Archive for the ‘Polêmicos’ Category

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Deus cria o Mal?

julho 12, 2007

Como o “espírito maligno” que se apossou de Saul poderia vir “da parte de Deus”? (1Sm 18:10)

Saul se afastara completamente dos propósitos divinos para a sua vida, e acabou sendo rejeitado por Deus (ver 1Sm 15:1-29). Não permitindo mais que o poder santificador do Espírito Santo fizesse nele morada (ver Ap 3:20), Saul acabou se colocando voluntariamente sob a influência satânica (ver Lc 11:24-26). O texto bíblico é claro em afirmar que ele foi possuído por um “espírito maligno” (1Sm 16:14; 18:10; 19:9).

Esse “espírito maligno” é mencionado no livro de I Samuel como vindo “da parte de Deus” (1Sm 18:10) e “da parte do Senhor” (1Sm 19:9; ver também 16:14). Descrevendo esse espírito satânico como de procedência divina, o texto bíblico emprega mais uma vez o idiomatismo semítico em que Deus é tido como causando aquilo que Ele apenas permite que aconteça. Deus, portanto, não pode ser responsabilizado pela possessão demoníaca de Saul.

Como um Deus perfeito pode criar “o mal”? (Is 45:7)

Por Alberto R. Timm
O profeta Isaías exerceu seu ministério profético num período em que a religião de Israel estava sendo contaminada por influências idólatras e politeístas das nações circunvizinhas.
Nos capítulos 40 a 48 do livro de Isaías, o Senhor reivindica Sua exclusiva soberania universal, como Criador, Mantenedor e Salvador, em contraste com a impotência dos falsos deuses pagãos. Em Isaías 45:5-7, Deus diz: “Eu sou o Senhor, e não há outro; além de Mim não há Deus; Eu te cingirei, ainda que não Me conheces. Para que se saiba, até ao nascente do sol e até ao poente, que além de Mim não há outro; Eu sou o Senhor, e não há outro. Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; Eu, o Senhor, faço todas estas coisas.”
A palavra “’mal” (hebraico ra‘) aparece no verso 7 em direto contraste com o termo “paz”(hebraico shalom), e refere-se, aqui, não à natureza moral interior de uma pessoa, e sim a calamidades exteriores. Deus jamais poderia “criar” o pecado sem com isso comprometer Seu caráter justo e santo. Mas Ele pode permitir que calamidades exteriores sobrevenham a uma pessoa ou nação para discipliná-las com propósitos redentivos (ver Ap 3:19) ou mesmo punitivos (ver Ap 21:8).
No Antigo Testamento encontramos várias ocasiões em que Deus permitiu que nações pagãs, como Assíria e Babilônia, punissem a apostasia de Seu próprio povo (ver Dt 11:8-32; 28:1-68).
Valendo-se de um idiomatismo característico da mentalidade semítica, os profetas bíblicos retrataram muitas vezes a Deus como causando as calamidades que Ele apenas permitia que ocorressem. Esse idiomatismo é usado também em Isaías 45:7, onde é enfatizado que Deus controla “todos os acontecimentos, os bons e os maus” (A Bíblia Viva), criando o bem e permitindo que desgraças sobrevenham ao Seu povo, quando outros recursos não forem suficientes para afastá-los dos maus caminhos.

Fonte: Sinais dos Tempos, setembro/outubro de 2001. p. 30

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De onde veio Deus?

fevereiro 16, 2007

ASSUNTO: De onde surgiu Deus?
PERGUNTA: Um amigo ateu me perguntou de onde Deus surgiu para depois criar o mundo. Gostaria de saber com referências bíblicas.

RESPOSTA: Prezada D., algum tempo atrás escrevi um artigo intitulado “A Terra dos Planos” (ele está aí, logo abaixo). Nele, argumento que há certas questões que devemos aceitar pela fé (veja Hebreus 11:1). Tentar sondar as realidades divinas com nossa mente finita, é como tentar medir estrelas com fita métrica. O matemático austríaco Kurt Gödel já havia demonstrado que nenhum sistema de pensamento, mesmo científico, pode ser legitimado por qualquer coisa dentro do próprio sistema.

Faz-se necessário sair de dentro do sistema e contemplá-lo de uma perspectiva mais ampla e diferente a fim de avaliá-lo, coisa que nenhum ser humano pode fazer, já que faz parte, está imerso nesse sistema.

Assim, algumas perguntas se impõem: Como se pode sair de um sistema para uma estrutura de referência mais ampla quando o próprio sistema se arroga abranger toda a realidade? O que acontece quando atingimos as margens do Universo? O que há além? Se houvesse uma estrutura de referência mais ampla a partir de onde julgá-lo (talvez Deus), então o próprio sistema não seria todo-abrangente, como o materialismo científico muitas vezes alega.

Somos seres finitos, limitados; mal compreendemos assuntos como a física quântica, por exemplo, e temos a pretensão de compreender como é o Criador… A Bíblia revela o suficiente sobre Deus para ser apreendido pelos seres humanos. Leia o artigo abaixo e tire suas conclusões.

A Terra dos Planos Imagine um país estranho onde todos são perfeitamente planos. Chamemo-lo de Terra dos Planos.* Alguns de seus habitantes são quadrados, outros, triângulos, alguns possuem formas mais complexas. Correm para dentro e para fora de suas construções planas, ocupados com seus afazeres e brincadeiras planos. Todos na Terra dos Planos têm largura e comprimento, mas não altura. Sabem sobre esquerda e direita, para frente e para trás, mas nenhuma idéia, ou remota compreensão, sobre em cima e embaixo.

