Archive for the ‘Estilo de Vida’ Category

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Café, faz mal?

fevereiro 16, 2007

Muitas são as opiniões com relação ao uso do Café. Afinal, o Café faz mal? De certa forma sim. Alguns estudos apontam alguns benefícios no uso do Café ou bebidas cafeínadas; mas há estudos e pesquisas que mostram o contrário. Tornam-se então, assuntos polêmicos e antagônicos. A dica é: não seja radical demais nem relaxado! Como Cristãos devemos seguir a Jesus sempre dando um bom exemplo, aonde quer que estivermos. A Bíblia diz em I CORÍNTIOS 10:31: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (VARA). Afinal, somos seus representantes aqui na Terra. Devemos cuidar do nosso corpo, dando sempre glória a Deus; ou “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” I CORÍNTIOS 6: 19, 20. Não há nada de errado em não tomar Café. Quem usa a Cevada ao invés do Café tem muitas vantagens. Uma delas é sua ação antioxidante, que inibe o aparecimento de vários tipos de Câncer e doenças Cardiovasculares. Outra grande vantagem é que a Cevada não possui Cafeína, um ingrediente ativo do Café. Não podemos ignorar que a Cafeína também possui propriedades benéficas para o organismo. Mas o grande problema é que a Cafeína vicia, sendo que o seu consumo em doses elevadas poderá provocar tremores involuntários, bem como aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca. Há ainda outros ingredientes no Café que podem elevar o nível de colesterol, além de estimular a acidez no estômago. A Cafeína pertence ao grupo de compostos das metilxantinas, no qual, o chocolate, chá preto e chimarrão estão inclusos, porém com dosagens menores. Ao contrário do que muitos pensam, a Cafeína não apresenta nenhum valor nutricional, sendo considerada simplesmente uma bebida energética. Muitos Cristãos, em especial os Adventistas do Sétimo Dia, preferem não fazer o uso do Café. É um estilo de vida saudável e barato. A cevada custa bem menos que o Café. No entanto, não devemos levar esta conduta a extremos. Por exemplo: quem sofre de enxaqueca, provavelmente terá que ingerir Cafeína. Isso porque a maioria dos medicamentos contra enxaqueca contém Cafeína. Neste caso, a Cafeína está sendo usada como medicamento, sendo que a dosagem de Cafeína não é alta. Se você não consegue sair de casa sem tomar um Cafezinho, fique alerta. Você pode estar viciado (a), e o consumo excessivo de Cafeína faz mal. Se você quer parar de tomar Café, vá devagar. Seu organismo já se habituou com o Café, e atitudes radicais poderão prejudicá-lo (a). O ideal é substituir o Café por outra “bebida” como a Cevada por exemplo. Afinal, uma xícara de Café hoje, duas amanhã, três… Até consumir uma garrafa inteira. É importante ressaltar que, o uso de medicamentos, em especial os que contém Cafeína devem ser evitados… Pois é possível haver uma dependência química do medicamento. Abster-se do café significa: gastar menos e viver mais. Você pode substituir o Café por Sucos de fruta ou até mesmo pela Cevada. Assim, você estará reforçando seu Café da manhã com uma alimentação Saudável e Vitaminada. Experimente, você vai gostar! Duas xícaras de Café Expresso por Dia, poderão aumentar significantemente a chance de desenvolver Câncer no Pâncreas. Esse número pode chegar a 80%, comparados a quem não usa o Café.

