Archive for 29 de janeiro de 2008

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Um amigo, um covarde e uma pipa

janeiro 29, 2008

Quando consegui assistir o novíssimo O caçador de Pipas (The Kite Runner, EUA, 2008) fiquei procurando uma frase que pudesse resumir o filme e que fosse impactante o bastante para me fazer lembrar do sentido central da história. Pois é, a dita frase só me veio no final. Aliás, ela me veio duas vezes, mas só fui atribuir a ela o status de frase-chave na ultima cena do filme.

O longa (como vocês já devem estar carecas de saber) é baseado no best-seller de título homônimo do escritor Khaled Hosseini.  Narra a história de dois garotos na pré-adolescência: Amir (Zekeria Hbrahimi) e Hassan (Ahmad Khan Mahmidzada). O primeiro é rico, filho de um importante cidadão de Cabul, capital do Afeganistão. O segundo é filho de um dos empregados do pai de Amir. Na verdade o garoto pobre e analfabeto é descendente de uma raça considerada inferior.

Os dois protagonistas foram criados como irmãos e consideravam-se melhores amigos. Porém, a latente superioridade econômica e cultural de Amir contrasta o tempo todo com sua dificuldade para lidar com as situações do cotidiano, com as quais Hassan lidava com muito maior destreza. Amir era contido, covarde e egoísta, muito embora fosse dócil e obediente. Já Hassan era seguro, cheio de estima própria e possuía uma personalidade brilhante, sempre com uma frase em mente e com uma idéia para pôr em prática. Ele nutria uma amizade pelo amigo rico que ia da admiração por sua criatividade a uma fidelidade desconcertante, que não se abalava por nada, a não ser por seus princípios. Num dos diálogos mais significativos da película, Amir pergunta a Hassan se ele teria coragem de comer terra, caso ele o pedisse. Hassan imediatamente retruca: – “Claro que comeria, mas você não me pediria uma coisa dessas, pediria?”

Os dois passavam as tardes se divertindo com suas pipas, brincando com outros garotos e procurando cortar as linhas dos papagaios (na minha terra se chama assim) dos demais.

O filme se desenrola em três partes. A primeira mostra a amizade entre os dois garotos, as competições com as pipas e a ocorrência de um fato que mudaria o curso da história. Ao perseguir uma pipa em queda para Amir, Hassan é violentado por alguns garotos mais velhos. A cena é violenta, porém a violência não é gratuita. Ademais, ela é mostrada de forma discreta e eficiente. Não mais explícita do que precisa ser. Amir assiste tudo, mas não tem coragem de fazer nada. Este fato, curiosamente, abalaria bem mais a vida de Amir do que a vida do próprio Hassan.

A segunda parte mostra Amir já adulto, vivendo nos Estados Unidos como um aspirante a escritor. Em dado momento ele recebe um telefonema de um antigo amigo de seu pai, no Afeganistão. O amigo explica que o filho de Hassan teria sido raptado e que Amir seria a pessoa certa para resgatá-lo.

A última parte mostra as investidas de Amir para tirar o filho de Hassan das forças Talibãs, até mesmo como uma forma de se redimir pela omissão ante à violência sofrida pelo amigo, no passado.

O cineasta Marc Foster dirige o filme com competência. A história é bem organizada, com atuações verossímeis (o garoto Ahmad Khan Mahmidzada é um show à parte) e com uma visão de uma Cabul pobre, porém feliz. Este quadro, porém, contrasta com a Cabul pós-invasão soviética, período no qual a terra começa a sofrer com a violência e a formação de grupos extremistas.

Falando em Marc Foster, o diretor de A Última Ceia e Em Busca da Terra do Nunca, é preciso tecermos dois comentários em relação ao seu O Caçador de Pipas:

1. A trilha sonora do longa é toda pautada nos sons orientais-arábicos, com uso da percussão típica do lugar e dos instrumentos peculiares ao mesmo. Ou seja, ela acompanha o cenário, não as emoções do filme. Assim, a música de fundo muitas vezes não é forte o suficiente para destacar a cena que se desenrola.

