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Os pecados são iguais?

setembro 25, 2009

Todos os pecados são iguais aos olhos de Deus?

Por Alberto R. Timm

Fundamental para entendermos o problema do pecado é a distinção entre pecado (condição) e pecados (atos pecaminosos). O pecado é uma condição humana de alienação de Deus e um princípio interior propulsor para o mal (ver Is 59:2; Ef 2:1-3 e 5). Esse princípio se manifesta exteriormente através de atos pecaminosos. Cristo declara que “de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura” (Mc 7:21 e 22).

Embora a essência de todos os pecados seja sempre a mesma (alienação de Deus), existem algumas realidades que nos impedem de aceitar a teoria de que todos os pecados são iguais aos olhos de Deus. Uma delas é o processo pelo qual a tentação se transforma em pecado. Esse processo é geralmente composto pelos seguintes estágios: atenção, consideração, desejo, decisão, planejamento e ação. Uma vez que o grau de envolvimento nesse processo pode variar de intensidade, não podemos afirmar que o pecado de alguém que teve apenas um desejo pecaminoso momentâneo, seja tão ofensivo a Deus como o pecado premeditado de Davi com Bate-Seba (ver 2Sm 11).

Que Deus não considera todos os pecados iguais é evidente também no fato de o próprio Deus haver prescrito diferentes sacrifícios no Antigo Testamento para a expiação dos diferentes pecados (ver Lv 1 a 7). Além disso, se todos os pecados fossem iguais, como querem alguns, por que deveriam os ímpios ser punidos no juízo final, “segundo as suas obras” (Ap 20:11-13)? Por que alguns haveriam de ser castigados, naquele juízo, “com muitos açoites” e outros com “poucos açoites” (Lc 12:47-48)? Se os pecados fossem iguais, não receberiam todos o mesmo castigo?

Mas a despeito dos pecados serem distintos entre si, todos eles refletem a mesma essência maligna da alienação de Deus. Isso significa que, por mais insignificante que determinado pecado possa parecer, ele é suficientemente ofensivo para excluir o pecador do reino de Deus.

Fonte: Sinais dos Tempos, março/abril de 2000. p. 21 (usado com permissão

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2 comentários

  1. De fato, toda a humanidade descende da mesma condição pecaminosa e nela se encontra e se encontrará até que a libertação final nos venha por Jesus Cristo.
    É fato também que cometer atos pecaminosos é reflexo de tal condição, reflexo da condição de TODOS OS SERES HUMANOS, que carecem da misericórdia de Deus. Ao pecar, seja o ato que for, distancio-me de Cristo, quer seja por uma leve mentira, quer seja por um ato mais elaborado, planejado… No exato momento em que eu ou qualquer outro peca estou longe de Deus e a consequência para ambos é a MESMA, o ‘castigo’ é o MESMO: a MORTE.
    Embora o Pentateuco, didaticamente, enumere diferentes punições para diferentes crimes, isso não é argumento suficiente para se afirmar que Deus diferencie ou classifique pecados.
    A Bíblia nos diz que o salário do pecado é a morte, esse é o julgamento dado a TODO PECADO.
    No entanto, podemos render graças a Deus porque Ele pagou este preço por nós! Cristo Se fez pecado por nós! Jesus pagou com Sua morte o salário de TODO PECADO!
    Por isso não há erro algum suficientemente grande que Ele não possa perdoar; assim como não há falta suficientemente insignificante que não Lhe precise ser deposta!
    Somos TODOS PECADORES, porém felizes porque Sua Graça é maior que todo e qualquer pecado!


  2. Que tipo de castigo, ou não, recebe o ímpio quando blasfema contra Deus? Nenhum?



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