Toda criatura quadrada na Terra dos Planos vê outro quadrado meramente como um pequeno segmento de reta, o lado do quadrado mais próximo dela. Ela pode ver o outro lado do quadrado somente se caminhar um pouco. Mas o interior do quadrado é sempre misterioso.

Um dia, um ser tridimensional (digamos, uma esfera) chega à Terra dos Planos e anda a esmo por lá. Procurando companhia, entra na casa plana de certo quadrado e, num gesto de amizade interdimensional, diz: “Olá! Sou um visitante da terceira dimensão.” O infeliz quadrado olha a sua volta e não vê ninguém. Talvez ele esteja realmente muito cansado e precisando de umas férias. A esfera resolve, então, descer à Terra dos Planos. Mas um ser tridimensional pode existir somente em parte na Terra dos Planos; pode ser visto dele somente um corte, somente o ponto de contato com a superfície plana daquela terra.

À medida em que a esfera desce, o quadrado vê um ponto aparecendo no quarto fechado de seu mundo bidimensional e lentamente crescer, transformando-se em círculo. Um ser estranho que, para o quadrado, surgiu de algum lugar. Se a esfera resolvesse erguer o quadrado, o que aconteceria? O quadrado não conseguiria entender nada: seria algo totalmente fora de sua experiência.

Muitas vezes nos assemelhamos ao quadrado bidimensional desta alegoria. Ignoramos – deliberada ou inconscientemente – aquilo que não podemos ver ou tocar. E é normal que resistamos à realidade de nossa limitação física, intelectual e espiritual. Quantas vezes já não nos perguntamos: Como é Deus? Como Ele pode ser eterno, sem fim nem começo? Como a Divindade pode ser três Pessoas? Por que Deus criou Lúcifer se já sabia que ele iria se rebelar? Mas é justamente nesses momentos que precisamos aceitar o que disse Moisés: “Há coisas que não sabemos, e elas pertencem ao Eterno, o nosso Deus; mas o que Ele revelou … é para nós e para os nossos descendentes.” Deut. 29:29 BLH. Na verdade, “pode ser inofensivo pesquisar além do que a Palavra de Deus revelou, se nossas teorias não contradizem fatos encontrados nas Escrituras”. – Patriarcas e Profetas, pág. 39.

O problema reside em dedicarmos mais tempo às especulações do que a leitura da Bíblia, daquilo que está claramente revelado. Precisamos aceitar que Deus é infinito (“multidimensional”), e que uma das maiores “dificuldades” com as quais Ele se depara é a tentativa de Se revelar a nós, seres humanos finitos.

“Os mais poderosos intelectos da Terra não podem compreender a Deus. Se de fato Ele Se revela aos homens, é envolvendo-Se em mistério. Seus caminhos estão fora da possibilidade de serem descobertos.” – Mensagens Escolhidas, vol. III, pág. 306. No entanto, nas palavras de Víctor Hugo, “Deus é o invisível evidente”. Cristo (semelhança da Bíblia), sem dúvida, foi o grande milagre da revelação. Jesus Se “esvaziou” (Filip. 2:7), tornou-se “plano” para revelar o Deus multidimensional à s criaturas dimensionalmente limitadas deste mundo. Sua vida e ensinamentos são a maior e mais completa revelação do infinito; e são o suficiente para nos garantir a vida eterna e o acesso futuro às realidades que “os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram”. I Cor. 2:9. “O céu e o Céu dos céus” não podem conter a Deus (II Crôn. 2:6; 6:18).

Ele é infinitamente maior do que tudo que podemos imaginar. Nossos conceitos humanos, nossas leis científicas e conjecturas não se aplicam às realidades divinas. Aceitemos, pois, aquilo que nosso maravilhoso e Todo-Poderoso Deus achou por bem revelar (suficiente para termos um vislumbre de Seu imensurável amor), e aguardemos ansiosos aquele dia bem-aventurado da volta de Cristo.

Aí, sim, habitando uma Terra recriada e libertos das maiores limitações humanas – o pecado e a mortalidade – seremos capazes de vislumbrar dimensões até então inimagináveis e poderemos obter respostas às nossas mais profundas inquietações – com o próprio Criador do Universo!

Mas não se esqueça: primeiro é preciso chegar lá.

* Adaptado do livro Flatland, de Edwin Abbot.

Respondido por: MICHELSON BORGES

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Ets existem?

fevereiro 16, 2007

*ASSUNTO: Os verdadeiros extraterrestres

*PERGUNTA Extraterrestres existem? A Bíblia diz algo a respeito?

*RESPOSTA

Esta pergunta tem sido feita por muitas pessoas ao longo dos anos. Especialmente em nossos dias, o assunto OVNIs (Objetos Voadores Não-Identificados) tem ocupado lugar de destaque nos meios de comunicação. Diversos filmes foram produzidos nas últimas décadas, relacionados ao assunto: ET, Arquivo X, Contatos Imediatos, Independence Day, são alguns exemplos. Pode-se dizer que isso evidencia a carência da humanidade, em sua busca desorientada pelo transcendental. Afinal, muitos já perceberam que a solução para os problemas humanos não está nas mãos do homem. Como existe muito preconceito por parte das pessoas ditas científicas e racionais, a Bíblia é descartada como fonte de informações. E a própria ciência tem se mostrado limitada frente a muitas questões com as quais as pessoas se deparam freqüentemente. Essa situação de impasse – limitação da ciência e rejeição das Escrituras – foi muito bem aproveitada pelo espiritualismo e pelo esoterismo.

