Archive for the ‘Grandes Personalidades’ Category

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Ester

julho 5, 2010

“Nos antigos tempos, o Senhor operou de maneira maravilhosa através de mulheres consagradas que se uniram em Sua obra com homens que Ele escolhera para serem Seus representantes. Ele usou mulheres para alcançar grandes e decisivas vitórias. Mais de uma vez, em ocasiões de emergência, Ele as conduziu à vanguarda e operou por meio delas para a salvação de muitas vidas. Por intermédio da rainha Ester, o Senhor efetuou um poderoso livramento a favor de Seu povo. Numa ocasião em que parecia que nenhum poder poderia salvá-los, Ester e as mulheres associadas a ela, por meio de jejum, oração e ação imediata, enfrentaram a questão, trazendo salvação a seu povo.

O estudo do trabalho das mulheres em conexão com a Causa de Deus, nos tempos do Antigo Testamento, nos ensinará lições que nos habilitem a enfrentar emergências na obra hoje em dia. Talvez não sejamos levados a uma situação tão crítica e saliente como o povo de Deus no tempo de Ester; muitas vezes, porém, mulheres convertidas podem desempenhar uma parte importante em posições mais humildes. Isto, muitas têm feito, e ainda estão dispostas a fazer. É dever da mulher unir-se a seu marido para educar e preparar seus filhos e filhas, de modo que se convertam e consagrem suas faculdades ao serviço de Deus. Muitas há que têm habilidade para permanecer com seus maridos na obra do sanatório, aplicarem tratamentos nos doentes e falarem palavras de conselho e encorajamento a outros. Há as que devem buscar um preparo que as qualifique para fazer a parte de médicos.”

Special Testimonies, Série B, nº 15, págs. 1 e 2.

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Daniel

junho 28, 2010

“‘Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia, como também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia.’ Dan. 2:48.

A confissão de Cristo significa algo mais do que dar testemunho numa reunião de oração. Daniel é um exemplo para os crentes quanto ao significado de confessar a Cristo. Ele ocupava a responsável posição de primeiro-ministro no reino da Babilônia, e havia os que tinham inveja de Daniel entre os grandes homens da corte, os quais queriam encontrar alguma coisa contra ele para poderem acusá-lo perante o rei. Ele era, porém, um estadista fiel, e não podiam encontrar nenhum defeito em sua vida ou caráter.

‘Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus.’ Dan. 6:5. Concordaram, portanto, em pedir que o rei fizesse um decreto de que ninguém, por espaço de trinta dias, poderia fazer alguma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, a não ser ao rei, e que se alguém desobedecesse a este decreto, fosse lançado na cova dos leões.

Será, porém, que Daniel deixou de orar porque esse decreto entraria em vigor? Não! Esse foi precisamente o tempo em que necessitava de orar. ‘Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas da banda de Jerusalém, três vezes no dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.’ Dan. 6:10. Daniel não procurou esconder sua lealdade a Deus. Ele não orou em seu coração, mas em voz alta, com a janela aberta na direção de Jerusalém, fazia suas petições ao Céu. …

Podemos saber que, se nossa vida está escondida com Cristo, em Deus, quando formos levados a julgamento por causa de nossa fé, Jesus estará conosco. Quando levados perante governantes e dignitários para responder por nossa fé, o Espírito do Senhor nos iluminará o entendimento, de modo que sejamos capazes de dar testemunho para a glória de Deus. E, se formos chamados a sofrer por amor de Cristo, seremos capazes de ir para a prisão confiando nEle como uma criancinha confia em seus pais. Agora é o tempo de cultivar fé em Deus.”

Review and Herald, 3 de maio de 1892.

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Eliseu

junho 21, 2010

“‘Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. Disse Eliseu: Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito.’ II Reis 2:9.

Podemos aprender lições valiosas da experiência do profeta Eliseu. Eliseu foi escolhido pelo Senhor como ajudador de Elias, e mediante provação e luta demonstrou ser fiel a seu encargo. Estava disposto a ser e fazer qualquer coisa que o Senhor indicasse. Não procurou evitar o serviço mais humilde, mas foi fiel na realização dos menores deveres, bem como de responsabilidades maiores. Estava sempre disposto a servir em qualquer posição que o Senhor lhe assinalasse, embora pudesse parecer desagradável a suas inclinações naturais. E a cada passo aprendia lições de humildade e serviço. …

