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Mudando o Estilo de Música

julho 14, 2011

Recentemente passei por uma crise na minha vida espiritual em um aspecto que relevante: a música. Então, eu resolvi dividir isso com as pessoas para que possamos crescer juntos em Cristo. É muito importante para mim dividir com os outros o que o poder de Deus realizou em minha vida, pois da mesma maneira que esse poder realizou coisas maravilhosas na minha vida, também pode realizar na de qualquer cristão.

Eu não nasci na igreja e sempre gostei muito de música. Então,  ouvi músicas seculares durante toda a minha adolescência. Muito antes de entrar na igreja, eu tive contato com música gospel, mas ouvia poucas, a maioria das músicas que eu mais gostava eram seculares.

Então, eu comecei a frequentar a igreja. E conheci muitas músicas que falavam de Deus e Sua Palavra. Nessa época, eu deixei de ouvir músicas seculares realmente danosas e isso me fez muito bem e a maioria das músicas que eu ouvia eram gospel. Como eu escolhia sob um rigoroso critério as músicas seculares que eu ouvia e elas não passavam de 20 músicas, eu achava que elas não me fariam mal nem me separariam de Deus.

Daí começou uma época em que eu tive muitos afazeres. Era final de semestre na faculdade, eu estava com muitos trabalhos e provas; meu pai estava viajando e eu era a única pessoa que dirigia na minha casa, então eu tinha muitas responsabilidades. “Eu preciso de um tempo pra relaxar!”, pensava eu. E em vez de buscar a Deus e pedir que Ele aliviasse meu fardo, eu ia ouvir as músicas seculares. Com o tempo, embora as músicas seculares fossem a minoria, eu as ouvia com muita frequencia e também passei a querer saber mais sobre a vida de quem as cantava.

Então, eu comecei a suspeitar que estava idolatrando aquelas músicas. Eu busquei o pastor da minha igreja e falei sobre isso. Nossa conversa foi longa. Primeiramente, ele me aconselhou buscar músicas gospel que fossem em um estilo parecido. Nesse momento,  eu fale sobre a minha suspeita de idolatria (isso inclusive só foi possível com a atuação do Santo Espírito de Deus). Enquanto eu estava em casa, eu dizia para mim mesma “Eu não tenho certeza se isso tá acontecendo …”, mas naquele momento eu falei sobre a idolatria com uma convicção que surpreendeu a mim mesma. Eu falei “eu acho”, mas o meu tom de voz denunciou uma certeza que eu mesma não tinha aceitado até então. Ele disse que não era aconselhável ouvir aquelas músicas e se a idolatria realmente estivesse acontecendo, quanto mais rápido eu deixasse de ouvir, melhor.

Eu cheguei em casa meio abalada, sem saber muito como eu ia fazer isso. Eu fiz uma oração e refleti, mas, sinceramente, eu não me empenhei muito. Eu ainda não estava muito disposta a deixar as músicas e toda a admiração que eu tinha pelos cantores. Honestamente, eu não achava que fosse capaz de fazer isso ( e, de fato, sozinha, eu nunca conseguiria). Eu passei dois dias sem ouvir músicas seculares, só ouvindo música gospel e clássica. Aproveitei também pra fazer coisas diferentes. Isso surtiu um pouco de efeito, pois nos dias que se seguiram, eu diminui bastante as músicas seculares, deixei de pesquisar sobre a vida dos cantores, mas ainda não tinha deixado completamente minha idolatria.

Passei uma ou duas semanas dessa maneira, até que foi ficando claro para mim, cada vez mais, que não dava pra continuar em cima do muro. A cada dia, meu conflito aumentava e cada vez mais eu me deparava com a minha incapacidade de lidar com minha idolatria sozinha. Eu sabia que eu tinha que escolher, mas não sabia como eu ia viver sem as músicas.

Chegou a hora em que eu não conseguia esquecer meu conflito em lugar nenhum. E aquele convivio estava me deixando cada vez mais angustiada, eu não sabia mais sair daquela situação.

Nesse ponto, minha relação com Deus já estava bem abalada, mas continuava ouvindo músicas gospel.  Eu já não orava mais quando tinha um problema. Só orava na hora das refeições, antes de sair e etc. , mas quase não falava com Deus sobre o que estava acontecendo. Eu pedia só o essencial e depois, em relação ao meu problema, minhas palavras se resumiam a “tem misericórdia, dai-me forças e usa do Teu poder para comigo”. Honestamente, era um pedido de socorro.

Eu pedi a Deus forças para fazer aquela lição. Pode parecer exagero, é dificil estudar uma página? Mas para mim, naquela situação, era. Até porque o assunto era adoração. Até que, na terça-feira, a última frase da lição era essa: “O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou seja incompatível com o culto a Ele devido, disso fazermos um deus.” (Patriarcas e Profetas, p 305.)

