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A Lição da Plantinha

outubro 25, 2008

Lembro com nostalgia a minha época de Desbravador. Aprendi muito e conheci várias pessoas e lugares durante esse tempo. No local onde o meu clube estava – em um dos acampamentos que participei – existia uma edificação toda em madeira (bancos, paredes, teto), semelhante a uma igreja. Lá realizávamos os cultos. E durante o sermão do Sábado de manhã, o pastor nos fez um desafio: “Cada um deve encontrar algo que chame a sua atenção para nos relatar durante o Culto Jovem”.

Logo após, todos os presentes discutiram o que poderia ter uma boa aplicação espiritual para essa atividade. E uns pensaram nas complicadas comunidades de formigas, outros na natureza como um todo… Mas o meu mistério era uma humilde, minúscula e simplória plantinha sem nome, de pouco menos de 15 centímetros, No púlpito da igreja em madeira, havia uma fresta no rodapé. Um espaço menor do que 1 cm. Do lado de fora, a vastidão de um campo enorme para se expandir. Mas a plantinha ‘escolheu’ crescer para dentro, em direção ao interior da igreja.

Lá não batia muito sol nem chovia diretamente, e as dificuldades eram bem maiores. Contudo, esses fatores contrários não conseguiram impedir seu crescimento. Esse vegetal contrariava o senso comum, ‘nadava contra a maré’ e me mostrava dois convites de Deus, e também duas características marcantes do Cristianismo: superar tribulações e ser diferente.

Muitos acham que ser cristão é não se preocupar mais com o futuro, porque as dificuldades ficaram no passado. A partir do momento da conversão, Deus vai tirar todos os empecilhos do caminho. Para esses, Jesus convida: “[…] vem, toma a cruz, e segue-me” (Marcos 10.21). Pois se você pede a Deus forças para continuar, o Senhor pode conceder-lhe tribulações para te fortalecer.

O outro convite feito por Deus para o Seu povo, em Jeremias 51:45, nos diz para sair “do meio dela” – da corrupção de Babilônia. Vivemos hoje em meio a Babilônia espiritual: valores invertidos, meias-verdades, confusão de crenças, e cada vez, menos amor. Assim, é imprescindível nos separar da corrupção de costumes, atitudes e vícios praticados pela nossa sociedade. Por mais complicado ou doloroso que isso seja, devemos nos afastar disso tudo em humildade e desfrutar a comunhão incessante com o Pai. Agindo como aquele vegetal, romperemos nossos obstáculos e seremos boas exceções. A plantinha poderia ter crescido normalmente para onde havia maior espaço, luz e água. Mas seria apenas mais uma planta em meio ao mato. Em vez disso, ficou eternizada em minha memória por preferir se fortalecer crescendo do jeito mais difícil.

Hoje, cabe a nós sermos um dos “poucos“. Escolher entrar “pela porta estreita”. Rejeitarmos tanto “a porta larga” quanto o “espaçoso caminho que conduz à perdição”. “Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7:13 e 14, adaptado).

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One comment

  1. Gostei muito deste texto, pois ele é 1 grande verdade. Q/ DEUS abençõe a todos do “Blog Ação”.



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