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Noé

abril 5, 2010

Noé

“Disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de Mim no meio desta geração. Gên. 7:1.

Nos dias de Noé, a impiedade do mundo se tornou tão grande que Deus não mais pôde suportá-la; e Ele disse: ‘Farei desaparecer da face da Terra o homem que criei.’ Gên. 6:7. Mas compadeceu-Se da raça humana, e em Seu amor providenciou um refúgio a todos os que o aceitassem. Ele deu a mensagem a Noé, a fim de transmiti-la ao povo: ‘O Meu Espírito não agirá para sempre no homem.’ Gên. 6:3.

Foi ordenado que Noé construísse uma arca, e ao mesmo tempo pregasse que Deus traria um dilúvio sobre a Terra para destruir os ímpios. Aqueles que cressem na mensagem e se preparassem para esse evento, mediante arrependimento e reforma, encontrariam perdão e seriam salvos; mas a contínua resistência aos apelos e advertências de Deus por intermédio de Seu servo Noé os separaria de Deus, e como resultado, cessariam os rogos de infinita misericórdia e amor.

O Espírito de Deus continuou a agir no homem rebelde até que o tempo indicado havia quase expirado, e então Noé e sua família entraram na arca, e a mão de Deus fechou a porta. A misericórdia havia descido de seu trono dourado para não mais interceder pelo pecador culpado.

Nem todos os homens daquela geração estavam incluídos no sentido completo do termo ‘pagãos idólatras’. Muitos tinham conhecimento de Deus e de Sua lei, mas não apenas rejeitaram a mensagem do fiel pregoeiro da justiça, como também usaram sua influência para impedir que outros fossem obedientes a Deus. Toda pessoa tem o seu dia de prova e lealdade. Aquela geração tivera o seu dia de oportunidade e privilégio, enquanto Noé anunciava a mensagem de advertência sobre a destruição vindoura; eles, porém, renderam a mente ao controle de Satanás, e não a Deus, e ele os enganou, como fez com nossos primeiros pais. Colocou diante deles trevas e falsidade no lugar da luz e da verdade; e eles aceitaram os seus sofismas e mentiras, porque isto lhes era aceitável, e estava em harmonia com sua vida corrupta, ao passo que a verdade que os teria salvo foi rejeitada como se fosse uma ilusão.”

Signs of the Times, 1º de abril de 1886.

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Vai, Voa!

abril 4, 2010

Os pássaros aquecem seus ovos como se fossem a coisa mais importante do mundo, e depois que racham, acabam por se tornar ainda mais especiais. Quando os filhotes nascem, os pássaros saem em busca de alimento e de forma alguma voltam com o bico vazio. Mesmo cansados, eles não se contentam apenas em trazer a comida, como a colocam na boca de cada um dos passarinhos.

Os pais acariciam a barriga grávida como se fosse a coisa mais importante do mundo, e depois que ela se abre, acaba por se tornar ainda mais especial. Quando os filhos nascem, os pais saem em busca de alimento e de forma alguma voltam com a mão vazia. Mesmo cansados, eles não se contentam apenas em trazer a comida, como a colocam na boca de cada um dos filhinhos.

Os pais se assemelham muito com os pássaros. Dão colo, carinho, atenção. De algum lugar eles tiram uma força inexplicável que medir esforços para que seus filhotes tenham sempre o melhor possível. Sempre pensam no passado, no presente e no futuro com olhos que parecem bolas de cristal, pois sabem exatamente quais as consequências que cada atitude e escolha dos seus filhos terão um pouco mais a frente.

Mas pais e pássaros não são completamente iguais. Há um momento decisivo na vida de um pássaro que é quando seus pais o empurram do ninho. Ele vai caindo, pronto a se espatifar no chão, mas sua mãe não vai atrás. Para os pais esse momento é difícil, e geralmente é o próprio filho que se empurra do ninho e parece cair para um precipício imenso.

O pai cai junto, chora junto, sofre junto, até perceber que o filho só está crescendo e criando suas próprias asas. O desprendimento é sempre difícil, mas é necessário para que os filhotes virem adultos e alcem seus próprios voos. Chega a hora que assim como os pássaros, os pais precisam olhar para os seus filhos e saberem que a sua parte foi cumprida. Aí, lá de baixo, mas com os olhos sempre mirando para o alto, eles passarão a maior segurança ao dizer: Vai, voa!

(Rebbeca Ricarte)