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Funções e a Vida Espiritual

setembro 17, 2010

Em alguns próximos posts vou fazer algumas analogias com as Ciências Exatas e da Terra. Vou começar fazendo uma comparação entre nossa vida espiritual e uma função constante, primeiramente, gostaria de agradecer ao Christian que me deu grande parte da ideia deste post.

Nesse primeiro vou fazer uma comparação com algo que é muito estudado. Funções.

Se você não gosta de matemática, mesmo assim, leia esse post até o final, pois ele terá sentido quando você terminar de lê-lo.

O que é uma função constante?

Para você que não sabe o que é isso, ou até mesmo, não se lembra…Aí vai a definição:

Uma função é dita constante quando é do tipo f(x) = k, onde k não depende de x .
Exemplos:
a) f(x) = 5
b) f(x) = -3

Nota : o gráfico de uma função constante é uma reta paralela ao eixo dos x .

Uma função constante é uma função do primeiro grau(ou afim).

O coeficiente angular da função do primeiro grau ou afim(uma reta) diz como a reta irá se comportar, se ela será crescente ou decrescente.

Dois exemplos:

Função Crescente e Decrescente

O que isso tem a ver com nossa vida espiritual?

Nossa vida espiritual pode estar ascendente, ou seja, uma função afim crescente, e pode estar descendente, ou seja uma função afim decrescente. Sabemos muito bem disso. Existem momentos em que estamos muito bem espiritualmente, já em outros momentos não estamos.

E o que tem a ver a função constante com isso? Nossa vida espiritual nunca é uma função constante, ela nunca está “parada”, você não pode dizer que um ato seu não está ‘te afastando’ nem te ‘aproximando Deus’, não existe isso. Só existem duas formas: Ou você faz algo para glorificar o nome de Deus ou não. Não há meio termo.

E dessa forma, tudo que nós façamos, é preciso que nos perguntemos: Isso está me afastando ou me aproximando de Deus? Pois agora você já sabe que um ato seu ou TE APROXIMA DE DEUS ou NÃO. Não dá para ficarmos em cima do muro.

Franzé Jr.

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Ser cético e ser cristão

setembro 7, 2010

A idéia de uma verdade objetiva e a contradição de sua existência são posições que dividem opiniões dos filósofos e pensadores desde a antiguidade. Os mais conhecidos, como Sócrates, Schopenhauer, Voitaire, Xenófanes e Dudan tratam essa busca constante pelo conhecimento e certezas como ‘ceticismo’.

Segundo eles, a certeza sobre as coisas não existe, não há verdade absoluta de nada nessa vida, o que existe – ou deveria existir- é a busca pelo conhecimento. Para Sócrates, só é possível aprender as coisas quando chegamos a um estado de consciência que os nossos conceitos não são fundamentais.

Ao dialogar com Diógenes questionando sobre “o que é o amor?”, por exemplo, o filósofo usa a retórica para levar o amigo a se contradizer sobre o seu conceito formulado sobre o sentimento. Surgem então dois conceitos: o relativismo e o pluralismo critico. Adotando a relatividade, aceitamos que podemos afirmar tudo, ou quase tudo, o que, por conseguinte, nada. Tudo seria verdadeiro, ou nada o seria.

A verdade é, portanto, destruída de significado. Para os pluralistas, há um concurso de teorias. Analisando sobre a discussão racional, cada uma delas cairia em um julgamento de verdade, e as que diferissem dele, seriam postas de lado. Na religião acontece o mesmo.

Embora cristãos, a humanidade ainda nos é inerente. E como homens, muitas vezes, dentro da igreja, acabamos caindo nas garras do ceticismo. Não que haja problemas na busca de verdades, pois a sabedoria é sempre benéfica, mas o erro está em deixar se levar pelo conceito de que não há verdade absoluta quando estamos diante do dono do universo.

Ao chegar a palavra, finda-se o ceticismo, ao descobrir Cristo, encontra-se a verdade, e ao seguir a cruz, morre o homem e nasce um cristão.