Posts Tagged ‘Filho’

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Vai, Voa!

abril 4, 2010

Os pássaros aquecem seus ovos como se fossem a coisa mais importante do mundo, e depois que racham, acabam por se tornar ainda mais especiais. Quando os filhotes nascem, os pássaros saem em busca de alimento e de forma alguma voltam com o bico vazio. Mesmo cansados, eles não se contentam apenas em trazer a comida, como a colocam na boca de cada um dos passarinhos.

Os pais acariciam a barriga grávida como se fosse a coisa mais importante do mundo, e depois que ela se abre, acaba por se tornar ainda mais especial. Quando os filhos nascem, os pais saem em busca de alimento e de forma alguma voltam com a mão vazia. Mesmo cansados, eles não se contentam apenas em trazer a comida, como a colocam na boca de cada um dos filhinhos.

Os pais se assemelham muito com os pássaros. Dão colo, carinho, atenção. De algum lugar eles tiram uma força inexplicável que medir esforços para que seus filhotes tenham sempre o melhor possível. Sempre pensam no passado, no presente e no futuro com olhos que parecem bolas de cristal, pois sabem exatamente quais as consequências que cada atitude e escolha dos seus filhos terão um pouco mais a frente.

Mas pais e pássaros não são completamente iguais. Há um momento decisivo na vida de um pássaro que é quando seus pais o empurram do ninho. Ele vai caindo, pronto a se espatifar no chão, mas sua mãe não vai atrás. Para os pais esse momento é difícil, e geralmente é o próprio filho que se empurra do ninho e parece cair para um precipício imenso.

O pai cai junto, chora junto, sofre junto, até perceber que o filho só está crescendo e criando suas próprias asas. O desprendimento é sempre difícil, mas é necessário para que os filhotes virem adultos e alcem seus próprios voos. Chega a hora que assim como os pássaros, os pais precisam olhar para os seus filhos e saberem que a sua parte foi cumprida. Aí, lá de baixo, mas com os olhos sempre mirando para o alto, eles passarão a maior segurança ao dizer: Vai, voa!

(Rebbeca Ricarte)

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Filisteus e Filhos Teus

janeiro 15, 2010

O povo teve medo. O que estava acontecendo? O exército forte e destemido não podia acreditar no tamanho do seu desafio. Eles sempre estiveram à frente dos filisteus, mas agora os inimigos tinham um monstruoso aliado que, com sua enorme estatura e força, gargalhava enquanto os israelitas se tremiam de medo.

Dentre todos os homens ali presentes, nenhum se candidatava para enfrentar o gigante do time adversário. E numa esperança mútua eles começavam a olhar uns para os outros buscando quem entre eles poderia se disponibilizar e seria corajoso o suficiente para por sua vida em risco naquele jogo. Mas ao mesmo tempo, sem dúvida alguma, o que mais passava pela cabeça dos israelitas era um questionamento indignado para com Deus. “Por que ele não vence logo aquele gigante e nos tira de uma vez por todas dessa enrascada?”

Porque para Deus não basta vencer. Para Deus as coisas vão além do imaginável, do compreensível, do tangível. E assim como Deus não se contentou em criar um mundo inteiro apenas para si, Ele também não se contentaria em vencer aquilo de uma outra forma que não fosse através da iniciativa dos seus filhos! Será que os israelitas não entendiam? Deus abriu um mar! Deus alimentou o povo por 40 anos com um pão que caía do céu! Um gigante de três metros alcançaria o céu? Ele nem conseguia se mexer de tão gordo!

Os israelitas sabiam o Deus que tinham, mas eles não tinham coragem de mostrar esse Deus atuando de forma viva dentro deles. A salvação do povo foi que um menino, um pequeno e ruivo pastor de ovelhas, conseguia ver um Deus muito maior do que aquele gigante! E foi com uma funda, uma pequena pedra, mas protegido pela graça de Cristo e munido pelo poder do Senhor que ele derrotou o seu gigante na terra.

Qual é o seu gigante? O que te faz roer as unhas? Temos olhado para os lados procurando livramentos ou estamos girado com sabedoria as nossas fundas? A nossa iniciativa e os nossos testemunho são determinantes de qual lado ocupamos nessa batalha rumo à Canaã Celestial. Filisteus ou filhos do Deus Altíssimo? Deus quer que você gire a funda…

(Rebbeca Ricarte)

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Escolhas Sábias

julho 22, 2008

Estive ontem na Semana de Oração Jovem da minha igreja e escutei uma linda mensagem. Uma história comum, mas que nunca havia parado para realmente pensar e meditar na situação. Desde criança, ouço a parábola do Filho Pródigo e vai ver que foi por conta disto jamais dei valor à história.

Ontem, após a pregação do pastor pude compreender a real essência. Para àqueles que nunca ouviram ou leram, a Parábola do Filho Pródigo narra a história de um homem que tinha dois filhos. O mais novo deixou o lar para morar em uma terra distante. Após viver dissolutamente, o jovem começou a passar por necessidades. Logo, começou a alimentar alguns porcos, mas mesmo com trabalho, não tinha o que comer. Pensou nos servos do seu pai, que mesmo sendo funcionários tinham alimento.

O filho resolveu voltar para casa, disposto a ser mais um servo do seu pai. O pai, amoroso como sempre, jamais deixaria que seu filho mais novo o servisse. Pelo contrário, tratou-o com dedicação e o recebeu de braços abertos. Para comemorar o retorno, o homem concedeu uma festa, que não agradou o filho mais velho. Enciumado, ele não quis participar da festa e repreendeu o pai com a seguinte frase: “Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado”, Lucas 15:29 e 30.

Lucas 15 não relata nenhum contato do filho mais novo com o filho mais velho. Então, como o filho mais velho sabia que o seu irmão tinha gastado com meretrizes? Provavelmente ele fazia o mesmo, ou até pior. Ele sempre esteve ao lado do seu pai, mas mantinha atitudes indignas. Pecados acariciados e ainda assim achou que tinha o direito de julgar só porque acompanhava seu pai.

O ser humano tem a tendência pecaminosa e isso não podemos negar. Muitos hoje freqüentam a igreja, mas conservam o caráter dúbio, a dupla personalidade. Faço as palavras do pastor Flávio Henrique as minhas: “Deus dá o livre arbítrio, mas ele quer pessoas que façam escolhas sábias”. Do mesmo jeito da Parábola do Filho Pródigo, Ele está preparando uma festa para todos. Claro, muito melhor do que a citada na história, porque será uma festa eterna. E este dia está próximo, mais próximo do que imaginamos. Portanto, peça perdão pelos seus erros hoje mesmo e ore para que Deus o livre destes pecados acariciados, já que Ele é o único que pode te dar forças suficientes para VENCER.