Archive for the ‘Polêmicos’ Category

h1

Os pecados são iguais?

setembro 25, 2009

Todos os pecados são iguais aos olhos de Deus?

Por Alberto R. Timm

Fundamental para entendermos o problema do pecado é a distinção entre pecado (condição) e pecados (atos pecaminosos). O pecado é uma condição humana de alienação de Deus e um princípio interior propulsor para o mal (ver Is 59:2; Ef 2:1-3 e 5). Esse princípio se manifesta exteriormente através de atos pecaminosos. Cristo declara que “de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura” (Mc 7:21 e 22).

Embora a essência de todos os pecados seja sempre a mesma (alienação de Deus), existem algumas realidades que nos impedem de aceitar a teoria de que todos os pecados são iguais aos olhos de Deus. Uma delas é o processo pelo qual a tentação se transforma em pecado. Esse processo é geralmente composto pelos seguintes estágios: atenção, consideração, desejo, decisão, planejamento e ação. Uma vez que o grau de envolvimento nesse processo pode variar de intensidade, não podemos afirmar que o pecado de alguém que teve apenas um desejo pecaminoso momentâneo, seja tão ofensivo a Deus como o pecado premeditado de Davi com Bate-Seba (ver 2Sm 11).

Que Deus não considera todos os pecados iguais é evidente também no fato de o próprio Deus haver prescrito diferentes sacrifícios no Antigo Testamento para a expiação dos diferentes pecados (ver Lv 1 a 7). Além disso, se todos os pecados fossem iguais, como querem alguns, por que deveriam os ímpios ser punidos no juízo final, “segundo as suas obras” (Ap 20:11-13)? Por que alguns haveriam de ser castigados, naquele juízo, “com muitos açoites” e outros com “poucos açoites” (Lc 12:47-48)? Se os pecados fossem iguais, não receberiam todos o mesmo castigo?

Mas a despeito dos pecados serem distintos entre si, todos eles refletem a mesma essência maligna da alienação de Deus. Isso significa que, por mais insignificante que determinado pecado possa parecer, ele é suficientemente ofensivo para excluir o pecador do reino de Deus.

Fonte: Sinais dos Tempos, março/abril de 2000. p. 21 (usado com permissão

h1

Torcer para um time de futebol é errado?

julho 30, 2009

Realmente, há opiniões diversas sobre os assuntos que mencionou e a igreja não tem um posicionamento oficial (pelo menos que eu conheça). Creio que precisamos fazer uso do bom senso e avaliar qualquer prática com base nos princípios de Filipenses 4:8.

Particularmente não creio que torcer por um time ou assistir um jogo pela TV (desde que não seja no Sábado) seja pecado. Isso faz parte da cultura brasileira e não temos como fugir. Mas, se isso se torna prejudicial, ao ponto de nos tirar a paz, nos fazer brigar e deixarmos as coisas de Deus de lado, é melhor até evitar assistir ou ouvir (sei por experiência própria). Cada um precisa encontrar o equilíbrio nessa questão e avaliar – com sinceridade diante de Deus e consigo – se tem estrutura emocional e espiritual para torcer por uma equipe de futebol. Recomendo que as pessoas orem ao Senhor a respeito.

Quanto a ir a estádios de futebol, a Igreja, de forma indireta, não recomenda. Isso pode ser visto nos princípios expostos no Manual da Igreja, pág. 221: “Na vida cristã há completa separação das práticas do mundo, tais como jogos de baralho, assistência a teatros [aqui pode se enquadra a ida aos estádios] e cinemas, a bailes, etc. [aqui também está implícita a ida ao estádio], que tendem a amortecer e destruir a vida espiritual (2 Cor. 6:15-18; 1 João 2:15-17; Tiago 4:4; 2 Tim. 2:19-22; Efésios 5:8-11; Col. 3:5-10…”.

Outras bases para isso podem ser encontradas no Salmo 1:1-6, nos perigos de violência que rodeiam o local e nas práticas que ali são realizadas (até urina é jogada nas pessoas que estão abaixo, nas arquibancadas…).

Pergunta feita por Vinicius A. Miranda e respondida pelo:
Pr. Leandro Quadros – Jornalista e pós-graduando em Jornalismo Científico.

h1

A masturbação e seus efeitos

junho 25, 2008

Certo ou errado?
Para entender o que envolve a masturbação, antes de mais nada, é preciso lembrar que o mesmo Deus que criou o homem e a mulher também inventou o sexo. Foi Ele quem disse aos homens e mulheres para deixarem suas famílias, se unirem a seus cônjuges e se tornarem uma só carne. Em outras palavras, homens e mulheres devem se casar e então se unir sexualmente.