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Ellen White e os jovens

fevereiro 16, 2007
“Aquele que coopera com o propósito divino em transmitir à juventude o conhecimento de Deus, e em lhes moldar o caráter em harmonia com o Seu, realiza uma elevada e nobre obra. Suscitando o desejo de atingir o ideal de Deus, apresenta uma educação que é tão alta como o Céu e tão alta como o Universo.” – (Educação, pág. 19)

“Vão jovens, moços e moças e crianças ao trabalho, em nome de Jesus. Unam-se eles em algum plano ou ordem de ação. Não podeis vós organizar um grupo de obreiros, e ter ocasiões determinadas para orar juntos e pedir ao Senhor que vos dê Sua graça, desenvolvendo uma ação unida?”-(MJ, pág.197)

“Pregadores ou leigos de idade avançada não podem ter, sobre a juventude, metade da influência que os jovens consagrados têm sobre seus companheiros.”-(MJ, pág. 204)

“Vi que muitas almas se salvariam, caso os jovens estivessem no lugar em que se deveriam achar, consagrados a Deus e à verdade; mas em geral assumem uma posição em que lhes deve dedicar contínuo labor, do contrário eles próprios se tornarão do mundo… Lágrimas são vertidas por sua causa, e são arrancadas do coração dos pais angustiosos súplicas em seu favor.”-(MJ, pág. 206)

“Membros da igreja, tanto velhos como jovens, devem ser educados para sair a proclamar esta derradeira mensagem ao mundo. Se eles vão com humildade, anjos de Deus os acompanharão, ensinando a erguer a voz em oração, em hinos, e a proclamar a mensagem evangélica para este tempo.”-(MJ, pág.217) “Satanás… bem sabe não haver outra classe que possa fazer tanto bem, como os rapazes e moças consagrados a Deus.

A juventude quando reta, pode exercer poderosa influência. Pregadores ou leigos de idade avançada não podem ter, sobre a juventude, metade da influência que os jovens consagrados têm sobre seus companheiros.”-(MJ, pág. 204)

 

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Homossexualidade – como parar?

fevereiro 16, 2007

*PERGUNTA

Oi, Michelson. Achei muito legal o site, e esse espaço. Caro irmão, estou freqüentando a Igreja há pouco tempo, e estou sofrendo muito. Tenho um problema muito serio, e não sei como resolver. Chego a pensar que Deus me abandonou. Não tenho forças para orar, por isso quero muito a sua ajuda. Sou homossexual, tenho 22 anos, e não tenho coragem, e nem quero contar para ninguém. Todos desconfiam, apesar de que eu não tenho jeito, entende? Mas o problema é o seguinte: eu nunca tive namorada, e nem tenho atração, e nem afinidade. O que eu faço? Ajude-me, pois estou desesperado, e preciso viver! Gostaria de uma resposta clara, que me ajudasse. Prometo de todo meu coração seguir seus conselhos, e está sendo muito confortante poder desabafar.

