Posts Tagged ‘Cinema’

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E ai pastor?! – Lançamento do Site

agosto 21, 2009

Janela Virtual que se Abre na Vida Real do Jovem

Janela Virtual que se Abre na Vida Real do Jovem

Lançamento do site do E ai Pastor?!

Temas:

1 – Musica Cristã – Influencias mundanas
2 – Musica Crista – Bateria na igreja
3 – Musica Crista – Danca
4 – Lazer – Hora Social
5 – Estilo de Vida – Maquiagem
6- Estilo de Vida – Uso de joias
7 – Futebol – Ir ao estadio
8 – Sexualidade – namoro
9 – Sexualidade – namoro – idade
10 – Sexualidade – homossexualidade
11 – Sexualidade – influencias na midia
12 – Sexualidade – masturbacao
13 – Tecnologia – Internet
14 – Tecnologia – Cinema
15 – Atualidade – Principios X Cultura
16 – Igreja – Nova doutrina
17 – Universidade – Criacionismo
18 – Perfeito como Deus é perfeito
19 – Recado Final

Acesse – eaipastor.portalja.com.br

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Lançado! E ai pastor? com Pr. Odailson Fonseca

dezembro 9, 2008

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Cinco razões porque não vou ao cinema

fevereiro 8, 2008

Me chamo Vinicius A. Miranda tenho 22 anos e fui convidado pelo Franzé Jr. para postar alguns artigos aqui no Ação JA. Também sou colunista do IASD em Foco.

Ajudo a cuidar de alguns sites, mandando materiais, etc, sendo eles a Central de Diretores J.A., Portal J.A. e Tinguiteen. Sou Lider J.A. investido e medalha de dedicação. Freqüento a IASD Tingui em Curitiba – PR.

Como um adventista que nasceu na igreja, vejo estampado no rosto dos nossos jovens hoje,o mesmo drama e conflito que vivi. É pecado ir ao cinema ou não? A igreja parece impotente para dar respostas convincentes, e os nossos jovens exigem uma que esteja escrita na Bíblia ou no Espírito de Profecia. No tempo de Ellen White não havia cinema, mas havia teatro e ela foi claramente contra.

A igreja, no intuito de preservar os nossos jovens da influência do mundanismo, estabeleceu o estigma de que ir ao cinema é pecado. O cinema em si pode não ser ruim, contudo, a tradição religiosa da igreja diz que isso é pecado (tanto no Brasil, como nos Estados Unidos, para minha surpresa). Na realidade, o motivo da proibição , era impedir os nossos jovens de assistir aos filmes, e não de ir ao cinema em si. Com o advento do viodeocassete, a igreja foi traída pela sua proibição, e agora todo mundo assiste em casa, e a polêmica definitivamente se estabeleceu. Ir ou não ir? Pode ou não pode? Em primeiro lugar, temos que lembrar que para a pessoa que está realmente determinada a ir ao cinema, nada vai convencê-la do contrário.

Contudo, as cinco razões que apresento aqui pode ajudar aqueles que são sinceros, e que, na dúvida, estão orando a Deus, querendo fazer a Sua vontade.

A Primeira Razão: Vou usar como primeiro argumento aquilo que muitos jovens acham elementar. Se hoje você vai ao cinema e alguém o vê indo, essa pessoa pode ficar escandalizada, e isso é pecado.

Se o seu comportamento escandaliza o seu irmão, o princípio é claro ao dizer que é melhor não fazer. A Bíblia fala fortemente sobre esse princípio em I Coríntios 8. Paulo fala que alguns, não tendo conhecimento profundo da verdade, têm uma consciência fraca. No verso 9, Paulo estabelece o princípio quando diz: “vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos.” Em I Coríntios 10:23 3 32, Paulo diz que “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm”. “não vos torneis causa de tropeço…para a igreja de Deus.

” E o que mais me impressiona é a declaração do capítulo 8:12 quando Paulo diz: “E deste modo (referindo-se ao pecado do escândalo), pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais.” Se ao ir ao cinema, escandalizo a minha igreja ou o meu irmão, estou pecando contra Cristo, diz a Bíblia.

Segunda Razão: Um princípio elementar, mas que não deixa de ser uma razão, é que ali é a “roda dos escarnecedores”. Bem, você pode dizer que a “roda dos escarnecedores” está em todo lugar, no metrô, no ônibus, etc.

Contudo, a “roda dos escarnecedores” do cinema é específica. O grupo que ali está, não está por uma necessidade, mas porque querem ir espontaneamente para satisfazer a si próprios e entreter o seu ego. Vão lá porque gostam e querem assistir ao filme, mas existe algo mais que o filme: como o ambiente, o escurinho, o silêncio, o som e o tamanho da tela. Tudo isso é planejado de uma maneira, não para fazer você assistir ao filme, mas para você entrar no filme.

Concordo com o salmista no Salmo 1:1, quando ele diz: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Creio que o cinema é uma roda específica de escarnecedores, que estão buscando um tipo de prazer que só lá dentro alcançarão.

Será que ao ir ao cinema não estou me detendo no caminho dos pecadores?

Terceira Razão: A escuridão do ambiente afeta tremendamente o ouvinte. Engraçado é que ninguém percebe e acha normal. E é aí que a gente vê como o diabo é sutil. O ambiente escuro é para ninguém ver ninguém, e para tentar colocar na sua cabeça que aquela imagem é uma realidade só sua, feita para você; ainda que seja só naquele momento. Seu subconsciente consegue captar mensagens que podem afetar profundamente sua maneira de ver, pensar e agir, baseado em imagens que muitas vezes nem sequer fazem parte do nosso mundo real. normalmente, não gostamos da escuridão. Temos medo.

