Archive for the ‘Bíblia’ Category

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Fé não anula lei

novembro 23, 2007

Um dia, estava na escola e já ia começar uma aula de religião. Alguns alunos estavam com suas Bíblias. E de uma forma que não me lembro comecei a conversar com uma colega sobre os dez mandamentos, ela veio me afirmar que se a pessoa tivesse fé não precisava guardar todos os mandamentos. Veio com textos do tipo o justo viverá pela fé e todos que pecaram sei lei serão julgados, mediante ao que sabem.

O que dizer para uma pessoa dessas?

Porque quis postar isso logo no dia de hoje? Ao ler o ano bíblico de hoje há uma passagem que diz toda a resposta pra isso.

Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos Judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircuciso. Anulamos, poi, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei!

Romanos3:28-31

E devemos achar que a lei, ou seja, os mandamentos são ruins, e difíceis de se seguir?

Por Conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom.

Romanos 7:12

Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.

Rom 7:19-25

P.S.: Quando escrevi esse post foi no dia que o ano bíblico era sobre Romanos 3 e 4. Mas não tive tempo de postar, então vai hoje mesmo!

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Guerras do povo de Israel

julho 1, 2007

Há alguns dias estava no colégio, até que alguém me abordou. Com algumas dúvidas sobre a Bíblia, após ter estudado mais sobre esse assunto resolvi colocar isso aqui no blog, pois a mesma pode assolar muitas jovens.

Deram-me um papel que dizia que o povo de Israel tinha desobedecido a Deus, e que Ele não era bondoso e ainda se contradizia.

  1. Não era bondoso porque, quando o povo de Israel iria entrar na Canaã já habitavam ali povos, gigantes, entre outros. E Deus não usou de sua misericórdia para com aqueles povos, e quis logo exterminá-los.
  1. Deus se contradizia porque algum tempo antes do povo chegar à Canaã Ele dera os dez mandamentos, escritos pelo dedo dele. E nesse decálogo dizia:”Não matarás”. E ali o povo teria que matar. Seria uma contradição?

Pensei muito, orei, e estudei a fonte que vem todo o poder: a palavra de Deus. E também a história desse mundo.

Na antigüidade, o povo, que não era nenhum pouco desenvolvido com relação ao nosso tempo, viviam em guerras. Você pode pensar que foi parecido com a 2ª Guerra Mundial talvez ou até com a recente guerra entre EUAxIraque. Mas, em suma a guerra que existia naquela época era semelhante porque havia um confronto mental e físico entre pessoas. Contudo, naqueles tempos não existia pistolas, revólveres, carros, aviões. O que existia eram espadas, flechas e instrumentos de batalhas simples.

Outro fator para se notar da época que o povo de Israel saiu do Egito era que não existiam leis para com as guerras, como não existia?!? Atualmente, sabemos que existe a ONU, que depois da Primeira Guerra Mundial foi fundada para manter a paz mundial entre os países membros. A ONU pode até não funcionar, mas ela existe, e tem seus objetivos.

O que quero dizer é que não existia nenhuma organização,seja ela governamental ou não, que podesse impor suas regras para o povo de Israel. Uma lei muito falada naquele tempo é o chamado “Código de Hamurábi“. Que foi instituído na Mesopotâmia pelo rei Hamurábi. O chamado “Olho por olho dente por dente”. O que isso significa? Quer dizer que se alguém cometesse um crime pagaria como pena o seu próprio crime. Ou seja, fazia parte da cultura daquela época matar, pois se não matassem eles morriam. Deus respeita as épocas e culturas, e que época dífcil aquela do povo de Israel, existindo nações, tribos, povos, pessoas buscando por status, ou melhor, buscando cada vez possuir mais terras. A luta era por status, quem tivesse mais terras teria mais “poder”. E a única forma de conseguir terras era expulsando povos de determinados territórios. E quem daria seu território sem primeiro lutar?!? Era preciso matar por metros de terras. E essa cultura nos acompanhou por muitos tempos ainda, e foi desaparecendo devagarzinho até os dias de hoje. Logo, Ele precisava agir de alguma forma para o povo entender, sendo essa a única forma. Como, atualmente, Ele não agiria dessa forma, pois nossa cultura e leis já são totalmente diferentes. Forma cruel??Certamete, não era do agrado de Deus, forma talvez repugnante, não era o que sonhou,entretanto o homem procura a cada vez mas se desviar do seu caminho…

Existe um versículo em Gênesis 15:13-16 que diz o seguinte:

então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas.E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice.Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus. (Gênesis 15:13-16)

Aí diz que quando Deus prometeu a terra prometida para Abraão os povos que viviam nela ainda estavam “no tempo da graça daquele tempo”. Logo, Deus não podia executar seu juízo. Mas, depois que o “tempo da graça deles” se fechou aí sim ele poderia executar segundo a vontade dos Amorreus, pois já tinha dado oportunidades demais. Portanto, podemos perceber que Deus usou misericórdia para com aqueles povos, e que Ele não desobedeu os dez mandamentos e nem se contradisse.