*RESPOSTA

Prezado irmão L., todos temos problemas contra os quais lutamos. O primeiro e mais importante passo é admiti-lo e buscar ajuda, como você está fazendo. Cristo promete aliviar-nos dos fardos do pecado, ao convidar-nos a ir a Ele (Mateus 11:28). Aliás, somente Ele é capaz de mudar nosso coração, purificar nossos pensamentos e operar em nós “tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses 2:13). O apóstolo Paulo conhecia bem essa tensão que existe entre o querer fazer algo e não conseguir. Em Romanos 7:18 e 19, lemos: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.” Como vê, todo ser humano nascido neste planeta tem a tendência para o pecado. No entanto, o próprio Paulo aponta a solução para este problema em Filipenses 4:13, ao dizer que tudo é possível nAquele que nos fortalece. Isso não significa outra coisa senão a comunhão íntima que devemos manter com Deus mediante a oração e o estudo diário e devocional de Sua Palavra, a fim de que Cristo viva em nós e por nós. “Sem Mim, nada podeis fazer”, disse Jesus, em João 15, ao contar a bela parábola da videira. Nossa conexão com Cristo (a videira) deve ser constante, do contrário a “seiva espiritual” cessa de fluir em nossa vida, e secamos, sucumbindo ao mal. Tomo a liberdade de transcrever abaixo algumas palavras profissionais, extraídas do livro Consultório Psicológico, da Casa Publicadora Brasileira. No capítulo 16, o psiquiatra cristão, Dr. Cesar Vasconcellos de Souza, escreveu: “Considero o homossexualismo não como uma opção de vida, mas como o resultado do melhor que aquele indivíduo conseguiu fazer para sobreviver psicologicamente. “Todos os seres humanos têm conflitos emocionais e precisam constantemente de ajustes na personalidade para conseguir melhorar aquilo que não está bem, que não está em harmonia em seu interior. “Quando uma criança sente que para receber amor, aceitação, proteção e aconchego de seus pais, ou do responsável por sua criação, ela precisa mudar o que é como personalidade, ela estará, provavelmente, se mutilando. Estará perdendo a espontaneidade e desenvolvendo uma nova maneira de funcionar como pessoa a fim de, justamente, ver se consegue chegar a ser aquele tipo de pessoa que agradará aos outros e, assim, obter as gratificações afetivas que deseja. Ela quer afeto. Todos queremos e precisamos disso. Sem afeto, adoecemos física e/ou mentalmente. E podemos até morrer precocemente por causa da ‘fome de amor’. “O que o homossexual busca na relação afetiva com alguém do mesmo sexo é afeto. Ele (ou ela) busca o que todos buscamos, consciente ou inconscientemente: amor. “A questão que, no meu ponto de vista, faz do homossexual um indivíduo com desvio da conduta sexual, é que ele busca a afetividade – a qual, repito, todos nós precisamos e buscamos – derivando-a para impulsos erotizados dirigidos a alguém do mesmo sexo. Claro que esse é um processo inconsciente, não premeditado, resultado de muitos fatores, tais como uma forte sensibilidade emocional congênita, aliada a experiências afetivas traumáticas vividas no decorrer dos anos da infância, em que o pai (ou a mãe) do homossexual deve ter sido uma figura ausente, fraca, distante, colaborando para a formação de uma auto-imagem sexual alterada. “É importante salientar que há, também, outras formas de desvio de conduta como conseqüência da busca da afetividade, como as compulsões para jogar, para o sexo heterossexual, para a comida (chocolate, doces, etc.), para o consumo de álcool e de outras drogas ilícitas, para o trabalho, entre outras. Esses desvios são uma maneira que a pessoa encontrou para conseguir lidar com sua dor emocional (não necessariamente consciente) e poder sobreviver e conviver socialmente. … “Você não é culpado de ter impulsos homossexuais. Nem é inferior como ser humano por ter isso em sua personalidade. Creio que você não tomou uma decisão consciente, certo dia, dizendo para si mesmo: “A partir de hoje vou me tornar homossexual”, e passou a ser, desde então. “Ao admitir suas tendências, ou seja, ao evitar negá-las, você está no processo de recuperação desse desvio sexual. O primeiro passo para qualquer processo de cura, recuperação ou amadurecimento, requer a admissão da existência do problema. “Defino a homossexualidade como um desvio da sexualidade normal, por crer que Deus fez homem e mulher, macho e fêmea. Dois gêneros na raça humana. Também considero desvio sexual o heterossexual com compulsão para o sexo genital, além de outras alterações da sexualidade humana como o travestismo, o voyeurismo, a zoofilia, a pedofiia, entre outros. “Você não é perverso por ter esses desejos. Eles se desenvolveram em seu comportamento e passaram a fazer parte de sua vida devido a fatores variados. No entanto, você é responsável por seu comportamento e precisa aprender a derivá-lo para aquilo que é saudável. Esses desejos não precisam dominá-lo. Você pode obter auxílio para lidar com eles de tal modo que suas emoções não o dominem, pelo contrário, você é quem deve dominá-las. “Você pode aprender a desenvolver um amor heterossexual maduro. Boa literatura, ajuda psicológica profissional com base nos conceitos bíblicos, evitar ambientes e convívio com homossexuais que não querem mudar, é o caminho da mudança, da recuperação e do amadurecimento emocional no seu caso.” Prezado L., estarei orando por você. E não se esqueça, tudo é possível nAquele que nos fortalece. Não desista da luta. Agarre a mão de Deus e siga em frente. Jesus o ama e quer vê-lo feliz, transformado segundo a Sua própria imagem.