E tão logo entramos em um ambiente escuro, procuramos uma luz para acender. Entretanto, no cinema, as trevas têm por objetivo captar a sua mente, levando você a uma fantasia que não é a sua realidade. Pode parecer que não, mas ver o filme no escuro do cinema, e ver no claro na sala de estar da sua casa, faz uma grande diferença quanto à influência que você recebe. E às vezes, essa influência é involuntária, você nem a percebe, mas ela está lá. Ao escrever esta declaração, não estou defendendo a liberação de qualquer filme em casa, mas tentando mostrar que, definitivamente, o cinema não é um lugar para cristãos.

Quarta Razão: O tamanho da tela gera uma imagem muito realística, que associada com o escuro, exerce um poder fascinante, transportando você da sua realidade para dentro de um mundo imaginário no filme. Como todo mundo nesta vida de pecado tem sonhos, os filmes não são outra coisa senão os sonhos dos seres humanos se tornando realidade. Daí porque o mundo está fascinado com Hollywood. Jamais a tela de um televisor, por maior que seja, vai exercer sobre você um poder tão fascinante como dentro do cinema. Se fizermos uma pesquisa com duas pessoas, sendo que uma assiste a dez filmes em casa, e depois dermos um questionário para elas responderem, buscando ver o efeito dos filmes no subconsciente, compreenderemos o poder do cinema, e por que a igreja está certa em dizer que ele é pecado.

Quinta Razão: O último motivo pelo qual o cristão não deve ir ao cinema é simples. Eu até diria elementar, mas de uma sabedoria fantástica: “Na dúvida, não ultrapasse.” Por que correr o risco, se o assunto é polêmico? Será que Jesus entraria com você no cinema? A mesma pergunta pode ser feita quanto à escolha que você faz dos seus filmes. Será que ele sentaria com você na poltrona da sua casa e assistiria aos filmes que você está assistindo? acho que, na dúvida, não é bom ultrapassar. Que sabe esse último princípio, ainda que simples, possa salvar jovens que ainda não têm fé suficiente para compreender os quatro princípios anteriores.

Talvez você não esteja convencido de que não deve ir, mas se a dúvida está no seu coração, é mais seguro não ir. Para aqueles que não têm dúvida, e que se sentem confortáveis em ir, achando que não há nada de mais, eu diria que a sua consciência não é um guia seguro. Você pode até estar sendo sincero no que faz, mas se caminhar na direção errada, perderá o jogo da vida eterna.

Uma coisa que devemos nos lembrar, é que antes de ser aceito como membro da igreja, é feito uma entrevista com o candidato ao batismo, e nela se pergunta “há quanto tempo você não freqüenta: Teatros, bailes, CINEMAS, etc”, e após essa entrevista, o candidato assina, assumindo a responsabilidade que deixou as praticas para trás. Porque após sermos batizados ainda nos restam duvidas? Se quando aceitamos a Jesus declaramos que não faremos mais as coisas que fazíamos antes!

Certa vez, li uma história em que a Coca-Cola resolveu fazer um teste de marketing para testar o poder da imagem sobre o subconsciente das pessoas. Na produção de um filme para o cinema, eles incluíram várias vezes, no meio da projeção, rápidas imagens de uma garrafa de Coca-Cola . Os flashes eram rápidos como um relâmpago e, embora as pessoas vissem aquele rápido flash na tela, elas não conseguiam identificar a imagem. Na saída do cinema, eles colocaram bancas de Coca-Cola para vender e, à porta ,eles perguntavam às pessoas se elas podiam dizer o que viram na imagem dos flashes.

Ninguém conseguiu dizer o que tinha visto na imagem, mas todos perceberam o flash rápido. Apesar de não terem notado a imagem da garrafa de Coca-Cola, 70% daqueles que assistiram ao filme, compraram uma garrafa de Coca-Cola para beber, na saída do cinema. Os outros 30% não compraram, mas confessaram que estavam com vontade de beber. Essa experiência mostra que o poder do subconsciente de captar as imagens é muito grande. Somos afetados sem perceber, e aí reside o perigo.

Em minha opinião, a igreja está certa quanto a não ir ao cinema. Se bem que também devemos cuidar muito com o que assistimos em casa. Hollywood está determinando o comportamento da sociedade moderna e criando filmes que, em lugar de entreter as pessoas, as levam a ficarem insatisfeitas com a sua vida, porque elas vêem nos filmes um mundo de sonhos e cores. A comparação é uma arma de Satanás para nos conduzir ao pecado. Ele fez isso no Éden, tentando comparar o homem a Deus.

E hoje ele usa os meios mais sofisticados para levá-lo a comparar a realidade da sua vida com a imagem fantasiosa dos filmes. Se a sociedade pudesse imaginar o que existe por trás dessas produções, e como se situa o mundo artístico, talvez nem assistisse aos filmes que por eles são produzidos. O critério para provar se um filme é bom ou não?

Faça a pergunta: Poderia Jesus assistir comigo? Sim ou não? Lembre-se de que lá no Céu não existe o mundo imaginário dos filmes e das superproduções. Lá, sim, nos encontraremos com a verdadeira realidade dos nossos sonhos, e a tela, seja do cinema ou da TV, já não terá mais poder sobre nós, e nem existirá, porque Aquele que é real, nos transformará para as realidades eternas.

