Archive for 12 de janeiro de 2008

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Tenor, Baixo, Contralto, Soprano e… PLAY-BACK!

janeiro 12, 2008

Olá pessoal! Estarei escrevendo a partir de hoje aos sábados. Tentarei não ser mais nômade e me fixar nesse dia!

Gosto muito de instrumentos musicais e vou nesse primeiro post “puxar a sardinha” para o meu lado. Se você SÓ gosta de música à capela (somente com vozes), pode parar de ler esse texto. Mas se você gosta de teclado, guitarra, violão, sax, clarinete e afins; me responda: temos quantos conjuntos adventistas bem conhecidos? Refrescando sua memória: Novotom, Prisma, Expressão Vocal, Art’Trio… A lista segue sem maiores dificuldades. Quartetos, então: Arautos do Rei, Communion, Ministry… Agora, pacientemente após tantas perguntas, a última indagação: qual grupo adventista, com um instrumental participativo (não pense nas bandas que acompanham grupos ou só as que gravam no estúdio), que você conhece? Difícil? Pois é, desculpe-me a possível ignorância, mas lembrei-me apenas do Ministério de Louvor Está Escrito. Essa escassez se reflete na grande quantidade de grupos vocais que temos espalhados em nossas igrejas, mas que não têm instrumentos em sua formação: são escravos do play-back.

Nunca escondi minha recusa aos play-backs. Penso que Deus nos dá dons em variadas áreas, e temos que desenvolvê-los. Então, se temos um piano em nossa congregação e pessoas que o tocam, para que CDs tocados de hinário, do ministério jovem e os demais louvores congregacionais? A equação é simples: quanto menos usamos os dons para louvar a Deus, menos os teremos. Logicamente que é difícil lidar com pessoas, e quanto mais integrantes num grupo as complicações de reunir todos e ensaiar aumentam. Para harmonizar as vozes com os instrumentos então nem se fala. Até achar pessoas disponíveis para tocar já é difícil. Mesmo assim o esforço vale a pena, pois a emoção e a expressão passada em um louvor sincero por quem está cantando é similar aos que os instrumentistas também podem passar. Uma simples inovação tocada ao vivo de uma canção já conhecida estimula nossa criatividade, dá vida e sentimento em contrapartida da mesmice robotizada do play-back!

Cada religião tem suas características próprias que a distingue das demais, e na musicalidade também é assim. A qualidade vocal dos cantores e grupos adventistas é notável (até amigos de outras denominações já comentaram isso comigo), chegando ao ponto de alguns acharem que não há comparações com a música adventista. Mas repito que ficamos devendo na instrumentalidade. Temos igrejas que chegam a não permitirem o uso de guitarras ou baixos. Dizem ter medo da possibilidade dos guitarristas e baixistas usarem mal seus dons. Outros citam que guitarra é coisa de roqueiro, e o rock é do inimigo. Mas se pensarmos assim, até o mais aceito piano (e há pesquisadores os quais dizem que o seu uso se popularizou nos cabarets e “clubes sociais” europeus) está sujeito a mau uso. Então abandonaremos tudo e cantaremos sem nenhum acompanhamento musical?

Creio que tudo isso atrapalha o desejo de nosso Deus, de usarmos em plenitude TODAS as nossas capacidades para abreviar a volta de Cristo. Um novo ano está começando. Por que não aproveitá-lo para quebrar preconceitos musicais, descobrir, usar e aprimorar seus talentos instrumentais?

Até a próxima,

Guilherme Hugo

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