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Jargão “Ação J.A.” de Cinema

dezembro 9, 2007

Antes de tudo, preciso pedir desculpa a vocês leitores do Ação J.A. Este post está saindo com três dias de atraso. Espero não ter deixado vocês na mão neste período. E aí vamos continuar nosso papo?

Todo ramo de conhecimento tem o seu “jargão”: um conjunto de expressões utilizadas comumente e que possuem um significado vasto e completo. Os jargões poupam o tempo de quem os conhece. Podemos substituir toda uma longa explicação por um simples termo do jargão. Assim, já que vamos tratar de cinema, vamos conhecer algumas expressões que usaremos com certa freqüência. Algumas fazem parte dos artigos convencionais sobre o assunto. Outras são originais do Ação J.A. Assim, todas as vezes que você estiver lendo uma de nossas conversas e não lembrar o significado de uma expressão, pode voltar até este post e refrescar sua memória. Lá se vão nossas expressões mais comuns:

1. As três formas de se definir cinema:

  • Cinema-indústria – é os filmes, as salas de projeção, os atores e atrizes, o Oscar, o Globo de Ouro, a pipoca, Hollywood, os filmes independentes, o glamour, o tapete vermelho, a imprensa, a propaganda, os DVD’s, enfim: tudo que tem a ver com a produção de filmes faz parte da indústria cinematografia.
  • Cinema-filme: é simplesmente os filmes que você assiste.
  • Cinema-sala-de-projeção – é as salas de projeção de filmes. Tanto as modernas salas existentes nos shoppings quanto aquelas mais simples e antigas, encontradas nos centros das cidades.

Humor escatológico – tipo de humor que faz piadas com excrementos, fluidos corporais e elementos constrangedores. Em bom português, toda vez que alguém faz piada com coisas como vômito, flatulência (não me faça citar a outra palavra, por favor), fezes, urina, obesidade, etc., está fazendo humor escatológico.

Cenas gratuitas – O filme A Ultima Ceia narra uma interessante história de redenção e auxílio mútuo em que um homem e uma mulher, marcados por sucessivos problemas pessoais, encontram um no outro um apoio para começar uma nova vida. Até aí tudo bem, não fosse pela extravagante cena de sexo protagonizada pelos dois personagens principais e comentada à exaustão pela crítica. A cena não contribui em nada para o enriquecimento da história ou a melhor compreensão do tema do filme. Seria perfeitamente dispensável e até destoa do contexto da narrativa. Está ali única e simplesmente para que as pessoas “apreciem”, por assim dizer, uma cena de sexo quase explícito.

Um filme, no desenvolvimento de seu tema, precisa lançar mão de cenas que contribuam para que o telespectador compreenda a mensagem que se está querendo passar. Se você vai fazer um filme de guerra, logicamente que você vai precisar pensar em cenas de explosões, tiros e batalhas. Afinal, trata-se de um filme de guerra. Porém, muitas vezes um diretor inclui cenas em seu filme que nada prestam para explicar melhor o conteúdo central da película. Estão ali simplesmente para causar um efeito visual no telespectador, despertas seus sentidos (lembrem do que falamos sobre isso no post passado) ou saciar alguma vontade torpe do público. Assim surgem as cenas gratuitas de violência, sexo, choro, escatologia, crueldade, etc.

Teoria da sopa de rã – Se você colocar uma rã numa panela de água fervente, ela saltará para fora imediatamente. Porém, se você colocá-la numa panela de água fria, e for fervendo aos poucos, o pobre anfíbio ficará ali quietinho até virar o seu jantar. Motivo: A temperatura do sangue da Rã se adapta ao ambiente em que ela está, desde que a mudança não seja brusca.

Assim são nossas emoções. Uma criança que nunca viu um filme com conteúdo violento vai se chocar ao assistir um filme como Jogos Mortais, por exemplo. Talvez desligue a televisão antes da metade do filme e decida que nunca mais quer ver algo tão violento como aquilo. Porém, dê-lhe doses homeopáticas de violência para que se acostume com ela, e, em pouco tempo, você conseguirá com que esta criança assista filmes com cenas de tortura e mutilação sem grandes problemas (acredite em mim, não teste por si mesmo). Este processo faz com que entremos num processo de adequação dos nossos conceitos e princípios para que nossa mente possa aceitar a nova porção de violência que nos está sendo oferecida. Apesar de termos usado o exemplo da violência, este processo também ocorre com o sexo, a falsidade e quaisquer outras coisas que se queria inserir na mente humana.

Ponto de diferenciação – O filme é Batman Begins. A cena é uma em que o homem-morcego está saltando pelos telhados das casas e pelas coberturas dos prédios de Gothan Batman Begins - TumblerCity com seu Tumbler – uma espécie de “carro-super-dotado”. Se eu perguntar numa sala de aula quantos acham que esta cena é uma mentira, uma ficção, eu estou certo que todos levantarão suas mãos afirmativamente. Porém, no mesmo filme há uma outra cena em que a promotora de justiça Rachel olha para Bruce Wayne e lhe profere a seguinte máxima: “Não é o que você é que importa, mas o que você faz que define você”. Se eu perguntar, na mesma sala de aula, quantos acreditam que isso pode ser verdade, eu já não terei uma unanimidade. Um filme passa informações, fatos e filosofias. Em alguns momentos eu saberei diferenciar o que é verdade e o que é mentira. Em outros momentos eu já não terei tanta sagacidade. A grande diferença é o conhecimento que se tem do assunto que está sendo tratado. Filmes constantemente passam a idéia de que devemos deixar nosso coração guiar nossas escolhas. Porém, um cristão estudioso da bíblia saberá que “enganoso é o coração do homem” e que nosso único guia deve ser a palavra do Deus todo poderoso. A pergunta que permanece nessa questão é: se eu não posso confiar no conteúdo de um filme, com relação aos assuntos que conheço, como poderei confiar nele com relação aos assuntos que não conheço? Ponto de diferenciação é isto: A sua capacidade de diferenciar o que é verdade e o que é mentira, o que é certo e o que é errado num filme.

Queridos, o texto bíblico é claro: “O diabo anda ao nosso redor, bramindo como leão buscando a quem tragar”. Por isso, devemos estar munidos de todo o conhecimento que Deus nos dispõe para que não caiamos nas ciladas do inimigo. Então, afinal, como Deus espera que escolhamos os filmes a que assistiremos? Hoje não. Volte ainda esta semana. Vamos conversar sobre isso.

Abração.

Ângelo Bernardes

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2 comentários

  1. Um espetáculo este post! Acredito que todos que estão acompanhando estão adquirindo cada vez mais conhecimento. Um ótimo caminho: conhecer para depois compreender! =D
    Beeeijo.


  2. “O diabo anda ao nosso redor, bramindo como leão buscando a quem tragar”. Por isso, devemos estar munidos de todo o conhecimento que Deus nos dispõe para que não caiamos nas ciladas do inimigo.
    —————–
    Isso mesmo! Devemos saber os pequenos detalhes, coisas simples que nos ajudarão a discernir um filme bom de um filme ruim, uma cena boa de uma cena ruim. E às vezes até assistindo possamos tirar algum proveito…
    Jargões, algo muito bom quando se fala de algum assunto específico! Tomara que esses jargões te ajudem a falar melhor sobre esse tema(com certeza irá servir!)

    Abraço!



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