Vinicius A. Miranda

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And the oscar goes to…

fevereiro 8, 2008

O Ministério da Justiça usa o critério de faixa etária para classificar os filmes postos em exibição nos cinemas e/ou vendidos em DVD. Além da classificação por idade, você poderá encontrar a descrição resumida das cenas que levam o filme a ser taxado como “Classificação Livre” ou “Inapropriado” para esta ou aquela idade.

Dentre as expressões mais utilizadas, destacamos duas: “temática com impropriedade” e “desvirtuação de valores”.

O primeiro termo se refere a quando um filme trata de um certo assunto sem veicular informações suficientes para a sua correta compreensão, ou veiculando informações distorcidas. Trata-se de um erro de informação.

Já o segundo termo diz respeito a uma inversão de conceitos morais e éticos tratando os conceitos inaceitáveis como aceitáveis e os aceitáveis como se fossem indesejados. Trata-se de um erro de juízo de valor.

Na verdade, os dois critérios se completam. Do ponto de vista deste simplório colunista (de araque), todas as vezes que há uma desvirtuação de valores, há necessariamente a exposição de uma temática com impropriedade (muito embora não possamos dizer que o oposto também seja uma regra).

Dito isto, foi com um misto de esperança e desconfiança que recebi a lista de indicados a melhor filme na premiação do OSCAR 2008. Antes de explicar porque, vou apresentar a você os concorrentes:

Conduta de Risco – Filme sobre um advogado que surta ao se deparar com um complexo caso da firma de advocacia para a qual trabalha.
Onde os Fracos Não Têm Vez – Filme western sobre um homem que se vê perseguido por roubar o dinheiro de um traficante
Sangue Negro – Épico sobre um homem que põe seus conceitos e sua família a prova quando encontra na exploração de petróleo um caminho curto par a riqueza.
Desejo e Reparação – Drama sobre os acontecimentos que acometeram uma família no cenário da segunda guerra.
Juno  – Comédia romântica independente sobre uma adolescente que se vê grávida de um colega de escola.

Em 2006, a academia premiou um filme complexo, difícil de se digerir: Crash – No Limite, um inteligente apanhado das várias faces do pré-conceito e de como elas se conectam. Porem, em 2006 foi a vez do diretor Martin Scorsese levar a estatueta pelo seu Os Infiltrados, um filme tido pela crítica como “uma análise social do gangsterismo”, que, no fim das contas segue mesmo a linha da estilização da violência (vide 300) e da celebração da perversidade (destaque para as cenas de tiros e sangue em câmera lenta ao som dos Rolling Stones).

Assim, quando vi a lista acima, fiquei na dúvida: iria o OSCAR premiar novamente cineastas que utilizam o primor técnico para sobressair o pior do comportamento humano? Ou seríamos poupados das análises sociais coreografadas, ritimizadas e musicalizadas da “violência-pop” em privilégio de filmes com maior conteúdo dramático? Traduzindo, teríamos que agüentar todo mundo correndo pra locadora pra assistir Onde os Fracos Não Têm Vez? Ou poderemos sorrir com resignação quando algum frustrado protestar: “Como é que premiam com a estatueta de melhor filme um filme como Conduta de Risco”?

Mas o problema não para por aí. Mesmo que tenhamos filmes premiados na linha de Conduta…, Desejo e Reparação ou Juno, será que a temática destes filmes é tratada com impropriedade? Será que há desvirtuamento de valores éticos?

Enquanto que a Academia parece privilegiar cada vez mais a técnica em detrimento do roteiro, fica a pergunta para nós: a que película daremos o Oscar de melhor filme? E se nenhum deles merecer ser visto, o que faremos?

Lembrem-se de uma coisa: nosso filtro é bem mais amplo do que o filtro da comissão julgadora que forma a maior premiação do cinema mundial.

Marcel Hessel, crítico do site Omelete assim dispôs sobre o filme Os Infiltrados: “Filmar a violência é uma forma de tentar entendê-la, tentar entender aqueles que a utilizam e, por extensão, compreender as próprias divisas da nossa sociedade.” Não sou crítico profissional. Mas, com o perdão da ousadia, filmar a violência da forma como têm feito grandes como Martin Scorsese, Quentin Tarantino e outros é mais uma forma de incentivo do que de análise. A estilização e a celebração da mesma em nada contribui para a compreensão do fenômeno real que assola o nosso país. Ao inverso, justifica aqueles que fazem uso dela e populariza seus métodos.

Assim, vamos esperar ansiosos até o dia da grande festa para conferirmos se o Oscar vai para o melhor filme ou a melhor desvirtuação de valores.

Abração…

Ângelo Bernardes

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Cardápio de Fim de Férias “Ação J.A.”

janeiro 29, 2008

As férias estão terminando e você já deve estar fazendo uma lista de coisas que precisa fazer antes de voltar às aulas ou ao trabalho.

Quer uma recomendação? Vá à praia, pratique esportes, aproveite para se envolver mais na igreja, saia com amigos, ponha seu ano bíblico em dia, visite parentes que não vê a um bom tempo.