Quando eu li isso, por fora, eu continuei serena, parada, mas por dentro eu fiquei totalmente transtornada. Eu me senti como se tivesse levado um tapa na cara.

Da terça até sexta eu não conseguia passar muito tempo ouvindo música, mas eu procurava outras coisas pra fazer pra tentar fugir de tudo aquilo.

Chegou a sexta. 17:00. Faltava meia hora para o início do sábado e eu não sabia como eu ia passar aquele sábado. Eu estava realmente angustiada. 17:30. Eu não fiz o por-do-sol.

Daí eu pensei “Bom, eu tenho que fazer alguma coisa. Hoje é sábado e eu vou guardar o sábado, de alguma forma.” E foi nesse momento que Deus começou a mudar minha situação.

Aqui é importante resaltar uma coisa. A minha vitória sobre as músicas seculares só foi possível porque DEUS a realizou. Eu não pedi de maneira insistente para que Ele fizesse isso, eu me resumia a pedidos de socorro e eu sinceramente me perguntava o que Deus estaria achando de tudo aquilo, o que Ele faria. Na minha cabeça, eu não merecia que Ele fizesse alguma coisa por mim, eu havia transgredido tanto! Mas Ele ainda assim fez. ELE agiu e tirou o fardo de cima de mim, mansamente, e ,principalmente, com muito amor e cuidado. Ele, aos poucos, foi me mostrando que eu realmente deveria seguir a Ele. Mesmo depois de tanto errar, Ele ainda agiu ativamente para aliviar meu fardo. Como é grande o Seu amor!

Até que eu achei no youtube algumas entrevistas com cantores adventistas. Pelo menos bons exemplos eu ia ver. Esses videos foram muito importantes para mim. E foram atraves deles que Deus começou a falar comigo.

As entrevistas como um todo foram importantes para mim e é interessante que você as veja por completo, mas aqui eu vou ressaltar só algumas partes.

O primeiro video que eu vi foi este (Perfil Musical, com Rafaela Pinho e Leonardo Gonçalves): http://www.youtube.com/watch?v=s03LOm7ToS0&feature=related

” (…) porque a função do cantor, do pastor, não é só cantar, eles tem que mostrar o caráter de Cristo.”
(trecho de música) “Num mundo carente de amor, onde existe luta e dor, eu quero ser a Tua voz, levando paz aos corações. Entrego a ti a minha vida, Senhor, entrego a Ti tudo o que sou, como viver seu Teu amor? Renova meu ser e faz de mim um vaso novo, quebra e molda meu interior, da-me um novo coração, sei que Tens o melhor pra mim. “

O segundo video foi esse (Perfil Musical com Communion): http://www.youtube.com/watch?v=58K595zk068

Esse segundo video foi muito significativo ( não desmerecendo o primeiro, claro), pois, como foi dito na entrevista, eles já tiveram contato com o mundo secular e retornaram para Deus. É maravilhoso como Deus coloca as coisas certas, as pessoas certas no tempo certo.

Os cantores seculares me ensinaram a admirá-los, mas quem canta para Deus ensina a adorar a Deus e isso foi de fundamental importância para mim.

A lição que Deus estava me dando só estava começando. Na Escola Sabatina que, entre outros assuntos, falava sobre a adoração ao bezerro de ouro (como acreditar em coencidências quando se está sendo tão bem cuidada por Deus?), os ensinamentos continuavam.

Em um dado momento, um irmão falou que Deus nos ensinava pacientemente o caminho a seguir. Eu, que na terça-feira havia sentido como se estivesse levando um tapa na cara pela frase lida na lição, percebi que não era intenção de Deus me fazer sentir um tapa na cara, Ele estava me ensinando e me alertando para aquilo que eu estava fazendo, com amor. E as lições continuaram por toda a Escola Sabatina.

Eu sempre tive vontade de ser ativa na minha igreja de algum modo, mas eu ainda não sabia como e sinceramente ainda vou descobrir. Eu sempre peço a Deus para que Ele me mostre a maneira pela qual eu posso fazer isso. Nesse dia, eu fui escalada para entregar marcas-páginas de boas-vindas para os visitantes. Eu sei que pode parecer bobagem, mas para mim, naquele momento em que eu me sentia tão mal, fazer algo para Deus foi tão importante! Deus me mostrou que ainda havia dentro de mim vontade de servi-lo e de fazer algo pela Sua obra. Isso me animou bastante.

Chagou o momento da pregação. O nome da pregação é “Religião alicerçada na Rocha”. Aqui, através de um irmão, Deus me deu tudo o que eu precisava para deixar minha idolatria.

