Archive for abril \28\UTC 2008

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“Nosso lar não é aqui”

abril 28, 2008

De vez em quando acordo assustada com algum barulho e olho logo para a janela para ver se é Jesus voltando. Em seguida, tento avaliar os sentimentos que passam no momento. Primeiro eu sinto medo e acho que é natural, já que ninguém tem certeza se está salvo ou não. O outro sentimento é de ansiedade. Em outras palavras, desejo contemplar Cristo voltar.

Nasci e cresci na Igreja Adventista do Sétimo Dia e há 20 anos escuto sobre a volta de Jesus. Lembro da minha época na sala dos Primários e recordo como ficava maravilhada ao ouvir as histórias da Segunda Vinda. Mais do que isso, ficava imaginando como seria boa a vida no Céu. Pensava nos animaizinhos, na minha família, nos meus amigos, e na vida eterna ao lado de Jesus.

Os anos passaram e até hoje carrego este sonho comigo. Às vezes fico pensando como nós nos satisfazemos com a vida terrestre, sem imaginar quão perfeita será a vida no Céu. Não temos noção nenhuma e só com a idéia que temos já acho maravilhoso, imagina vivenciar?

Neste início de semana quero deixar uma mensagem: cultive este sonho de ver Cristo voltar, e melhor, sonhe com a eternidade! Para isto, mantenha uma rotina de comunhão com Cristo. É a única saída para você encontrar vida e paz. Uma vida de comunhão com Deus é uma experiência de como será a vida eterna. Não fique satisfeito com esta vida de hoje. Aqui é muito pouco. Aqui não é o nosso lar. O Céu nos trará muito mais felicidade do que a efêmera que sentimos aqui na terra. Lá, a nossa alegria será para sempre. O nosso lar é no Céu.

“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” Apocalipse 21:4.

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Adoração jovem No Contexto do Culto Racional

abril 23, 2008

A clara compreensão do conceito de adoração e seu verdadeiro significado é essencial ao ministério jovem. A organização de jovens da Igreja deve ajudar os membros, em geral, e a juventude, em particular, a compreenderem essa importante faceta de sua experiência cristã.

Reuniões de companheirismo, de louvor e sociais, de forma nenhuma deverão substituir o verdadeiro culto, que é, ao mesmo tempo, contemplação, admiração e reconhecimento da grandeza de Deus.

Adorar a Deus é algo que requer o preparo da pessoa antes que ela compareça ao local de culto, e os passos essenciais para esse preparo são o arrependimento e a confissão. Isto abre o coração à influência do Espírito Santo, ajudando o adorador a tomar mais clara consciência da presença de Deus.

A reconciliação de nossas diferenças tornará a adoração uma experiência viva, estimulando o espírito de amor, paz e harmonia. O Senhor deixou, através da inspiração, luz suficiente para que, a despeito de idade ou cultura, a genuína adoração possa ser reconhecida e praticada.

Note o que diz o livro Testemunhos Seletos, vol. II, págs. 251 e 252: “Nossas reuniões devem oferecer o maior interesse possível. Deve imperar ali a própria atmosfera do Céu. As orações e discursos não devem ser prolixos e enfadonhos, apenas para encher o tempo.

“Todos devem, espontaneamente e com pontualidade, contribuir com sua parte e, esgotada a hora, a reunião deve ser pontualmente encerrada. Deste modo será conservado vivo o interesse. Nisto está o culto agradável a Deus. Seu culto deve ser interessante e atraente, não se permitindo que degenere em formalidade insípida. Devemos dia a dia, hora a hora, minuto a minuto viver para Cristo; então Ele habitará em nosso coração e, ao nos reunirmos, Seu amor em nós será como uma fonte no deserto, que a todos refrigera, incutindo nas almas esmorecidas um desejo ardente de sorver da água da vida.”

Igreja unida

Contrariando a crença popular, não existe uma igreja de ontem, e nem uma de amanhã; somente a igreja de hoje, onde jovens e idosos comparecem juntos para adorar e servir ao Senhor. Essa junção de todos apresenta a chave da adoração.

Ordem e informação: são essenciais. Todos os que se envolvem no encontro JA devem estar conscientes daquilo que está ocorrendo, para que a reunião transcorra sem sobressaltos.