Porém, se mesmo assim você ainda tiver tempo livre, para aquelas noites monótonas em que tudo o que a TV lhe oferece é a novela das oito (e a TV não costuma oferecer coisas muito melhores não), gostaria de lhe sugerir um cardápio. Uma série de bons filmes que podem fazer você se divertir sem que isso comprometa a sua inteligência. Aviso logo: tenho uma fama injusta de gostar de filmes que ninguém mais gosta (minha companheira de blog, dona Tatyanne de Morais é uma das responsáveis por espalhar isso). Porém, me dê uma chance. Você não vai se arrepender.

Entrada: Escritores da Liberdade (Freedom Writers, EUA, 2007)

O filme conta a história real de Erin Gruel, uma professora iniciante que opta por dar aula numa escola pública do subúrbio. Lá ela se depara com um grupo de alunos delinqüentes, membros de gangues, cujo rendimento escolar é pífio e que, por isso mesmo, são desprezados pela administração do colégio. Erin pretende provar que um pouco de perseverança, amor à causa e boas idéias podem mudar este quadro. O filme faz refletir o preconceito, as imposições sociais e o papel da educação da formação do ser humano. Não. Não é um filme chato. Muito pelo contrário. As histórias dos alunos de Erin vão prender você e te mostrar um outro ponto de vista sobre os grupos sociais.

 

Acompanhamento: À Procura da Felicidade (The Persuit of Hapiness, EUA, 2007).

Will Smith interpreta a história real de Chris Gardner, pai de família completamente falido, e sua luta para criar seu filho (interpretado por Jaden Smith, filho real de Will.). Você pode pensar que se trata daqueles melodramas cheios de sermões. Esqueça. O filme tem ótimos momentos de comédia e não se foca na miséria do personagem principal e sim na força dele para dar a volta por cima. Há cenas memoráveis como a que Gardner dorme com seu filho num banheiro público fingindo ser uma caverna pré-histórica para abrigá-los de dinossauros, só para que o filho não sofra com a real situação em que se encontravam (foram despejados por falta de pagamento de aluguel). É uma ótima oportunidade para aprender sobre perseverança, fé, princípios e principalmente trabalho duro.

 

Prato Principal (Pode-se ver no sábado): Terra Selvagem (End Of Spear, EUA, 2005).

Uma das mais belas histórias já produzidas por Deus e transformadas em filme pelo homem, Terra Selvagem narra os fatos reais acontecidos a um grupo de cinco missionários e suas famílias. Estes homens tentavam levar o evangelho a uma tribo de índios homicidas no Equador, quando foram acometidos por uma tragédia que mudaria o curso de seus planos. Surpreendentemente este triste fato trás a tona toda a beleza da história. Qualquer detalhe que eu dê a mais tirará a graça do longa. A película mostra o amor de Deus e o amor ao próximo como os pilares básicos da vida. Falaremos melhor sobre este filme em outro post. Assim, assista logo,antes que eu conte o final.

Sobremesa: Poseidon (Poseidon, EUA, 2006).

Ok. Você também tem direito a um pouco de diversão sem maiores pretensões. Mas lembre-se: este filme é a sobremesa, nada de assisti-lo antes do almoço acima. Trata-se de um bom filme-desastre com ótimos efeitos especiais, sem violência interpessoal, sem sexo, sem linguagem depreciativa, sem filosofias estranhas, enfim: é pura ação. No enredo, uma luxuosa embarcação vira de cabeça para baixo quando é atingida por uma onda gigante. O ponto principal é a luta dos sobreviventes para chegar à saída do navio e serem resgatados. Nada mais do que isso.

Ok, o almoço está servido. Bom Apetite.

Abração.

Ângelo Bernardes.

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BOX Coluna de Filmes do AÇÃO J.A.

janeiro 3, 2008

Se você chegou a este post sem ler o artigo logo mais abaixo, pare agora mesmo. Leia o tópico anterior e depois volte pra cá. Se você já leu, ótimo estamos prontos pra concluir nossa série de cinco posts.

Acho ótimo quando certos estúdios lançam DVD’s com toda uma série de filmes reunidos numa única coleção. Assim, decidi juntar todos os elementos da nossa série de introdução em um único post.

Agora que você tem uma base para começar, corra para a locadora e faça boas escolhas.

Antes do filme:

  1. Leia todas as sinopses e todas as críticas possíveis. Informe-se.
  2. Peça opinião de pessoas que já assistiram ao filme que você pretende assitir, principalmente se forem cristãs.
  3. Procure saber se o filme tem conteúdo que contrasta com o que Deus diz em Filipenses 4:8 ou se você está incerto quanto a se deve assisti-lo ou não.
  4. Procure algum sinal de que o filme contenha cenas gratuitas, seja de sexo, violência, vulgaridade ou qualquer outra coisa. Se tiver, é um mau sinal.
  5. Se preciso, ore e peça para que Deus lhe ajude a escolher o melhor filme para o seu entretenimento.
  6. Se você realmente gosta de cinema e quer ir mais além, pesquise um pouco sobre o diretor do filme que você quer ver e procure montar um perfil dos trabalhos dele. Assim, você pode ter uma idéia melhor do que está por vir.

Durante o filme:

  1. Procure identificar que tipo de filosofia o filme está querendo lhe passar. Se elas se enquadram nas quatro correntes filosóficas que abordamos na nossa coluna, atenção redobrada.
  2. Preste atenção na forma como o filme põe em prática a equação do cinema: como ele aborda os fatos? É de um ponto de vista cristão? Ele considera erradas as mesmas coisas que Deus considera erradas? O filme possui elementos que aguçam os sentidos? Se sim, quais são os sentidos que o filme aguça?
  3. Preste atenção no seu ponto de diferenciação. Se alguma cena do filme ou mesmo alguma idéia que ele lhe passe lhe parecer confusa ou nova, tire suas dúvidas com pessoas de confiança.

