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É o fim do mundo….. de novo

janeiro 8, 2010

Se há algo comum em todas as crenças, isto é o fim do mundo. Todas crêem que em algum momento o planeta onde vivemos, ou ao menos o nosso modo de vida, chegará ao seu ocaso. As formas como este processo se dará são completamente diferentes – e às vezes paradoxais – dependendo do credo, mas todos nós compartilhamos da consciência de que nossa raça não estará aqui pra sempre.

Nenhuma outra indústria captou isso tão bem como Hollywood. Desde os primórdios da cinematografia que estúdios de cinema investem em vender filmes aproveitando-se do medo e do fascínio que o fim do mundo causa. De Steven Spielberg (Impacto Profundo, Guerra dos Mundos) a Alex Proyas (Presságio, Eu, Robô) muitos diretores já enveredaram por este tema e embolsaram seus dólares com o resultado da audiência.

Porém, podemos dizer sem perigo de sermos injustos que o maior ícone pop do cinema do fim do mundo é o alemão Roland Emmerich. Seus três filmes mais importantes, todos arrasa-quarteirões de bilheteria, falavam do fim do mundo, cada um abordando uma causa diferente. O primeiro, Independence Day, tratava de uma invasão alienígena. O segundo, O Dia Depois de Amanhã, mostrava as conseqüência da degradação ambiental infligida pelos humanos ao planeta. Agora, seu ultimo e mais audacioso projeto, ainda em cartaz, mostra de uma hecatombe tendo profecias apocalípticas como pano de fundo. Estou falando de 2012 (2012, EUA, 2009).

Pausa para um outro assunto: não importa o quanto a ciência avance, não importa o quanto lendas e mais lendas sejam desmascaradas, não importa o quanto tenhamos acesso quase irrestrito a todo tipo de informação, não importa que estejamos em pleno século 21, uma coisa parece não mudar nunca: sempre teremos pessoas dispostas a acreditar nos maiores absurdos propagados e nas mais malucas teorias.

Lembro-me muito bem, na época do plebiscito para consultar a população sobre a possibilidade de mudança do sistema governamental brasileiro, quando se espalhou no colégio em que eu estudava a teoria de que se a monarquia voltasse a ser o sistema de governo no Brasil, os cristãos voltariam a ser perseguidos e então viria o fim. Eu era uma criança quando esta notícia veio à tona e lembro de ter ficado muito assustado, principalmente porque meu pai estava defendendo a monarquia numa simulação de debate feita no auditório do colégio.

Em tempos mais recentes, Dan Brown (O Código Da Vinci) misturou fatos e ficção de forma tão convincente que muitos cristãos devotos começaram a se perguntar se Jesus Cristo não teria talvez casado com Maria Madalena. Na ocasião, pastores adventistas, dentre eles Rodrigo Silva, se viram obrigados a fazer uma série de palestras mostrando “por A + B” que tudo não se tratava de inventividade inútil da indústria do entretenimento.

Eu queria acreditar que “gato escaldado tem medo de água fria”, mas parece que não. 2012 provocou uma nova onda de dúvidas e questionamentos e a IASD já se antecipou a ela criando o site www.ofimdomundo.com.br (visite, é muito legal descontados os exageros), porém, o que assusta é que 2012 não chega aos pés das pretensões de O Código Da Vinci.

Antes de mais nada, 2012 é um filme divertidíssimo. Em segundo lugar…..bom…..não existe “em segundo lugar”. O filme não tem mais nada além de diversão. Não é inteligente, não é verossímil, não é genial, é somente isto: divertido, e pronto.

A história se baseia na profecia maia de que o mundo acabaria em 2012. Na película, um cientista descobriu mudanças na temperatura da crosta terrestre que causariam uma catástrofe em nível planetário. Aqui cabem algumas observações a este respeito:

1 – embora a catástrofe aconteça realmente no ano de 2012, o filme não especifica data (o calendário maia destaca o fim do mundo para o dia 21 de dezembro daquele ano), o que enfraquece a teoria de que Emmerich estaria pregando a doutrina Maia.