Você ainda pode pensar, mas Deus não quis dar mais tempo para o povo. Entretanto, se formos analisar bem, o tempo de todos acabará um dia, somos mortais. De uma hora ou outra iremos morrer. Por isso Deus também teve que estabelecer um plano para aquele povo. Outro fato interessante é o que diz em Romanos 6:23:

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.

É interessante notarmos que a história está se repetindo, e sempre Deus tem dado oportunidades ao povo.

Atualmente, Ele está dando oportunidade a todos nós. Mas um dia essas oportunidades irão se acabar, então Ele voltará! E todo olho O verá. Não, adianta nem correr. Ainda estamos no tempo da graça, a porta ainda não se fechou. Mas, está muito perto de se fechar. Como Deus fez um dia com os Amorreus, um dia fará com essa Terra. Entretanto, o povo escolhido de Deus, que estudou sua palavra, guardou os mandamentos e tiveram fé, esses subirão para as Mansões Celestiais. Que possamos nos preparar para esse grande dia!

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Mentira de Raabe

junho 8, 2007

MentiraComo explicar o fato da prostituta Raabe haver escondido os espias de Josué, e haver mentido a respeito (Js 2), e Deus ainda usar de misericórdia para com ela e seus familiares? (Js 6:22-25)

Por Alberto R. Timm, Diretor do Centro de Pesquisas Ellen White

Somos propensos, muitas vezes, a pensar que Deus, para ser justo, deve restringir Sua oferta de salvação apenas às pessoas moralmente dignas. Mas a mensagem bíblica, revelada tanto no Antigo Testamento como no Novo, é que a oferta de salvação é extensiva a todos os pecadores.

São de Cristo as palavras: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Lc 5:31 e 32). Em Isaías 1:18 é apresentado o convite:

“Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.”

A experiência da prostituta Raabe é uma das mais belas histórias de salvação pela graça “mediante a fé” (Ef 2:8) encontradas nas páginas do Antigo Testamento. Como Abraão foi justificado pela fé (Gn 15:6; Rm 4), e essa fé se evidenciou na prática de boas obras (Tg 2:21-24), assim também o foi Raabe. Hebreus 11:31 declara que “pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias”. E Tiago 2:25 acrescenta que a fé dessa mulher foi genuína porque resultou na prática de boas obras.

Mas o fato da vida de Raabe ser poupada, sendo ela uma prostituta e havendo mentido aos emissários do rei de Jericó, não significa que Deus estivesse sancionando tais pecados explicitamente condenados no Decálogo (ver Êx 20:14 e 16). Nesse incidente, Deus manifestou Sua graça salvadora a uma prostituta possuída de uma fé genuína, com o propósito de salvá-la de sua vida de pecado. O mesmo poder regenerador que atuaria na vida da “mulher adúltera”, durante o ministério terrestre de Cristo (Jo 8:1-11), também transformou a vida da prostituta Raabe. E o mesmo amor compassivo que perdoaria as mentiras do pretensioso apóstolo Pedro (Mc 14:27-31;66-72) também perdoou a mentira de Raabe.

A galeria dos heróis da fé (ver Hb 11), da qual Raabe faz parte (verso 31), não é composta por santos que nunca pecaram, mas por pecadores que pela graça divina alcançaram a vitória sobre os seus pecados. Essa galeria é formada por pessoas que, à semelhança do filho pródigo (Lc 15:11-32), deixaram as imundícies de uma vida de pecado e voltaram à casa paterna; pessoas que estavam mortas em “delitos e pecados” mas que foram regeneradas pela graça divina (Ef 2:1 e 5).

Assim como Deus perdoou e regenerou Raabe, Ele também está disposto a perdoar e regenerar a cada um dos demais seres humanos atingidos pelos “dardos inflamados do maligno” (Ef 6:16).

Fonte: Sinais dos Tempos, junho de 1999, p. 29 (usado com permissão)

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Línguas Estranhas

junho 8, 2007

FalaComo entender a promessa de falar “novas línguas”, em Marcos 16:17?