Respondido por: MICHELSON BORGES

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Cinema, ir ou não ir?

fevereiro 11, 2007

por Erton Köhler

Essa é uma questão polêmica para alguns e já definida para outros, mas de vez em quando a discussão aparece. Tenho recebido algumas perguntas buscando mais orientação, e depois da estréia do filme “A Paixão de Cristo”, parece que as discussões aumentaram. Vamos entender um pouco mais do assunto? Primeiro ponto: Precisamos considerar que o cinema faz parte de uma realidade mais ampla, que envolve o grande conflito entre Cristo e Satanás. Esta batalha tem a ver com a influência sobre os pensamentos e desejos.

Por isso, se localiza na mente humana. Quem consegue maior controle sobre os pensamentos, tem melhor influência sobre os desejos e, em conseqüência, sobre toda a vida. Existem dois meios que causam um impacto tremendo sobre a mente humana: sons e imagens. Por isso, dá para entender por que as opções populares de músicas e filmes são tão grandes e atraentes. Tem alguém tentando ganhar essa batalha. Por outro lado, você já viu como seminários ou conversas sobre música, cinema e filmes quase sempre acabam em discussão? É difícil encontrar o caminho.

São muitos gostos pessoais e “achismos” em jogo, dificultando uma solução ou o fortalecimento de nossas defesas. A questão que precisa estar sempre muito clara é: com o que estamos alimentando nossa mente e, como conseqüência, quem vai vencer o grande conflito? Quando falamos sobre imagens, sempre vem à mente aquele ditado: “Uma imagem vale mais que mil palavras.” É apenas um ditado, mas mostra a força desse instrumento de comunicação. Sabemos que, por trás de um filme, estão centenas e até milhares de pessoas envolvidas. O investimento é imenso em enredo, imagens, direção e marketing, tudo isso para apresentar uma mensagem. Normalmente, Satanás usa toda essa estrutura para tornar interessante e atrativo o pecado, como sempre é sua estratégia. Por isso, é fundamental avaliar essa questão com oração, conscientes de que estamos em um terreno perigoso buscando fazer a melhor escolha. E quanto ao cinema, especificamente? Existem mais alguns pontos que devem ser avaliados. O assunto cinema vai além da questão “vídeo”, “DVD” ou “televisão” e, por isso mesmo, se torna mais polêmico. Essa polêmica e seus questionamentos são variados. Por um lado, alguns dizem: “O cinema não é mais aquele lugar pervertido que foi no passado. Além do mais, aquilo que se assiste lá facilmente pode ser visto dentro de casa. Por isso mesmo não há problema.” Porém, há um outro grupo que defende a idéia de não freqüentá-lo, independente do filme em cartaz, pois não é um bom lugar. E, então, qual das duas opiniões é a mais correta? Qual é a mais edificante? Pense comigo: Se o cinema não é mais um lugar impróprio como foi no passado, o que mudou? O cinema ou as pessoas? O cinema ficou melhor ou as pessoas começaram a achar normal o que acontece lá?

O cinema melhorou ou os padrões baixaram? Algumas pessoas dizem: “Veja, hoje o cinema não é mais um lugar de imoralidade. Até as famílias vão lá.” Será que o fato de encontrarmos famílias significa que o lugar tenha melhorado? Se você observar, ele continua sendo o mesmo que sempre foi. Aliás, o que é apresentado hoje é bem mais forte e violento do que no passado. Isso demonstra que a questão está nos valores. Hoje eles são outros. O que não se aceitava há alguns anos atrás e os pais não ofereciam para seus filhos, hoje não é visto como problema. Por isso, as famílias estão lá. Além disso, estamos inseridos na cultura do entretenimento. As famílias estão lá em busca da diversão que agrada, sem levar em conta os valores. Isso ainda nos leva a uma outra pergunta: A mudança de visão da sociedade deve provocar, também, a mudança da nossa visão? Se a sociedade passou a ver como normal alguma coisa, devemos segui-la automaticamente? Ou nossos motivos vão mais além? Nossos critérios de escolha não estão fundamentados nos valores da sociedade, ou na maneira como ela encara as coisas, mas nos valores de Deus e do Céu.