Jovens participando de todas as reuniões: é de responsabilidade do líder de jovens ajudá-los a compreender que sempre que as portas da igreja se abrem, há a oportunidade de adoração; Escola Sabatina, Culto Divino, encontros evangelísticos, reuniões de oração, etc.

Adorar = Doar. Acima de quaisquer ofertas que possamos trazer, coisa alguma é mais importante que a doação de nós mesmos. Nosso amor por nosso Deus fará com que nos doemos a Ele, em verdadeira adoração, permitindo-Lhe assumir o controle do nosso ser.

Aspectos-chave da adoração

1. Atitude – Existe uma idéia errônea na filosofia que muitas vezes ouvimos ser pronunciada por líderes de jovens, especialmente na área da música, de que devemos dar aos jovens aquilo que eles desejam. Nosso objetivo deveria ser sempre o de erguer os jovens a um estilo de vida mais elevado e a gostos mais aperfeiçoados. A verdadeira adoração não deverá ser algo casual, mas considerada um privilégio especial, que demanda raciocínio, planejamento e esforço.

2. Ação – A adoração é uma atitude que se expressa por meio de ação, que demanda alguma espécie de resposta. E um reconhecimento de se estar na presença de Alguém maior que o adorador. A verdadeira adoração será, portanto, uma atividade! É uma ação, e você deve desempenhá-la.

3. Investimento – A adoração requer o investimento do próprio eu, de energia, de tempo e de concentração. É mantida às custas de muito pensamento, sentimento, oração e envolvimento.

4. Posse – Como a adoração é um evento de comunicação com Deus, há a necessidade de responsabilidade pessoal pelo evento. Esse deve ser “possuído”, assumido. Ninguém pode adorar “por procuração”, apenas observando outros orarem, cantarem, ou estudarem a Palavra de Deus.

Adorando com música

A música afeta o humor, o ambiente, e tem muito a ver com a adoração. Utilizamos a música para o louvor, para a arrecadação das ofertas, e para o final das reuniões. Mas, muitas vezes falhamos em usá-la para aperfeiçoar significativamente nossa adoração.

Talvez esteja faltando música suave durante a oração, a leitura da Bíblia, ou nos cultos JA. Peça, então, a participação de alguém que demonstre sensibilidade musical em relação a cada momento em particular. Na hora dos cânticos é importante cuidar da ordem. Comece sempre com um hino suave de louvor e, em seguida, com músicas crescentemente — exuberantes. Finalize a etapa de cânticos com um hino alegre.

Então, cante um número bem calmo, que favoreça a meditação e, a seguir, profira a oração, sem anunciá-la. Você verá que seu grupo estará em silêncio e disposto a prosseguir adorando a Deus.

Os jovens gostam de cantar e esse gosto musical pode ser desenvolvido e utilizado no serviço do Senhor se os jovens tiverem oportunidade de cantar e participar na área musical em geral. Como em todas as atividades que são realizadas na igreja, também a música deve ter alguns objetivos.

Objetivos da música na Sociedade JA

Para que o espaço de cânticos seja um momento de culto agradável e bem organizado, é necessário nomear um regente. É desnecessário dizer que esses momentos são muito importantes.

Muitas vezes descuidamos dessa parte pensando que serve apenas para preencher o espaço enquanto os presentes esperam o começo da reunião. Esse é um equívoco muito grande.

Ao pensarmos que o espaço de cânticos serve para preparar o espírito do público para aproveitar melhor o programa JA, então perceberemos que devemos ser muito cuidadosos ao planejá-lo.

A música desempenha um papel importante na vida dos seres humanos, por isso as igrejas a usam como adoração e aproximação de Deus: essa é a razão pela qual temos um espaço de cânticos antes do Culto JA.

Levando em conta que o momento de cânticos é parte do programa, é preciso conseguir que:
1. Seja dirigido com entusiasmo e reverência.
2. Todos participando.
3. Hinos Novos.
4. Seguir a preferência do público.

Estes são os ingredientes vitais para oferecermos a Deus um Culto Racional. Como vimos, podemos variar nos detalhes e ser criativos na execução; no entanto, não devemos jamais esquecer que Deus merece e espera o melhor de cada um de nós.

