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Os passos humanos

maio 11, 2009

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“Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; como, pois, entenderá o homem o seu caminho?” (Prov. 20:24)

Deus conduz os nossos caminhos mesmo! Ele aproveita cada oportunidade para nos levar ao lugar ou lugares que nos prepara, e tudo isso com uma elegância divina. Só Deus é capaz de fazer isso, respeitando de maneira impressionante as nossas vontades.

Depois de refletir sobre o verso acima, é possível chegar a duas premissas:

1) Como o homem seria capaz de entender os passos de Deus? Por mais que nos esforcemos, a realidade mental do Criador é diferente da nossa, e isso é muito claro. Por não alcançarmos a razão de Deus, abrimos espaço para indagações do tipo: “Como isso aconteceu? Que absurdo! Como essa situação se apresentou… Ninguém esperava…”

Todos estes questionamentos (sejam eles positivos ou negativos aos nossos olhos) tem uma resposta: Deus nos conduz!!

Ele usa a lógica diferenciada, Ele usa uma arquitetura meio sem sentido, Ele usa pessoas inesperadas, animais (como o jumentinha de Balaão), Ele usa lugares, situações, diferenças climáticas (como tempestades e dilúvios), Ele usa uma infinidade de aspectos incontáveis. E tudo isso Ele usa para nos mostrar aquilo que ninguém mais nos mostraria: Que Ele é amor, que tem planos para nós, planos mais altos do que a nossa mente reduzida pode sonhar.

2) O outro raciocínio possível é: Como nós humanos podemos entender o caminho que traçamos para nós, se no caminho que escolhemos, optamos na maioria das vezes por alternativas que a médio e longo prazo nos serão desfavoráveis? Difícil explicar.

A verdade é que quando escolhemos fazer aquilo que queremos e ponto final, a vida desanda. Parece uma massa de bolo que foi mexida por várias pessoas e por isso deu errado, um bolo que não pode ser comido porque solou, não deu certo!

Em suma, a nossa lógica não é nada lógica!

A coerência de Deus vai sendo explicada a partir das circunstâncias da vida, e a congruência das escolhas simplórias ou mais óbvias, que são as nossas, não funciona, porque os resultados são catastróficos. É um ato de coragem inconsequente fazer o que queremos, sair de casa sem orar, e nos arriscarmos sem consultar ao Senhor, já que não sabemos a profundidade dos acontecimentos e das nossas escolhas.

Entender que dependemos de Deus é motivo da felicidade.

Contribuição: Priscila Julião, jovem adventista, Recife – PE

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O Melhor Guia de Filmes do Mundo

janeiro 3, 2008

Você deve estar perguntando o que eu estou fazendo postando dois posts de uma vez. Bom, pontualidade nunca foi o meu forte, mas a gente se endireita aos poucos. Acontece que eu estou devendo a vocês dois artigos atrasados que deixei de publicar na semana certa. Assim, aqui vão os dois seguidos.

Este era para ser o último post da nossa série de quatro posts sobre a introdução ao papo de cinema. Pois é, não deu. O quarto post ficou grande demais e eu o dividi em dois. Assim, a nossa série de quatro posts virou uma série de cinco posts. Enjoy…

Seria muito bom se Deus mandasse para nós um guia. Algo que nos dissesse a que filmes devemos assistir. Talvez não fossem necessárias tantas colunas e palestras sobre cinema, não é? Pois pode parar de sonhar com isso. Esse guia existe e está à sua disposição a mais de mil anos (não vá deixar de ler a minha coluna por isso, ok?).

O Guia de filmes de Deus é composto de duas partes e quatro versos bíblicos simples, mas que juntos podem realmente fazer a diferença na sua vida. Lá vamos nós:

  • 1ª Parte: Analise os filmes (Filipenses 4:8)
  • 2ª Parte: Analise a si mesmo (Romanos 14:14, 22 e 23)

Destrinchando:

  • Filipenses 4:8 – “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há, e se há algum louvor, seja isso que ocupe a vossa mente.”

Não há segredos, meus amigos. Deus deixou claro aquilo que ele quer que ocupe a nossa mente, portanto, qual é o conteúdo do filme que você está vendo? É puro, é amável, honesto, de boa-fama? Estes elementos estão inclusos na história que está sendo contada? Fora disso, não há bons filmes.

Porém, você deve saber contextualizar bem o verso acima para usar o guia na maneira correta. É sempre mais importante a intenção com que a cena é mostrada do que a própria cena me si. Tomemos por exemplo o filme A Ultima Batalha, o primeiro longa metragem Adventista. Nele, nós podemos encontrar cenas de violência e de consumo de drogas. Porém, estas cenas mostram sempre a violência e as drogas como coisas ruins e nocivas à saúde mental, física e espiritual, e isto é bom e honesto. Estas cenas não são gratuitas, ou seja, estão ali para mostrar a decadência moral do personagem Lucas e como as drogas podem ter levado o rapaz a isso. Por fim, não são mais demoradas e detalhadas do que precisam ser, justamente porque não têm a intenção de aguçar nossos sentidos, despertando curiosidade ao invés de repulsa. Isso é ser justo e de boa fama, mesmo mostrando cenas de violência e drogas.

Vamos um pouco mais além. O filme “Infidelidade” mostra a tragédia pessoal de uma mulher que trai o marido com um homem mais novo. O filme mostra o adultério do ponto de vista correto, como algo ruim e desrespeitador. Ponto para ele: está sendo honesto e justo. Porém, as cenas de sexo são desnecessariamente demoradas, detalhadas e intensas. Isso aguça os sentidos do telespectador, desperta-o para um tipo de sexo ilícito. Quando assistido por jovens que não estão casados, despertam seus instintos para uma fase da vida que ainda não lhes pertence, e mesmo para casais casados, pode ser uma influência para colocar a libido a frente do amor. Assim, o filme não é amável, nem muito menos puro. Fuja.

Porém, é bem verdade que nem sempre poderemos ser tão precisos quanto ao que consideramos “puro”, “amável”, “de boa fama”, etc. Isso acontece porque nós reagimos de forma diferente aos estímulos. Aquilo que induz uma determinada pessoa a pecar, pode não induzir outra. Aquilo que atiça os sentidos de alguém pode não atiçar os sentidos de outrem. Por isso Deus criou um critério para possamos analisar a nós mesmos com relação aos filmes que assistimos, de acordo com a luz que temos, a nossa personalidade e a nossa experiência com Cristo. Vejamos:

  • Romanos 14: 14, 22 e 23 – “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda. Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem aventurado aquele que não condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo que não é de fé, é pecado.”

O critério é simples e eficaz: na dúvida, não assista, não ouça, não leia, não compre. Sua salvação é preciosa demais para pô-la em risco com um filme, uma música ou o que quer que seja. Se tua consciência te acusa, rejeite.

Além disso, não tente usar esse princípio para “santificar” o pecado. Deus deixou instruções bem claras daquilo que ele considera imundo ou não. Se você tem conhecimento dessas coisas então você é ciente de que elas são imundas, e se não as considera imundas, então definitivamente você precisa acertar as contas com Deus. Se você não conhece as coisas que Deus considera imundas, também precisa de uma vez por todas de maior comunhão com o Pai.

Por fim, para usar esta guia você deve prestar atenção em dois detalhes: (1) nunca use estes versos fora do contexto para tentar justificar más escolhas. (2) Nunca use apenas um dos versos. O guia só funciona se você usar todos juntos. Agora corre lá pro post de cima.

Juízo….

Ângelo Bernardes