Os próprios OVNIs têm sido interpretados como manifestações espirituais extraterrestres, pois as ditas naves (ou discos voadores) realizam movimentos no céu que extrapolam as leis da física (como “curvas” de 90º a altíssimas velocidades). Mas o que, afinal, a Bíblia tem a dizer sobre o assunto? Extraterrestres existem ou não? 1. A Divindade Gênesis 1:1 afirma que Deus criou o mundo “no princípio”, logo, Deus não pertence a este mundo. O mesmo é dito de Jesus Cristo, em Hebreus 1:2. A Trindade, portanto, é apresentada pelas Escrituras como eterna, sem princípio nem fim (João 1:1), e não está incluída entre as inteligências criadas. A localização do trono de Deus no Universo é muito indefinida, e é referida apenas como “Céu”, ou “Terceiro Céu” (ver II Coríntios 12:2). A comunicação da Divindade com os seres humanos tem sido abundante ao longo da História, bem como Suas visitas a Terra. De modo mais efetivo, Jesus é a suprema revelação de Deus (ver Mateus 1:23). 2. Os anjos Hebreus 1:14 informa que os anjos são “espíritos ministradores”. Os anjos existiam, sem dúvida, antes de os seres humanos serem criados (ver Jó 38:7).

O próprio Lúcifer pertencia a essa categoria antes de ter se rebelado, no Céu, sendo expulso para a Terra (Apocalipse 12:7-9). Em Gênesis 3:24 é dito que anjos foram encarregados de cuidar da entrada do Jardim do Éden, após a queda. Fica claro, então, que os anjos não são “almas” de humanos mortos, pois são mencionados pela Bíblia antes mesmo de ter havido a primeira morte. Como Lúcifer e um terço dos anjos foram lançados na Terra, este planeta é o único lugar no Universo onde existem duas categorias de seres criados, que estão em rebelião contra seu Criador. Logo, este é o único planeta onde existe a morte, e isso é fundamental para se entender as diferenças entre a concepção bíblica de ETs e a concepção corrente no mundo. 3. Outros seres extraterrestres Além da Divindade e dos anjos, a Bíblia ainda menciona outros seres que não pertencem ao nosso planeta. Em Jó 1:6 e 7 e 2:1 lemos: “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então, perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela”.

O lugar de reunião não era a Terra, pois Satanás vinha de lá, e seres humanos não têm acesso ao Céu. Então, quem eram os filhos de Deus mencionados no verso 6? I Coríntios 4:9 diz que os seguidores de Cristo se tornaram “espetáculo ao Universo, tanto a anjos, como a homens”, e Efésios 3:15 diz que “toda a família, tanto no Céu como sobre a Terra”, tomam o nome do Pai. Hebreus 11:3 diz que “os mundos” foram criados pela palavra de Deus. Os textos a seguir, da escritora Ellen G. White, fornecem maiores detalhes sobre o assunto: “[Deus] conta as estrelas, Ele que criou os mundos – entre os quais esta Terra é apenas um grão de pó, e quase não se notaria sua ausência dentre os numerosos mundos” (In Heavenly Places, pág. 40). “Deus tem mundos inumeráveis que são obedientes a Suas leis, e que se conduzem de acordo com Sua glória” (The Faith I Live By, pág. 61). “O resultado da luta [entre Cristo e Satanás] teve uma implicação no futuro de todos os mundos, e cada passo que tomou Cristo na senda da humilhação foi observado por eles com o mais profundo interesse” (Advent Review and Sabbath Herald, março de 1901).

Portanto, existem ETs, sim. Mas do ponto de vista bíblico não podemos considerar os ditos OVNs como inteligências extraterrestres por várias razões:

1. Sua existência real não foi comprovada.

2. Os “extraterrestres bíblicos” possuem meios de transporte muito mais eficientes e avançados que os “discos voadores” (ver Daniel 9:20-23). 3. O pecado não alcançou os outros mundos, logo, a morte, a destruição, as violações, os seqüestros, as crueldades e as conquistas atribuídos aos ETs, não combinam com a descrição bíblica dos anjos e outros seres perfeitos. O lado mais bonito disso tudo é saber que a ovelha perdida da parábola de Mateus 18:12 também pode representar nosso mundo perdido. Se Deus foi capaz de deixar tudo para vir morrer neste que é um dos menores planetas, um “grão de pó”, como escreveu Ellen White, isso deixa claro o quanto Ele nos ama.

Respondido por: MICHELSON BORGES

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Video game pode?

fevereiro 15, 2007

Gosto muito de jogar video game, mas nunca me envolvi com jogos de lutas. Meu interesse são games de esportes, como o futebol. Existe algum problema nisso?