Um relacionamento conjugal, que inclui sexo, não é apenas uma união física entre duas pessoas, mas é também uma combinação de pensamentos, emoções e vidas. Tudo isso está envolvido no tornar-se “uma só carne”. Esse é o ideal de Deus para o sexo. E isso é que traz o maior prazer.

Mas, quando se fala em masturbação, a questão em jogo, na maioria das vezes, não é a sexual. Simplesmente o sintoma assumiu esta forma. Normalmente, no íntimo, há um sentimento de insatisfação consigo mesmo e com a própria vida. A masturbação é um sinônimo de outros problemas – solidão, falta de aceitação própria, imaturidade, falta de disciplina pessoal, etc.

Porque a Masturbação Está Fora dos Planos de Deus? Existem, pelo menos, três motivos: 1º Porque o prazer do sexo foi dado para uma relação de compromisso entre duas pessoas – marido e mulher, e não para um habito solitário; 2º Porque vicia. Todo o vicio e uma forma de domínio do livre arbítrio dado por Deus; 3º Porque provoca o adultério em pensamento. Para que haja o prazer solitário e necessário criar a imagem mental de uma outra pessoa desejada; Ela Traz Alguns Perigos

Veja alguns deles:
♦ Alimenta e aumenta descontroladamente o desejo sexual;
♦ Leva você a viver um mundo de fantasia;
♦ Pode enfraquecer a voz da consciência;
♦ Torna você egoísta;
♦ Leva você a tratar as pessoas como objeto;
♦ Faz você ter dificuldade para lidar com a tensão sexual e com os outras tensões da vida;
♦ Faz você se inibir em decorrência da culpa e vergonha;
♦ Prejudica o relacionamento com o seu futuro cônjuge;
♦ Pode dominar sua vida.

O começo de tudo
Como você já viu, a masturbação é basicamente a válvula de escape de alguns problemas pessoais. O mais serio é que, ao invés de resolve-los ela simplesmente os aumenta e enfraquece a pessoa na luta contra eles. Ela se torna uma forma de fugir destes problemas. Tudo começa com alguns passos que levam a pessoa ao pecado da imoralidade:
1. O desejo de conhecer tudo sobre o sexo oposto;
2. Apreciação de filmes e literatura que sejam sexualmente provocantes, mesmo sabendo que não são saudáveis a vida espiritual e emocional;
3. O material sexualmente provocante leva a pessoa a envolver-se em fantasias eróticas;
4. A pessoa começa a procurar outros para conversar sobre suas fantasias e perguntar sobre suas aventuras sexuais;
5. A masturbação surge como a forma de materializar todas as fantasias imaginadas;
6. A esta altura surge o sentimento de culpa. A pessoa sabe que seu procedimento e pensamentos a estão levando para o caminho errado. Ela começa a reagir, então, de varias formas;
7. Vem a depressão e a pessoa fica chateada consigo mesma pela falta de autocontrole;
8. A pessoa pede perdão a Deus, mas fica em duvida sobre o atendimento. Muitas vezes mesmo sentindo o perdão dEle, ainda sente dificuldade em se perdoar;
9. Ela volta a cair em pecado por não buscar a ajuda de Cristo. Se ela decidir ler a Bíblia e orar, provavelmente vai encontrar o caminho para vencer a tentação. Porem, se ela apreciar o pecado, o problema se torna mais grave;
10. Para lidar com a culpa ela passa a racionalizar, dizendo para si mesma que seu procedimento não e tão mau assim. Nesse momento a pessoa corre o risco de redefinir seus padrões morais, o que e perigoso; Como Mudar Esse é o ponto mais importante – existe solução, e ela está ao alcance. O poder Divino como ponto de partida, unido às decisões e atitudes humanas, podem escrever uma nova história.

Alguns conselhos: Peça Ajuda a Deus. Deus não deixa ninguém sozinho. O Seu amor e Sua força estão sempre ao alcance, não importa qual seja a luta. Jesus não condena. Ele perdoa e ajuda, quando o desejo honesto é vencer. Abra o Coração Para Alguém em quem Você Possa Confiar Pergunte a Deus quem pode ser essa pessoa. Deve ser cristã, mais madura que você e de confiança total. Fortaleça sua Autodisciplina Renunciar a alguma coisa pode ser difícil, quando você sente que vai ficar sem aquilo que lhe traz prazer.