Aqui novamente vou escrever partes na pregação que foram importantes para mim, mas é interessante que você a esculte por inteiro:http://iasdaldeota.org.br/atualidades/religiao-alicercada-na-rocha-volnei/

Enquanto eu ouvia a pregação, o que eu estava passando ia girando pela minha cabeça e o que o pregador falava ia me fazendo ver o sentido de voltar para Deus.

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” (parte do texto base, Mateus 7:24-27)

“Ficar apenas maravilhado com a pregação de Jesus não transforma ninguém, (…) não resolve o problema do vazio existencial, não leva ninguém para o Céu, cumprir o que Ele diz, sim. Na multidão que ouvia o discurso de Jesus naquele dia, haviam muitos tolos que ficaram boquiabertos, mas se perderam porque apenas admiravam.” Nesse momento, eu vi que eu não estava vivendo a Palavra. Eu me vi distante do Céu, vi a possibilidade de me perder e isso me deixou profundamente triste e muito inquieta. Eu tirei minha primeira conclusão: “Não vale à pena ouvir músicas seculares e deixar de viver com Deus. Não vale à pena trocar o amor de Deus por esses músicas e nem por nada!” E as lições continuavam:

“Na nossa vida, muitas vezes, as tempestades também tem um motivo. E é muito ruim quando a causa para essas tempestades somos nós mesmos. ”

“(…) o segundo alvo dele (Satanás) agora é derrubar a casa (caráter) que você construiu, através de tempestades. E para fazer isso, ele faz uso de três tipos de tempestades: a primeira delas é dor e sofrimento, (…) mas quando o inimigo não consegue destruir o ser humano com o primeiro tipo de tempestade, ele vem com o segundo tipo, que é totalmente o oposto do primeiro, que é uma brisa suave.”
“Como ele não conseguiu destruir José pela dor e sofrimento, ele usou a brisa suave em forma de prazer ilícito.”
As palavras “prazer ilícito” ecoaram na minha cabeça. Eram justamente as músicas seculares, era exatamente o que estava passando. Eu entendi que as músicas seculares que eu dizia gostar tanto eram uma armadilha de Satanás para me destruir e me afastar de Deus. Satanás estava tentando me pegar pela brisa suave e eu estava permitindo. Porém, cada vez mais, eu estava disposta a por um fim nisso. Eu vi como era importante e urgente que eu parasse de ouvir aquelas músicas, não importava como elas fossem. Que obra Deus relaizava no meu coração! ELE me fez ter força para deixar de ouvir aquelas músicas. Eu estava decidida a excluir todas as músicas seculares do meu coração, da minha mente e também de todos os meios que eu possuia para ouvir esse tipo de música.

“Se algum dia Satanás sugerir essa segunda tempestade a você, faça como José, como ele falou para aquela mulher: “Como cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra o meu Deus?””

“Apocalispe 2:10, Deus nos promete algo maravilhoso: “Não temas as coisas que tens de sofrer” e a última parte “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida.””  E ainda:

“Deus honra aqueles que obedecem aos Seus ensinos.”

Quando eu cheguei em casa, exclui todas as músicas seculares que eu tinha no meu computador, inclusive músicas gospel cantadas por cantores seculares(e me comprometi a procurar outras versões delas.).

Então, comecei a estudar o resto da lição, que eu só tinha estudado até a terça-feira, para em seguida começar a escrever esse testemunho. E aí aconteceu que eu comecei a me lembrar de uma das músicas seculares que tinha acabado de excluir e por um momento passou pela minha cabeça que poderia ser dificil esquecê-las, mas eu estava decidida. Não ia mais ouvir as músicas. Então, me ajoelhei e pedi a Deus, que pelo SEU poder, eu deixasse de gostar daquelas músicas. Pedi também que Ele fizesse chegar até a mim músicas gospel que eu iria gostar e que tudo aquilo que chegasse aos meus ouvidos fosse pela Sua permissão. E isso se repetiu por mais algumas vezes durante o resto do sábado e no dia seguinte, mas eu me sentia e me sinto forte porque agora eu estou sob o poder de Deus e eu sei que eu vou esquecer essas músicas tão perigosas.

Eu deixei de querer resolver meu problema por mim mesma e pedi que Deus fizesse isso. Eu encherguei a minha dependência em relação a Ele. Isso fez muita diferença.

Desde que tudo isso aconteceu, eu tenho pedido muito a Deus que me dê forças para continuar nos Seus caminhos para sempre e para continuar firme no meu posicionamento caso eu sofra alguma tentação, mas tudo o que eu já aprendi, coisas ensinadas por Deus, me fazem sentir forte pra encarar isso, sentir uma força que eu sei que vem de Deus. Eu sei que serei muito feliz assim e que estou no caminho correto.

