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Deus se revela

maio 5, 2009

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A “consciência” é, às vezes, definida como a faculdade ou princípio interior que nos ajuda a decidir entre o certo e o errado.

Embora a consciência seja importante, nem sempre é totalmente confiável. Mas existem formas de aguçar a consciência. Estar sintonizado com Deus, mediante a leitura regular de Sua Palavra e pela comunhão frequente com Ele em oração, nos torna mais sensíveis à voz do Espírito, que pode falar conosco através da consciência.

Separados de Cristo ainda somos incapazes de interpretar corretamente a linguagem da natureza. A mais difícil e humilhante lição que o homem tem a aprender é sobre sua própria ineficiência quando depende da sabedoria humana e o seguro fracasso de seus esforços em interpretar corretamente a natureza. Por si mesmo, o ser humano não é capaz de fazer essa interpretação sem colocá-la acima de Deus. O homem está em condição semelhante à dos atenienses, que tinham, em meio aos altares dedicados à adoração da natureza, um sobre o qual estava escrito: “Ao Deus Desconhecido” (Atos 17:23). Certamente, Deus lhes era desconhecido. Ele é desconhecido de todos que, sem a orientação do divino Ensinador, assumem o estudo da natureza. Será mais que certo que chegarão a conclusões equivocadas” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja,v. 8, p. 257).

“Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça” (2Tm 3:14-16, NVI).

Dúvidas quanto ao fato de Deus Se revelar a nós precisam ser uma via de mão dupla. Não há necessariamente um caminho “certo” ou “errado”. Não há maneira específica de sair questionando Deus e a religião, contanto que tomemos a atitude correta. Deus tem formas de se comunicar com a humanidade. Mas essas revelações são muito mais do que meros monólogos nos quais Deus é o orador. São muito mais do que simplesmente discursos feitos pelo Todo-Poderoso para calar Seus súditos. A revelação divina sempre subentende diálogo – uma conversa de mão dupla. Na era secular em que vivemos, o diálogo é vital e o questionamento saudável é parte desse diálogo.

Não nos esqueçamos, contudo, de que o questionamento requer honestidade. E até mais do que isso, o questionamento requer coragem porque, quando Deus Se revelar a nós em resposta a nossas perguntas, muito provavelmente compreenderemos que precisamos abandonar nossas noções preconcebidas que são nutridas pela maioria.

Que Jó seja nosso exemplo neste assunto. Em Jó 23 e 26–31, ele questiona a Deus com relação a seu sofrimento. Lemos a resposta de Deus em Jó 38–41. O livro termina com a reação humilde de Jó a essa resposta no capítulo 42:1-6. Ele se arrependeu porque compreendeu que tinha falado sobre coisas que não entendia. Em outras palavras, renunciou a suas noções preconcebidas e aceitou a resposta de Deus para suas perguntas.