Mas será que é possível renunciar a alguma coisa privando-se dela? No momento em que você disser a si mesmo: Posso renunciar, você vai descobrir uma nova alegria interior e um forte senso de liberdade. Preocupe-se com os Outros Uma vez que as pessoas, freqüentemente se masturbam devido à solidão, uma boa forma de abandoná-la é envolver-se com outras pessoas.

Separe-se de coisas que possam alimentar uma vida de fantasia Fique alerta quando você estiver sozinho, especialmente em lugares onde é fácil ser tentado: no banheiro, no chuveiro ou mesmo na cama, antes de dormir ou quando acordar. Afaste-se também das conversas “privadas” ou “maliciosas” sobre sexo com outras pessoas.

Gaste suas energias
Envolva-se com atividades criativas e alegres com outras pessoas. Saia com os amigos, leia um livro, pratique esportes, faça exercícios, enfim, descubra mecanismos de escape e hobbies que você aprecie. Procure se manter ocupado em atividades sociais. Isso esmaga a tentação.
 
Acredite nos Planos e Recompensas de Deus para Você Deus nunca devolve troco a menos para ninguém. A menos que você confie nas Suas promessas como melhores do que qualquer outra coisa que você passa conquistar, você vai estar recebendo alimento de Segunda qualidade e se  perguntando porque ainda se sente renegado. “Desejei todas as coisas que pudesse desfrutar na vida; mas Deus me deu vida para que pudesse desfrutar todas as coisas.”

Quando Tentado Ligue-se em Jesus. A oração é a melhor defesa para a tentação, já que ela nos lembra que nosso poderoso Amigo é capaz e está disposto a nos ajudar. Lembre-se, Ele tem o melhor para você. Não diminua seu auto-respeito nem apague as descobertas sexuais felizes que você poderá partilhar com seu futuro cônjuge. Saiba que você não deve fazer isso.

Você pode viver com a tensão, e resistir a ela. Lute por ter as mãos limpas. Lembre-se: “… e o puro de mãos cresce mais e mais em forças” (Jó 17:9) Se Você Fracassar Lembre-se… Um fracasso não significa que não houve progresso. Quanto menos medo você tiver de cair, menor será a probabilidade de que isso aconteça. Sua meta deve ser: “hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje”. Se cair, levante-se pelo poder e perdão de Deus, e continue de onde você já estava.

Lembre-se de que você já venceu uma parte da luta. Você é perdoado, e pode ser puro. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar de toda a injustiça.” (I João 1:9) O tempo com Jesus nos liberta. “Quanto mais de Cristo, menos do pecado.” Apegue-se à oração, busque orientação especial nas palavras da Bíblia, e Deus mudará os desejos do seu coração.

Abraços
Vinicius A. Miranda

h1

Qual a visão da Bíblia sobre o aborto?

outubro 12, 2007

Que diz Deus sobre a vida e a personalidade de um feto?
Por Alberto R. Timm

As pessoas têm valor e identidade antes de nascer.   A Bíblia diz em Jeremias 1:5 – “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da mãe te santifiquei; às nações te dei por profeta.”
Deus está ativo na vida de um ser humano enquanto ele está no útero. A Bíblia diz em Salmos 139:13-14 – “Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe.  Eu te louvarei, porque de um modo   tão  admirável e maravilhoso fui formado;   maravilhosas  são  as  tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.”  O mandamento  de  Deus  proíbe  tirar  a  vida. A Bíblia diz em Êxodo 20:13 “Não matarás.”

h1

A Onisciência de Deus

outubro 12, 2007

Pergunta:    Se Deus é onipotente e onisciente; sabe se no final de minha vida vou me perder ou não… Por que continua em busca de um pecador (suponhamos que eu esteja perdido e Ele saiba disto)? F. G., Guanambi, BA

