Archive for the ‘Cotidiano’ Category

h1

Testemunho e Sexo

março 4, 2007

Tenho dúvidas sobre como testemunhar na escola. Sou aluno do Ensino médio, e procuro me dedicar bastante aos estudos. Acabo me destacando dos demais, mas nem por isso me vanglorio. Tanto é que meus colegas me vêem como uma boa pessoa. Quando o assunto é religião eu não digo nada com medo de dar confusão, como já aconteceu no passado. Qual deve ser minha atitude, pois tenho colegas de outras religiões e não quero feri-los.Fico incomodado, também, porque em minha igreja e em muitas outras não ouço ninguém falando ou orientando sobre sexo. Isso não é falado publicamente, mas quando alguém vai ser disciplinado por esse assunto, ninguém tem vergonha de ir á frente e falar.

Parabéns por ter um rendimento de qualidade em sua escola e também por estar preocupado em dar o melhor testemunho.

Por outro lado, evite esconder sua fé. Você não precisa fazer dela motivo de discussão ou polêmica, mas deve sempre deixar claro que você tem valores, princípios e decisões e que eles estão baseados em sua relação com Deus.

Quando você faz isso, está usando a melhor ferramenta missionária, que é o testemunho pessoal. Isso não provoca polêmica, mas admiração. Pode acontecer de um colega não aceitar seus pontos de vista e haver alguma dificuldade, mas a maneira calma e equilibrada como você reagir vai destacar que você é um cristão e que tem atitudes diferentes.

Normalmente aqueles que se incomodam são os que mais estão sendo influenciados pelo que você fala e faz. Eles estão reagindo porque sua mensagem mexeu com eles.

Não faz muito encontrei um irmão que me pediu para cumprimentar um amigo que estava vindo  igreja pela segunda vez. Ao conversar com ele perguntei como havia encontrado a igreja, e ele me disse: “há 35 anos atrás estudei com um amigo Adventista no segundo grau. Ele era o único adventista da sala, e sempre fiquei impressionado com suas atitudes, apesar de não aceitá-las. Agora, porém, tanto tempo depois, quando minha esposa me abandonou e precisei de socorro, lembrei dele. Procurei seu nome em uma lista telefônica e o encontrei. Pedi que ele me falasse mais daquele Deus que Ele conhecia e me ajudasse a superar este momento difícil. Por isso estou aqui”. O testemunho daquele aluno só deu resultado 35 anos depois. Imagine, porém, se ele tivesse se calado?

Se mesmo assim você ainda tem dúvidas, ore a Deus para lhe dar coragem, motivação e as palavras certas. Lembre que pode haver alguém em sua sala de aula precisando de apoio espiritual, e que você é o instrumento escolhido por Deus para ajudar. Mas, não poderá fazer isso, porém, se seus colegas não souberem acerca de sua fé.

Quanto ao sexo, não posso dizer exatamente porque sua igreja não tem falado sobre o assunto. Entendo, porém, o que pode estar acontecendo. O sexo foi criado por Deus. É algo bonito, sagrado e prazeroso, desde que esteja dentro do modelo dEle: no momento certo, com a pessoa certa e da maneira certa. Hoje, porém, o inimigo está usando o sexo para afastar as pessoas dos caminhos de Deus. Ele está ficando cada dia mais sujo. Aliás, a Bíblia já dizia que isso iria acontecer (Mat. 24:37-39; Rom. 1:21-27; II Tim. 3:1-4). Por isso a moda hoje é fazer sexo com qualquer pessoa, em qualquer momento e de qualquer maneira. Exatamente o contrário do que Deus planejou.

Por causa dessa visão popular, suja e deturpada do sexo, muitas pessoas acreditam que esse é um tema que não deve ser tocado na igreja. Pensam que vão desonrar a Deus falando disso em um ambiente sagrado, ou vão acabar estimulando ainda mais o pecado. Na verdade, se o sexo foi criado por Deus e Ele ensina a maneira certa como deve ser praticado, a igreja não pode se calar. Aliás, ela é quem deve ensinar a verdade. Se ela se cala, estimula ainda mais o erro. Além disso, se o inimigo está tornando o sexo cada vez mais poluído, e usando isso de maneira massiva e popular, precisamos conversar para ajudar os jovens a resistir. A igreja é o instrumento de Deus para dar forças, curar feridas, e mostrar o caminho.