2 – Emmerich não quis fazer um filme sobre a doutrina maia do fim do mundo. Ele queria apenas um filme de apocalipse em que ele pudesse fazer os efeitos especiais mais ambiciosos de sua carreira. O calendário Maia era apenas o argumento dramático, a desculpa pra causar frisson, enfim, propaganda. Tanto que os maias são citados pouquíssimas vezes no filme e de maneira muito vaga.

3 – além dos maias, o filme faz menção a outras fontes que previram o fim do mundo como a bíblia, Nostradamus, etc. Mais uma vez o objetivo não era causar uma confusão doutrinária e sim simplesmente despertar uma identificação com o argumento do filme em mais pessoas do que simplesmente aquelas que acreditam na contagem do povo maia.

Como se não bastasse, todos os clichês dos filmes de Emmerich estão lá:o cachorro que se salva no último minuto, os monumentos mundiais (dentre eles o Cristo redentor) que são destruídos, os líderes mundiais inescrupulosos e um sem-número de piadas impagáveis.

Nada se pode levar à sério em 2012. É apenas entretenimento simples, passa-tempo vazio (e não perca muito tempo com esse tipo de entretenimento). Não se deve dar importância a itens como este, nem para dizer que eles têm algo de útil a ensinar (a não ser por analogia, metáfora e com o uso de muita criatividade e bom senso), nem para dizer que eles, por si sós, têm algum poder ou intenção destrutiva (da cultura, do bom senso, da intelectualidade ou da espiritualidade).

É claro que o mau uso do filme ou mesmo a dedicação em excesso a assistir filmes como este sempre poderá trazer prejuízo a quem quer que seja, mas achar que há algo mais do que um blockbuster em 2012 é tão prejudicial quanto encher a mente de diversão vazia.

É como dito em Oséias 4:6: “o meu povo peca por falta de conhecimento”. Desde então, faço minhas as palavras do Pastor Rodrigo Silva em uma de suas palestras sobre o Código Da Vinci: “Se aparecer outro livro ou filme questionando os conceitos bíblicos sem nenhuma propriedade e vocês derem crédito, a responsabilidade não é mais minha.”

Abração,

Ângelo Bernardes

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Fim do Mundo: 2012?

novembro 14, 2009

Esta história de filmes de ficção científica que passam a ser tratados como se fossem realidade, já passou dos limites. A gente nem bem se recuperou da ressaca que foi ficar respondendo a milhares de pessoas que os próprios criadores do filme “O Código da Vincci” o reconheciam como ficção, e já estamos novamente às voltas com pessoas desesperadas, telefonando até mesmo para a NASA, para saber se o mundo vai terminar em 21 de Dezembro de 2012.

Mais uma vez estamos aceitando ser tratados por Hollywood como “consumidores” e estamos digerindo com nosso cérebro mais uma de suas obras nefastas.

O filme “2012”, que não tem nenhuma base científica, e nem foi exibido ainda, já está alcançando seu “objetivo”. E, qual é mesmo o seu objetivo? Bem, ele já movimenta milhões de dólares em cima de um dos temas mais assustadores para a raça humana: A data do FIM DO MUNDO. Por causa dele, já são centenas de documentários de TV, camisetas, acessórios, artigos em revistas e jornais, discussões religiosas e filosóficas. Tudo girando em torno de uma filosofia tão conturbada e misturada, que até mesmo os Maias, se estivessem vivos hoje, duvidariam de sua veracidade.

Trata-se de uma mistura perigosa de profecias Maias, previsões de falsos profetas, filosofias Egípcias, e, para apimentar ainda mais a receita, uma pitada de distorções da Bíblia, a gosto de quem escreveu o reteiro. Logicamente que o “objetivo” não é esclarecer o assunto, mas fazer dinheiro.