Resposta: Obrigado por sua pergunta.
A Onisciência de Deus é uma das coisas mais difíceis de se explicar devido às limitações de nossa natureza humana (por exemplo, os melhores cientistas não conseguiram ainda entender a complexidade do cérebro. Isto nos mostra que, se não entendemos a nós mesmos, mais difícil ainda será compreendermos racionalmente a Deus e Seus atributos).
Entretanto, creio que a Palavra de Deus lançará luz sobre sua questão.
Duas coisas devem ficar claras em sua mente para que eu possa responder sua pergunta:
1) Deus quer que todos sejam salvos – 1ª Timóteo 2:4; 2ª Pedro 3:9, etc. Ele não “predestina” uns para a salvação e outros para a perdição.
2) A Onisciência de Deus não é causativa, ou seja, o fato de Deus saber o que irá acontecer não significa que Seu conhecimento causou determinado acontecimento. Medite nesta frase: “as coisas acontecem não porque Deus as prevê; Deus as prevê porque elas vão acontecer”. Isto significa que Deus dá a cada ser humano a oportunidade de escolher ser salvo – João 3:15; Apocalipse 22:17, etc.
Tendo isto em mente, posso dar um passo adiante e sugerir-lhe a seguinte solução: Deus vai atrás do pecador, mesmo sabendo que esse irá se perder, porque Ele, sendo Onipotente, não está preso aos acontecimentos. Ele não está preso ao futuro e à própria Onisciência. Mesmo sabendo que uma pessoa irá escolher a perdição, Ele continua a trabalhar em prol de sua conversão, pois Seu poder pode mudar o futuro das coisas, caso o pecador queira.
Como falei no princípio, reconheço que explicar tal coisa não é algo simples e que outros estudiosos da Bíblia podem ter outra “explicação” para a sua questão. Todavia, acredito que mesmo não tendo todas as respostas, podemos confiar no amor e sabedoria de Deus. Com certeza ele vai agir (e o faz hoje) em favor do pecador da melhor maneira possível, pois Ele é o Justo Juiz: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” 2ª Timóteo 4:8.
Quando estivermos no Céu iremos comprovar isto pessoalmente. Enquanto não estivermos lá, sigamos em nossa caminhada cristã seguros na mão de Cristo. Somente assim poderemos um dia ter respostas a todos os “porquês” da vida.

h1

O que se pode comer?

agosto 31, 2007

Qual o significado da declaração “tudo o que se move, e vive, ser-vos-á para alimento”? (Gn 9:3)
Por Alberto R. Timm
Algumas pessoas encaram essa declaração divina a Noé, após o dilúvio, como autorização ao consumo, sem quaisquer restrições, de toda espécie de animais limpos e imundos. Mas essa interpretação  não  é  sancionada  pelas normas e práticas alimentares encontradas nas Escrituras.
A distinção entre animais “limpos” e “imundos” já era conhecida por Noé antes do Dilúvio,  pois o próprio Deus havia feito essa distinção ao mencionar os animais a  serem  preservados na Arca (ver Gn 7:2 e 8). Após sair da Arca, Noé ofereceu holocaustos ao Senhor exclusivamente “de animais limpos e de aves limpas” (Gn 8:20). Embora animais limpos fossem sacrificados ao Senhor desde a queda dos nossos primeiros pais (Gn 3:21 e 44), foi somente após o Dilúvio que o consumo de alimentos cárneos foi permitido, pois grande parte dos vegetais havia sido destruída (ver Gn 1:29; 9:1-6).
Se  a  intenção  em  Gênesis 9:3 fosse eliminar toda e qualquer distinção entre animais limpos e imundos, isso certamente apareceria  nas  discussões  bíblicas posteriores sobre o assunto.  Isso, porém, não ocorre.  Mesmo se Gênesis 9:3 houvesse liberado temporariamente o consumo  de  animais  imundos,  o  que  não é  o  caso,  essa  hipotética   permissão  acabaria  sendo  desfeita  eventualmente  pelas  leis  de  saúde registradas em Levítico 11:1-31,  Deuteronômio 14:3-21  e outros textos bíblicos.
A própria determinação divina de preservar na Arca “sete pares” de  cada  espécie  de  animais limpos e apenas “um par” dos animais imundos (Gn 7:2) sugere que somente os animais limpos haveriam de ser oferecidos em sacrifício e consumidos como alimento. Como dos animais imundos foi preservado apenas um casal de cada espécie, bastaria que Noé imolasse  o  macho  ou  a  fêmea  de  um  casal que ainda  não  havia  se  reproduzido  para  acabar extinguindo definitivamente a respectiva espécie.
Devemos ser cautelosos na interpretação de “tudo o que se move, e vive”, para não acabarmos incluindo o próprio homem entre os alimentos cárneos divinamente sancionados, pois este também “se move, e vive”.  Portanto, a expressão é uma mera generalização (semelhante à expressão “todo o mundo”, usada em português), que não desfez a distinção entre animais limpos e imundos já conhecida naquela época. Assim, após o dilúvio o homem poderia se alimentar também de animais limpos, em acréscimo aos vegetais que já vinham sendo consumidos desde a Criação (Gn 1:29).