Depois do filme:

  1. Cuidado com a teoria da sopa de rã. Se o filme que você assistiu tinha conteúdo moralmente reprovável, não te deixou se sentindo muito bem por tê-lo assistido ou foi de encontro a algum dos seus princípios, cuide para que a experiência não se repita.
  2. Comente o filme com outras pessoas que também o assistiram. Isso pode ajudá-lo a ver a película por diversos ângulos.

Se o filme passou por este filtro (e que filtro, hein?), resta uma obrigação a você: chame alguns bons amigos, a família ou a namorada, faça uma boa porção de pipoca e…bom filme, sem culpa.

Abração…

Ângelo Bernardes

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O Melhor Guia de Filmes do Mundo

janeiro 3, 2008

Você deve estar perguntando o que eu estou fazendo postando dois posts de uma vez. Bom, pontualidade nunca foi o meu forte, mas a gente se endireita aos poucos. Acontece que eu estou devendo a vocês dois artigos atrasados que deixei de publicar na semana certa. Assim, aqui vão os dois seguidos.

Este era para ser o último post da nossa série de quatro posts sobre a introdução ao papo de cinema. Pois é, não deu. O quarto post ficou grande demais e eu o dividi em dois. Assim, a nossa série de quatro posts virou uma série de cinco posts. Enjoy…

Seria muito bom se Deus mandasse para nós um guia. Algo que nos dissesse a que filmes devemos assistir. Talvez não fossem necessárias tantas colunas e palestras sobre cinema, não é? Pois pode parar de sonhar com isso. Esse guia existe e está à sua disposição a mais de mil anos (não vá deixar de ler a minha coluna por isso, ok?).

O Guia de filmes de Deus é composto de duas partes e quatro versos bíblicos simples, mas que juntos podem realmente fazer a diferença na sua vida. Lá vamos nós:

  • 1ª Parte: Analise os filmes (Filipenses 4:8)
  • 2ª Parte: Analise a si mesmo (Romanos 14:14, 22 e 23)

Destrinchando:

  • Filipenses 4:8 – “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há, e se há algum louvor, seja isso que ocupe a vossa mente.”

Não há segredos, meus amigos. Deus deixou claro aquilo que ele quer que ocupe a nossa mente, portanto, qual é o conteúdo do filme que você está vendo? É puro, é amável, honesto, de boa-fama? Estes elementos estão inclusos na história que está sendo contada? Fora disso, não há bons filmes.

Porém, você deve saber contextualizar bem o verso acima para usar o guia na maneira correta. É sempre mais importante a intenção com que a cena é mostrada do que a própria cena me si. Tomemos por exemplo o filme A Ultima Batalha, o primeiro longa metragem Adventista. Nele, nós podemos encontrar cenas de violência e de consumo de drogas. Porém, estas cenas mostram sempre a violência e as drogas como coisas ruins e nocivas à saúde mental, física e espiritual, e isto é bom e honesto. Estas cenas não são gratuitas, ou seja, estão ali para mostrar a decadência moral do personagem Lucas e como as drogas podem ter levado o rapaz a isso. Por fim, não são mais demoradas e detalhadas do que precisam ser, justamente porque não têm a intenção de aguçar nossos sentidos, despertando curiosidade ao invés de repulsa. Isso é ser justo e de boa fama, mesmo mostrando cenas de violência e drogas.

Vamos um pouco mais além. O filme “Infidelidade” mostra a tragédia pessoal de uma mulher que trai o marido com um homem mais novo. O filme mostra o adultério do ponto de vista correto, como algo ruim e desrespeitador. Ponto para ele: está sendo honesto e justo. Porém, as cenas de sexo são desnecessariamente demoradas, detalhadas e intensas. Isso aguça os sentidos do telespectador, desperta-o para um tipo de sexo ilícito. Quando assistido por jovens que não estão casados, despertam seus instintos para uma fase da vida que ainda não lhes pertence, e mesmo para casais casados, pode ser uma influência para colocar a libido a frente do amor. Assim, o filme não é amável, nem muito menos puro. Fuja.

Porém, é bem verdade que nem sempre poderemos ser tão precisos quanto ao que consideramos “puro”, “amável”, “de boa fama”, etc. Isso acontece porque nós reagimos de forma diferente aos estímulos. Aquilo que induz uma determinada pessoa a pecar, pode não induzir outra. Aquilo que atiça os sentidos de alguém pode não atiçar os sentidos de outrem. Por isso Deus criou um critério para possamos analisar a nós mesmos com relação aos filmes que assistimos, de acordo com a luz que temos, a nossa personalidade e a nossa experiência com Cristo. Vejamos:

  • Romanos 14: 14, 22 e 23 – “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem aventurado aquele que não condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo que não é de fé, é pecado.”

O critério é simples e eficaz: na dúvida, não assista, não ouça, não leia, não compre. Sua salvação é preciosa demais para pô-la em risco com um filme, uma música ou o que quer que seja. Se tua consciência te acusa, rejeite.