Não podemos lembrar do tema apenas nas reuniões de Comissão da Igreja, no momento de disciplinar alguém que caiu. Precisamos primeiro ajudar, dialogar, orientar e salvar.

Anúncios
h1

Cozinhar no sábado

fevereiro 16, 2007

*PERGUNTA

Tenho dúvida sobre se é ou não pecado cozinhar aos sábados, não somente em nossas casas, mas em acampamentos e reuniões da igreja.
Por exemplo em acampamento de carnaval, camporee de desbravadores. São lugares onde têm muitas pessoas, as pessoas que ficam responsáveis pela cozinha ficam quase o tempo todo envolvida com: café da manhã, quando acabam de arrumar tudo já começam a preparar o almoço, e assim por diante. Não consegue sequer acompanhar a programação. A dúvida aumenta, porque em alguns casos essas pessoas são remuneradas, recebem uma determinada quantia para cozinhar durante o evento. Por favor, esclareça essa dúvida, que não é somente minha, tenho conversado sobre isso com outras pessoas que também não conseguem uma posição definitiva sobre o assunto. Grata Keila

*RESPOSTA

Prezada Keila: Em diversas situações relacionadas com a guarda do sábado, devemos usar o bom senso, orientado, é claro, pelo Espírito Santo. Uma coisa é verdade: no caso de um acampamento (retiro) de Carnaval, as pessoas precisam também comer, e é preciso que haja alguém que faça a comida. Embora seja um trabalho necessário no sábado, e sem fins lucrativos (pelo menos deveria ser), talvez seja possível minimizar o problema: quem sabe fosse interessante organizar uma escala, para que grupos diferentes cuidem dos assuntos da cozinha no sábado; assim, não seria apenas um grupo a ser privado da programação sabática. Além disso, o alimento de sábado poderia ser mais leve, quem sabe a base de frutas, evitando assim esforço demasiado nesse dia. Enfim, há muitas formas de se lidar com esse “problema”, a fim de que o sábado, nesses eventos, seja o que realmente deve ser: uma bênção para todos.

Respondido por: MICHELSON BORGES

h1

Vici@ados em sexo.com

fevereiro 15, 2007

Quando o cybersex vira compulsão e leva internautas para os consultórios de psicoterapeutas
Cindy Wilk, do Paralela

Sexo e Internet foram feitos um para o outro. Acobertados pelo anonimato e seguros nas poltronas de suas próprias casas, os internautas vêem na rede o ambiente propício para satisfazer as mais inconfessáveis fantasias. O grande problema é que muita gente anda exagerando na dose. Terapeutas, psiquiatras e sexólogos do mundo inteiro já estão de olho no mais temível diagnóstico clínico dos novos tempos: o vício em cybersex.

Os números impressionam. Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, checaram os hábitos de 9.265 internautas que admitem procurar sites de sexo na rede. Descobriu-se que 1% deles está na zona de perigo: são pessoas que gastam entre 15 e 25 horas por semana navegando por sites pornográficos. Este percentual projetado para toda a população norte-americana significaria um mínimo de 200 mil homens e mulheres viciados em sexo on-line.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Estudos para Sexualidade Humana (Abrash) está realizando uma pesquisa semelhante. O resultado final ainda não saiu, mas parciais do estudo indicam que 16% dos entrevistados passam 14 horas por semana vasculhando pornografia na rede. O ginecologista Nelson Vitiello, presidente da Abrash, adianta que no Brasil o vício por cybersex ainda não chega ao nível de outros países, como os Estados Unidos, mas já está começando. “Ainda são poucas as pessoas que entram nos consultórios médicos para pedir ajuda, mas se percebe que o problema vai aumentar”, diz.

h1

fevereiro 15, 2007

Vestuário Minha dúvida é sobre o vestuário de homem e mulher.

Tenho visto muitas pessoas da igreja usando roupas que não combinam com os nossos princípios e isso tem me incomodado. Algumas dessas pessoas são líderes de igreja e outras até trabalham para a igreja. No sábado, usam um tipo de roupa e, durante a semana, outro completamente diferente.