Depois de tudo isso, eu percebi uma enorme diferença entre ouvir músicas seculares e ouvir músicas de Deus. Quando eu me lembro da sensação de ouvir a música mais bonita que eu conhecia, por mais bonita que ela fosse, tinha algo que continuava vazio dentro de mim quando eu ouvia. Isso fazia com que eu ouvisse de maneira repetitiva e eu me sentia ansiosa quando ouvia. Sem contar a tendência que se tem em idolatrar as pessoas que cantam.  Mesmo com meu rigoroso critério, as músicas que eu ouvia ainda tinham coisas que não eram de Deus e ouvir essas coisas me deixava muito desconfortável, mesmo que fosse só um detalhe, sem contar que eu acaba absorvendo essas coisas.

Ouvir uma música de Deus me trouxe uma sensação completamente diferente. Eu sinto que meu coração é preenchido por um amor que eu não sinto com nada deste mundo. Uma sensação que me deixa feliz, tranquila, que me da uma serenidade que eu não encontro em nenhum outro lugar. Eu não troco isso por mais nada. E se eu esculto a música mais de uma vez, não é querendo preencher algo que esta vazio, é para repetir uma sensação que já é plena, sensação essa que é dada por Deus.

Nesse momento se inicia uma nova fase na minha vida. E eu sei que o fato de eu ouvir apenas música gospel vai trazer muitas mudanças significativas para mim. Desde já, sei que minha relação com Deus irá mudar pra melhor e serei uma pessoa muito melhor com isso. Sei que a música, agora mais que nunca, vai ser uma aliada para que eu tenha uma vida melhor.

Da mesma maneira que Deus me deu forças e me fez fazer coisas que achei não ser capaz, Ele pode fazer na vida de qualquer um, basta abrir o coração para Ele.  O caminho de Deus é o que trás mais felicidade, sem sombra de dúvida.  Meu objetivo em escrever esse testemunho foi ajudar outras pessoas no seu caminho em direção a Cristo. Espero realmente ter atingido esse objetivo, pois, como disse Paulo, “vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausentee, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Fp 1:27)

Este testemunho foi enviado ao PortalJA.
Envie o seu também para : portalja@portalja.com.br

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Mudando o Estilo de Música

julho 14, 2011

Recentemente passei por uma crise na minha vida espiritual em um aspecto que relevante: a música. Então, eu resolvi dividir isso com as pessoas para que possamos crescer juntos em Cristo. É muito importante para mim dividir com os outros o que o poder de Deus realizou em minha vida, pois da mesma maneira que esse poder realizou coisas maravilhosas na minha vida, também pode realizar na de qualquer cristão.

Eu não nasci na igreja e sempre gostei muito de música. Então,  ouvi músicas seculares durante toda a minha adolescência. Muito antes de entrar na igreja, eu tive contato com música gospel, mas ouvia poucas, a maioria das músicas que eu mais gostava eram seculares.

Então, eu comecei a frequentar a igreja. E conheci muitas músicas que falavam de Deus e Sua Palavra. Nessa época, eu deixei de ouvir músicas seculares realmente danosas e isso me fez muito bem e a maioria das músicas que eu ouvia eram gospel. Como eu escolhia sob um rigoroso critério as músicas seculares que eu ouvia e elas não passavam de 20 músicas, eu achava que elas não me fariam mal nem me separariam de Deus.

Daí começou uma época em que eu tive muitos afazeres. Era final de semestre na faculdade, eu estava com muitos trabalhos e provas; meu pai estava viajando e eu era a única pessoa que dirigia na minha casa, então eu tinha muitas responsabilidades. “Eu preciso de um tempo pra relaxar!”, pensava eu. E em vez de buscar a Deus e pedir que Ele aliviasse meu fardo, eu ia ouvir as músicas seculares. Com o tempo, embora as músicas seculares fossem a minoria, eu as ouvia com muita frequencia e também passei a querer saber mais sobre a vida de quem as cantava.

Então, eu comecei a suspeitar que estava idolatrando aquelas músicas. Eu busquei o pastor da minha igreja e falei sobre isso. Nossa conversa foi longa. Primeiramente, ele me aconselhou buscar músicas gospel que fossem em um estilo parecido. Nesse momento,  eu fale sobre a minha suspeita de idolatria (isso inclusive só foi possível com a atuação do Santo Espírito de Deus). Enquanto eu estava em casa, eu dizia para mim mesma “Eu não tenho certeza se isso tá acontecendo …”, mas naquele momento eu falei sobre a idolatria com uma convicção que surpreendeu a mim mesma. Eu falei “eu acho”, mas o meu tom de voz denunciou uma certeza que eu mesma não tinha aceitado até então. Ele disse que não era aconselhável ouvir aquelas músicas e se a idolatria realmente estivesse acontecendo, quanto mais rápido eu deixasse de ouvir, melhor.