Além disso, não tente usar esse princípio para “santificar” o pecado. Deus deixou instruções bem claras daquilo que ele considera imundo ou não. Se você tem conhecimento dessas coisas então você é ciente de que elas são imundas, e se não as considera imundas, então definitivamente você precisa acertar as contas com Deus. Se você não conhece as coisas que Deus considera imundas, também precisa de uma vez por todas de maior comunhão com o Pai.

Por fim, para usar esta guia você deve prestar atenção em dois detalhes: (1) nunca use estes versos fora do contexto para tentar justificar más escolhas. (2) Nunca use apenas um dos versos. O guia só funciona se você usar todos juntos. Agora corre lá pro post de cima.

Juízo….

Ângelo Bernardes

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O Cinema e as 4 Correntes Filosóficas

dezembro 29, 2007

Olá internautas…

Depois de um longo e tenebroso inverno (eu já começo com uma frase feita), cá estamos nós para darmos continuidade ao nosso papo sobre cinema. Eu esqueci de falar pra vocês. Esta é uma série de quatro posts que darão uma introdução básica pra que a gente possa conversar sobre qualquer coisa relacionada a filmes sem maiores tropeços: primeiro analisamos como o cinema influencia nossa mente. Depois demos uma olhada em algumas expressões que serão bastante utilizadas na nossa coluna. Agora estamos prestes a conhecer (ou reconhecer) as quatro principais correntes filosóficas que podemos encontrar nas películas que nos são oferecidas. São elas: Existencialismo, Humanismo, Hedonismo e Espiritismo. Vamos ver um pouco mais sobre elas e sua relação com o cinema:

  • Existencialismo: Corrente filosófica que trata o evento do “ser” como sendo a própria essência humana. Procura responder questões relacionadas à existência como o porquê de estarmos aqui,quem somos, qual é o verdadeiro sentido da vida. Procura explicar o significado de nós mesmos e de nossa existência. Filmes de super-heróis tem um forte apelo existencialista. Em Homem-Aranha, por exemplo, Peter Parker vive sempre no dilema entre os poderes que possui e as responsabilidades que eles acarretam. Já em Super-Man, Clark Kent se debate entre o fato de ser um “semi-deus” e, ao mesmo tempo, um ser humano comum, com desejos, frustrações, etc. Outro exemplo interessante é Batman. O personagem Bruce Wayne está sempre dividido entre a dor de ter perdido seus pais, seu sentimento de vingança e o desejo de fazer justiça. A filosofia existencialista não é nociva em si, porém, é preciso ter cuidado com ela. Uma mensagem existencialista pode fazer você questionar sua fé, ou mesmo se perder no meio do labirinto das dúvidas existenciais e desviar o foco de Cristo para si mesmo. Um Cristão em dúvidas é sempre um alvo fácil para Satanás.
  • Humanismo: Esta corrente filosófica propõe a celebração do homem como o centro de todas as coisas. A natureza humana é evidenciada e apreciada em todos os seus nuances, tanto bons quanto ruins. Tudo o que é inerente ao homem deve ser aceito por ele e não rejeitado. Filmes como Closer, Infidelidade, Simplesmente Amor, e, pasmem, Matrix, possuem mensagens humanistas. Um bom exemplo de como a filosofia humanista se propaga através da cultura pode ser observado na música da cantora Madona: “Human Nature“. Nela, Madona se explica pelos escândalos sexuais que causou dizendo apenas que: “Desculpem. Eu não sabia que não podia falar de sexo. Eu não estou arrependida. É a natureza humana.” (sic.).
  • Hedonismo: É a corrente filosófica que prega que o prazer é o bem supremo do ser humano e deve estar acima de quaisquer outros valores. A cultura Rock é totalmente pautada pelo hedonismo. Através desta filosofia é possível ‘justificar’ o uso de drogas, álcool, o adultério, osado-masoquismo e toda a sorte de pecados. Tudo é aceitável desde que dê prazer. Um exemplo bem próximo de como esta filosofia está presente na nossa cultura é a novela Sete Pecados. No cinema, temos uma porção de exemplos de filmes dos piores tipos: American Pie, Antes Só do que Mal Casado, O Virgem de 40 Anos, Closer, etc.
  • Espiritismo: Simples de definir. Simples de exemplificar. Filmes que mostram fatos sobrenaturais ligados a espíritos, demônios, vida após a morte, feitiçaria e dimensões paralelas, a saber: Harry Potter (eu tinha que citar esse, né?), Espíritos, Premonição, A Casa da Colina, A Bruxa de Blair, etc. não é demais lembrar que Deus desautoriza qualquer tipo de feitiçaria e descarta completamente a possibilidade de qualquer contato entre vivos e mortos e qualquer estágio existente entre a vida e a morte, bem como qualquer tipo de atividade consciente entre os mortos. Porém, é importante que você não confunda “espiritismo” com “fantasia”. Imaginar que uma pessoa pode voar ou, quem sabe, ficar invisível, é pura fantasia, mas não chega a ser espiritismo em si mesmo, pois não está relacionado a demônios, vida após a morte e os outros itens que citamos em nossa definição. Não confunda também “espiritismo” com “mitologia”. Apesar de muitas vezes estarem relacionados, estes dois conceitos são bem distintos.

Por fim, gostaria apenas de adverti-lo que estas correntes filosóficas não podem ser definidas por completo nestes simples parágrafos. Há uma série de pormenores e características que precisam ser aprendidas. Aqui, nós tentamos lhe dar apenas um vislumbre para que você fique atento a estas filosofias nos filmes a que estiver assistindo.