Os games realmente parecem apenas um passatempo, mas são um fenômeno que merece avaliação mais profunda. Desde que Steve Russel inventou em 1962 o primeiro game, chamado Spacewar, houve até hoje uma verdadeira explosão. Atualmente, existem no mercado mais de 5 mil modelos diferentes, e ainda com a expectativa de que haja um crescimento de mais de 70% nos próximos cinco anos. Só nos Estados Unidos, durante o ano 2000, foram vendidos 215 milhões de jogos. Eles estão por todos os lugares: lares, Internet e nas Lan Houses, que são ambientes especiais com vários computadores de última geração, conectados em rede.
Esse crescimento tem despertado muitos estudos e pesquisas. Cerca de 3 mil já foram realizados, apresentando tanto benefícios quanto prejuízos. Os benefícios mais divulgados são: agilidade mental, sistematização do raciocínio e competitividade. Sem dúvida, essas características ajudam os que precisam enfrentar a vida e o mercado de trabalho. Precisamos avaliar, porém, até que ponto esses benefícios compensam os prejuízos. Não existem outras formas mais saudáveis de desenvolver essas mesmas características positivas?
A verdade é que, independente do tipo de jogo, os riscos são muito grandes. O maior deles é o vício. Mesmo que os jogos não sejam violentos, têm a tendência de viciar, pois uma pessoa gasta até 100 horas para dominar um video game típico. Por trás do vício aparecem ainda a dependência e o mau uso do tempo. “Os viciados em games chegam a jogar 24 horas por dia sem parar, reagindo à abstinência da mesma forma que os dependentes de álcool e outros entorpecentes”, disse numa entrevista o psicólogo Hakan Jonsson, especialista no tratamento de jogadores compulsivos. Segundo ele, não há praticamente diferença entre viciados em corrida de cavalos, cocaína ou games, independente do tipo de jogos.
Existem vários motivos para o surgimento desse vício, mas normalmente ele se desenvolve pelo fato de os games terem forte apelo visual, garantirem incrível imersão do jogador no “ambiente” do jogo e recompensarem os jogadores de acordo com seu sucesso e esforço através de pontos, novas fases, bônus, etc. Além disso, permitem que os jogadores tenham um controle que não têm na vida real, e isso tem uma atração muito forte.
É preciso lembrar, porém, que o vício é uma das coisas mais ofensivas a Deus, pois domina o maior presente que Ele deu aos seres humanos na Criação – a liberdade de escolha. Deus aceitou o risco de ver toda a Criação comprometida para deixar o homem escolher livremente. Ele sofre ao ver decisões erradas, mas não interfere na liberdade de escolha. Por isso, não dá para aceitar qualquer coisa que venha controlar essa liberdade, deixando uma pessoa escrava de seus desejos.
Ellen White já previa o aumento da oferta dos mais variados tipo de jogos nos últimos dias, quando disse: “As condições do mundo mostram que estão iminentes tempos angustiosos… Os homens têm-se enchido de vícios, e espalha-se por toda parte toda espécie de mal.” (Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 280.) Sem notar, a pessoa vai se prendendo cada vez mais. Ela pode se envolver com um jogo que recompensa quem rouba carros, constrói cidades ou mata inimigos. Pode montar civilizações, comandar uma cidade, lutar contra uma gangue de rua, salvar uma princesa das garras de um monstro, ou liderar um exército de cavaleiros. Todas essas são aventuras possíveis de viver sem precisar sair da segurança de casa. Um jovem cristão, porém, enxerga mais longe. Não vê apenas a oferta, mas enxerga também seu preço. Vê até onde ela vai levar. Está vacinado contra as diferentes formas de vício que Satanás costuma oferecer.
Estou lhe falando bastante sobre o problema do vício porque talvez seja a conseqüência mais comum e de maior impacto espiritual. Contudo, a lista dos prejuízos vai mais longe. O envolvimento com video games pode causar:
1. Cansaço físico por causa da diminuição ou até falta do sono noturno.
2. Cansaço visual, olhos ardentes e ressecados, pois uma pessoa concentrada pisca três vezes menos.
3. Isolamento do convívio social e do contato humano.
4. Dificuldades de atenção.
5. Limitação do vocabulário e da conversação.
6. Diminuição do hábito da leitura.
7. Desumanização e mecanização do comportamento.
8. Estímulo a comportamentos agressivos em função do tipo de jogo utilizado ou pelo excesso de cansaço. Essa foi a conclusão de uma pesquisa com 200 crianças entre 8 e 13 anos, dirigida pela psicóloga Maria Isabel Leme, da Universidade de São Paulo.
9. Risco da imitação dos personagens. Foi o que aconteceu com o estudante Mateus da Costa Meira, que em 1999 disparou tiros de submetralhadora na platéia de um cinema em São Paulo, matando três pessoas. Ele repetiu exatamente as mesmas seqüências do game Duke Nuken. Desde a entrada no cinema, no banheiro, a escolha e regulagem da arma, enfim, tudo foi uma infeliz repetição na vida real do que ele via nas cenas do game.
10. Falta de sensibilidade diante de problemas sérios e da realidade diária.
11. Passividade, com a vontade inibida e o raciocínio bloqueado, devido aos movimentos repetitivos e predefinidos.
12. Afastamento da realidade por encontrar um “habitat” no mundo virtual. Quando os games são “pesados” a situação é pior, pois a pessoa passa a encarar com naturalidade a violência, as mortes, as torturas e o sadismo. Eles são desligados de toda conseqüência moral ou espiritual.
13. Baixo rendimento e aproveitamento escolar por causa do cansaço físico e mental devido a longas horas dedicadas aos jogos.
14. Ligações perigosas, criando familiaridade com demônios de todo tipo: zumbis, xamãs (feiticeiros), vampiros, Ets, dragões, criaturas deformadas, andróginas, bem como se familiarizar com seus nomes : Diablo, Jersey Devil, Pokémon (monstros de bolso), Speed Devils, Dragon Quest, etc.
15. Vulgarização da violência levando os crimes mais graves a parecerem simples.
16. Aumento da pressão arterial, pois a atividade cardiovascular é diretamente influenciada. Quanto maior é a violência do jogo, mais sobe a pressão arterial.
17. Problemas de coluna, em função da postura irregular durante horas de jogo.
18. Tendinite e L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) causados por repetições excessivas de movimentos de mãos e braços.
Fique longe do vício e de toda esta lista de prejuízos. Por mais que alguns jogos lhe atraiam, e pareçam até inocentes, Deus tem uma vida melhor para você. Experimente dar a volta por cima:
Tomando uma decisão. Sua primeira atitude deve ser decidir mudar e acabar com aquilo que lhe prende. Siga o conselho de Salmo 119:9-11.
Buscando a ajuda de Deus. Só ele pode mudar sua vontade. Faça disso o grande motivo de suas orações. Mesmo que o hábito já tenha se transformado em vício, dois conselhos preciosos de Ellen White podem ajudar: “Na força conquistada pela oração e estudo da Palavra… abandonará o vício” (Atos dos Apóstolos, pág. 467), e “o único remédio para o vício é a graça e o poder de Cristo.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 179.
Desenvolvendo novos hábitos. Para mudar e vencer é preciso ocupar o tempo com outras coisas úteis. Descubra áreas que lhe atraem e busque maneira de se envolver com elas. Ellen White recomenda: “Uma das mais seguras salvaguardas contra o mal é a ocupação útil, ao passo que a ociosidade é uma das maiores maldições…” – Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 275.
Praticando atividades físicas. Elas também apaixonam, mas fazem isso de maneira construtiva e saudável em todos os sentidos.
Mudando de amigos. Busque uma turma que tenha outros hábitos e que possa lhe envolver em atividades mais saudáveis.
As tentações de Satanás são fortes, e por isso mesmo não é fácil entender ou mudar hábitos e gostos pessoais. É preciso estar em sintonia com Cristo e decidir ser fiel a qualquer preço para poder resistir. “Satanás diz ao jovem que ainda haverá tempo, que ele pode condescender com o pecado e o vício só esta vez e nunca mais; mas esta única condescendência envenenará toda a sua vida. Não se aventurem uma vez sequer em terreno proibido.” –Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, pág. 409.