Como alguém pode diferenciar um cristão, se ele anda igual às pessoas que não têm nenhum compromisso com Jesus? A roupa é um ponto de salvação? Tenho recebido muitas perguntas parecidas com a sua. Ao lhe responder, espero também responder a todas as demais. Tenho acompanhado muita discussão sobre o assunto. Gente discutindo sobre roupas, jóias, maquiagem, etc. Especialmente em encontros de jovens e comissões de igreja, esses assuntos sempre aparecem. Um ponto que muitas vezes fica esquecido no meio das polêmicas é a maneira como discutimos esses assuntos. Isso é quase tão importante quanto o assunto em si. Tenho visto muita gente bem-intencionada, até querendo ajudar, perdendo o controle, partindo para a acusação, usando palavras duras e pesadas, criando regras detalhadas, achando que dessa maneira, na pressão, vão resolver o problema. Que pena! Ao invés de solução, trazem mais problemas. No meio da dureza as pessoas não se sentem amadas, nem ajudadas, muito menos compreendem o que poderiam compreender por amor. O problema fica maior, porque além de não compreenderem a questão, as pessoas envolvidas se sentem feridas, criando mágoas, divisão e inimizade. Os que são duros em suas observações alegam que o assunto é tão claro, que é preciso “chamar o pecado pelo nome”. Sem dúvida, o assunto é claro, mas o problema não é esse. A questão está na fraqueza de algumas pessoas que não conseguem vencer a tentação, ou mesmo em sua limitação não conseguem entender o assunto. Há outros tantos assuntos, muito mais claros que este, e que talvez sejam o ponto fraco daqueles que são duros em suas observações. Quero, com isso, apelar para que você e qualquer outra pessoa tratem esta questão, e as pessoas envolvidas, com amor. Não como quem ocupa o papel de juiz ou agressor, mas como um cristão, sempre disposto, com amor e oração, mostrando o caminho certo. Isso se aplica também a líderes ou pessoas que trabalham para a igreja. São humanos, tem limitações e precisam de ajuda. Se uma pessoa não conseguir entender sua situação e mudar, ore por ela, e não deixe de ajudá-la. Acredito que muitas pessoas que não mudam sua postura estão esperando uma palavra de ajuda e estímulo que possa levá-las a um encontro mais profundo com Cristo, que venha a mudar, então, seus valores e sua vida. Quando a Bíblia fala de aparência pessoal, ela normalmente se refere às mulheres. Sem dúvida, hoje, ao falar sobre o assunto, é preciso deixar claro que a questão também envolve os homens. O princípio bíblico se aplica a ambos. Por outro lado, não quero gastar estas linhas falando de regras sobre vestuário, mas do princípio envolvido. O princípio não enfraquece as regras, muito pelo contrário, lhes dá peso, consistência e até amplia seu alcance. É importante ter essas duas realidades em vista. O princípio bíblico sobre aparência pessoal envolve duas palavras-chave: modéstia e decência. Você pode encontrá-las especialmente em I Ped. 3:3 e I Tim. 2:9. Ellen White confirma isso quando diz: “Um gosto apurado, um espírito culto, revelar-se-ão na escolha de um traje singelo e decente.” – Mensagens aos Jovens, pág. 353. Essas duas palavras devem estar por trás de toda a discussão sobre roupas, acessórios, maquiagem, etc. Entendendo as palavras segundo o Dicionário Aurélio: “modéstia” significa simplicidade, moderação, sobriedade. Já “decência” é algo correto moralmente.