Fonte: Sinais dos Tempos, novembro/dezembro de 1999. p. 29 (usado com permissão)

h1

Cabelo Comprido

agosto 3, 2007

Tenho sérias dúvidas a respeito de poder deixar meu cabelo crescer, não para ficar comprido como de mulher, mas na altura da orelha ou ombro.
Quero destacar que não há nenhum tipo de influência por parte de pessoas mundanas e/ou famosas nessa minha decisão. Apenas por já ter visto alguns raros Adventistas fazendo tal uso, fiquei a refletir que não seria coisa errada. Qual é a posição certa?

MINHA RESPOSTA PARA VOCÊ:
Quanto ao uso do cabelo comprido para homem, algumas considerações, e um texto Bíblico. Gostaria que você entendesse essas considerações como motivos para não deixar seu cabelo crescer.
1. O cabelo comprido para o homem (ainda) cria comentários maliciosos, o que não fica bem para um cristão. Se algum hábito escandaliza outra pessoa, ele deve ser deixado, porque devemos servir sempre de inspiração e nunca de motivo de escândalo.
2. O cabelo comprido é uma característica distintiva feminina. O tradicional para o homem é o cabelo curto. Como cristãos, somos moderados e tradicionais em nossos hábitos, pela santidade de nossa vida e mensagem. Além disso, defendemos a idéia de diferença entre homem e mulher. A sociedade hoje defende a idéia de que quanto mais parecido melhor, mas não é nossa visão.
3. O cabelo comprido no homem é sinal de vaidade. Na mulher é normal, mas também pode se transformar em vaidade. Por isso, como homem é melhor ficar fora disso.
Estas são algumas questões para pensar. O mais importante porém é o conselho bíblico:
I Coríntios 11:14 – “Não vos ensina a própria natureza que se o homem tiver cabelo comprido, é para ele uma desonra;”
Pense nisso, e decida se manter ao lado do que é certo, pela graça de Deus.

Erton Köhler

h1

Deus cria o Mal?

julho 12, 2007

Como o “espírito maligno” que se apossou de Saul poderia vir “da parte de Deus”? (1Sm 18:10)

Saul se afastara completamente dos propósitos divinos para a sua vida, e acabou sendo rejeitado por Deus (ver 1Sm 15:1-29). Não permitindo mais que o poder santificador do Espírito Santo fizesse nele morada (ver Ap 3:20), Saul acabou se colocando voluntariamente sob a influência satânica (ver Lc 11:24-26). O texto bíblico é claro em afirmar que ele foi possuído por um “espírito maligno” (1Sm 16:14; 18:10; 19:9).

Esse “espírito maligno” é mencionado no livro de I Samuel como vindo “da parte de Deus” (1Sm 18:10) e “da parte do Senhor” (1Sm 19:9; ver também 16:14). Descrevendo esse espírito satânico como de procedência divina, o texto bíblico emprega mais uma vez o idiomatismo semítico em que Deus é tido como causando aquilo que Ele apenas permite que aconteça. Deus, portanto, não pode ser responsabilizado pela possessão demoníaca de Saul.

Como um Deus perfeito pode criar “o mal”? (Is 45:7)

Por Alberto R. Timm
O profeta Isaías exerceu seu ministério profético num período em que a religião de Israel estava sendo contaminada por influências idólatras e politeístas das nações circunvizinhas.
Nos capítulos 40 a 48 do livro de Isaías, o Senhor reivindica Sua exclusiva soberania universal, como Criador, Mantenedor e Salvador, em contraste com a impotência dos falsos deuses pagãos. Em Isaías 45:5-7, Deus diz: “Eu sou o Senhor, e não há outro; além de Mim não há Deus; Eu te cingirei, ainda que não Me conheces. Para que se saiba, até ao nascente do sol e até ao poente, que além de Mim não há outro; Eu sou o Senhor, e não há outro. Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; Eu, o Senhor, faço todas estas coisas.”
A palavra “’mal” (hebraico ra‘) aparece no verso 7 em direto contraste com o termo “paz”(hebraico shalom), e refere-se, aqui, não à natureza moral interior de uma pessoa, e sim a calamidades exteriores. Deus jamais poderia “criar” o pecado sem com isso comprometer Seu caráter justo e santo. Mas Ele pode permitir que calamidades exteriores sobrevenham a uma pessoa ou nação para discipliná-las com propósitos redentivos (ver Ap 3:19) ou mesmo punitivos (ver Ap 21:8).
No Antigo Testamento encontramos várias ocasiões em que Deus permitiu que nações pagãs, como Assíria e Babilônia, punissem a apostasia de Seu próprio povo (ver Dt 11:8-32; 28:1-68).
Valendo-se de um idiomatismo característico da mentalidade semítica, os profetas bíblicos retrataram muitas vezes a Deus como causando as calamidades que Ele apenas permitia que ocorressem. Esse idiomatismo é usado também em Isaías 45:7, onde é enfatizado que Deus controla “todos os acontecimentos, os bons e os maus” (A Bíblia Viva), criando o bem e permitindo que desgraças sobrevenham ao Seu povo, quando outros recursos não forem suficientes para afastá-los dos maus caminhos.

