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Anos

janeiro 1, 2014

Memorias do meu Avô

“Tudo passa, às vezes, penso,
Os anos vem e se vão,
Só não passa o amor imenso,
Que me vai no coração.”

Oséas Florêncio de Moura

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Sonho de Natal

dezembro 25, 2013

Memorias do meu Avô

“Mamã, diz o garoto despertando,
Eu tive agora um sonho tão bonito!
E nos maternos braços se atirando:
Era um gato… um chachorro… um cabrito.

Esse então!… Oh, se o visses!… Que beleza!
E fazendo com as mãos: era assimzinho!
Mas é tudo mentira, com certeza
Se eu não tenho seque um chinelinho

Mas tu choras, mamâ! Oh, que tolice
Entriisteceu-te então o que te disse?!
O teu rosto a sorrir é tão bonito!

Ao tal Papá Noel direi, querida,
que a troco de te ver entristecida,
Eu não desejo ter o cavalito!”

Oséas Florêncio de Moura

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A mais querida

dezembro 18, 2013

Memorias do meu Avô

“Serás querida como outrora
Mulher nenhuma o foi jamais
E dia a dia, hora por hora
Hei de te amar cada vez mais.”

Oséas Florêncio de Moura

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Caminhos da Vida

dezembro 11, 2013

Memorias do meu Avô

“Assim… Ambos assim, no mesmo passo,
Iremos percorrendo a mesma estrada,
Ter no meu braço trêmulo amparada,
Eu aparando no teu lindo braço.

Ligados neste arrimo embora escasso,
Venceremos as vozes da jornada…
E tu te sentirás menos cansada,
E eu menos sentirei o meu cansaço.

E assim ligados pelos bens supremos,
Que para mim o teu caminho trouxe,
Plácidamente pela vida remos

Calcando mágoas, afastando espinhos,
Como se a escarpa desta vida dosse,
O mais suave de todos os caminhos.”

Oséas Florêncio de Moura

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Queria que chegasses….

dezembro 4, 2013

Memorias do meu Avô

“Festiva em frente, se ergue a serrania
Tocada de um dourado cambiante;
Queria que chegasses neste instante:
Nem sabes como está bonito o dia!

Anda no ar transparente uma alegria,
Uma alegria imensa delirante;
Como está perto o azul do céu distante!
Que perfume e que luz, na tarde fria!

Queria que chegasses de surpresa.
É tão maravilhosa a natureza…
Juncando esse caminho, há tanta flor!…

…Sairíamos juntos, devagar,
Sem destino, sem pressa de voltar,
De mãos dadas, felizes, meu amor!”

Oséas Florêncio de Moura

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Recordação

novembro 29, 2013

Memorias do meu Avô

“A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada, a mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda a parte.”

Oséas Florêncio de Moura

P.S.: Hoje faz um ano que vovô descansou… Que o Senhor Jesus venha logo para o reencontrarmos!

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Botão de rosa

novembro 27, 2013

Memorias do meu Avô

“Botão de rosa ainda não aberto,
O sol já quer o teu perfil beijar!
Botão de rosa ainda não desperto,
Como me prende o teu suava olhar!…

Minh’alma sonha… Num jardim deserto,
Entre perfumes, bejo-te brilhar…
Botão de rosa, que desejo incerto
Te dá esse sorriso de encantar?

Rosado e loiro, o teu corpinho e leve
Ainda é de anjo, e quase de mulher,
Como um ar d’avesinha cor de neve.

E passas a sorrir, sem perceber
Que, seguindo o teu passo airoso e breve,
O sol do amor começa a amanhecer!”

Oséas Florêncio de Moura

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Soneto

novembro 20, 2013

Memorias do meu Avô

“Tempo feliz os dias do noivado,
Repletos de espernças e de amores,
Tem os encantos múltiplos das flores,
Quando beijadas pelo sol doirado.

Ser noiva é ter no coração plantado
-Sem conhecer doridos dissabores –
Um mundo de ilusões e de primores,
Onde só vive o coração amado.

Ser noiva é ser feliz e venturosa,
É viver como estrela luminosa
Num céu de mil encantos a brilhar.

A noiva vê no mundo um paraíso…
A noiva tudo fala num sorriso,
E o noivo a compreende num olhar.”

Oséas Florêncio de Moura

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A Aliança

novembro 13, 2013

Memorias do meu Avô

“Aliança! Algema divina,
A mais doce das prisões;
-Uma prisão pequenina
Que encerra dois corações

Modesta jóia, é verdade,
Porém, que vale um tesouro;
É toda a felicidade
Dentro de um círculo de ouro.

Na mão direita figura
como penhor de afeição;
Mas é completa a ventura
Se muda para a outra mão.

Rodinha frágil e fina,
Que mais parece um brinquedo,
Com ela qualquer menina
Prende um rapaz pelo dedo.

Elo solto da corrente
Que Deus forjou de amor puro,
E que, atrás do presente,
Liga o passado ao futuro.

Elo de ouro! És a esperança
De horas risonhas e calmas!…
Felizes dos que, na aliança
Fecham a aliança das almas…

Na velhice lembra o enredo
Dos sonhos da mocidade!…
Depois… duas num só dedo
Uma vive… outra é saudade.”

Oséas Florêncio de Moura

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Certeza

novembro 6, 2013

Memorias do meu Avô

“O vento, dum arbusto fez tombar
Uma florinha branca, muito pura,
Que rolando, rolando em lama escura,
As brancas folhas logo foi manchar…

Depressa dessa lama a fui tirar,
Com pena dela, e a palpitar ternura
Vi que a florinha branca era tão pura
Que nem a lama a pôde macular!

Também na vida há flores que o vento em ira
Sacode rudemente, arranca e atira
Para o lodo do mundo em turbilhão…

E talvez conservassem o fulgor,
Se mãos sublimes, límpidas, de amor
Fizéssem o que eu fiz à flor do chão!”

Oséas Florêncio de Moura