 

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É certo usar jóias?

fevereiro 15, 2007
Esta e uma questão que tem sido muito debatida ultimamente. O objetivo destas orientações não é colocar mais lenha na fogueira. O objetivo é fundamentar o assunto na Palavra de Deus.

Algumas pessoas tratam o assunto como um problema pequeno. Não duvido até que alguém possa pensar: “com tantos problemas sérios na igreja, porque tocar em um assunto tão insignificante e tão aceito por aí?” Por favor, lembre-se: “O que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação” (Lucas 16:15). Freqüentemente, as coisas que parecem pequenas na superfície, são as que tem maiores conseqüências. Creio que isto também é verdade na questão das jóias.

O Fruto, Não a Raiz!
O poder do evangelho começa no interior, transformando o coração, ainda que invisível aos olhos humanos. Mas logo em seguida ele continua a fluir e infiltrar-se em cada área da vida, produzindo evidentes mudanças externas. Exatamente como uma planta, a semente nasce embaixo da terra. Mas se a raiz é saudável, a planta logo se vai aparecer e produzir frutos acima do solo. Foi Jesus quem disse: “pelos seus frutos os conhecereis” Mat. 7:20. Você notou? Ele não disse, que os cristãos seriam reconhecidos pelas raízes que crescem debaixo da terra, mas pelo fruto, que aparece.

Embaixadores de Deus
Nós, a igreja, somos as mãos, os pés, os olhos, a boca, e também os ouvidos de Jesus no mundo de hoje. Somos o corpo de Cristo. Nosso Senhor falou, “assim como o Pai me enviou, eu vos envio” João 20:21.

Somos enviados ao mundo, para mostrar quem é Jesus. Através do Espírito Santo, nos tornamos Seus representantes para refletir Sua imagem em tudo; desde o modo como falamos e trabalhamos, até maneira como nos alimentamos e vestimos. Em II Cor. 3:18, Deus diz que “todos nós… somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito Santo do Senhor.”

Exibindo Nossa Natureza
Vamos dar uma olhada na origem das jóias. Deus fez todo o ouro, prata, e pedras preciosas do mundo, e pretendia usa-las de maneira prática. Como esses minerais são tão raros e valiosos, mesmo em pequenas quantidades, há muito tempo eles começaram a ser usados como moeda.

Com o passar do tempo, o povo começou a “usar” seu dinheiro a fim de impressionar os outros com sua riqueza. Quando os compradores iam ao mercado para comprar algum item caro, eles simplesmente tiravam um de seus anéis ou braceletes, e efetuavam o pagamento.
Depois que Rebeca deu a beber aos camelos do servo de Abraão; a Bíblia diz que eles pagaram a ela dessa maneira. “Quando os camelos acabaram de beber, o homem tomou um pendente de ouro, de meio siclo de peso e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro” (Gên. 24:22).