Fonte: Sinais dos Tempos, setembro/outubro de 2001. p. 30

h1

De onde veio Deus?

fevereiro 16, 2007

ASSUNTO: De onde surgiu Deus?
PERGUNTA: Um amigo ateu me perguntou de onde Deus surgiu para depois criar o mundo. Gostaria de saber com referências bíblicas.

RESPOSTA: Prezada D., algum tempo atrás escrevi um artigo intitulado “A Terra dos Planos” (ele está aí, logo abaixo). Nele, argumento que há certas questões que devemos aceitar pela fé (veja Hebreus 11:1). Tentar sondar as realidades divinas com nossa mente finita, é como tentar medir estrelas com fita métrica. O matemático austríaco Kurt Gödel já havia demonstrado que nenhum sistema de pensamento, mesmo científico, pode ser legitimado por qualquer coisa dentro do próprio sistema.

Faz-se necessário sair de dentro do sistema e contemplá-lo de uma perspectiva mais ampla e diferente a fim de avaliá-lo, coisa que nenhum ser humano pode fazer, já que faz parte, está imerso nesse sistema.

Assim, algumas perguntas se impõem: Como se pode sair de um sistema para uma estrutura de referência mais ampla quando o próprio sistema se arroga abranger toda a realidade? O que acontece quando atingimos as margens do Universo? O que há além? Se houvesse uma estrutura de referência mais ampla a partir de onde julgá-lo (talvez Deus), então o próprio sistema não seria todo-abrangente, como o materialismo científico muitas vezes alega.

Somos seres finitos, limitados; mal compreendemos assuntos como a física quântica, por exemplo, e temos a pretensão de compreender como é o Criador… A Bíblia revela o suficiente sobre Deus para ser apreendido pelos seres humanos. Leia o artigo abaixo e tire suas conclusões.

A Terra dos Planos Imagine um país estranho onde todos são perfeitamente planos. Chamemo-lo de Terra dos Planos.* Alguns de seus habitantes são quadrados, outros, triângulos, alguns possuem formas mais complexas. Correm para dentro e para fora de suas construções planas, ocupados com seus afazeres e brincadeiras planos. Todos na Terra dos Planos têm largura e comprimento, mas não altura. Sabem sobre esquerda e direita, para frente e para trás, mas nenhuma idéia, ou remota compreensão, sobre em cima e embaixo.

Toda criatura quadrada na Terra dos Planos vê outro quadrado meramente como um pequeno segmento de reta, o lado do quadrado mais próximo dela. Ela pode ver o outro lado do quadrado somente se caminhar um pouco. Mas o interior do quadrado é sempre misterioso.

Um dia, um ser tridimensional (digamos, uma esfera) chega à Terra dos Planos e anda a esmo por lá. Procurando companhia, entra na casa plana de certo quadrado e, num gesto de amizade interdimensional, diz: “Olá! Sou um visitante da terceira dimensão.” O infeliz quadrado olha a sua volta e não vê ninguém. Talvez ele esteja realmente muito cansado e precisando de umas férias. A esfera resolve, então, descer à Terra dos Planos. Mas um ser tridimensional pode existir somente em parte na Terra dos Planos; pode ser visto dele somente um corte, somente o ponto de contato com a superfície plana daquela terra.

À medida em que a esfera desce, o quadrado vê um ponto aparecendo no quarto fechado de seu mundo bidimensional e lentamente crescer, transformando-se em círculo. Um ser estranho que, para o quadrado, surgiu de algum lugar. Se a esfera resolvesse erguer o quadrado, o que aconteceria? O quadrado não conseguiria entender nada: seria algo totalmente fora de sua experiência.