Vamos entender as duas palavras separadamente: A modéstia não é extravagante, não tem custo exagerado, não tem por objetivo chamar a atenção para si. Você já parou para analisar que ela é tão importante quanto a decência, e a gente fala tão pouco? Por mais simples que uma pessoa seja, se sua roupa custa mais do que o seu padrão de vida ou se tem cores, modelos e tecidos feitos para chamar a atenção, está tão fora do padrão como uma roupa indecente. Ellen White deixa a questão ainda mais clara: “A Bíblia ensina modéstia no vestuário. … Isto proíbe ostentação nos vestidos, cores berrantes, profusa ornamentação. Tudo que tenha o objetivo de chamar a atenção para a pessoa, ou provocar admiração, está excluído do traje modesto recomendado pela Palavra de Deus.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 287. Paulo é claro quando diz: “Fazei tudo para glória de Deus” (I Cor. 10:31). Quando falamos em jóias, maquiagem e outros acessórios, o ponto deve ser: quem é o mais importante ou quem vai aparecer? O compromisso da vida cristã é refletir a Cristo, e não exaltar a si mesmo. Precisamos entender que nosso papel é investir no interior e manter o exterior, manter o corpo e investir no coração, ou seja, chamar a atenção para o que somos e não o que temos. A modéstia nos ajuda a manter esse foco. Há um outro lado, porém, que precisa ficar claro: modéstia não significa mau gosto, e muito menos desleixo como alguns pretendem. A simplicidade pode e deve ter um ótimo casamento com o bom gosto. Uma pessoa modesta cuida muito bem de suas roupas, tem bom gosto ao escolher cores, tecidos e modelos. É caprichosa ao cuidar de seus cabelos, barba, unhas, mãos e pés. Preocupa-se em cuidar, não em requintar. Veja as palavras de Ellen White: “Cumpre não haver nenhum desleixo. Por amor de Cristo, cujas testemunhas somos, devemos apresentar exteriormente o melhor dos aspectos. No serviço do tabernáculo, Deus especificou cada detalhe no tocante ao vestuário dos que deviam oficiar perante Ele. Com isto nos ensinou que tem suas preferências também quanto à roupa dos que O servem.

Prescrições minuciosas foram por Ele dadas em relação à roupa de Arão, por ser esta simbólica. Do mesmo modo as roupas dos seguidores de Cristo devem ser simbólicas, pois que lhes compete representar a Cristo em tudo. O nosso exterior deve caracterizar-se em todos os seus aspectos pelo asseio, modéstia e pureza. O que, porém, a Palavra de Deus não aprova são as mudanças no vestuário pelo mero amor da moda – a fim de nos conformarmos ao mundo. Os cristãos não devem enfeitar o corpo com trajes custosos e adornos preciosos.” – Evangelismo, pág. 312. A melhor definição para decência é cobrir o corpo sem chamar atenção para ele. A roupa existe para cobrir e proteger, não para modelar, destacar ou insinuar algo mais. É neste ponto que entram as discussões sobre comprimento de saias, uso de calças pelas mulheres, etc. O que deve sempre ser levado em conta é a decência daquilo que está sendo usado. Uma saia comprida e ao mesmo tempo justa é decente? Uma saia comprida com aberturas longas é decente? Uma saia comprida, mas transparente é decente? Veja que a questão vai além do comprimento de uma saia, que é a questão normalmente discutida. Precisamos olhar mais para o princípio. Pelo que pude notar é nesse ponto que você tem a maior preocupação. Líderes usando roupas indecentes, membros usando uma roupa imprópria durante a semana e outra correta no sábado e no final uma verdadeira confusão de aparência entre quem está com Deus e quem está longe dEle. Muitas pessoas acabam tendo esses problemas porque se preocupam demais em ficar dentro das “tendências”. Não querem se sentir rejeitadas pelos outros, mas se esquecem da aprovação de Deus.

A moda, em sua maioria, é apelativa e sensual, e por isso é perigosa. O objetivo de um garoto ou garota que amam a Cristo não deve ser buscar roupas que passem uma imagem de “malhados”, sensuais, atraentes, mas de sóbrios, equilibrados e pessoas que têm valores que estão acima da extravagância e sensualidade. Além disso, ainda existe o problema da provocação.