Lembre-se: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que professa a nossa vã filosofia”.
Abração. Feliz ano novo. A gente se vê.

Ângelo Bernardes

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Jargão “Ação J.A.” de Cinema

dezembro 9, 2007

Antes de tudo, preciso pedir desculpa a vocês leitores do Ação J.A. Este post está saindo com três dias de atraso. Espero não ter deixado vocês na mão neste período. E aí vamos continuar nosso papo?

Todo ramo de conhecimento tem o seu “jargão”: um conjunto de expressões utilizadas comumente e que possuem um significado vasto e completo. Os jargões poupam o tempo de quem os conhece. Podemos substituir toda uma longa explicação por um simples termo do jargão. Assim, já que vamos tratar de cinema, vamos conhecer algumas expressões que usaremos com certa freqüência. Algumas fazem parte dos artigos convencionais sobre o assunto. Outras são originais do Ação J.A. Assim, todas as vezes que você estiver lendo uma de nossas conversas e não lembrar o significado de uma expressão, pode voltar até este post e refrescar sua memória. Lá se vão nossas expressões mais comuns:

1. As três formas de se definir cinema:

  • Cinema-indústria – é os filmes, as salas de projeção, os atores e atrizes, o Oscar, o Globo de Ouro, a pipoca, Hollywood, os filmes independentes, o glamour, o tapete vermelho, a imprensa, a propaganda, os DVD’s, enfim: tudo que tem a ver com a produção de filmes faz parte da indústria cinematografia.
  • Cinema-filme: é simplesmente os filmes que você assiste.
  • Cinema-sala-de-projeção – é as salas de projeção de filmes. Tanto as modernas salas existentes nos shoppings quanto aquelas mais simples e antigas, encontradas nos centros das cidades.

Humor escatológico – tipo de humor que faz piadas com excrementos, fluidos corporais e elementos constrangedores. Em bom português, toda vez que alguém faz piada com coisas como vômito, flatulência (não me faça citar a outra palavra, por favor), fezes, urina, obesidade, etc., está fazendo humor escatológico.

Cenas gratuitas – O filme A Ultima Ceia narra uma interessante história de redenção e auxílio mútuo em que um homem e uma mulher, marcados por sucessivos problemas pessoais, encontram um no outro um apoio para começar uma nova vida. Até aí tudo bem, não fosse pela extravagante cena de sexo protagonizada pelos dois personagens principais e comentada à exaustão pela crítica. A cena não contribui em nada para o enriquecimento da história ou a melhor compreensão do tema do filme. Seria perfeitamente dispensável e até destoa do contexto da narrativa. Está ali única e simplesmente para que as pessoas “apreciem”, por assim dizer, uma cena de sexo quase explícito.

Um filme, no desenvolvimento de seu tema, precisa lançar mão de cenas que contribuam para que o telespectador compreenda a mensagem que se está querendo passar. Se você vai fazer um filme de guerra, logicamente que você vai precisar pensar em cenas de explosões, tiros e batalhas. Afinal, trata-se de um filme de guerra. Porém, muitas vezes um diretor inclui cenas em seu filme que nada prestam para explicar melhor o conteúdo central da película. Estão ali simplesmente para causar um efeito visual no telespectador, despertas seus sentidos (lembrem do que falamos sobre isso no post passado) ou saciar alguma vontade torpe do público. Assim surgem as cenas gratuitas de violência, sexo, choro, escatologia, crueldade, etc.

Teoria da sopa de rã – Se você colocar uma rã numa panela de água fervente, ela saltará para fora imediatamente. Porém, se você colocá-la numa panela de água fria, e for fervendo aos poucos, o pobre anfíbio ficará ali quietinho até virar o seu jantar. Motivo: A temperatura do sangue da Rã se adapta ao ambiente em que ela está, desde que a mudança não seja brusca.

Assim são nossas emoções. Uma criança que nunca viu um filme com conteúdo violento vai se chocar ao assistir um filme como Jogos Mortais, por exemplo. Talvez desligue a televisão antes da metade do filme e decida que nunca mais quer ver algo tão violento como aquilo. Porém, dê-lhe doses homeopáticas de violência para que se acostume com ela, e, em pouco tempo, você conseguirá com que esta criança assista filmes com cenas de tortura e mutilação sem grandes problemas (acredite em mim, não teste por si mesmo). Este processo faz com que entremos num processo de adequação dos nossos conceitos e princípios para que nossa mente possa aceitar a nova porção de violência que nos está sendo oferecida. Apesar de termos usado o exemplo da violência, este processo também ocorre com o sexo, a falsidade e quaisquer outras coisas que se queria inserir na mente humana.

Ponto de diferenciação – O filme é Batman Begins. A cena é uma em que o homem-morcego está saltando pelos telhados das casas e pelas coberturas dos prédios de Gothan Batman Begins - TumblerCity com seu Tumbler – uma espécie de “carro-super-dotado”. Se eu perguntar numa sala de aula quantos acham que esta cena é uma mentira, uma ficção, eu estou certo que todos levantarão suas mãos afirmativamente. Porém, no mesmo filme há uma outra cena em que a promotora de justiça Rachel olha para Bruce Wayne e lhe profere a seguinte máxima: “Não é o que você é que importa, mas o que você faz que define você”. Se eu perguntar, na mesma sala de aula, quantos acreditam que isso pode ser verdade, eu já não terei uma unanimidade. Um filme passa informações, fatos e filosofias. Em alguns momentos eu saberei diferenciar o que é verdade e o que é mentira. Em outros momentos eu já não terei tanta sagacidade. A grande diferença é o conhecimento que se tem do assunto que está sendo tratado. Filmes constantemente passam a idéia de que devemos deixar nosso coração guiar nossas escolhas. Porém, um cristão estudioso da bíblia saberá que “enganoso é o coração do homem” e que nosso único guia deve ser a palavra do Deus todo poderoso. A pergunta que permanece nessa questão é: se eu não posso confiar no conteúdo de um filme, com relação aos assuntos que conheço, como poderei confiar nele com relação aos assuntos que não conheço? Ponto de diferenciação é isto: A sua capacidade de diferenciar o que é verdade e o que é mentira, o que é certo e o que é errado num filme.

