Posts Tagged ‘misericordia’

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Haiti? Por quê?

janeiro 22, 2010

“A situação humanitária do país, o mais pobre das Américas, é caótica, pelo menos 75 mil de pessoas morreram segundo a Defesa Civil, e espera-se que o número de vítimas cresça.
Cadáveres foram enterrados em valas comuns ou pelas próprias famílias. Comida, água e medicamentos escasseiam.” (g1)

CAOS! Talvez seja a melhor palavra que possa expressar esta situação. Ainda há muitas pessoas à procura de emprego após a destruição, ainda há crianças sendo regatadas sem família, ainda há cirurgias feitas sem anestesias, amputações necessárias com uma assistência mínima possível, e até pessoas sem assistência.

“Eles sofrem. Todas as pessoas aqui sofrem. Faltam materiais e sangue. Não tem anestesia, não tem ortopedistas. Então, eles morrem, eles morrem, eles morrem. Eles morrem de sofrimento. Eles morrem por falta de tratamento.” (depoimento disponível no link)

Por quê?! Você já parou pra pensar por que essas coisas acontecem?!

(Este artigo não almeja concluir este tema [talvez seja impossível!], mas tentar apenas realizar uma breve reflexão.)

Juízos cheios de misericórdia! Olha alguns textos que encontrei:

“O tempo dos juízos destruidores da parte de Deus é o tempo de misericórdia para aqueles que [agora] não têm oportunidade de aprender o que é a verdade. O Senhor olhará para eles com ternura. Seu coração compassivo se enternece, e a mão do Senhor ainda está estendida para salvar, enquanto a porta é fechada para os que não querem entrar. Será admitido um grande número de pessoas que nestes últimos dias ouvirem a verdade pela primeira vez.” Eventos Finais, pág.182

Pessoas feridas esperavam para serem atendidas em Porto Príncipe.

“Todos os juízos sobre os homens, antes do final do tempo da graça, foram misturados com misericórdia.” Eventos Finais, pág. 265

Talvez seja fácil nós olharmos e dizermos: são os juízos de Deus. Afinal não somos nós que estamos lá! Porém me lembro de uma frase: “Os obstáculos que aparecem na nossa vida, são as oportunidades de Deus em nós”. Às vezes, Deus precisa realizar essas catástrofes para que algumas pessoas olhem pra Ele.

Nunca foi da vontade de Deus que essas coisas ruins acontecessem. Se existe um Ser que só quer o nosso bem. Este é Deus! É o próprio Amor! (I João 4:8) Não é Ele o causador, mas um mal chamado pecado. Aquele que separa o homem de Deus.

E é triste observar quanta gente acariciando-o. Afinal, o que nós temos feito da vida? Realmente crido na volta de Jesus? Como temos administrado nosso tempo de graça? Temos orado? Temos tido momentos com Deus? Temos nos compadecido do próximo? Temos amado a Deus de todo o nosso ser?

Se suas respostas foram não. Ainda é tempo de graça! Se Sim, “Ora vem Senhor Jesus”.

E, se falamos até agora de Juízos cheios de misericórdia, temos que ter cuidado e também advertir o nosso semelhantes de outro tipo de juízo:

“Na ocasião em que os juízos de Deus estiverem caindo sem misericórdia, oh! quão invejável para os ímpios será a posição dos que habitam “no esconderijo do Altíssimo” – o pavilhão em que o Senhor esconde todos os que O têm amado e obedecido a Seus mandamentos! Em tal tempo como esse, a condição dos justos será realmente invejável aos que estiverem sofrendo por causa de seus pecados. Mas a porta da graça estará fechada para os ímpios. Depois que terminar o tempo da graça não serão mais oferecidas orações em seu favor.” Eventos Finais, pág. 235

Aproveite a graça!

(Felipe Scipião)

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Gólgota

junho 11, 2009

golgota

Ele estava diante do seu povo, mas definitivamente não era como das outras vezes. As mesmas pessoas que tinham feito uma festa de recepção nesta mesma semana, quando ele chegara à cidade, agora estavam pedindo que o matassem. Homens, mulheres, crianças, gritavam! Pediam que aquele homem, que não tinha culpa alguma, fosse morto, morto como um ladrão ou assassino da pior espécie. Diferentemente dos homens que por Ele foram curados e que agora pediam sua morte, Aquele homem não parecia revoltado ou aflito, Ele continuava manso como sempre fora…! Por quê? Ele não era Deus? Pensavam os discípulos. Ele tinha feito tantos milagres, havia feito cegos enxergarem, tinha parado aquela forte tempestade, fez Pedro andar sobre as águas, multiplicara pães para que os seus seguidores não passassem fome, paralíticos agora podiam andar por que ele os havia curado! E agora? Aonde estavam essas pessoas? Agora era Ele que precisava delas! Será que haviam esquecido de Jesus?

No entanto, Jesus não esqueceu de nenhuma delas! Era exatamente por se importar com cada uma daquelas pessoas que Ele estava ali, pronto para ser pregado numa cruz, e morrer como um miserável, quando na verdade, era um Rei! Diferentemente de outras coroações, a de Jesus não foi apreciada e reverenciada com palmas. Eles pediam que aquele homem deixasse de existir, por que eles se achavam auto-suficientes para serem os deuses de suas próprias vidas. Eles não queriam um Pai, um amigo, uma pessoa livre de pecado e que só fazia o bem. Eles preferiam Barrabás, o criminoso, o retrato da maldade…

Lá estava Ele, os cravos agora perfuravam suas mãos, rasgavam seu corpo para sustentá-lo à cruz. O seu corpo mostrava a dor que sofria, mas o seu semblante revelava um outro sentimento; era difícil de entender. Já não se ouvia muitas vozes, as pessoas estavam indo embora, viravam as costas para aquele que tanto fizera por cada um deles! Mas, mesmo ali, pregado na cruz, como se fosse um bandido, Ele mostrava através do seu rosto que era o Senhor Jesus. Daquelas outras duas cruzes, onde pessoas que mereciam estar ali, sofriam muito, aparece um homem, que independente de tudo que fizera de errado, acreditava que Aquele que estava ao seu lado era um homem bom, e acreditava que este Homem poderia salvá-lo.

Ainda hoje a cena se repete. As vezes Jesus tem operado verdadeiros milagres em nossas vidas, e do mesmo jeito, somos ingratos e O pregamos novamente na cruz. Outras vezes, somos pecadores imperdoáveis, vivemos uma vida toda errada, fomos pregados na cruz, mas mesmo assim, o Mestre está ao nosso lado e temos a oportunidade de pedir perdão e alcançar a sua misericórdia.  E agora Jesus olha para o alto, a última gota de sangue escorre pelo seu rosto e Ele diz: “Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem”. Por quê?! Ele podia ter pedido para se livrar daquele fardo, não podia? Sim, Ele podia! Mas acontece que aquela gota que escorreu pelo rosto do Mestre não era mais uma gota de sangue, e sim, uma gota de amor…

Contribuição: Rebbeca Ricarte