Archive for novembro \29\UTC 2013

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Recordação

novembro 29, 2013

Memorias do meu Avô

“A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada, a mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda a parte.”

Oséas Florêncio de Moura

P.S.: Hoje faz um ano que vovô descansou… Que o Senhor Jesus venha logo para o reencontrarmos!

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Botão de rosa

novembro 27, 2013

Memorias do meu Avô

“Botão de rosa ainda não aberto,
O sol já quer o teu perfil beijar!
Botão de rosa ainda não desperto,
Como me prende o teu suava olhar!…

Minh’alma sonha… Num jardim deserto,
Entre perfumes, bejo-te brilhar…
Botão de rosa, que desejo incerto
Te dá esse sorriso de encantar?

Rosado e loiro, o teu corpinho e leve
Ainda é de anjo, e quase de mulher,
Como um ar d’avesinha cor de neve.

E passas a sorrir, sem perceber
Que, seguindo o teu passo airoso e breve,
O sol do amor começa a amanhecer!”

Oséas Florêncio de Moura

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Soneto

novembro 20, 2013

Memorias do meu Avô

“Tempo feliz os dias do noivado,
Repletos de espernças e de amores,
Tem os encantos múltiplos das flores,
Quando beijadas pelo sol doirado.

Ser noiva é ter no coração plantado
-Sem conhecer doridos dissabores –
Um mundo de ilusões e de primores,
Onde só vive o coração amado.

Ser noiva é ser feliz e venturosa,
É viver como estrela luminosa
Num céu de mil encantos a brilhar.

A noiva vê no mundo um paraíso…
A noiva tudo fala num sorriso,
E o noivo a compreende num olhar.”

Oséas Florêncio de Moura

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A Aliança

novembro 13, 2013

Memorias do meu Avô

“Aliança! Algema divina,
A mais doce das prisões;
-Uma prisão pequenina
Que encerra dois corações

Modesta jóia, é verdade,
Porém, que vale um tesouro;
É toda a felicidade
Dentro de um círculo de ouro.

Na mão direita figura
como penhor de afeição;
Mas é completa a ventura
Se muda para a outra mão.

Rodinha frágil e fina,
Que mais parece um brinquedo,
Com ela qualquer menina
Prende um rapaz pelo dedo.

Elo solto da corrente
Que Deus forjou de amor puro,
E que, atrás do presente,
Liga o passado ao futuro.

Elo de ouro! És a esperança
De horas risonhas e calmas!…
Felizes dos que, na aliança
Fecham a aliança das almas…

Na velhice lembra o enredo
Dos sonhos da mocidade!…
Depois… duas num só dedo
Uma vive… outra é saudade.”

Oséas Florêncio de Moura

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Certeza

novembro 6, 2013

Memorias do meu Avô

“O vento, dum arbusto fez tombar
Uma florinha branca, muito pura,
Que rolando, rolando em lama escura,
As brancas folhas logo foi manchar…

Depressa dessa lama a fui tirar,
Com pena dela, e a palpitar ternura
Vi que a florinha branca era tão pura
Que nem a lama a pôde macular!

Também na vida há flores que o vento em ira
Sacode rudemente, arranca e atira
Para o lodo do mundo em turbilhão…

E talvez conservassem o fulgor,
Se mãos sublimes, límpidas, de amor
Fizéssem o que eu fiz à flor do chão!”

Oséas Florêncio de Moura