Archive for 3 de janeiro de 2008

h1

BOX Coluna de Filmes do AÇÃO J.A.

janeiro 3, 2008

Se você chegou a este post sem ler o artigo logo mais abaixo, pare agora mesmo. Leia o tópico anterior e depois volte pra cá. Se você já leu, ótimo estamos prontos pra concluir nossa série de cinco posts.

Acho ótimo quando certos estúdios lançam DVD’s com toda uma série de filmes reunidos numa única coleção. Assim, decidi juntar todos os elementos da nossa série de introdução em um único post.

Agora que você tem uma base para começar, corra para a locadora e faça boas escolhas.

Antes do filme:

  1. Leia todas as sinopses e todas as críticas possíveis. Informe-se.
  2. Peça opinião de pessoas que já assistiram ao filme que você pretende assitir, principalmente se forem cristãs.
  3. Procure saber se o filme tem conteúdo que contrasta com o que Deus diz em Filipenses 4:8 ou se você está incerto quanto a se deve assisti-lo ou não.
  4. Procure algum sinal de que o filme contenha cenas gratuitas, seja de sexo, violência, vulgaridade ou qualquer outra coisa. Se tiver, é um mau sinal.
  5. Se preciso, ore e peça para que Deus lhe ajude a escolher o melhor filme para o seu entretenimento.
  6. Se você realmente gosta de cinema e quer ir mais além, pesquise um pouco sobre o diretor do filme que você quer ver e procure montar um perfil dos trabalhos dele. Assim, você pode ter uma idéia melhor do que está por vir.

Durante o filme:

  1. Procure identificar que tipo de filosofia o filme está querendo lhe passar. Se elas se enquadram nas quatro correntes filosóficas que abordamos na nossa coluna, atenção redobrada.
  2. Preste atenção na forma como o filme põe em prática a equação do cinema: como ele aborda os fatos? É de um ponto de vista cristão? Ele considera erradas as mesmas coisas que Deus considera erradas? O filme possui elementos que aguçam os sentidos? Se sim, quais são os sentidos que o filme aguça?
  3. Preste atenção no seu ponto de diferenciação. Se alguma cena do filme ou mesmo alguma idéia que ele lhe passe lhe parecer confusa ou nova, tire suas dúvidas com pessoas de confiança.

Depois do filme:

  1. Cuidado com a teoria da sopa de rã. Se o filme que você assistiu tinha conteúdo moralmente reprovável, não te deixou se sentindo muito bem por tê-lo assistido ou foi de encontro a algum dos seus princípios, cuide para que a experiência não se repita.
  2. Comente o filme com outras pessoas que também o assistiram. Isso pode ajudá-lo a ver a película por diversos ângulos.

Se o filme passou por este filtro (e que filtro, hein?), resta uma obrigação a você: chame alguns bons amigos, a família ou a namorada, faça uma boa porção de pipoca e…bom filme, sem culpa.

Abração…

Ângelo Bernardes

Anúncios
h1

O Melhor Guia de Filmes do Mundo

janeiro 3, 2008

Você deve estar perguntando o que eu estou fazendo postando dois posts de uma vez. Bom, pontualidade nunca foi o meu forte, mas a gente se endireita aos poucos. Acontece que eu estou devendo a vocês dois artigos atrasados que deixei de publicar na semana certa. Assim, aqui vão os dois seguidos.

Este era para ser o último post da nossa série de quatro posts sobre a introdução ao papo de cinema. Pois é, não deu. O quarto post ficou grande demais e eu o dividi em dois. Assim, a nossa série de quatro posts virou uma série de cinco posts. Enjoy…

Seria muito bom se Deus mandasse para nós um guia. Algo que nos dissesse a que filmes devemos assistir. Talvez não fossem necessárias tantas colunas e palestras sobre cinema, não é? Pois pode parar de sonhar com isso. Esse guia existe e está à sua disposição a mais de mil anos (não vá deixar de ler a minha coluna por isso, ok?).