Com as roupas provocantes ou indecentes que uma pessoa usa, pode estar provocando a maldade em outra, levando-a ao pecado e dividindo a responsabilidade do erro. Alguns se defendem dizendo que cada um é responsável pela sua vida. Para o cristão não é assim, pois nós somos responsáveis por representar a Deus e levar salvação às pessoas. Somos testemunhas, por isso não somos responsáveis apenas por nós mesmos. Ellen White aconselha as mulheres, e suas palavras são muito próprias aos homens também: “Nossas irmãs devem seguir uma conduta bem diferente. Devem ser mais reservadas, manifestar menos ousadia, encorajando em si o ‘pudor e modéstia’. I Tim. 2:9.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 569. No livro do Apocalipse João apresenta duas mulheres. Uma, em Apocalipse 17, representa Babilônia, e a outra, no capítulo 12, representa o remanescente de Deus. A prostituta é descrita no capítulo 17:4 com roupas e jóias. Já a mulher de Apocalipse 12, apenas vestida de sol, representando a justiça de Cristo. Há uma grande diferença e uma forte mensagem sobre a aparência pessoal nesses dois exemplos. Você pergunta se roupa é uma questão de salvação. Quero lhe dizer que é uma questão de comunhão, decisão e, em conseqüência, de salvação. Quando Deus expressa Sua vontade, é possível compreendê-la pela comunhão e então ter poder para decidir e mudar. Por isso é uma questão de comunhão. Aquilo que os homens, os argumentos e as palavras parecem não esclarecer, o Espírito de Deus pode resolver. Ore mais pelas pessoas que estão “escandalizando”. Convide-as a buscar mais orientação na Bíblia e orar pelo assunto. Creio que aquilo que a discussão não resolve a oração pode resolver.

h1

O cristão e as greves

fevereiro 15, 2007
O cristão e as greves Alguns meses atrás, minha classe profissional encontrava-se em greve por aumento de salário e outras reivindicações. Não aderi por achar que um cristão não deve participar desses movimentos. Agi de maneira certa? O que a Bíblia e Ellen White dizem sobre o assunto? Esse é um assunto complexo, pois envolve pessoas e situações muito diferentes, além de dor, sofrimento e injustiça. Quero dar-lhe, porém, os parabéns pela sua atitude. Você, do ponto de vista legal, tinha o direito de envolver-se no movimento, especialmente se as condições de trabalho ou de salário eram desfavoráveis, mas esta seria, realmente, a melhor atitude para um cristão? A Bíblia não fala sobre greves, como as que conhecemos hoje. Ela recomenda o amor como resposta à injustiça e a oração como instrumento de justiça social (Mat. 5:44; Luc. 6:27). Nosso maior exemplo deve ser Cristo que, numa época de profunda injustiça, não criou nenhum movimento de libertação social, nem uma revolução política, muito menos um grupo de ativistas. Por outro lado, criou um movimento baseado no amor, levando as pessoas a Deus e prometendo, em troca, suprir todas as suas necessidades (Mat. 6:25-33).

Quando lhe perguntaram: “É lícito pagar tributo a César?”, Ele respondeu: “Dai, pois, a César o que é de César…” (Mat. 22:17-21). Ele ensinou que um cristão deve cumprir suas obrigações legais até o ponto em que elas não entrem em choque com os princípios do Céu. Caso contrário, deve deixar a justiça nas mãos de Deus. No tempo de Ellen White, as questões trabalhistas já eram objeto de movimentos grevistas, e isso passou a gerar implicações de grande alcance. Em face desse problema, ela escreveu: “Em razão de monopólios, sindicatos e greves, as condições da vida nas cidades estão-se tornando cada vez mais difíceis.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 364.

“Essas cidades estão repletas de toda espécie de iniqüidade – com conflitos e assassínios e suicídios. Satanás está nelas, controlando os homens em sua obra de destruição.” – Vida no Campo, pág. 25. “Buscam os homens conseguir que os elementos empenhados em diferentes profissões se filiem a certos sindicatos. Esse não é o plano de Deus, mas de um poder que não devemos jamais reconhecer.” – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 115. “Os sindicatos trabalhistas rapidamente se agitam e apelam à violência se suas reivindicações não são atendidas. Mais e mais claro está se tornando que os habitantes do mundo não estão em harmonia com Deus.” – Eventos Finais, pág. 23. “Os sindicatos serão um dos instrumentos que trarão sobre a Terra um tempo de angústia tal como nunca houve desde o princípio do mundo.” – Vida no Campo, pág. 16. “Não devemos ter nada que ver com essas organizações.