Por Alberto R. Timm, Diretor do Centro de Pesquisas Ellen White

Como o conteúdo de Marcos 16:9-20 não aparece nos manuscritos gregos mais antigos e melhores, especialistas em crítica textual do Novo Testamento têm sugerido que o evangelho de Marcos terminava, originalmente, com o verso 8 do capítulo 16. Diante disso, se poderia argumentar que o texto de Marcos 16:17 não compartilha da mesma autoridade canônica que o restante do Evangelho.

Mas independente de aceitarmos ou não o conteúdo de Marcos 16:9-20 como parte do Cânon Sagrado, é importante observar que, na expressão “novas línguas” de Marcos 16:17, o termo original grego para “novas” é kainós (novas línguas para quem fala) e não néos (línguas até então desconhecidas). Isso significa, portanto, que essas “novas línguas” dizem respeito às mesmas línguas de nações mencionadas em Atos 2:4 como “outras línguas”, plenamente compreensíveis às respectivas pessoas que as reconhecem como suas línguas maternas (At 2:6, 8 e 11).

O fato de Mateus 16:17 colocar o dom de falar em “novas línguas” como parte dos “sinais” que haveriam de acompanhar aqueles que cressem, não significa que esse dom deveria ser concedido a todos os crentes em todas as épocas e lugares. Assim como os cristãos não haveriam, obviamente, de pegar “em serpentes” todo tempo (verso 18), também não é de se esperar que eles devessem falar sempre em “novas línguas”. Além disso, Paulo esclarece que o dom de línguas é dado apenas a alguns crentes, havendo uma necessidade concreta que justifique a sua manifestação (ver 1Co 12:4-11, 28-30).

Fonte: Sinais dos Tempos, janeiro/fevereiro de 2000. p. 21 (usado com permissão)

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Saiba mais sobre George Miller

fevereiro 15, 2007

George Müller (1805-1898) A religião pura e sem mácula… é esta: visitar os órfãos e as viúvas. Tia. 1:27 Estas palavras foram sempre um inspiração para George Müller, o Príncipe entre os Intercessores. Diz o seu biógrafo, o falecido irmão Haroldo Lobo, que Müller foi o cristão que viu 50.000 de suas orações respondidas! Daqueles que se consagraram à obra em favor do próximo, depois da Igreja Apostólica no fim do primeiro século, talvez não haja exemplo de tão absoluta consagração na história cristã com a de quem, na Inglaterra, acabou conhecido como sendo um dos maiores, senão o mais notável, intercessor dos tempos modernos.

Aquela vida tornou-se valoroso testemunho da certeza de que o Céu estava atento às permanentes necessidades do seus inquilinos deste planeta, e que os recursos humanos estão nas mãos da Providência. – George Müller, pág. 21. Se alguém andou com Deus, Müller está nesta galeria de heróis da fé. Ele tinha fé na oração e esta foi a sua arma poderosa a vida toda. Ele pode ser considerado o homem mais poderoso dos tempos modernos porque, depois de Cristo, foi o mortal que mais orou e mais respostas recebeu de suas orações! Nasceu na Prússia e sua infância e juventude nem sempre foram um retrato das boas atitudes cristãs. Bebida, jogava, vivia extravagantemente, não pagava os hotéis luxuosos em que se hospedava e foi até parar na cadeia por um mês. Tornou-se cristão quando estudava na universidade; sentia-se infeliz, mas assistiu uma reunião de oração de oito estudantes e ali aceitou a Cristo. Seu grande amor por Ele encheu seu coração. Começou a orar e a aproximar-se dos crentes.

Mudou-se para a Inglaterra aos 24 anos de idade. Casou-se com Mary Groves, boa esposa. Aprendeu a andar com Deus e o Senhor o aceitou como companheiro. Lendo sobre Augusto Gramke e seu trabalho com órfãos, Müller achou que um orfanato era o seu sonho missionário. E este orfanato seria mantido só pela oração! Pediu a Deus que mandasse os fundos e os obreiros. E pediu a Deus mil libras, bastante dinheiro naqueles tempos. Primeiro entrou apenas um shilling (a vigésima parte de uma libra!).Foi essa ninharia o começo de uma esplendorosa instituição! – Ibidem, pág. 31. Em menos de dois anos já havia cinco orfanatos! Nunca pediu nada diretamente a ninguém, mas só a Deus! E o Senhor movia os corações. Uma fé estupenda! Müller orava sem cessar. Em vinte anos construiu cinco grandes prédios em Bristol, sem pedir um centavo; abrigava 2.000 crianças. Leu a Bíblia mais de 100 vezes, de tanto que a amava. Oro andando, ao deitar, ao levantar… Quando me convenço de que devo orar por algo bom e justo, continuo a orar até obtê-lo. E nós?