. O trabalho revela que, no mesmo período, crescia a um ritmo surpreendente um outro tipo de escola religiosa: os colégios comandados pelos adventistas, egressos de um ramo protestante dos mais tradicionais da igreja evangélica. O fato chamou a atenção dos especialistas. Já são 318 dessas escolas no país, com 37% mais alunos do que dez anos atrás. Elas sobressaem em meio a milhares de outras não só porque proliferam rapidamente, mas também por seu bom nível acadêmico, aferido por medidores objetivos: algumas das escolas adventistas já aparecem entre as melhores do país nos rankings de ensino do MEC.

Jesuítas catequizam índios no Brasil colonial: predomínio do ensino religioso

Os especialistas são unânimes em afirmar que um dos fatores que impulsionam essas e as outras escolas religiosas que dão certo no Brasil são valores que os pais acreditam ver nelas reunidos. É algo difícil de mensurar, mas foi bem mapeado por uma nova pesquisa que ouviu 15 000 pais de estudantes brasileiros de colégios religiosos. Ao justificarem sua escolha por uma escola confessional, eles foram específicos: acham que esses colégios são mais capazes de difundir valores “éticos”, “morais” e “cristãos” (mesmo que eles próprios não sejam seguidores de nenhum credo). Um exemplo concreto do que agrada aos familiares, no caso das escolas adventistas: o incentivo local ao convívio das crianças com a natureza. Em vários dos colégios, cachorros transitam livremente pelas salas de aula e, num deles, o contato estende-se ao Pequeno Éden, um pátio por onde perambulam pôneis e galinhas. Em Embu das Artes, cidade de São Paulo onde fica a escola que sedia o tal “Éden”, a diretora explica que a idéia é reproduzir o “clima do paraíso”. O que também agrada a pais de todos os credos são as regras conservadoras ali aplicadas, entre elas a proibição de brincos e colares, para as meninas, e cabelo comprido, para os meninos. “Quero minha filha num ambiente onde se cultivem a disciplina e os bons hábitos”, resume a secretária Vanda Balestra, mãe de Ludmila, de 16 anos. A jovem é católica e compõe o grupo dos 70% de estudantes matriculados em escolas adventistas que não seguem a religião.

Carol

A estudante Ludmila Balestra: como ela, 70% dos alunos nos colégios adventistas não seguem a religião


Em sala de aula, onde se acompanha o currículo do MEC, são basicamente dois os momentos em que essas escolas se diferenciam das demais. O primeiro é nas classes de religião, muitas vezes diárias, durante as quais são entoados, com vigor fora do comum, cantos bíblicos como “A Bíblia é palavra de vida / Um canto de amor que Deus escreveu para mim” e crianças de 4 anos, como a pequena Larissa Conrado, manuseiam a versão infantil do Velho Testamento. Outra diferença aparece nas aulas de ciências, nas quais os estudantes são apresentados, sem nenhuma espécie de visão crítica, à explicação criacionista do mundo, segundo a qual homens e animais foram criados por Deus, tal como está na Bíblia. Esse, sim, é um evidente atraso. Historicamente, o criacionismo vigorou no meio acadêmico até o século XIX, quando foi superado pela teoria da evolução de Charles Darwin, que pela primeira vez esclareceu a origem dos seres vivos com base em evidências científicas. Em escolas de estados mais conservadores nos Estados Unidos, ainda hoje o criacionismo predomina – e Darwin é banido do currículo. No caso dos colégios adventistas brasileiros, as crianças aprendem as duas versões. A diretora de uma das escolas, Ivany Queiroga da Silva, explica como a coisa funciona: “Deixamos claro nosso ponto de vista, criacionista, mas damos a chance de os alunos conhecerem os dois lados”. Por quê? “Respeitamos todos os nossos clientes. Além disso, eles precisam conhecer Darwin para passar no vestibular.”

O Pequeno Éden, numa escola adventista de São Paulo:
a idéia é reproduzir o “clima do paraíso” no pátio

Esse pragmatismo dos adventistas é outro fator que ajuda a explicar o sucesso de suas escolas. Enquanto muitos dos colégios católicos ainda são administrados de modo mais antiquado, tal qual um século atrás, os adventistas implantaram um novo conjunto de medidas para profissionalizar a gestão. Do primeiro colégio, inaugurado em 1896 na cidade de Curitiba, foi-se das aulas dadas por pastores no quintal da igreja às atuais unidades, nas quais diretores freqüentam cursos superiores de administração escolar e os melhores professores recebem bônus no salário. Reconhecidos pelo mérito, eles rendem mais em sala de aula – algo básico, mas ainda raro no Brasil. Para traçarem seu plano de expansão, os adventistas, que já são donos de seis universidades e uma editora de livros didáticos, também não hesitaram ao contratar consultores para definir “as demandas do mercado”. Foi decisivo para saber onde abrir novas unidades. Em 2008, eles pretendem inaugurar uma universidade e mais vinte escolas. Conclui o professor Orlando Mário Ritter, um dos diretores da rede adventista: “Para nós, encarar a educação como negócio não é sacrilégio. Estamos, afinal, no século XXI”. Falta ainda a essas escolas, no entanto, entender que o criacionismo foi superado pela ciência há mais de um século.

Com reportagem de Camila Antunes

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Retirado da revista Veja dessa semana.