2. O outro problema diz mais respeito ao contexto cultural do filme do que à habilidade do diretor. Marc Foster é conhecido pela seu raro dom para mexer com as emoções do público e principalmente pela sua infindável capacidade de produzir ternura nas cenas de seus filmes. Foram tais características que o tornaram famoso e que fizeram de Em Busca da Terra do Nunca, por exemplo, uma verdadeira fábrica de lágrimas. Porém, é fato que os orientais são muito mais reprimidos ao demonstrarem emoções do que os ocidentais. Assim, os atores de O Caçador… são mais contidos do que deveriam ser, tomando por base a linha de construção de cenas comumente utilizada por Foster. Quando os personagens demonstram dor, o fazem de maneira discreta, o choro é discreto, o medo, a comoção, tudo é muito contido. Assim, Foster abriu mão de sua principal marca para imprimir realismo a seu filme.

Se do ponto de vista cinematográfico este fator pode decepcionar os espectadores mais ansiosos, do ponto de vista cultural é um ganho: não há sinais de manipulação de sentidos aqui. Se você há de se emocionar, será pelos fatos em si, não pela trilha sonora nem pela atuação mais emotiva deste ou daquele ator.

Enfim, o filme nos mostra uma história comovente sobre um amigo leal e corajoso e sobre um covarde que teve uma segunda chance. É finalmente uma história sobre uma frase ditas duas vezes. A primeira vez por Hassan para Amir. A segunda vez por Amir para o filho de Hassan: “Por você, eu faria isso mil vezes.”

Esta frase me constrangeu profundamente, pois me elevou o pensamento diretamente ao meu relacionamento com Jesus.

À semelhança de Amir, eu sou somente um garoto covarde, que nem sempre tem coragem de assumir minha amizade com Cristo. Pior, às vezes me encontro com vergonha de defendê-lo ou de andar com ele. Às vezes me pego sendo indiferente ao seu sacrifício por mim, quando ignoro o significado da cruz e me ponho a viver a vida do meu jeito.

Porém, à semelhança de Amir, também são me dadas segundas chances. Oro para que Deus me dê forças para ser fiel a este amigo que daria a vida por mim “até mil vezes” se fosse preciso.

Bueno, com este último post eu fico em dia com vocês. Até quinta-feira então (sem mais atrasos, eu espero).

Abração.

Ângelo Bernardes.

Nota: O filme é recomendável tanto quanto o livro. Porém, é preciso que você saiba que ele não deve ser assistido por crianças, dado às cenas de violência e à necessidade de maturidade para compreensão dos fatos narrados. Respeite a classificação indicativa de 14 anos destinada à película.

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Hollywood, Will Smith e o fim do mundo

janeiro 29, 2008
                                    Hollywood já tentou destruir nosso planeta um sem número de vezes. Em pelo menos cinco delas, Will Smith foi chamado para evitar o pior (vide Independence Day, Homens de Preto I e II, e Eu, Robô, por exemplo). A ultima aventura do ator negro mais bem sucedido do mundo foi bastante solitária. Em Eu Sou a Lenda (I Am Legend, EUA, 2008), Smith interage a maior parte do filme apenas com uma cadela pastor alemão chamada Samantha.

O longa é uma adaptação competente do livro homônimo de Richard Matherson, considerado um clássico da ficção científica.

Nele, o vírus do sarampo é manipulado para fornecer a cura do câncer, mas sofre uma mutação e provoca uma doença nos humanos e animais infectados, apresentando sintomas semelhantes aos da raiva, só que bem mais graves. As pessoas perdem suas feições humanas e se tornam animais selvagens.

O tal vírus e suas conseqüências fazem com que a população da terra seja quase toda dizimada, restando apenas o Will Smith, a brasileira Alice Braga e mais um punhado de pessoas.