Eu cheguei em casa meio abalada, sem saber muito como eu ia fazer isso. Eu fiz uma oração e refleti, mas, sinceramente, eu não me empenhei muito. Eu ainda não estava muito disposta a deixar as músicas e toda a admiração que eu tinha pelos cantores. Honestamente, eu não achava que fosse capaz de fazer isso ( e, de fato, sozinha, eu nunca conseguiria). Eu passei dois dias sem ouvir músicas seculares, só ouvindo música gospel e clássica. Aproveitei também pra fazer coisas diferentes. Isso surtiu um pouco de efeito, pois nos dias que se seguiram, eu diminui bastante as músicas seculares, deixei de pesquisar sobre a vida dos cantores, mas ainda não tinha deixado completamente minha idolatria.

Passei uma ou duas semanas dessa maneira, até que foi ficando claro para mim, cada vez mais, que não dava pra continuar em cima do muro. A cada dia, meu conflito aumentava e cada vez mais eu me deparava com a minha incapacidade de lidar com minha idolatria sozinha. Eu sabia que eu tinha que escolher, mas não sabia como eu ia viver sem as músicas.

Chegou a hora em que eu não conseguia esquecer meu conflito em lugar nenhum. E aquele convivio estava me deixando cada vez mais angustiada, eu não sabia mais sair daquela situação.

Nesse ponto, minha relação com Deus já estava bem abalada, mas continuava ouvindo músicas gospel.  Eu já não orava mais quando tinha um problema. Só orava na hora das refeições, antes de sair e etc. , mas quase não falava com Deus sobre o que estava acontecendo. Eu pedia só o essencial e depois, em relação ao meu problema, minhas palavras se resumiam a “tem misericórdia, dai-me forças e usa do Teu poder para comigo”. Honestamente, era um pedido de socorro.

Eu pedi a Deus forças para fazer aquela lição. Pode parecer exagero, é dificil estudar uma página? Mas para mim, naquela situação, era. Até porque o assunto era adoração. Até que, na terça-feira, a última frase da lição era essa: “O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou seja incompatível com o culto a Ele devido, disso fazermos um deus.” (Patriarcas e Profetas, p 305.)

Quando eu li isso, por fora, eu continuei serena, parada, mas por dentro eu fiquei totalmente transtornada. Eu me senti como se tivesse levado um tapa na cara.

Da terça até sexta eu não conseguia passar muito tempo ouvindo música, mas eu procurava outras coisas pra fazer pra tentar fugir de tudo aquilo.

Chegou a sexta. 17:00. Faltava meia hora para o início do sábado e eu não sabia como eu ia passar aquele sábado. Eu estava realmente angustiada. 17:30. Eu não fiz o por-do-sol.

Daí eu pensei “Bom, eu tenho que fazer alguma coisa. Hoje é sábado e eu vou guardar o sábado, de alguma forma.” E foi nesse momento que Deus começou a mudar minha situação.

Aqui é importante resaltar uma coisa. A minha vitória sobre as músicas seculares só foi possível porque DEUS a realizou. Eu não pedi de maneira insistente para que Ele fizesse isso, eu me resumia a pedidos de socorro e eu sinceramente me perguntava o que Deus estaria achando de tudo aquilo, o que Ele faria. Na minha cabeça, eu não merecia que Ele fizesse alguma coisa por mim, eu havia transgredido tanto! Mas Ele ainda assim fez. ELE agiu e tirou o fardo de cima de mim, mansamente, e ,principalmente, com muito amor e cuidado. Ele, aos poucos, foi me mostrando que eu realmente deveria seguir a Ele. Mesmo depois de tanto errar, Ele ainda agiu ativamente para aliviar meu fardo. Como é grande o Seu amor!

Até que eu achei no youtube algumas entrevistas com cantores adventistas. Pelo menos bons exemplos eu ia ver. Esses videos foram muito importantes para mim. E foram atraves deles que Deus começou a falar comigo.

As entrevistas como um todo foram importantes para mim e é interessante que você as veja por completo, mas aqui eu vou ressaltar só algumas partes.

O primeiro video que eu vi foi este (Perfil Musical, com Rafaela Pinho e Leonardo Gonçalves): http://www.youtube.com/watch?v=s03LOm7ToS0&feature=related

” (…) porque a função do cantor, do pastor, não é só cantar, eles tem que mostrar o caráter de Cristo.”
(trecho de música) “Num mundo carente de amor, onde existe luta e dor, eu quero ser a Tua voz, levando paz aos corações. Entrego a ti a minha vida, Senhor, entrego a Ti tudo o que sou, como viver seu Teu amor? Renova meu ser e faz de mim um vaso novo, quebra e molda meu interior, da-me um novo coração, sei que Tens o melhor pra mim. “

O segundo video foi esse (Perfil Musical com Communion): http://www.youtube.com/watch?v=58K595zk068

Esse segundo video foi muito significativo ( não desmerecendo o primeiro, claro), pois, como foi dito na entrevista, eles já tiveram contato com o mundo secular e retornaram para Deus. É maravilhoso como Deus coloca as coisas certas, as pessoas certas no tempo certo.