Quando os filhos de Israel trouxeram uma oferta ao Senhor, para construir o tabernáculo, eles usaram as jóias que tinham recebido dos egípcios. Esse era o seu dinheiro. “Vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração, trouxeram fivelas, pendentes, anéis, braceletes, todos os objetos de ouro. Todo homem fazia oferta de ouro ao Senhor” (Êxodo 35:22).

Não há nada de errado, obviamente, com o fato de ter dinheiro. Mas a questão é: Deus deseja que os cristãos usem suas riquezas para que todos vejam? Claro que não. “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns desviaram da fé, e se transpassaram a si mesmos com muitas dores.” I Tim. 6:10. Já que a cobiça é pecado, porque você tentaria um irmão ou irmã a cobiçar o seu dinheiro, que é ostentado a todo mundo? Qual seria o motivo para um cristão fazer isso?

As Jóias Justificadas
Os que procuram justificar o uso de jóias, normalmente citam histórias da Bíblia nas quais os filhos de Deus usaram ouro, prata ou jóias. Por exemplo, as Escrituras relatam o assunto sem comentários, que José usou um anel e “um colar de ouro no seu pescoço” (Gên. 41:42); que Saul usou um bracelete (II Samuel 1:10); que Mardoqueu recebeu um anel de Assuero (Ester 8:2); e que o rei Belssazar deu a Daniel um manto púrpura e colocou “uma cadeia de ouro ao pescoço” (Daniel 5:29).

Mas, lembre-se, apenas porque algo aparece na Bíblia não significa que Deus o aprova. As Escrituras simplesmente relatam com fidelidade a história do povo de Deus, incluindo todas as suas falhas. Noé bebeu vinho e ficou bêbado (Gênesis 9:20-21). Ló teve relações sexuais com suas filhas e engravidou-as (Gênesis 19:30-38). Judá pagou uma prostituta por uma noite, engravidou-a, e mais tarde descobriu que ela era a sua nora (Gênesis 38:12-26). Não podemos admitir que Deus aprove tais práticas repugnantes, apenas porque esses incidentes são mencionados na Bíblia. Outras passagens da Escritura claramente nos falam que Deus condena o álcool, incesto, prostituição, e jóias como não produtivos para não executar seus propósitos para a humanidade.

Investindo no Interior
Outro argumento que aparece, as vezes, é o de que o uso de jóias é uma forma de manter, com capricho e beleza, o corpo que Deus criou. Mas será que é isso, afinal, que Deus espera de nós? Seu desejo para o nosso corpo pode ser bem expresso em uma frase: investir no interior e manter o exterior. Isso significa concentrar mais tempo e recursos cuidando da saúde e da vida espiritual, pois são elas que vão nos deixar mais próximos de Deus e nos tornar melhores testemunhas dEle. Já o cuidado com o exterior significa manter uma imagem de asseio, higiene e bom gosto. Cuidar do cabelo para mantê-lo limpo, bem penteado e cortado; manter o corpo bem lavado, as unhas bem cortadas e limpas, etc. Não usar jóias não significa relaxar, mas ter bom gosto e capricho. Deus espera que não venhamos a priorizar aquilo que não beneficia nossa vida física ou espiritual, mas que o investimento seja colocado naquilo que traz resultados positivos no presente e também no futuro. Ele quer que a atenção seja chamada para o interior, e não para o exterior. A verdade é que investimos naquilo que é mais importante para nós, e sempre que se investe em uma área, se enfraquece a outra.

Por Que Ser Uma Pedra de Tropeço?
Uma razão para não usar bebidas alcoólicas, é porque uma em cada sete pessoas que as consomem se tornarão alcoólatras. Mesmo que eu seja hábil para beber moderadamente, não quero que meu mal exemplo cause a ruína de outra pessoa, especialmente por alguma coisa tão desnecessária como bebidas embriagantes.

O mesmo princípio é verdadeiro sobre as jóias. A gente vê pessoas que se cobrem com ouro e jóias preciosas. A maioria das pessoas que usam jóias, não se dão conta de seu próprio valor. Elas esperam sentir-se mais valorizadas por cobrirem-se a si mesmas com objetos caros. Outras acreditam que não são tão atraentes e esperam aumentar sua beleza ao se enfeitarem com belas pedras. Não podem se controlar. Pensam que se um é bom, então dez será melhor. Apenas para lembrar, nunca escutei de um homem: “Ela não é bonita? Apenas olhe suas jóias!”.

Bem, aqui está a grande questão. Qual é o objetivo? Se é certo para mulheres usarem brincos, então quem dirá que é errado para o homem? Se um anel ou brincos são aceitáveis, então porque não três ou quatro? Se um membro da igreja pode usar jóias, por que não um pastor? Se uma jóia na orelha é totalmente certo, então o que há de errado com um osso no nariz?

Modéstia e Humildade
Desde que Adão e Eva caíram em pecado, nós humanos, temos que lutar com a mesma natureza pecaminosa que tem o orgulho em sua raiz. Deus, por isso, ordenou-nos a não usar jóias. Em nossa condição pecaminosa, não estamos mais aptos a resistir a tendência do orgulho, do que foi Lúcifer. Quando nosso corpo for transformado, na segunda vinda de Cristo, não seremos mais tentados a pecar. Unicamente então, Jesus considerará seguro colocar uma coroa de ouro em nossa cabeça.