Deus é o nosso Soberano, o nosso Governador” – Eventos Finais, pág. 116. Nossa distância desses movimentos deve ficar clara. Como cristãos, temos outros meios de promover justiça social. A qualidade de nosso trabalho e a confiança na justiça divina são as melhores ferramentas para um cristão. Nós não fazemos justiça com as próprias mãos. Além disso, temos um Líder mais poderoso que os patrões humanos – nosso Deus, e um instrumento de justiça social mais eficiente que as greves – a fé e a oração. Não vamos ser injustos, ignorantes ou vítimas se nos mantivermos distantes, mas vamos demonstrar equilíbrio, justiça e fé. Os cristãos nunca deveriam ser conhecidos pela agitação, pelos atritos, críticas ou espírito negativo que semeiam em seu ambiente de trabalho. Devem ser reconhecidos, sim, pela qualidade de tudo que fazem, pelo amor ao próximo e pela honestidade e fidelidade aos princípios bíblicos.

Esses valores mantêm empregos, criam o respeito dos chefes e promoção no ambiente de trabalho, além de salários justos. Precisamos lembrar que o testemunho é mais importante do que a reivindicação. Nossa luta deve ser, sempre, no sentido de servir às pessoas, pois essa é a razão de nossa existência como cristãos. O próprio Filho de Deus veio para servir e não para ser servido (Mat. 20:28). O cristão está sempre mais disposto a servir do que cobrar. Quando alguém é eficiente no que faz e deixa os resultados nas mãos de Deus, faz a melhor escolha. Se a greve, como no seu caso, não depender de você, pois é um movimento nacionalmente articulado, continue cumprindo suas obrigações. Se for impossível, por causa da violência ou outras ameaças, fique longe da agitação, aguardando apenas o momento de retomar suas atividades.

