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Certeza

novembro 6, 2013

Memorias do meu Avô

“O vento, dum arbusto fez tombar
Uma florinha branca, muito pura,
Que rolando, rolando em lama escura,
As brancas folhas logo foi manchar…

Depressa dessa lama a fui tirar,
Com pena dela, e a palpitar ternura
Vi que a florinha branca era tão pura
Que nem a lama a pôde macular!

Também na vida há flores que o vento em ira
Sacode rudemente, arranca e atira
Para o lodo do mundo em turbilhão…

E talvez conservassem o fulgor,
Se mãos sublimes, límpidas, de amor
Fizéssem o que eu fiz à flor do chão!”

Oséas Florêncio de Moura

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