 

Smith interpreta o doutor Robert Neville, um cientista que pesquisava a cura para a doença causada pelo vírus antes que ele se alastrasse pelo planeta.

Não pretendo entrar nos méritos e desméritos técnicos do longa, porém, alguns detalhes me chamaram a atenção.

Filmes-catástrofe sempre renderam alta bilheteria. Parece que os espectadores possuem um prazer infindável em ver seus pares sendo quase que extintos e seu planeta agonizando, seja nas mãos de E.T.’s, seja pela fúria da natureza ou pela ação destruidora do homem.

Em parte, isso se deve menos a um gosto pela desgraça e mais a uma necessidade de ver como seria uma mudança brusca no nosso mundo, o que se torna não somente possível, mas inevitável, nos filmes catástrofe. A insatisfação das pessoas como o mundo tal como se encontra termina por levá-las ao cinema para ver o que aconteceria se este planeta fosse (quase) destruído e as pessoas começassem do ponto zero a refazer suas vidas.

Curiosamente o que elas querem ver destruído são apenas prédios, governos, cidades e seres humanos e não as estruturas culturais decadentes que regem nossa sociedade.

A mudança, neste tipo de filme, ocorre no ambiente, não nas pessoas.

Outro ponto trazido à discussão em Eu Sou a Lenda é a interminável capacidade humana de provocar a destruição em maior ou menor escala. Enquanto o homem brinca de Deus, a natureza reage para devolvê-lo à sua condição de mero mortal e avisá-lo que a humanidade não tem a inteligência e a sabedoria necessária para avançar em certos aspectos. Estas informações são latentes em filmes como The Day After, clássico do pós-guerra que mostra o que aconteceria se a Terra fosse envolvida num conflito nuclear. Porém, após o 11 de setembro, os filmes-catástrofe se tornaram mais pessimistas e focaram uma nova ameaça. Se, antes dos ataques terroristas, o problema era com guerras e invasões alienígenas (vide o arrasa-quarteirão Independence Day, protagonizado também por Will Smith), depois do evento o inimigo tornou-se o próprio homem, ou as conseqüências de seus atos (como visto em O dia Depois de Amanhã e Filhos da Esperança, por exemplo). O fato é que, todas as vezes que o ser humano invade o campo de atuação do Criador, seus atos se voltam contra ele.

Por fim, ficamos ainda com uma frase intrigante, vista logo no início de Eu Sou a Lenda:Deus ainda nos ama. Nós ainda amamos a Deus?”

Os mais incautos podem achar se tratar de uma mensagem subliminar (esqueça isso) ou mesmo descartar o out-door como algo sem importância. Porém, lá pelo meio do filme, fica claro o sentido dado à pergunta: Dr. Neville tenta esclarecer as dúvidas de Anna (Personagem de Alice Braga) com a seguinte máxima: “Não foi Deus quem fez isso, Anna. Fomos nós.” Poderia ser uma simples frase não fosse pelo fato de que Neville perdeu sua fé em Deus depois de ter visto a tragédia que assolou o planeta. Mais tarde, contudo, ele será forçado a admitir que Deus esteve ali o tempo todo mandando sinais. Os homens é que preferiram ignorar.

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Não se trata de um filme pedagógico (como se poderia dizer do brilhante SINAIS, do qual falaremos em breve). No final das contas Eu Sou a Lenda é simplesmente um filme-pipoca, nada mais. Assim, não saia por aí dizendo que estou recomendando o filme. Você dispõe de elementos suficientes nos posts anteriores para decidir por si mesmo se deve ou não assisti-lo.