Enquanto isso não acontece, fazemos bem em seguir o conselho dado por Paulo � s mulheres: “quero que, do mesmo modo, as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos dispendiosos, mas (como convém as mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” I Timóteo 2:9-10.

Pequenos Ídolos
Quando é apresentada a verdade bíblica a respeito das jóias, raramente se ouvem queixas daqueles que são recém convertidos. Mas alguns outros, que tem estado na igreja durante anos, freqüentemente ficam tristes e argumentam, “Isto é uma coisa tão pequena!” A melhor resposta é: “se é uma coisa tão pequena, então por que é tão difícil para você abandona-la?” Um pouco de ouro ou prata podem se tornar um grande ídolo.

Somos o Templo de Deus
A mais bela construção da antigüidade era o templo de Deus, construído pelo rei Salomão. Seu exterior era coberto com pedras de puro mármore branco. Muito interessante é notar que o ouro, estava no interior do templo. A Bíblia diz que este é igualmente um bom modelo para os ‘templos vivos’. “A beleza das esposas não seja o enfeite exterior, como o frisado dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas a beleza interior, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que é precioso diante de Deus.” (I Pedro 3:3-4). Como o antigo templo de Salomão, nosso ouro deveria estar no interior!

A Primeira Impressão é a que Fica
Duas mulheres simbólicas aparecem em Apocalipse, nos capítulos 12 e 17. Elas representam os dois grandes poderes religiosos que estão em conflito, por toda a história da igreja. Embora nenhuma das mulheres fale uma só palavra que seja, sabemos qual é a verdadeira e qual é a falsa. Como? O primeiro modo como a Bíblia as identifica é pelas roupas que estão usando.

Apocalipse 12:1 diz: “viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça.” A primeira mulher, que representa a igreja de Deus, está usando uma luz natural. Sua igreja está vestida com a pura e não falsificada luz que Ele fez.

Por contraste, a Segunda mulher, que representa uma igreja falsa, está enfeitada com jóias e roupas finas. Sua beleza é externa e artificial. Apocalipse 17:4 fala que, “A mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição.” Obviamente sua descrição esta associada com a aparência do mal, e somos ordenados a “Abster-nos de toda a aparência do mal” (I Tessalonicenses 5:22).

Cristo é Nosso Exemplo
Sempre que estiver em dúvida, pergunte: “O que faria Jesus?” Se seguirmos a Jesus, estaremos sempre seguros. Não dá para imaginar Jesus furando Suas próprias orelhas, nariz, ou qualquer outra parte, mesmo com o fim de pendurar pedras brilhantes em suas extremidades. O exemplo de Jesus nas Escrituras é continuamente de modéstia e simplicidade prática. Quando Ele foi crucificado, os soldados romanos dividiram Suas vestes entre si. Note que eles não tiraram a sorte por Suas jóias. Ele não possuía nenhuma. Em vez disso, eles tiveram que disputar Sua peça de roupa mais valiosa uma modesta túnica sem costura. (João 19:23-24).

Eis uma mensagem que mostramos repetidamente: quando amamos a Jesus, queremos seguir Seu exemplo. “Aquele que diz que está nEle, também deve andar como Ele andou.” I João 2:6.

Mudança de Proprietário
Numa pequena cidade onde vivi, havia uma casa que era bem conhecida por sua aparência: tudo em ruínas. Ferro-velho, lixo e uma mistura de sucatas espalhadas pelo pátio. A pintura descascando, janelas quebradas, e cachorros famintos no jardim. Era uma vergonha para toda comunidade. Então um dia, depois de voltar de uma longa viagem, andando pela cidade; fiquei aturdido pela dramática mudança que tinha ocorrido naquela casa vergonhosa. A velha pintura descascada tinha sido lixada e agora uma nova pintura embelezava as paredes. Janelas novas e limpas estavam no lugar das antigas, e todas as sucatas e ferro-velho tinham sido tiradas! O jardim foi limpo e coberto com um novo gramado. Eu não podia deixar de perguntar o que causou a mudança. Instantaneamente descobri que a casa tinha um novo proprietário.

Todos nós, de uma forma ou outra, nos parecemos com a velha casa em ruínas. O pecado reinou em nosso coração, e levou � queda, impureza e confusão. Mas sempre que uma pessoa permite a Jesus entrar no coração, o processo de limpeza começa imediatamente. Jesus remove aquelas coisas que manchavam a beleza interior do cristão, e as pessoas notam a beleza externa.

PARTICIPAÇÃO:
• Qual deve ser a sua atitude quando encontra outro membro da igreja usando jóias?
• O uso de jóias pode ser uma questão de salvação?
• O uso de jóias discretas é aceitável, por não chamar a atenção?
• Qual o papel da oração na mudança de pensamentos e atitudes?

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Artes Marciais algum problema?

fevereiro 11, 2007

Fui batizado há pouco tempo, mas enfrento um problema: pratico artes marciais e os irmãos da igreja acham que isso não está certo. Só que até agora eles não me deram explicações convincentes. Por favor, me ajude a entender essa questão.