Os cantores seculares me ensinaram a admirá-los, mas quem canta para Deus ensina a adorar a Deus e isso foi de fundamental importância para mim.

A lição que Deus estava me dando só estava começando. Na Escola Sabatina que, entre outros assuntos, falava sobre a adoração ao bezerro de ouro (como acreditar em coencidências quando se está sendo tão bem cuidada por Deus?), os ensinamentos continuavam.

Em um dado momento, um irmão falou que Deus nos ensinava pacientemente o caminho a seguir. Eu, que na terça-feira havia sentido como se estivesse levando um tapa na cara pela frase lida na lição, percebi que não era intenção de Deus me fazer sentir um tapa na cara, Ele estava me ensinando e me alertando para aquilo que eu estava fazendo, com amor. E as lições continuaram por toda a Escola Sabatina.

Eu sempre tive vontade de ser ativa na minha igreja de algum modo, mas eu ainda não sabia como e sinceramente ainda vou descobrir. Eu sempre peço a Deus para que Ele me mostre a maneira pela qual eu posso fazer isso. Nesse dia, eu fui escalada para entregar marcas-páginas de boas-vindas para os visitantes. Eu sei que pode parecer bobagem, mas para mim, naquele momento em que eu me sentia tão mal, fazer algo para Deus foi tão importante! Deus me mostrou que ainda havia dentro de mim vontade de servi-lo e de fazer algo pela Sua obra. Isso me animou bastante.

Chagou o momento da pregação. O nome da pregação é “Religião alicerçada na Rocha”. Aqui, através de um irmão, Deus me deu tudo o que eu precisava para deixar minha idolatria.

Aqui novamente vou escrever partes na pregação que foram importantes para mim, mas é interessante que você a esculte por inteiro: http://iasdaldeota.org.br/atualidades/religiao-alicercada-na-rocha-volnei/

Enquanto eu ouvia a pregação, o que eu estava passando ia girando pela minha cabeça e o que o pregador falava ia me fazendo ver o sentido de voltar para Deus.

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” (parte do texto base, Mateus 7:24-27)

“Ficar apenas maravilhado com a pregação de Jesus não transforma ninguém, (…) não resolve o problema do vazio existencial, não leva ninguém para o Céu, cumprir o que Ele diz, sim. Na multidão que ouvia o discurso de Jesus naquele dia, haviam muitos tolos que ficaram boquiabertos, mas se perderam porque apenas admiravam.” Nesse momento, eu vi que eu não estava vivendo a Palavra. Eu me vi distante do Céu, vi a possibilidade de me perder e isso me deixou profundamente triste e muito inquieta. Eu tirei minha primeira conclusão: “Não vale à pena ouvir músicas seculares e deixar de viver com Deus. Não vale à pena trocar o amor de Deus por esses músicas e nem por nada!” E as lições continuavam:

“Na nossa vida, muitas vezes, as tempestades também tem um motivo. E é muito ruim quando a causa para essas tempestades somos nós mesmos. ”

“(…) o segundo alvo dele (Satanás) agora é derrubar a casa (caráter) que você construiu, através de tempestades. E para fazer isso, ele faz uso de três tipos de tempestades: a primeira delas é dor e sofrimento, (…) mas quando o inimigo não consegue destruir o ser humano com o primeiro tipo de tempestade, ele vem com o segundo tipo, que é totalmente o oposto do primeiro, que é uma brisa suave.”
“Como ele não conseguiu destruir José pela dor e sofrimento, ele usou a brisa suave em forma de prazer ilícito.”
As palavras “prazer ilícito” ecoaram na minha cabeça. Eram justamente as músicas seculares, era exatamente o que estava passando. Eu entendi que as músicas seculares que eu dizia gostar tanto eram uma armadilha de Satanás para me destruir e me afastar de Deus. Satanás estava tentando me pegar pela brisa suave e eu estava permitindo. Porém, cada vez mais, eu estava disposta a por um fim nisso. Eu vi como era importante e urgente que eu parasse de ouvir aquelas músicas, não importava como elas fossem. Que obra Deus relaizava no meu coração! ELE me fez ter força para deixar de ouvir aquelas músicas. Eu estava decidida a excluir todas as músicas seculares do meu coração, da minha mente e também de todos os meios que eu possuia para ouvir esse tipo de música.

“Se algum dia Satanás sugerir essa segunda tempestade a você, faça como José, como ele falou para aquela mulher: “Como cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra o meu Deus?””

“Apocalispe 2:10, Deus nos promete algo maravilhoso: “Não temas as coisas que tens de sofrer” e a última parte “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida.””  E ainda:

“Deus honra aqueles que obedecem aos Seus ensinos.”