Abraços
Vinicius A. Miranda

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Comunhão Restabelecida

abril 19, 2008

(pedindo licença a Taty e falando sobre o seu tema)

 

                Quarta-feira. 7h00. Tudo parecia normal em mais uma manhã sonolenta e nublada. A solidão e a calma daquele momento seriam propícias para ficar em oração com Deus, mas o estado da minha comunhão naquela semana não era dos melhores. Após os cultos (Adoração e Jovem) do sábado, o domingo, a segunda e a terça-feira passaram sem eu nem mesmo notar. Nesses dias, levantei, saí, voltei e não reservei um pouco do meu tempo para o Senhor do dele. Em meio ao meu cotidiano corrido de estágio – aula – aula e pesquisa e esgotamento mental e cansaço físico por volta das 22h. Mas aquela quarta-feira não seria igual às outras. Retomando o pensamento, a solidão e a calma daquele momento seriam propícias para ficar em oração com Deus… E Ele nos ama tanto que às vezes permite que algo (nem sempre bom) aconteça e nos alerte do perigo que corremos ao nos distanciar-nos dEle.

                Responda rápido: Quando estamos grelhando algo numa churrasqueira, ficamos perto (virando a carne, etc.) ou longe? Mais dormindo do que acordado, eu estava me preparando para grelhar numa churrasqueira elétrica (utensílio muito útil aos que estão de dieta) um steak de frango. Como de praxe, enchi de água a bandeja para amparar a gordura. Mas ela escorregou e assim encharquei a cozinha. Peguei o pano para começar a secar, mas antes fui até a geladeira para pegar o frasco de queijo-ralado. O que aconteceu? Exato, também o derrubei no chão. Confesso que alguns palavrões vieram até a ponta da língua, mas voltaram e só o que saiu foi “Culpa do sono. ACORDA!!!”. Agora o chão da cozinha era água e queijo. E então, um estrondo.

                Ao olhar para a churrasqueira, FOGO. A resistência superaqueceu e entrou em curto-circuito. A força foi tão grande que partiu os dois lados (de metal!) da resistência que se ligavam ao restante objeto. Fiquei como espectador vendo aquela cena e sem saber o que fazer. Foram mais ou menos 5 segundos de expectativa: o que aconteceria? O disjuntor disparou, cortou a corrente elétrica e tudo parou. Não tinha nada inflamável por perto, como óleo de cozinha, pano de prato, guardanapo, plástico e, incluindo nessa lista, EU. Deus permitiu que esse desastre acontecesse, mas usou minha desastrada desatenção para me proteger de um acidente que com certeza me vitimaria em maior ou menor escala. Várias perguntas rondavam meu pensamento, enquanto limpava a bagunça. Se eu não tivesse derrubado nada no chão, estaria bem próximo da churrasqueira na hora do estrago.

                Naquele momento eu estava totalmente atrasado para minha rotina, ou como muitos definem: sem tempo. Mas isso não importava porque estava conversando com o Senhor dele. Não deixe Deus de lado, perdendo seu dia. Antes de dormir, um vazio de que algo esta faltando será o que você vai sentir; mas reserve uns momentos com Deus e sinta-se completo.

 

“Everything must change
There’s a mirror showing me the ugly truth
These bones they ache with holy fire
But I’ve got nothing to give, just a life to live
If your world is without colour
I will carry you, if you carry me”

Every Little Thing

 

Até mais,

Guilherme Hugo

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Games!

abril 18, 2008

Um dia desses pensando no que ia postar aqui me veio esse tema: jogos. Será que eles fazem muito parte de nosso cotidiano, ou só jogamos às vezes?

Uma pesquisa americana divulgada pela Sociedade Britânica de Psicologia aponta que as pessoas que jogam muito videogame têm características de comportamento semelhante aos de portadores da síndrome de Asperger, uma forma de autismo. O estudo avaliou o comportamento de 391 usuários de jogos para computador e videogames. Os pesquisadores compararam o nível de “vício” nos jogos com a personalidade de cada entrevistado. O resultado é que, quanto mais engajada nos jogos é a pessoa, mais comuns são os traços de personalidade normalmente associados à síndrome de Asperger.

Segundo os autores da pesquisa, John Charlton, da Universidade de Boston, e Ian Danforth, do Whitman College, os fanáticos por videogames tendem a ser mais anti-sociais e introvertidos, além de correrem mais risco de sofrer de ansiedade, raiva, culpa e depressão clínica.