‘Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. Disse Eliseu: Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito.’ II Reis 2:9. Ele não buscou honrarias mundanas, nem pediu uma posição elevada entre os grandes homens da Terra. O que ele anelava era uma porção dobrada do Espírito dado àquele a quem Deus estava a ponto de honrar pela trasladação. Sabia que nada, a não ser uma porção dobrada do Espírito que havia pairado sobre Elias poderia adaptá-lo para preencher o lugar que Elias havia ocupado, porque Elias tinha a experiência e sabedoria da idade, que não podia ser compartilhada com o jovem por nenhum método. …

Quando o Senhor, em Sua providência, considera oportuno remover de Sua obra aqueles a quem tem dado sabedoria, Ele ajuda e fortalece seus sucessores, se olharem para Ele em busca de auxílio e andarem nos Seus caminhos. Até poderão ser mais sábios que seus antecessores; pois podem tirar proveito de suas experiências, e de seus erros adquirir sabedoria.

O Senhor tem especial cuidado de Sua igreja. Os que dEle buscarem sabedoria serão luzeiros no mundo, brilhando mais e mais até ser dia perfeito. ”

Manuscrito 114, 1901.

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Elias

junho 14, 2010

” ‘Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-O. Porém o povo nada lhe respondeu.’ I Reis 18:21.

Entre as montanhas de Gileade, ao oriente do Jordão, habitava nos dias de Acabe um homem de fé e oração cujo destemeroso ministério estava destinado a deter a rápida disseminação da apostasia em Israel. Distanciado de qualquer cidade de renome, e não ocupando nenhuma alta posição na vida, Elias o tesbita não obstante entregou-se a sua missão, confiante no propósito de Deus de preparar diante dele o caminho e dar-lhe abundante sucesso. A palavra de fé e poder estava em seus lábios, e toda a sua vida estava devotada à obra da reforma. Sua voz era a de quem clama no deserto para repreender o pecado e fazer refluir a maré do mal. E conquanto viesse ao povo como reprovador do pecado, sua mensagem oferecia o bálsamo de Gileade a toda alma enferma do pecado que desejasse ser curada.

Ao Elias ver Israel aprofundar-se mais e mais na idolatria, sua alma ficou angustiada e despertou-se-lhe a indignação. Deus havia feito grandes coisas por Seu povo. Tinha-o libertado do cativeiro e lhe dado ‘as terras das nações, … para que guardassem os Seus preceitos, e observassem as Suas leis’. Sal. 105:44 e 45. Mas os beneficentes desígnios de Jeová haviam sido agora quase esquecidos. A incredulidade estava depressa separando a nação escolhida da Fonte de sua força.

Contemplando esta apostasia, do seu retiro na montanha, Elias sentiu-se oprimido pela tristeza. Em angústia de alma ele suplicou a Deus que detivesse em seu ímpio curso, o povo outrora favorecido, visitando-o com juízos, se necessário fosse, a fim de que pudesse ser levado a ver em sua verdadeira luz seu afastamento do Céu. Ele ansiava por vê-los levados ao arrependimento, antes que fossem tão longe na prática do mal que provocar o Senhor para que os destruísse completamente.”

Profetas e Reis, págs. 119 e 120

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Salomão

junho 7, 2010

“‘Agora, pois, ó Senhor, meu Deus, Tu fizeste reinar Teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me. Teu servo está no meio do Teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não pode contar. Dá, pois, ao Teu servo coração compreensivo para julgar a Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo?’ I Reis 3:7-9.

O nome de Jeová foi grandemente honrado durante a primeira parte do reinado de Salomão. A sabedoria e justiça reveladas pelo rei deram testemunho a todas as nações da excelência dos atributos do Deus que ele servia. Por algum tempo, Israel foi a luz do mundo, revelando a grandeza de Jeová. Não era na sua preeminente sabedoria, fabulosas riquezas, ou no vasto alcance do seu poder e fama que repousava a verdadeira glória do início do reinado de Salomão; mas na honra que ele levava ao nome do Deus de Israel, mediante sábio uso dos dons do Céu.

Ao passarem os anos, e aumentando a fama de Salomão, buscou ele honrar a Deus acrescentando sua força mental e espiritual e constantemente repartindo com outros as bênçãos recebidas. Ninguém compreendia melhor que ele, haver sido pelo favor de Jeová que entrara na posse do poder, sabedoria e entendimento, e que esses dons foram-lhe concedidos para que ele pudesse dar ao mundo o conhecimento do Rei dos reis.