Por exemplo, há cerca de 20 anos o homossexualismo não era bem visto pela sociedade ou pelas famílias. Hoje a realidade é completamente diferente, e nem é preciso entrar em detalhes. Por que a posição da sociedade mudou, nosso conceito de certo ou errado deve mudar também? Um dos argumentos mais usados para defender o cinema é o fato de que aquilo que se vê no cinema é o mesmo que se vê em casa. “É a mesma coisa”, alguns dizem. Será que assistir a um filme em casa e no cinema tem realmente a mesma influência? Usar este argumento faz com que o cinema se torne um lugar melhor, ou nos faz ter critérios mais firmes para selecionar os vídeos e programas de TV? Se a influência de um vídeo ou programa de televisão já pode ser muito prejudicial, imagine a influência destas mesmas imagens em um lugar onde a tela não tem 14, 20 ou mesmo 29 polegadas. O tamanho da tela torna a influência do filme muito mais forte. É preciso considerar, também, a diferença da influência de um programa ou filme visto na TV de casa, com gente passando ou conversando, barulhos na rua, lanchinho na mão, campainha tocando, e outras tantas situações comuns, para um filme visto em um ambiente de poltronas próprias, piso inclinado e direcionado à tela, luzes apagadas, silêncio geral, som estéreo e outras características do cinema.

É claro que o cinema torna a influência do filme muito maior. Além disso, em casa você domina aquilo a que assiste. Você tem um controle remoto e um botão “stop” no vídeo, DVD ou TV. Se você tem critérios saudáveis e o filme não combina com eles, você pode desligar e… adeus. No cinema, você paga e entra, as portas se fecham, a platéia quer silêncio, ninguém fica entrando ou saindo, e como resultado, você acaba assistindo ao filme independente da qualidade, mesmo que não combine com seus princípios. Daria até para dizer que em casa você pode dominar aquilo a que assiste, mesmo que tenha sido enganado pela propaganda. No cinema, não. De vez em quando, encontro algumas outras pessoas que dizem: “o cinema pode ser um bom ou mau lugar, dependendo daquilo a que você assiste. Eu só vou lá para ver filmes bons”. Cuidado com afirmações desse tipo, pois elas trazem sérios problemas. Que critério você usa para escolher os “filmes bons”? Será que o gosto pessoal e a consciência são os melhores juízes para fazer essas escolhas?

Uma consciência que não esteja totalmente ligada a Deus pode escolher o que é errado achando que é certo. Pior do que isso, ainda, é a realidade de que ir ao cinema só para ver filmes bons é sempre a desculpa de quem vai as primeiras vezes. Nestas primeiras vezes, a pessoa está cheia de critérios para selecionar aquilo a que vai assistir. Mas com o passar dos dias, o cinema vai virando simplesmente mais um lugar de entretenimento, como uma pizzaria ou sorveteria. Chega sábado à noite e a turma se pergunta: “O que a gente vai fazer hoje?” No meio de algumas sugestões, alguém já responde: “Vamos pegar um cineminha.” Ninguém pergunta o que vai passar, simplesmente se torna mais um lugar de lazer. Foram-se os critérios! Quando o assunto vai esquentando, sempre aparece alguém para dizer: “Não é bem assim. O mal está na sua cabeça.” Será que é assim mesmo?