Porém, qualquer que seja sua decisão, se você não for um alienígena visitando nosso planeta, certamente vai ouvir falar de Eu Sou a Lenda e talvez se depare com as questões que ele suscita. Assim, eis alguns fatos do ponto de vista cristão sobre o assunto: sim, o homem tem uma imensa capacidade para provocar a destruição quando se afasta dos princípios divinos; não, não temos tanta capacidade de nos reerguermos das cinzas que nós mesmos criamos. Muitas vezes precisamos de um herói que nos salve. Pense duas vezes antes de buscar este herói na figura de um outro ser humano, você poderá estar cometendo o mesmo erro.

Por último, Deus nos ama. Ele jamais nos entregará à nossa própria sorte por mais tempo do que o necessário. Ele jamais permitirá que soframos sem um propósito e Ele é o único herói capaz de nos salvar, verdadeiramente, da nossa própria miséria, e não mudar somente concreto e paisagem.

Abração.

Ângelo Bernardes

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Cardápio de Fim de Férias “Ação J.A.”

janeiro 29, 2008

As férias estão terminando e você já deve estar fazendo uma lista de coisas que precisa fazer antes de voltar às aulas ou ao trabalho.

Quer uma recomendação? Vá à praia, pratique esportes, aproveite para se envolver mais na igreja, saia com amigos, ponha seu ano bíblico em dia, visite parentes que não vê a um bom tempo.

Porém, se mesmo assim você ainda tiver tempo livre, para aquelas noites monótonas em que tudo o que a TV lhe oferece é a novela das oito (e a TV não costuma oferecer coisas muito melhores não), gostaria de lhe sugerir um cardápio. Uma série de bons filmes que podem fazer você se divertir sem que isso comprometa a sua inteligência. Aviso logo: tenho uma fama injusta de gostar de filmes que ninguém mais gosta (minha companheira de blog, dona Tatyanne de Morais é uma das responsáveis por espalhar isso). Porém, me dê uma chance. Você não vai se arrepender.

Entrada: Escritores da Liberdade (Freedom Writers, EUA, 2007)

O filme conta a história real de Erin Gruel, uma professora iniciante que opta por dar aula numa escola pública do subúrbio. Lá ela se depara com um grupo de alunos delinqüentes, membros de gangues, cujo rendimento escolar é pífio e que, por isso mesmo, são desprezados pela administração do colégio. Erin pretende provar que um pouco de perseverança, amor à causa e boas idéias podem mudar este quadro. O filme faz refletir o preconceito, as imposições sociais e o papel da educação da formação do ser humano. Não. Não é um filme chato. Muito pelo contrário. As histórias dos alunos de Erin vão prender você e te mostrar um outro ponto de vista sobre os grupos sociais.

 

Acompanhamento: À Procura da Felicidade (The Persuit of Hapiness, EUA, 2007).

Will Smith interpreta a história real de Chris Gardner, pai de família completamente falido, e sua luta para criar seu filho (interpretado por Jaden Smith, filho real de Will.). Você pode pensar que se trata daqueles melodramas cheios de sermões. Esqueça. O filme tem ótimos momentos de comédia e não se foca na miséria do personagem principal e sim na força dele para dar a volta por cima. Há cenas memoráveis como a que Gardner dorme com seu filho num banheiro público fingindo ser uma caverna pré-histórica para abrigá-los de dinossauros, só para que o filho não sofra com a real situação em que se encontravam (foram despejados por falta de pagamento de aluguel). É uma ótima oportunidade para aprender sobre perseverança, fé, princípios e principalmente trabalho duro.

 

Prato Principal (Pode-se ver no sábado): Terra Selvagem (End Of Spear, EUA, 2005).

Uma das mais belas histórias já produzidas por Deus e transformadas em filme pelo homem, Terra Selvagem narra os fatos reais acontecidos a um grupo de cinco missionários e suas famílias. Estes homens tentavam levar o evangelho a uma tribo de índios homicidas no Equador, quando foram acometidos por uma tragédia que mudaria o curso de seus planos. Surpreendentemente este triste fato trás a tona toda a beleza da história. Qualquer detalhe que eu dê a mais tirará a graça do longa. A película mostra o amor de Deus e o amor ao próximo como os pilares básicos da vida. Falaremos melhor sobre este filme em outro post. Assim, assista logo,antes que eu conte o final.