Muitas vezes nos assemelhamos ao quadrado bidimensional desta alegoria. Ignoramos – deliberada ou inconscientemente – aquilo que não podemos ver ou tocar. E é normal que resistamos à realidade de nossa limitação física, intelectual e espiritual. Quantas vezes já não nos perguntamos: Como é Deus? Como Ele pode ser eterno, sem fim nem começo? Como a Divindade pode ser três Pessoas? Por que Deus criou Lúcifer se já sabia que ele iria se rebelar? Mas é justamente nesses momentos que precisamos aceitar o que disse Moisés: “Há coisas que não sabemos, e elas pertencem ao Eterno, o nosso Deus; mas o que Ele revelou … é para nós e para os nossos descendentes.” Deut. 29:29 BLH. Na verdade, “pode ser inofensivo pesquisar além do que a Palavra de Deus revelou, se nossas teorias não contradizem fatos encontrados nas Escrituras”. – Patriarcas e Profetas, pág. 39.

O problema reside em dedicarmos mais tempo às especulações do que a leitura da Bíblia, daquilo que está claramente revelado. Precisamos aceitar que Deus é infinito (“multidimensional”), e que uma das maiores “dificuldades” com as quais Ele se depara é a tentativa de Se revelar a nós, seres humanos finitos.

“Os mais poderosos intelectos da Terra não podem compreender a Deus. Se de fato Ele Se revela aos homens, é envolvendo-Se em mistério. Seus caminhos estão fora da possibilidade de serem descobertos.” – Mensagens Escolhidas, vol. III, pág. 306. No entanto, nas palavras de Víctor Hugo, “Deus é o invisível evidente”. Cristo (semelhança da Bíblia), sem dúvida, foi o grande milagre da revelação. Jesus Se “esvaziou” (Filip. 2:7), tornou-se “plano” para revelar o Deus multidimensional à s criaturas dimensionalmente limitadas deste mundo. Sua vida e ensinamentos são a maior e mais completa revelação do infinito; e são o suficiente para nos garantir a vida eterna e o acesso futuro às realidades que “os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram”. I Cor. 2:9. “O céu e o Céu dos céus” não podem conter a Deus (II Crôn. 2:6; 6:18).

Ele é infinitamente maior do que tudo que podemos imaginar. Nossos conceitos humanos, nossas leis científicas e conjecturas não se aplicam às realidades divinas. Aceitemos, pois, aquilo que nosso maravilhoso e Todo-Poderoso Deus achou por bem revelar (suficiente para termos um vislumbre de Seu imensurável amor), e aguardemos ansiosos aquele dia bem-aventurado da volta de Cristo.

Aí, sim, habitando uma Terra recriada e libertos das maiores limitações humanas – o pecado e a mortalidade – seremos capazes de vislumbrar dimensões até então inimagináveis e poderemos obter respostas às nossas mais profundas inquietações – com o próprio Criador do Universo!

Mas não se esqueça: primeiro é preciso chegar lá.

* Adaptado do livro Flatland, de Edwin Abbot.

Respondido por: MICHELSON BORGES

h1

Ets existem?

fevereiro 16, 2007

*ASSUNTO: Os verdadeiros extraterrestres

*PERGUNTA Extraterrestres existem? A Bíblia diz algo a respeito?

*RESPOSTA

Esta pergunta tem sido feita por muitas pessoas ao longo dos anos. Especialmente em nossos dias, o assunto OVNIs (Objetos Voadores Não-Identificados) tem ocupado lugar de destaque nos meios de comunicação. Diversos filmes foram produzidos nas últimas décadas, relacionados ao assunto: ET, Arquivo X, Contatos Imediatos, Independence Day, são alguns exemplos. Pode-se dizer que isso evidencia a carência da humanidade, em sua busca desorientada pelo transcendental. Afinal, muitos já perceberam que a solução para os problemas humanos não está nas mãos do homem. Como existe muito preconceito por parte das pessoas ditas científicas e racionais, a Bíblia é descartada como fonte de informações. E a própria ciência tem se mostrado limitada frente a muitas questões com as quais as pessoas se deparam freqüentemente. Essa situação de impasse – limitação da ciência e rejeição das Escrituras – foi muito bem aproveitada pelo espiritualismo e pelo esoterismo.