Charlton explica que, apesar dos sintomas comuns, não é possível classificar os viciados em jogos eletrônicos como autistas. “Em média, eles apenas possuem as mesmas características, já que tendem a ter mais empatia com computadores do que com outras pessoas”, afirma o pesquisador, em reportagem publicada no jornal britânico Daily Mail. …

(G1 Notícias)

Jogar é bom, é difícil achar alguém que não goste pelo menos de algum jogo besta qual for, mas gosta. Alguns(os mais velhos) gostam do velho e bom Atari. A geração 90 já chegou com o Super Nintendo, e hoje temos muitos. A facilidade de se jogar/comprar jogos é bem maior. Mas será que estamos jogando tanto que estamos deixando de lado os estudos, o estudo da palavra, a vida social, ou algo do tipo?

Que possamos refletir!

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Vivo por Jesus

abril 14, 2008

Neste último final de semana, na Convenção de Liderança Jovem, tenho certeza que não só eu, mas todos os presentes tiveram a oportunidade de refletir um pouco mais na “vida por Jesus”. Em todo momento de louvor, cantamos a música oficial do CD jovem deste ano: Vivo por Jesus. Mas esta canção, pelo menos para mim, teve maior impacto após um relato feito pelo pastor Odaílson Fonseca, líder de Jovens da União Nordeste Brasileira. Ele apresentou o vídeo da Andressa Barragana.

Recordo que no ano passado assisti na igreja, um outro vídeo sobre esta garota. Ele contava a vida missionária que ela levava. Lembro que fiquei impressionada como uma criança conseguiu montar um pequeno grupo enorme de outras crianças. Ela ensinava a cantar, contava histórias e orava. Uma verdadeira serva de Deus.

Neste segundo vídeo, mais recente, mostrava que Andressa não havia parado. Ela continuava a sua vida de dedicação e compromisso com Cristo. As imagens relatavam à rotina da pequena jovem, que a cada dia tinha uma atividade diferente, mas sempre voltada para a causa de Jesus. Um dia era a gravação do programa de rádio para crianças, outro era uma visita ao asilo, pequeno grupo, estudos bíblicos, oficinas de artes e assim por diante. Uma vida de serviço e amor ao próximo.

Se eu não me engano, o finalzinho do vídeo tinha cenas da Andressa falando sobre a volta de Jesus. E finalizava com a frase de que ela não pôde esperar para contemplar o momento citado. No dia 22 de março deste ano, Andressa dormiu no Senhor. Era um sábado pela manhã e ela estava indo pregar em uma igreja. No trágico acidente automobilístico, ela e mais três familiares faleceram. O motorista sobreviveu, ele era o pai dela e único da família que ainda não havia aceitado a Jesus.

Do mesmo jeito que me perguntei, você também deve estar questionando o porquê Deus permite essas situações com uma pessoa tão temente a Ele e de apenas 14 anos. A explicação veio logo após, o pai da Andressa está próximo ao batismo. As crianças da sua idade a têm como inspiração e agora também possuem uma vida de serviço. Não só elas, mas Andressa deixou um testemunho comovente e agora pessoas estão abreviando a volta de Jesus pelo exemplo de vida por Jesus. Sei que no Céu, vamos compreender inúmeras razões pela decisão de Cristo. Alguns vão ter a felicidade de reencontrá-la e outros de conhêce-la.

Temos plena consciência que o tempo não nos espera. Não aguarda de maneira nenhuma que estejamos dispostos a buscar Jesus. Por isto a importância de sempre estar em comunhão com Ele. Sendo assim, VIVA POR JESUS. Tenha uma vida de poder. Uma vida eterna.

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Recreação ou diversão?

abril 8, 2008

Qual Dessas duas palavras se encaixam nas atividades físicas e sociais que os jovens devem fazer? Qual sentido delas?
Na verdade as palavras são muito parecidas porém, existe uma diferença notável entre elas, que nos ajudam à entender o porque e como devemos agir.
Vamos procurar definir cada uma delas? No dicionário a palavra “diversão” significa entre outras coisas: “divertimento, entretenimento, distração:” não no sentido educativo, construtivo, e sim, passar o tempo, gastar o tempo, abusar do tempo. Isto sem falar de que tipo de diversão, que pode ser as mais diversas possíveis, sem oferecer contudo, algo valioso para quem se diverte.