h1

Encenações

fevereiro 15, 2007
Teatro e encenações Tenho um grupo teatral que é formado por pessoas adventistas e não-adventistas. A finalidade desse grupo é arrecadar alimentos em cada apresentação e doar para pessoas carentes. Há alguns dias, fui abordado pelos anciãos da igreja. Eles me disseram que, segundo Ellen White, o teatro é condenado por Deus. O problema está com o teatro ou com a maneira como as peças são realizadas? Este é um assunto polêmico para alguns, mas bem definido nos escritos de Ellen White. Uma leitura superficial ou tendenciosa do que ela escreveu pode produzir duras discussões que só vêm ferir e nunca edificar. Ao responder sua pergunta, já imagino algumas reações e, por isso, não poderia deixar de lembrar que qualquer assunto entre cristãos deve ser analisado com oração, equilíbrio, pesquisa profunda e disposição para ouvir e buscar conselhos. Quando você lê as citações de Ellen White sobre o assunto, fica claro que ela é contra a ida ao teatro e à tentativa de imitá-lo com exibições nas atividades da igreja. Por outro lado, ela aprova as encenações ou ilustrações bíblicas, usadas para facilitar a compreensão da mensagem bíblica. A questão é como conseguir identificar a diferença. Vamos analisar juntos o que ela escreve. Quando ela condena freqüentar teatro e sua imitação pela igreja, apresenta motivos muito claros para isso: • Gastos desnecessários e extravagância – Evangelismo, págs. 66 e 127; Obreiros Evangélicos, págs. 346, 355 e 356; Fundamentos da Educação Cristã, pág. 254. • Exibição e exaltação humana – Evangelismo, págs. 136, 140, 207 e 396; Obreiros Evangélicos, pág. 346; Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 24. • Atitudes que profanam a santidade da mensagem – Evangelismo, págs. 137 e 138; Obreiros Evangélicos, pág.172; Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, pág. 320. • Promove falsidades – Evangelismo, págs. 266 e 267; O Lar Adventista, págs. 401 e 402. • Mistura do sagrado com o secular – Evangelismo, pág. 508. • Forma imprópria de atrair pessoas – Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 492. • Tempo gasto naquilo que não edifica – Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, págs. 246 e 247. • Atividades sem benefício ou conteúdo – Fundamentos da Educação Cristã, págs. 253 e 254. • Desenvolve o gosto pelo teatro – Review and Herald, 04/01/1881. • É uma diversão – Fundamentos da Educação Cristã, pág. 229. Quando uma representação ou encenação entra em choque com algum desses conselhos, está fora dos planos de Deus. Por isso, avalie bem as atividades que você e seu grupo estão realizando. Por outro lado, uma das demonstrações mais claras de que ilustrações ou encenações equilibradas podem colaborar com a pregação e ter espaço em nossos programas, aconteceu em Battle Creek, no Natal de 1888. Um grupo de crianças apresentou uma encenação, e a neta de Ellen White, Ella M. White, com seis anos de idade, participou do programa vestida de anjo. No dia 26/12/1888, ela escreveu uma carta ao líder do programa, onde dizia: “Levantei-me à s três horas da manhã para escrever-lhe algumas linhas. Gostei do farol, e a cena que exigiu um esforço tão esmerado poderia ter sido mais impressionante, mas não foi tão vigorosa e apelativa como deveria ter sido, já que custou tanto tempo e trabalho para prepará-lo. A parte desempenhada pelas crianças foi boa. Aquela era uma ocasião que deveria ter sido aproveitada não somente pelas crianças da Escola Sabatina, mas também deveriam ter sido pronunciadas palavras que aprofundassem a impressão da necessidade de buscar o favor desse Salvador que as amou e Se deu a Si mesmo por elas.” – Carta 5, 1888. Se você também fizer uma pesquisa bíblica, vai encontrar que Deus usou e ensinou encenações para fortalecer Sua mensagem. Desde os altares dos patriarcas até o tabernáculo de Moisés e o templo de Jerusalém. Os serviços, ministrados pelos sacerdotes eram uma encenação e ilustração da salvação através de Cristo. Ellen White descreve tudo isso como “o evangelho em figura” (Fundamentos da Educação Cristã, pág. 238). No Antigo Testamento, existem ainda outros exemplos. A circuncisão, que foi ordenada por Deus, era um símbolo do concerto dEle com Seu povo. A ordem para que Moisés preparasse e levantasse uma “serpente de bronze”, como um símbolo de Cristo, era uma oferta de vida. A segunda vinda foi ilustrada pela pedra que atingiu os pés da estátua, em Daniel. O casamento de Oséias com uma prostituta encenava a apostasia de Israel e o amor de Deus. Você também encontra ilustrações e encenações no ministério de Cristo e no restante do Novo Testamento. A cerimônia do batismo é uma encenação, instituída por Cristo, para marcar o início de uma nova vida. A Santa Ceia é uma encenação da reconsagração, também instituída por Cristo, para ser repetida pelo Seu povo. Em Apocalipse, João usa muitas encenações simbólicas que descrevem o plano da salvação dentro da realidade do grande conflito entre o bem e o mal. Ellen White apóia e valoriza o uso de todas essas ilustrações e encenações bíblicas (batismo, santuário, etc.). O que ela desaprova é o uso do exibicionismo teatral, e não de qualquer tipo de encenação. Alberto Timm, diretor do Centro de Pesquisas Ellen White no Brasil, resume a posição de Ellen White quando diz: “É interessante notarmos que as próprias citações de Ellen White que desaprovam o uso de exibições teatrais identificam também as características negativas básicas que a levaram a se opor a tais exibições. Dentre estas características destacamos as seguintes:

(1) afastam de Deus;

(2) levam a perder de vista os interesses eternos;

(3) alimentam o orgulho;

(4) excitam a paixão;

(5) glorificam o vício;

(6) estimulam o sensualismo e

(7) depravam a imaginação.

Disto inferimos que dramatizações são aceitáveis, em contrapartida, quando:

(1) aproximam de Deus;

(2) chamam atenção para os interesses eternos;

(3) não alimentam o orgulho;

(4) não excitam a paixão;

(5) desaprovam o vício;

(6) não estimulam o sensualismo; e

(7) elevam a imaginação.

As dramatizações devem:

(1) evitar o elemento jocoso e vulgar;

(2) evitar o uso de fantoches (animais e árvores que falam, etc.);

(3) ser bíblica e historicamente leais aos fatos, como estes realmente ocorreram; e, acima de tudo,

(4) exaltar a Deus e Sua Palavra (e não os apresentadores da programação).”

– Revista Adventista, setembro de 1996, págs. 8 e 9. Para saber administrar essa questão, a palavra-chave é equilíbrio. É preciso ter equilíbrio para preparar uma encenação que seja edificante e não uma exibição teatral. E, por outro lado, também é preciso ter equilíbrio para tratar do assunto com amor e sem agressões.