Sobremesa: Poseidon (Poseidon, EUA, 2006).

Ok. Você também tem direito a um pouco de diversão sem maiores pretensões. Mas lembre-se: este filme é a sobremesa, nada de assisti-lo antes do almoço acima. Trata-se de um bom filme-desastre com ótimos efeitos especiais, sem violência interpessoal, sem sexo, sem linguagem depreciativa, sem filosofias estranhas, enfim: é pura ação. No enredo, uma luxuosa embarcação vira de cabeça para baixo quando é atingida por uma onda gigante. O ponto principal é a luta dos sobreviventes para chegar à saída do navio e serem resgatados. Nada mais do que isso.

Ok, o almoço está servido. Bom Apetite.

Abração.

Ângelo Bernardes.

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Três tendências perigosas no cinema da atualidade

janeiro 29, 2008

Bom dia amigos. Fazia tempo, né? Ok, ok. Eu sei que deixei muita gente na mão. Peço infinitas desculpas. Mas aqui estamos com os quatro posts atrasados, todos de uma vez, como se eu nunca tivesse deixado de postar (calma, calma, num to querendo enrolar ninguém).

Pois é. Neste post vamos falar de tendências. Se você é observador e freqüenta assiduamente as locadoras, com certeza este post lhe será útil.

Entenda uma coisa: Há os filmes produzidos com enfoque no público e há os filmes produzidos com enfoque na arte. Quando analisamos o primeiro grupo é possível extrair uma lógica simples: se um determinado filme faz sucesso, logo muitos outros virão no mesmo formato e com conteúdo parecido até que o público enjoe daquele tipo de produção e force os diretores a nos entregar algo novo. Assim, é possível estabelecermos alguns padrões que estão em moda agora e que você, como cristão, deve conhecer para se precaver. Aqui vamos nós:

1. Sexologia barata: As comédias românticas são as principais vítimas deste tipo de abordagem. As mulheres talvez discordem de mim, mas fica claro que há uma tendência no cinema em focar a falta de sexo como a raiz de todos os problemas e a volta do mesmo como a solução máxima para todos os relacionamentos. Nada de cumplicidade, arroubos românticos ou desencontros amorosos. As comédias românticas estão sendo apimentadas com traições, homossexualismo, sexo deturpado e mentiras.

2. Fantasia: Filmes-fantasia estão sendo produzidos em série: Harry Potter, O Senhor dos Anéis, A Bússola de Ouro, Ponte Para Teratíbia, dentre muitos outros que vêm por aí. Em que pesem as pregações empolgadas sobre mensagens subliminares, o maior problema desses filmes é a familiarização do público com o ocultismo distorcido, no qual elementos condenados por Deus como feiticeiros, rituais pagãos e adivinhações são apresentados sob um manto de bondade. Cuide do seu “Ponto de Diferenciação.”

3. Violência-pop: Os dois filmes mais aclamados pelo público brasileiro deste filão são nacionais: “Cidade de Deus” e o mais recente “Tropa de Elite”. Interessa mais mostrar cenas demoradas e detalhadas de violência do que o contexto social por trás dela. Alguns filmes, como o suspense de quinta “O Albergue”, valem-se apenas de chocar o telespectador. A violência tornou-se popular e divertida. Na vida real, continua aterrorizante e apocalíptica, mas o público da violência-pop parece separar bem as duas coisas. No conforto de suas salas, tiros e mutilações parecem ser elementos de entretenimento. Paradoxal não? Cuidado com a manipulação dos seus sentidos. Lembre-se da “Teoria da Sopa de Rã”.

Tá avisado. Que Deus os ilumine.

Abração,

Ângelo Bernardes.