Não que deixamos de usar a palavra, algo pode ser divertido no sentido de ser alegre e engraçado mas, sempre deve ser construtivo e nunca leviano, hilariante, uma chacota. Como disse o sábio Salomão: “para o insensato, praticar a maldade é divertimento.” Prov.10:23. E falando em bíblia, existem mais três textos referindo-se a diversão:

1. Êxodo. 32:6,7 – Pôr ocasião da adoração ao bezerro de ouro, ele “beberam, comeram, e se divertiram.” No verso 7, a Bíblia classifica essa atividade de corrupção;
2. Juizes. 16: 25,27 – três vezes aparece a palavra neste versos. Como pode ver, numa situação de humilhação, deboche. Você gostaria de estar numa festa dessa? De uma forma ou de outra, este tipo de festa acaba sempre em desastre, como realmente acabou;
3. l.Corintios. 10: 7 – O apóstolo neste verso exprime numa palavra e de forma profunda, aqueles que procuram estas atividades vazias em si mesmas como uma “idolatrias”. A idolatria da auto-satisfação, o desejo egoísta do coração.

“Quem se diverte sempre, nunca se diverte.” Pietro Caracciolo. “Que não devemos viver neste mundo simplesmente para nosso próprio divertimento, para nos agradar a nós mesmos.” Ellen G. White. (T.S. Vol.1, pg. 283). “Devemos encaminhar o espírito em sentido diverso daquilo que é superficial e sem importância, que não tem solidez.” Idem. Alguns conselhos de Ellen G. White para que evitemos algumas formas de diversões tais como:

• Jogos nos quais acaba sendo envolvido dinheiro. M.J. 392;
• Jogos de cartas e outros jogos de azar. M.J. 379,380,392;
• Freqüência ao teatro e a ópera. P.P. 459,460;
• Danças. M.J. 392,390;
• Eventos esportivos e competições comercializadas. M.J. 213;
• Televisão e vídeo com apresentações teatrais ou produções que não estejam diacordo com os padrões cristãos. P.P. 459, 460.

As vezes, pôr não se falar tanto no que não deve ser feito, esquecemos de dizer o que deve ser feito. Em muitas igrejas que conheço há uma verdadeira repressão na juventude apenas dizendo “não faça isto, ou aquilo,” em muitos casos não dando a orientação devida à juventude. Se não temos condições de ajudar, estar presente, participar das recreações dos jovens, não temos o direito moral e cristão de criticar o que o jovens fazem.
 
Vejam o que Ellen G. White fala a esse respeito. Existe o perigo de dois extremos. O primeiro considerar toda recreação um pecado. Segundo extremo é depender da recreação constantemente como um entase de excitação. “Essas pessoas estão continuamente lamentado sua desaprovação, e gemendo pôr um suposto mal. Não há amor em seu coração; têm sempre um semblante carregado.

Ficam frios ao inocente riso da juventude ou de quem quer que seja. Consideram toda recreação ou diversão um pecado, e pensam que a mente deve estar constantemente trabalhando no mesmo grau de severa tensão. Isto é um extremo. Outros acham que a mente deve estar de contínuo em tensão para inventar entretenimento e diversões a fim de obter saúde. Aprendem a depender da excitação, e ficam desassossegadas quando sem isso. Tais pessoas não são verdadeiros  cristãos.” Lar Adventista, p. 79.

Em outro lugar Ellen G. White fala da falta de compreensão quanto as condições físicas e biológicas da juventude, que exige atividade. “Mão se pode fazer os moços tão quietos e graves como as pessoas de idade, a criança tão séria como o pai. Conquanto as diversões pecaminosas sejam condenadas, como devem ser, provejam os pais, os mestres u pessoas delas carregadas, no lugar das mesmas, prazeres inocentes, que não mancham nem corrompem a moral. Não cinjais os jovens as rígidas exigências que os induzam a sentir-se oprimidos, e a infringi-las, precipitando-se em caminhos de loucura e destruição.” C.P.P.E. pg.355.

Assim, a palavra recreação tem um sentido muito importante e poderoso no contexto da juventude, como também, de suma importância para as pessoas de maior idade. Sabe-se hoje que é fundamental para a saúde de qualquer pessoa a atividade física ou recreação. Vejam que o dicionário define recreação como: “De recrear mais ação”, quer dizer:

Colocar em atividade, ação, em momento de folga, lazer, ou brincadeiras. Este é o sentido importante. O sentido profundo, poderoso que define recreação é com “recriação”. Pôr esta razão é que devemos buscar atividades construtivas físicas e sociais que produza efeitos positivos ao caráter, quanto a nossa espiritualidade. Na Bíblia encontrei três textos que falam de recreação.
 