Quando eu cheguei em casa, exclui todas as músicas seculares que eu tinha no meu computador, inclusive músicas gospel cantadas por cantores seculares(e me comprometi a procurar outras versões delas.).

Então, comecei a estudar o resto da lição, que eu só tinha estudado até a terça-feira, para em seguida começar a escrever esse testemunho. E aí aconteceu que eu comecei a me lembrar de uma das músicas seculares que tinha acabado de excluir e por um momento passou pela minha cabeça que poderia ser dificil esquecê-las, mas eu estava decidida. Não ia mais ouvir as músicas. Então, me ajoelhei e pedi a Deus, que pelo SEU poder, eu deixasse de gostar daquelas músicas. Pedi também que Ele fizesse chegar até a mim músicas gospel que eu iria gostar e que tudo aquilo que chegasse aos meus ouvidos fosse pela Sua permissão. E isso se repetiu por mais algumas vezes durante o resto do sábado e no dia seguinte, mas eu me sentia e me sinto forte porque agora eu estou sob o poder de Deus e eu sei que eu vou esquecer essas músicas tão perigosas.

Eu deixei de querer resolver meu problema por mim mesma e pedi que Deus fizesse isso. Eu encherguei a minha dependência em relação a Ele. Isso fez muita diferença.

Desde que tudo isso aconteceu, eu tenho pedido muito a Deus que me dê forças para continuar nos Seus caminhos para sempre e para continuar firme no meu posicionamento caso eu sofra alguma tentação, mas tudo o que eu já aprendi, coisas ensinadas por Deus, me fazem sentir forte pra encarar isso, sentir uma força que eu sei que vem de Deus. Eu sei que serei muito feliz assim e que estou no caminho correto.

Depois de tudo isso, eu percebi uma enorme diferença entre ouvir músicas seculares e ouvir músicas de Deus. Quando eu me lembro da sensação de ouvir a música mais bonita que eu conhecia, por mais bonita que ela fosse, tinha algo que continuava vazio dentro de mim quando eu ouvia. Isso fazia com que eu ouvisse de maneira repetitiva e eu me sentia ansiosa quando ouvia. Sem contar a tendência que se tem em idolatrar as pessoas que cantam.  Mesmo com meu rigoroso critério, as músicas que eu ouvia ainda tinham coisas que não eram de Deus e ouvir essas coisas me deixava muito desconfortável, mesmo que fosse só um detalhe, sem contar que eu acaba absorvendo essas coisas.

Ouvir uma música de Deus me trouxe uma sensação completamente diferente. Eu sinto que meu coração é preenchido por um amor que eu não sinto com nada deste mundo. Uma sensação que me deixa feliz, tranquila, que me da uma serenidade que eu não encontro em nenhum outro lugar. Eu não troco isso por mais nada. E se eu esculto a música mais de uma vez, não é querendo preencher algo que esta vazio, é para repetir uma sensação que já é plena, sensação essa que é dada por Deus.

Nesse momento se inicia uma nova fase na minha vida. E eu sei que o fato de eu ouvir apenas música gospel vai trazer muitas mudanças significativas para mim. Desde já, sei que minha relação com Deus irá mudar pra melhor e serei uma pessoa muito melhor com isso. Sei que a música, agora mais que nunca, vai ser uma aliada para que eu tenha uma vida melhor.

Da mesma maneira que Deus me deu forças e me fez fazer coisas que achei não ser capaz, Ele pode fazer na vida de qualquer um, basta abrir o coração para Ele.  O caminho de Deus é o que trás mais felicidade, sem sombra de dúvida.  Meu objetivo em escrever esse testemunho foi ajudar outras pessoas no seu caminho em direção a Cristo. Espero realmente ter atingido esse objetivo, pois, como disse Paulo, “vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausentee, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Fp 1:27)

Escrito por uma Jovem, 19 anos.

Este testemunho foi enviado ao PortalJA.
Envie o seu também para : portalja@portalja.com.br

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Por que adorar?

julho 8, 2011

Há muitos que não entendem por que o homem natural tem uma necessidade constante de adorar. Pensam que adoração só é uma válvula de escape para preencher o vazio interior de alguns humanos. Chegam até a afirmar que esse sublime ato não passaria de uma ação destinada a saciar o ego de um Deus com problema de autoestima. No entanto, um estudo mais atencioso de alguns dados históricos e bíblicos nos dará uma visão mais clara a respeito do assunto.
Não é preciso ser um doutor em História para saber que as comunidades indígenas pré-colombianas da América Espanhola já praticavam a adoração antes do contato com o europeu.
Sobre a religião dos Maias se diz:

“A religião assemelhava-se à de outros povos da região, cultuavam divindades ligados à caça, à agricultura e os astros. Os maias acreditavam que o destino do homem era regido pelos deuses, e para eles ofereciam alimentos,sacrifícios humanos e animais.”