Os próprios OVNIs têm sido interpretados como manifestações espirituais extraterrestres, pois as ditas naves (ou discos voadores) realizam movimentos no céu que extrapolam as leis da física (como “curvas” de 90º a altíssimas velocidades). Mas o que, afinal, a Bíblia tem a dizer sobre o assunto? Extraterrestres existem ou não? 1. A Divindade Gênesis 1:1 afirma que Deus criou o mundo “no princípio”, logo, Deus não pertence a este mundo. O mesmo é dito de Jesus Cristo, em Hebreus 1:2. A Trindade, portanto, é apresentada pelas Escrituras como eterna, sem princípio nem fim (João 1:1), e não está incluída entre as inteligências criadas. A localização do trono de Deus no Universo é muito indefinida, e é referida apenas como “Céu”, ou “Terceiro Céu” (ver II Coríntios 12:2). A comunicação da Divindade com os seres humanos tem sido abundante ao longo da História, bem como Suas visitas a Terra. De modo mais efetivo, Jesus é a suprema revelação de Deus (ver Mateus 1:23). 2. Os anjos Hebreus 1:14 informa que os anjos são “espíritos ministradores”. Os anjos existiam, sem dúvida, antes de os seres humanos serem criados (ver Jó 38:7).

O próprio Lúcifer pertencia a essa categoria antes de ter se rebelado, no Céu, sendo expulso para a Terra (Apocalipse 12:7-9). Em Gênesis 3:24 é dito que anjos foram encarregados de cuidar da entrada do Jardim do Éden, após a queda. Fica claro, então, que os anjos não são “almas” de humanos mortos, pois são mencionados pela Bíblia antes mesmo de ter havido a primeira morte. Como Lúcifer e um terço dos anjos foram lançados na Terra, este planeta é o único lugar no Universo onde existem duas categorias de seres criados, que estão em rebelião contra seu Criador. Logo, este é o único planeta onde existe a morte, e isso é fundamental para se entender as diferenças entre a concepção bíblica de ETs e a concepção corrente no mundo. 3. Outros seres extraterrestres Além da Divindade e dos anjos, a Bíblia ainda menciona outros seres que não pertencem ao nosso planeta. Em Jó 1:6 e 7 e 2:1 lemos: “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então, perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela”.

O lugar de reunião não era a Terra, pois Satanás vinha de lá, e seres humanos não têm acesso ao Céu. Então, quem eram os filhos de Deus mencionados no verso 6? I Coríntios 4:9 diz que os seguidores de Cristo se tornaram “espetáculo ao Universo, tanto a anjos, como a homens”, e Efésios 3:15 diz que “toda a família, tanto no Céu como sobre a Terra”, tomam o nome do Pai. Hebreus 11:3 diz que “os mundos” foram criados pela palavra de Deus. Os textos a seguir, da escritora Ellen G. White, fornecem maiores detalhes sobre o assunto: “[Deus] conta as estrelas, Ele que criou os mundos – entre os quais esta Terra é apenas um grão de pó, e quase não se notaria sua ausência dentre os numerosos mundos” (In Heavenly Places, pág. 40). “Deus tem mundos inumeráveis que são obedientes a Suas leis, e que se conduzem de acordo com Sua glória” (The Faith I Live By, pág. 61). “O resultado da luta [entre Cristo e Satanás] teve uma implicação no futuro de todos os mundos, e cada passo que tomou Cristo na senda da humilhação foi observado por eles com o mais profundo interesse” (Advent Review and Sabbath Herald, março de 1901).

Portanto, existem ETs, sim. Mas do ponto de vista bíblico não podemos considerar os ditos OVNs como inteligências extraterrestres por várias razões:

1. Sua existência real não foi comprovada.

2. Os “extraterrestres bíblicos” possuem meios de transporte muito mais eficientes e avançados que os “discos voadores” (ver Daniel 9:20-23). 3. O pecado não alcançou os outros mundos, logo, a morte, a destruição, as violações, os seqüestros, as crueldades e as conquistas atribuídos aos ETs, não combinam com a descrição bíblica dos anjos e outros seres perfeitos. O lado mais bonito disso tudo é saber que a ovelha perdida da parábola de Mateus 18:12 também pode representar nosso mundo perdido. Se Deus foi capaz de deixar tudo para vir morrer neste que é um dos menores planetas, um “grão de pó”, como escreveu Ellen White, isso deixa claro o quanto Ele nos ama.

Respondido por: MICHELSON BORGES