Os três encerram lições muitos profundas para nossa discussão e aprimoramento espiritual. Vamos ver?

1. Eclesiástes. 11:9 – O sábio Salomão insta a juventude à recreação. Responda estas perguntas!
a) Pôr que ele fez isto? b) será que Salomão não tinha conhecimento das necessidades físicas dos jovens? c) Quem o inspirou para dar esta recomendação para a juventude? d) Qual é a advertência dada quanto a escolha da recreação e porque?
2. corintios.7:13 – Qual o sentido da recreação neste verso? Espiritual, trabalho, companheirismo, gratidão e alegria, atividade física. Qual o contexto do capítulo?
3. Romanos.15:32 – Qual o sentido da recreação neste verso? Será que o apóstolo não estava preocupado com a recreação? Em 1.Coríntios 9:25 e 2. Timóteo. 2:5, o apóstolo compara o cristão como um atleta. Você vê alguma relação de importância entre o cristão, o atleta e a recreação?

Mais do que eu responder a estas perguntas, gostaria que você refletisse e desse suas respostas. “Existe diferença entre recreação e divertimento. Recreação, quando fiel ao seu nome – Recriação, tende a fortalecer e erguer…….A diversão, pôr outro lado, é procurada como fonte de prazer e, muitas vezes é levada a excesso; absorve as energias que seriam necessárias ao trabalho útil e assim representa um obstáculo ao verdadeiro sucesso na vida. Ellen G. White. Educação, pág. 207.

Você pode fazer um teste para saber se a recreação está dentro dos princípios ou não. Veja: “Julgai todas as coisas, retendo o que é bom”(I Tes 5:21). Será você capaz de suplicar a benção de Deus sobre a recreação que irá praticar? (Veja conselhos aos professores, pais e estudantes, p. 337; Mensagens aos Jovens, p. 386)

• Ela lhe aproxima de Deus ou lhe rouba o desejo de orar? (Mensagens aos Jovens, p. 407 e 408)
• Promove integridade e auto controle? (Mensagens aos Jovens, p. 412, 425 e 416)
• Facilita a resistência à tentação? (Parábola de Jesus p. 49 e 50)
• Que influência terá sobre a saúde física e mental? (Mensagens aos jovens p. 379)
• Prepara melhor para os deveres diários? Tem a tendência de refinar, purificar, nos tornar virtuosos ou contribui para o orgulho no vestuário, com vulgaridade? (Mensagens aos Jovens, p. 382; Patriarcas e Profetas, p. 460 e 461; Conselho aos Professores e estudantes 366-368)
• Vale a pena gastar o tempo que requer? (Mensagens aos Jovens, p. 373 e 379)
• Desenvolve a cortesia, a generosidade e mais respeito pelos outro ou fere o autorespeito das pessoas? Estimula a bondade ou conduz ao uso de força e brutalidade? (Educação, p. 210)

“Procurar Meios de Recreação Instrutiva e Inocente. – Há modos de recreação que são latamente benéficos tanto à mente como ao corpo. Um espírito esclarecido e discernidor encontrará abundantes meios de entretenimento e diversão em fontes não apenas inocentes, mas instrutivas. Recreação ao ar livre, a contemplação das obras de Deus na Natureza, será do mais alto benefício.

Creio, porém que ao passo que estamos buscando refrigerar nosso espírito e revigorar o corpo, é-nos exigido por Deus que empreguemos todas as nossas faculdades em todo tempo para os melhores fins. Podemos associar-nos como estamos fazendo hoje* aqui e fazer tudo para glória de Deus. Podemos e devemos dirigir nossas recreações de tal maneira que  sejamos habilitados a cumpri melhor nossos de veres, e que nossa influência seja mais benéfica sobre aqueles com quem nos associamos.

Isto se aplicaria especialmente a um ocasião como esta, que deve ser animação para todos nós. Podemos voltar a nosso lares com a mente revigorada e refrigerado o corpo, preparados para reencetar o trabalho com mais esperança e ânimo”. Ellen G. White. “O Lar Adventista”. Pg. 496.

Abraços
Vinicius A. Miranda