http://www.coladaweb.com/cultura/cultura-maia,-asteca-e-inca-pre-ocidentalizacao
Já sobre os Incas conta-se:

“A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).”

http://www.suapesquisa.com/astecas/
Enquanto a respeito dos Astecas é dito:

“Os mitos e ritos astecas eram muito ricos e variados, e relacionavam-se com a natureza. Os cultos mais importantes sempre envolviam o Sol. Eram muito comuns rituais com sacrifícios humanos; a guerra, portanto, era uma grande fornecedora de prisioneiros para os sacrifícios.Geralmente toda a energia da comunidade estava canalizada para asatividades ritualísticas, realizadas com uma série encenações e procedimentos minunciosos.”

http://www.coladaweb.com/historia/astecas,-incas-e-maias
Dos excertos acima, surge um questionamento bastante perspicaz: quem ensinou tais povos a adorar se eles ainda não tinham qualquer conhecimento da fé cristã? A resposta vem da Bíblia:

“Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho que deves andar” Isaías 48:17
“Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim, não há deus; eu te cingirei(estarei ao teu redor), ainda que tu não me conheças” Isaías 45:5

Deus colocou no coração do homem uma necessidade incontrolável de adorar, porque criou o homem para ser um ser eminentemente espiritual. Afinal, o maior desejo de Deus, desde a Criação, é que o homem refletisse o Seu caráter. Por isso, “criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou…” Gênesis 1:27 Qual, pois, é o traço mais marcante do caráter de Deus?
“Ora, o Senhor é Espírito…” II Coríntios 3:17 “Deus é Espírito; e importa que os que O adoram O adorem em espírito em em verdade.” João 4:24

Deus não é  espírito somente no sentido físico, mas Ele é espírito, sobretudo, no sentido pleno da palavra. Ele é o único Ser de onde emana toda a verdadeira espiritualidade. É também o único cujo caráter é essencialmente  espiritual. Por esses motivos nos criou como seres eminentemente espirituais, a fim de que nos tornassemos mais parecidos com Ele. Qual  foi, então, o meio que Ele nos deixou para alcançarmos esse propósito?

A adoração, é claro!


Quando adoramos a Deus não dizemos somente que Ele é bom, digno, primeiro e único de nossas vidas, mas dizemos principalmente que queremos pertencer a natureza santa, pura e espiritual que só Ele possui. Isso não significa que queremos ser deuses, mas simplesmente que desejamos refletir um pouco de Deus em nós, o que é perfeitamente possível através da obra do Espírito Santo em nós.

“Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” II Coríntios 2:18


Dessa forma, Deus colocou em nós a vontade de adorar, para que, ao procurarmos nos assemelhar a Ele, tenhamos sempre o desejo de buscá-Lo.Ele faz isso não porque precisa de nossa adoração para ser quem é – afinal, Deus se basta em si mesmo; “EU SOU O QUE SOU” Êxodo 3:14 – mas porque Ele ama estar bem pertinho de nós ” …vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.” João 14:3


Deus não tem problema de ego, pois, ainda que nenhum ser humano O adore, toda a criação do UNIVERSO O adorará!

“Os céus proclamam a glória de Deus eo firmamento anuncia a obra d as suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outr noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até o fim do mundo” Salmo 19:1-4


“Só Tu És Senhor, Tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há; e Tu os guardas em vida a tos, e o exército dos céus Te adora.” Neemias 9:6


Por isso, adoramos a Deus não para suprir um vazio existencial, mas para saciar uma necessidade essencial. Assim como os anjos, os céus, a terra, os mares e os animais, o ser humano também precisa de Deus.

“Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim susspira a minha alma por ti, ó Deus!” Salmo 42:1


O problema é que o ser humano não quer reconhecer a sua dependência de Deus, o que acaba, muitas, vezes, levando-o a se machucar.

“Disseram os néscios no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abominações em suas obras, não há ninguém que faça o bem.” Salmo 14:1


Conquanto Deus saiba que o ser humano sem Ele só  irá se ferir, jamais o Senhor o obriga adorá-Lo. Em uma clara demonstração de respeito pelas decisões humanas, Deus permite que adoremos aquilo que quisermos. Retomando os excertos a respeito dos povos indígenas pré-colombianos, percebemos, com clareza, que o instinto de adoração existia plenamente, mas o destinatário da adoração era torpe.
Basicamente, Incas, Maias e Astecas adoravam as forças da natureza. Hoje, há muitos que adoram o próprio EU. O instinto de adorador existe, mas aquele que recebe adoração ainda é impróprio. Cabe, hoje, decidir, diante desse fatos, a quem adorar.

“Escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram os vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém, eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”Josué 24:15


Deus te abençoe!