O Dr. W. W. Charters, no livro Our Movie Made Children, apresenta um estudo comprovando que 75 a 80% do que é apresentado nos filmes envolve sexo, ocultismo e violência. A pergunta que fica é: Será que o mal está somente na cabeça das pessoas? Ainda tem outra coisa que me preocupa: o testemunho. A sociedade continua vendo os cristãos como pessoas que têm outros valores e outros interesses. Gente que tem vontade de estar com Deus, de buscá-Lo ou de estar em lugares puros. Essa imagem não combina com o cinema. Deus não é buscado nem encontrado ali; além disso, o que é apresentado lá, não combina com a pureza ou com os valores de Deus. O que você faz no silêncio da sua casa está entre você e Deus, mas aquilo que você faz, ou nos lugares aonde vai, em público, envolvem outras pessoas e aí o seu compromisso é maior. Como filho ou filha de Deus, seu compromisso é ser sempre testemunha dEle, e evitar se tornar pedra de tropeço para alguém. Se minha freqüência a algum lugar vai prejudicar a vida ou a visão religiosa de alguém, aí já está um motivo para mudança. A Bíblia fala fortemente sobre esse princípio em I Coríntios 8. Paulo diz que alguns, não tendo conhecimento profundo da verdade, têm uma consciência fraca. No verso 9, ele estabelece o princípio quando diz: “Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos.” Em I Coríntios 10:23 e 32, ele destaca que “todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm. …

Não vos torneis causa de tropeço… para a igreja de Deus.” E o que mais me impressiona é a declaração do capítulo 8:12, onde ele diz: “E deste modo [referindo-se ao pecado do escândalo], pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais.” É importantíssimo ter cuidado! A última questão para você pensar é a visão do cinema como um lugar de adoração. Parece meio pesado e até estranho, mas é uma realidade. Se você parar para pensar que cerca de 80% daquilo que é apresentado no cinema se concentra em sexo, violência e ocultismo, a questão que surge é: Quem é o interessado em passar isso às pessoas? Essas são mensagens fortes e claras que levam ao estilo de vida de Satanás. Aliás, no cinema, ele apresenta essas mensagens com seus melhores e mais atrativos recursos. Olhando por este ângulo, o cinema pode ser comparado a uma igreja. A igreja é um lugar público onde a vontade de Deus é ensinada e Ele é adorado. O cinema, por outro lado, pelo que apresenta publicamente, passa a ser um centro de ensinamento das mensagens do inimigo de Deus (a televisão também pode desempenhar esse papel).

Onde sua vontade é ensinada aberta e super atrativamente, ele se manifesta, e se torna um centro de aprendizado e adoração. Afinal, as pessoas vão aos lugares onde é apresentado aquilo em que elas acreditam, ou pelo menos se interessam. Algumas comparações podem ser feitas entre os dois lugares:
TEMPLO Bem localizado Prédio imponente Ambiente de adoração Possui uma mensagem Possui um púlpito para apresentação da mensagem O adorador devolve o dízimo Possui um inimigo, definitivamente destruído no final Possui um Salvador Os presentes adoram

CINEMA Localizado em área de fácil acesso Prédio imponente, shopping Ambiente reverente Tem um enredo Possui um palco para apresentação do filme O freqüentador paga o ingresso Possui um vilão, sempre vencido no final Possui um herói Os freqüentadores fazem tietagem É muito perigoso estar envolvido com um lugar assim.

Mesmo que, de vez em quando, exista algum filme que pareça bom, cuidado com a isca. À casa do inimigo a gente não vai nem para uma festinha de aniversário. Não se esqueça de que somos o palco do grande conflito entre Cristo e Satanás. Ambos querem conquistar nossa mente e nossa vontade. Por isso Paulo deixa uma recomendação preciosa e muito válida quando se fala em cinema e filmes: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há, e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Filip. 4:8. O cinema desenvolve ou apóia estes pensamentos que dão a vitória a Deus? Pense nisso, e faça a escolha de Davi: “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos” (Sal. 101:3).