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Experiência de amor

setembro 22, 2007

Estive viajando a São Paulo com meu pai em virtude de um congresso e houve um dia que Deus me deu uma lição.

Acordamos um pouco tarde, saímos de casa e decidimos ir ao Shopping do bairro do Morumbi para almoçar (as próximas palestras no congresso só começavam 15h).

Não sabíamos onde se localizava especificamente o shopping. Chegamos ao bairro e perguntamos se onde ficava. Seguimos as instruções e chegamos a frente do estádio de futebol do Morumbi. Paramos em um pequeno engarrafamento, quando um motoqueiro passou e bateu no visor direito do carro e o quebrou.

Comecei a pensar o porquê aquilo aconteceu. Por que não foi em outro carro? Por que justo naquele momento em que estávamos com um carro que não é nosso?

Descobri………

Continuamos a procurar o caminho mesmo sem o visor, até que encontramos o shopping. Almoçamos, passeamos um pouco e depois fomos ao congresso.

Lá entrei para assistir uma programação e fiquei observando. Os cardiologistas falavam sobre tratamentos, sobre diferentes modos de conduzir um paciente, sobre assuntos polêmicos, sobre se deve fazer isso ou aquilo. E notei que eles falavam… falavam… e falavam sobre essas coisas e não estavam muito preocupados realmente no paciente, mas na maneira de proceder.

Depois do congresso fui a um jantar com um colega do meu pai que o está orientando num doutorado. Esse colega é doutor em fisiologia, adivinha em que universidade? A famosa Harvard! Falava e falava sobre artigos científicos, sobre pesquisas, publicações e esse tipo de coisa. O telefone tocou e adivinha com que ele falava? Dra. Sonia Lopes. Você que fez Ensino Médio recentemente deve saber quem é ela. Ela que é a autora de um livro de biologia muito utilizado.

Nós jantamos e ficamos um bom tempo ali. Depois, saímos e fomos para casa. Nesse caminho fiquei pensando sobre essas coisas, que são muito boas para o currículo.

Chegando ao apartamento em que estávamos hospedados, saímos do carro e ouvimos uma voz preocupada mais ou menos assim: “Ai meu Deus, ai meu Deus!” Eram duas senhoras. Observei de longe e tinha uma senhora caída no chão perto do carro e outra que tropeçou.

Naquele momento eu e meu pai corremos para socorrer elas. Meu pai correu para a mais idosa e eu para a mais nova. A mais nova só bateu a perna. Já a idosa meu pai tentou levantá-la para o carro até que conseguiu. Ele analisou se tinha alguma fratura e viu o seu pé inchado. Ela tinha caído no seu apartamento e o pé sofreu uma entorse grave. E naquele momento a mais nova (suponho que seja sua filha) ia levá-la para o hospital.

Elas estavam nervosas. Meu pai conversou um pouco. Explicou certas coisas para não acontecer esse tipo de queda. Elas se acalmaram e eu percebi um alívio e gratidão no rostos delas. Elas agradeciam pela ajuda.

Analisando todo esse dia eu percebi o verdadeiro amor. Naquele momento da quebra do visor do motoqueiro, talvez agente tivesse uma raiva muito grande, talvez tivesse até desejos ruins e é nessas horas que se prova realmente um cristão. Mostrando amor numa situação como essas. Mostrando mansidão.

Experimentei ver muitos médicos centralizados na conduta e não realmente no paciente. Vi o desempenho de projetos e projetos científicos. Mas só no final do dia que encontrei realmente porque quero ser médico. Por causa do amor. É tão gratificante, é tão feliz ver uma pessoa necessitada sendo ajudada. É tão bom ver uma pessoa calma por uma simples ajuda. É maravilhoso ajudar uma pessoa.

Que agente possa amar mais! Mais a Deus! Mais ao próximo! Inclusive aquele que parece ser difícil de ser amado. Ou aquele a quem desprezamos. Ou aquele que está bem do nosso lado e não tratamos bem. Ame mais!

“Cristo ama os seres celestiais, que Lhe circundam o trono; mas quem explicará o grande amor com que nos tem amado? Não o podemos compreender, mas podemos sabê-lo real em nossa própria vida. E se mantemos para com Ele relações de parentesco, com que ternura devemos olhar os que são irmãos e irmãs de nosso Senhor! Não devemos estar prontos a reconhecer as responsabilidades de nosso divino parentesco? Adotados na família de Deus, não devemos honrar a nosso Pai e nossos parentes?” O Desejado de Todas as Nações, pág. 189

 

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