Salomão tomou especial interesse pela História Natural, mas suas pesquisas não estavam limitadas a um determinado ramo do saber. Mediante diligente estudo de todas as coisas criadas, tanto animadas como inanimadas, adquiriu clara concepção do Criador. Nas forças da Natureza, no mundo mineral e animal, e em toda árvore, arbusto e flor, ele via a revelação da sabedoria de Deus; e ao procurar aprender mais e mais, seu conhecimento de Deus e seu amor por Ele constantemente aumentavam.”

Profetas e Reis, págs. 32 e 33

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Davi

maio 31, 2010


“Quem pode medir os resultados daqueles anos de labuta e vaguear entre as solitárias colinas? A comunhão com a Natureza e com Deus, o cuidado de seus rebanhos, os perigos e os livramentos, os pesares e as alegrias, coisas que eram próprias à sua humilde condição, não somente deviam modelar o caráter de Davi, e influenciar na sua vida futura, mas também deveriam, mediante os salmos do suave cantor de Israel, e em todas as eras vindouras, acender o amor e a fé nos corações do povo de Deus, levando-os mais perto do coração sempre amante dAquele em quem vivem todas as Suas criaturas.

Davi, na beleza e vigor de sua jovem varonilidade, estava se preparando para assumir uma elevada posição, entre os mais nobres da Terra. Seus talentos, como dons preciosos de Deus, eram empregados para exaltar a glória do Doador divino. Suas oportunidades para a contemplação e meditação serviam para enriquecê-lo daquela sabedoria e piedade, que o tornavam amado de Deus e dos anjos. Contemplando ele as perfeições de seu Criador, mais claras concepções de Deus desvendavam-se perante sua alma. Eram iluminados assuntos obscuros, dificuldades eram explanadas, harmonizadas perplexidades, e cada raio de nova luz provocava novas expansões de transportes, e mais suaves antífonas de devoção, para a glória de Deus e do Redentor.

O amor que o movia, as tristezas que o assediavam, os triunfos que o acompanhavam, tudo eram assuntos para o seu ativo pensamento; e, ao ver o amor de Deus em todas as providências de sua vida, seu coração palpitava com mais fervorosa adoração e gratidão, sua voz soava com mais magnificente melodia, sua harpa era dedilhada com alegria mais exultante; e o moço pastor ia de força em força, de conhecimento em conhecimento; pois o Espírito do Senhor estava sobre ele.” Patriarcas e Profetas, pág. 642.

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Samuel

maio 24, 2010

“‘E crescia Samuel, e o Senhor era com ele; e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. E todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado por profeta do Senhor.’ I Sam. 3:19 e 20.

Durante os anos que se passaram desde que o Senhor Se manifestara pela primeira vez ao filho de Ana, viera a vocação de Samuel ao ofício profético a ser reconhecida por toda a nação. Transmitindo fielmente a advertência divina à casa de Eli, por penoso e probante que tivesse sido este dever, Samuel dera prova de sua fidelidade como mensageiro de Jeová; “e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. E todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado por profeta do Senhor”.

Os israelitas, como uma nação, continuavam ainda em estado de irreligião e idolatria, e como castigo permaneceram sujeitos aos filisteus. Durante este tempo Samuel visitou as cidades e aldeias por todo o país, procurando volver o coração do povo ao Deus de seus pais; e seus esforços não ficaram sem bons resultados. Depois de sofrerem a opressão de seus inimigos durante vinte anos, os israelitas lamentavam ‘após o Senhor’. Aconselhou-os Samuel: ‘Se com todo o vosso coração vos converterdes ao Senhor, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao Senhor, e servi a Ele só’ (I Sam. 7:3); aqui vemos que a piedade prática, a religião do coração, era ensinada nos dias de Samuel como o foi por Cristo quando Ele esteve na Terra. Sem a graça de Cristo, as formas exteriores da religião eram destituídas de valor para o antigo Israel. Elas são o mesmo para o Israel moderno.

Há hoje necessidade de um tal reavivamento da verdadeira religião do coração como o que foi experimentado pelo antigo Israel. O arrependimento é o primeiro passo que deve ser dado por todos os que desejam voltar a Deus. Ninguém pode efetuar isto por outrem. Devemos individualmente humilhar nossa alma perante Deus, e lançar fora nossos ídolos. Quando houvermos feito tudo o que pudermos, o Senhor nos manifestará a Sua salvação.”

Patriarcas e Profetas, págs. 589 e 590