Não é fácil convencer alguém sobre esse tema. Por isso, os irmãos de sua igreja estão com dificuldades. Primeiro, porque as artes marciais são vistas como uma coisa comum. Que mal existe em algo tão popular, se algumas dessas lutas são adotadas como esportes olímpicos? Também há benefícios como autocontrole, autoconfiança, defesa pessoal, dentre outros. O argumento lógico passa a ser: se esse tipo de esporte promove benefícios, então é saudável. Além disso, você está envolvido e gosta do que faz há bastante tempo. Não é fácil convencer alguém nessa situação, porque o gosto pessoal acaba falando mais alto. Antes de qualquer avaliação, você precisa entender o que está por trás das coisas. Por isso, quero focalizar dois pontos, esperando que isso o ajude a tomar uma decisão adequada.

1. A filosofia oriental e a Nova Era estão por trás do conceito das artes marciais. Se você estudar a origem do Kung Fu, verá que ele era praticado em mosteiros, por monges budistas. O Taekwondo, o que mais se difundiu em todo o mundo, exige intensa disciplina mental. O Tai Chi era muito apreciado pelo monge Chang San-Feng, fundador de um mosteiro para a prática do Taoísmo. Ele trabalhava exaustivamente a harmonia entre o yin e o yang, para melhorar o desenvolvimento entre a mente e o corpo. O povo chinês foi o que mais desenvolveu as artes marciais, relacionando-as com conhecimentos místicos e filosóficos. Ao ler impressos ou visitar sites sobre o assunto, você depara com promoções e ofertas do tipo: “energize-se”, “aprofunde sua vida espiritual”, além da oferta paralela de cursos de Yoga e outras atividades do gênero. As roupas, os gestos, a linguagem, os mestres, os conceitos – tudo está ligado às filosofias orientais e à Nova Era, propondo uma vida holística. Os mestres reverenciados pelo movimento são, entre outros, Lao Tsé, Buda e Confúcio.

Isso já explica tudo. A proposta central de toda filosofia oriental e dos conceitos da Nova Era, é colocar o homem como o centro de tudo, canalizando positivamente sua energia interior e seu mundo interior. A Bíblia, no entanto, ensina que não somos deuses, mas que dependemos de Deus. A idéia de que poderíamos nos tornar como Deus foi o primeiro engano apresentado pela serpente, no Jardim do Éden (Gên. 3:5). Portanto, existe um choque muito forte entre os princípios que movem as artes marciais e as orientações que Deus dá por meio da Bíblia. Por mais que você não se envolva filosoficamente, é conduzido e envolvido inconscientemente.

2. A “defesa pessoal” é a base do aprendizado de qualquer dos gêneros de luta das artes marciais. O Kung Fu é uma luta que, em sua origem, tinha o objetivo de ajudar as pessoas a defender-se de animais ferozes e outros inimigos. O Judô tem por objetivo derrubar ou imobilizar o adversário. O Taekwondo usa muito as pernas. Já os braços são explorados de maneira semelhante ao pugilismo. O problema é que qualquer uma dessas lutas de autodefesa se torna uma arma. Num momento de cabeça quente, tensão, ameaça ou agressão, a luta extrapola, causando estragos irreparáveis. É assim com a maioria das pessoas que compram uma arma de fogo, para ter em casa ou no carro, para se defender. Ela não está lá para agredir ou ameaçar, mas você sabe quantos estragos pode causar. Por mais que essas lutas ensinam autocontrole e domínio próprio, você não pode esquecer que as emoções e impulsos humanos não são dignos de confiança. Além disso, vivemos em um mundo de pecado, onde o tentador faz tudo o que é possível para que você use sua “arma” para o mal, especialmente quando sabe que você quer ser fiel a Deus. Vamos avaliar um pouco mais. Quando você aprende técnicas de defesa pessoal, está buscando se defender de quê ou de quem? Contra quais inimigos nós lutamos hoje?

Existem, basicamente, duas batalhas: a espiritual e a social. A maior é a espiritual, contra os principados e potestades, contra o poder do mal (Efés. 6:12). Para essa batalha é preciso buscar defesas na Bíblia, na oração, na fé. A outra batalha é contra a violência social. As pessoas vivem em condomínios, atrás de casas com muros altos, andam em carros blindados e compram armas para se defender. Nessas circunstâncias, porém, a orientação dos especialistas é: “Não reaja”. Como cristãos, não buscamos a paz ou a defesa através da violência. A orientação da Bíblia é outra. Nossa defesa é a fé no poder de Deus. É Ele quem nos protege e salva. Em todo o tempo, quando esteve na Terra, Jesus condenou toda atitude violenta. Pedro cortou a orelha do servo do sumo sacerdote (João 18:10) e foi duramente repreendido.

Os ensinamentos de Jesus são claros: “Mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra.” Mat. 5:39. Isso não quer dizer que devemos sair por aí apanhando de qualquer pessoa. Jesus queria dizer: “Não revide.” A violência sempre gera violência. Esse é um terreno perigoso, no qual o jovem adventista não deve envolver-se. Seja fiel e prudente, pondo de lado seu gosto pessoal. Não se deixe envolver a ponto de não mais conseguir sair dessa prática. Deus é capaz de lhe dar forças e orientação para buscar outras opções que sejam saudáveis.

Erton Köhler é diretor do Departamento de Jovens da Divisão Sul-Americana.