O Guia de filmes de Deus é composto de duas partes e quatro versos bíblicos simples, mas que juntos podem realmente fazer a diferença na sua vida. Lá vamos nós:

  • 1ª Parte: Analise os filmes (Filipenses 4:8)
  • 2ª Parte: Analise a si mesmo (Romanos 14:14, 22 e 23)

Destrinchando:

  • Filipenses 4:8 – “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há, e se há algum louvor, seja isso que ocupe a vossa mente.”

Não há segredos, meus amigos. Deus deixou claro aquilo que ele quer que ocupe a nossa mente, portanto, qual é o conteúdo do filme que você está vendo? É puro, é amável, honesto, de boa-fama? Estes elementos estão inclusos na história que está sendo contada? Fora disso, não há bons filmes.

Porém, você deve saber contextualizar bem o verso acima para usar o guia na maneira correta. É sempre mais importante a intenção com que a cena é mostrada do que a própria cena me si. Tomemos por exemplo o filme A Ultima Batalha, o primeiro longa metragem Adventista. Nele, nós podemos encontrar cenas de violência e de consumo de drogas. Porém, estas cenas mostram sempre a violência e as drogas como coisas ruins e nocivas à saúde mental, física e espiritual, e isto é bom e honesto. Estas cenas não são gratuitas, ou seja, estão ali para mostrar a decadência moral do personagem Lucas e como as drogas podem ter levado o rapaz a isso. Por fim, não são mais demoradas e detalhadas do que precisam ser, justamente porque não têm a intenção de aguçar nossos sentidos, despertando curiosidade ao invés de repulsa. Isso é ser justo e de boa fama, mesmo mostrando cenas de violência e drogas.

Vamos um pouco mais além. O filme “Infidelidade” mostra a tragédia pessoal de uma mulher que trai o marido com um homem mais novo. O filme mostra o adultério do ponto de vista correto, como algo ruim e desrespeitador. Ponto para ele: está sendo honesto e justo. Porém, as cenas de sexo são desnecessariamente demoradas, detalhadas e intensas. Isso aguça os sentidos do telespectador, desperta-o para um tipo de sexo ilícito. Quando assistido por jovens que não estão casados, despertam seus instintos para uma fase da vida que ainda não lhes pertence, e mesmo para casais casados, pode ser uma influência para colocar a libido a frente do amor. Assim, o filme não é amável, nem muito menos puro. Fuja.

Porém, é bem verdade que nem sempre poderemos ser tão precisos quanto ao que consideramos “puro”, “amável”, “de boa fama”, etc. Isso acontece porque nós reagimos de forma diferente aos estímulos. Aquilo que induz uma determinada pessoa a pecar, pode não induzir outra. Aquilo que atiça os sentidos de alguém pode não atiçar os sentidos de outrem. Por isso Deus criou um critério para possamos analisar a nós mesmos com relação aos filmes que assistimos, de acordo com a luz que temos, a nossa personalidade e a nossa experiência com Cristo. Vejamos:

  • Romanos 14: 14, 22 e 23 – “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem aventurado aquele que não condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo que não é de fé, é pecado.”

O critério é simples e eficaz: na dúvida, não assista, não ouça, não leia, não compre. Sua salvação é preciosa demais para pô-la em risco com um filme, uma música ou o que quer que seja. Se tua consciência te acusa, rejeite.

Além disso, não tente usar esse princípio para “santificar” o pecado. Deus deixou instruções bem claras daquilo que ele considera imundo ou não. Se você tem conhecimento dessas coisas então você é ciente de que elas são imundas, e se não as considera imundas, então definitivamente você precisa acertar as contas com Deus. Se você não conhece as coisas que Deus considera imundas, também precisa de uma vez por todas de maior comunhão com o Pai.

Por fim, para usar esta guia você deve prestar atenção em dois detalhes: (1) nunca use estes versos fora do contexto para tentar justificar más escolhas. (2) Nunca use apenas um dos versos. O guia só funciona se você usar todos juntos. Agora corre lá pro post de cima.

Juízo….

Ângelo Bernardes