Como se não bastasse tanta ignorância do assunto, por parte do povo em geral, no bojo de tanta “abobrinha filosofal”, aparece também outro tipo de ignorantes: os que pensam que estudaram o assunto e começam a emitir opiniões próprias. Um belo exemplo é o articulista André Petry, que teve seu enorme (e tendencioso) artigo publicado como capa de numa das revistas de maior circulação no pais, no início de Novembro.

Petry, que é um polido ridicularizador do tema do “ Fim do Mundo”, mostra-se avesso à religiosidade e apoia-se em sua pesquisa para levar seus leitores a, como ele, ridicularizarem, não o filme em si, mas quem leva o assunto do “Fim do Mundo” a sério.

Só que Petry se contradiz. Ele escorrega nas palavras.

É lógico que, para se acreditar no Fim, é preciso que se acredite em Deus, ou em algum tipo de Deus. OU seja, é preciso ser religioso. Ser, de certa forma, CRENTE, o que não é, nem de longe, o caso de Petry.

Descrente assumido, ao tentar explicar o porquê de as pessoas ainda procurarem informações sobre o fim do mundo em pleno século 21, Petry se perde, se contradiz ao afirmar coisas como: “Uma das explicações está no fato de que o nosso cérebro é uma máquina programada para extrair sentido do mundo. Assim, somos levados a atribuir ordem e significado às coisas, mesmo onde tudo é casual e fortuito.”[1]

Em primeiro lugar, se o cérebro foi programado, deve haver um programador, não é mesmo? E, quem seria este “programador”? Deus? O acaso? O caos?

Em segundo, se ele acredita mesmo no acaso, como, num mundo originado do caos, um cérebro, que teria surgido por acaso, poderia ser programado pelo acaso para extrair sentido do que, segundo ele mesmo, não faz sentido?

Desculpem-me! Mas acabei de parar pra pensar, e estou notando que meu artigo pode estar estar parecendo ofensivo demais! Talvez eu esteja fazendo exatamente como o articulista a quem critiquei e esteja caindo no mesmo erro de criticar os outros e não contribuir com nada útil. Mais uma vez, me desculpe! Antes de terminar, deixe com que eu me redima, escrevendo alguma coisa que realmente contribua para o seu conhecimento do assunto.

Vamos por outra linha de raciocínio! Vamos pensar: E se Deus existir mesmo?

Se Deus existe:

1. Então tudo teve um PRINCÍPIO.
2. Nada veio do ACASO, mas do Planejamento de Deus.
3. Então Petry, a quem eu só critiquei até agora, está certo ao afirmar que “o nosso cérebro é uma máquina programada para extrair sentido do mundo”. Sim, porque num mundo planejado por Deus, o cérebro perfeito, criado por Ele, sempre buscará a perfeição, e nunca se acostumará ao CAOS que hoje impera no mundo!
4. Se Deus existe, o mundo foi criado PERFEITO e precisa voltar à perfeição.
5. Se Deus existe, então Jesus veio a este mundo, morreu por quem o aceita. Ele ressuscitou, foi levado ao Céu e voltará para buscar aqueles que acreditam nele.
6. Se Jesus voltará para buscar os Seus, então não existe o FIM DO MUNDO, mas O INÍCIO DE UM NOVO MUNDO, depende apenas “de que lado você está”.
7. Enfim, O FIM DO MUNDO só existe para quem não acredita que Deus existe.

Há uns meses li na Bíblia um texto que me chamou muito a atenção. Está em II Pedro 3: 2 em diante:

“tendo em conta, antes de tudo, que nos últimos dias, virão escarnecedores com seus escárnios… e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Por que, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio… Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrario, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, Senão que todos cheguem ao arrepenimento.”

Como eu tenho certeza de que eu não preciso dizer mais nada, vou terminar deixando apenas com que a Bíblia termine de dizer o que falta. Ela vai apenas confirmar que, para quem está com Deus, não existe O FIM DO MUNDO, mas o NASCER DE UM NOVO MUNDO: “Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e nova Terra, nos quais habita justiça.” II Pedro 3: 13

Pr.Fernando Iglesias
http://www.estaescrito.com.br
(Retirado do site “O Fim do Mundo“)