Queridos, o texto bíblico é claro: “O diabo anda ao nosso redor, bramindo como leão buscando a quem tragar”. Por isso, devemos estar munidos de todo o conhecimento que Deus nos dispõe para que não caiamos nas ciladas do inimigo. Então, afinal, como Deus espera que escolhamos os filmes a que assistiremos? Hoje não. Volte ainda esta semana. Vamos conversar sobre isso.

Abração.

Ângelo Bernardes

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A Equação do Cinema

novembro 30, 2007

Semana passada, fizemos os jovens de nossa igreja preencherem uma ficha sobre características pessoais para um dos projetos do Ministério Jovem. Um dos itens a ser respondido era “paixões”. Dentre as várias respostas colocadas, sempre podíamos encontrar a expressão “bons filmes”.

Cinema é quase uma unanimidade. Da criança ao idoso, todos nós gostamos de boas histórias, se possível interpretadas por bons atores e com bons efeitos de som e imagem. Gostamos dos temas que fazem parte do nosso cotidiano, pois nos identificamos com eles. Gostamos das histórias que nunca vivemos, pois podemos entrar em contato com experiências diferentes das nossas. Gostamos, por fim, de ver o impossível ou o improvável sendo mostrado na tela, pois nossa imaginação não tem limites (ao menos não do ponto de vista fisiológico).

Então, qual é o problema? Por que tanta advertência e tanta preocupação em nossas igrejas com filmes e programas de TV?

É bem verdade que muitas vezes esta inquietação provoca debates mal direcionados, com opiniões despidas do mínimo de conhecimento de causa. Porém, o princípio básico desta movimentação é válido: Satanás quer usar qualquer coisa que amamos contra nós e descobriu no cinema e na TV uma forma bastante eficaz de alcançar seus objetivos.

A questão, por vezes passa um pouco distante do que é abordado pelas igrejas (desconfiem, por exemplo, dos discursos inflamados sobre o, por assim dizer, “poder das mensagens subliminares” que a mãe do irmão do tio do primo de terceiro grau de um amigo meu jura que encontrou. Falaremos sobre isso mais tarde), mas você não pode fugir dessa constatação: O cinema e a TV influenciam diretamente na forma como enxergamos as situações, e o nosso ponto de vista sobre os fatos determina como iremos viver.

A equação é simples (desculpe falar de matemática numa coluna de filmes): Fato + Juízo de valor + itens que aguçam os sentidos = influência perfeita.

O cinema apresenta um fato: uma traição, uma guerra, uma disputa política, um assassinato, um casamento, etc. Porém, quando este fato é narrado, ele é contado através do prisma do diretor e dos atores que compõem o filme. Assim, os fatos nunca são narrados sem que contenham elementos que indiquem o que você deve pensar sobre eles: o juízo de valor. Por exemplo: O Filme “Antes Só do que Mal Casado” (de péssimo gosto, diga-se de passagem) mostra uma esposa insana, esquisita, burra e cheia de manias e uma amante inteligente, sensual, divertida e carinhosa. As cenas que mostram a esposa são sempre rápidas, cômicas (humor escatológico, obviamente) e constrangedoras. Já as que mostram a amante, são em câmera lenta (com os cabelos balançando ao vento, lógico), mostrando-a brincando com crianças, rindo com parentes, ou bebendo alguma bebida exótica. O diretor quis justificar o adultério. Fazer com que você gostasse da amante e rejeitasse a esposa para que a traição se tornasse aceitável. Como se não bastasse, no citado filme, há ainda uma discussão boba sobre o que é traição: envolvimento emocional ou físico.

Por fim, o cinema se utiliza de todos os elementos que aguçam nossos sentidos: trilha sonora, explosões, torturas, belas paisagens, mulheres estonteantes, carros velozes, cenas detalhadas de sexo, de luta pela vida, enfim.

Todas as vezes que nossos sentidos são inflamados, nossa razão tende a ficar em segundo plano, e os sentidos nunca foram bons guias sobre as melhores escolhas.

Bem vindo ao mundo do cinema. Como um cristão deve interagir com este universo? Nesta coluna nós vamos conversar sobre os benefícios e malefícios da sétima arte. Você é um cristão, alguém separado para Deus. Não é nenhuma novidade eu afirmar que você também precisa ter uma opinião separada para Deus. No final das contas, devemos sempre saber como adequar o nosso gosto por filmes aos nossos princípios cristãos, e nunca escolher adequar nossos princípios cristãos ao nosso gosto por filmes. Hoje a gente viu a equação do cinema. Semana que vem, apareça de novo por aqui. Vamos ter uma aula básica do jargão “Ação J.A.” de cinema.

Inté.

Ângelo Bernardes