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Adolescentes – Seus 10 problemas

fevereiro 15, 2007

As maiores lutas enfrentadas pelos adolescentes e
o que você pode fazer para ajudá-los.

Se você trabalha com adolescentes do ensino médio, provavelmente irá confrontar algumas questões muito difíceis: gravidez, uso de drogas, violência, sérios conflitos familiares e todos os tipos de crises. Se você trabalha com essa faixa etária, sabe que com freqüência o pior problema que enfrentam é saber se as meias e os sapatos estão combinando. É sério!

Naturalmente, esta é uma verdade universal – alguns adolescentes já estão enfrentando essas questões. Felizmente, são raros os dados estatísticos que relatam meninas de 11 anos grávidas ou meninos nessa faixa etária usando cocaína.

Esses jovens estão no começo de sua trajetória e é por isso que amo o trabalho que realizo com eles por 15 anos. A maioria ainda não fez escolhas significativas que marcarão profundamente sua vida futura.

Cerca de dois anos atrás, decidi iniciar uma relação com os problemas mais comuns enfrentado por nosso ministério com esse grupo. A primeira descoberta: Uma adolescente irá ligar a qualquer hora, do dia ou da noite, para falar a respeito de suas espinhas. Aprendi também que a maioria deles parece passar por um ciclo de problemas previsíveis. Se o Antonio está tendo problemas no relacionamento com uma menina, provavelmente enfrentará o mesmo problema seis meses depois.

Na minha relação, inicio com as 10 lutas mais comuns por eles enfrentadas. Incluí com cada luta uma sugestão de como tratá-la, extraída de nossos esforços algumas vezes bem-sucedidos.

1. Falta de Amigos – Facilmente, este é o problema número 1 enfrentado pelos adolescentes. Alguns deles têm tantos amigos que me pergunto como têm tempo para todas as mensagens que recebem. Mas muitos são solitários, e têm muito tempo para se questionar se alguém fará amizade com eles. Se o chamarão para participar dos jogos.

A maioria dos adolescentes simplesmente deseja ter um amigo. Você e os líderes adultos podem fazer isso. Mas deixe sua dignidade à porta. Você terá de fazer coisas que os jovens gostam, mesmo que isso signifique fazer guerra com pistola de água no parque local. Compareça aos eventos esportivos. Descubra seus hobbies e interesses, então lhes peça informação a respeito. Não tenha vergonha de convidá-los a participarem de seu mundo – se você pratica algum esporte, convide os jovens para jogarem juntos. Se você gosta de andar de bicicleta, organize um grupo para um passeio.

Ajude-os a encontrar outros jovens com os mesmos interesses. Veja que nenhum jovem fique sozinho na igreja. Busque fazer ligações entre eles.

2. Questões Sobre Sexo – A maioria dos adolescentes não é obcecada por sexo. Antes estão interessados em quem “gosta” de quem. Passam por paixões passageiras e não vão além disso. Mesmo que estejam pensando em pôr em prática seus impulsos, a maioria não o faz.

Nossa função não é desestimular a promiscuidade sexual ou mesmo falar muito a respeito dos desejos ardentes ou das tentações, mas incentivar amizades saudáveis entre os sexos. Os rapazes precisam aprender a não serem egoístas, a serem menos dominadores e a serem mais atenciosos. As meninas precisam aprender a como respeitar os rapazes, mais do que já o fazem (isto inclui a escolha da roupa) e a restringir suas difamações e fofocas destrutivas. Enfatize o que fazer nos relacionamentos, em vez do que não fazer.

3. Problemas com os Pais – Para alguns adolescentes o controle dos pais é uma grande preocupação. Alguns deles sentem que cada passo que dão é observado e condenado. Como pai, sei o que é controle excessivo. Estou convencido de que isso é prejudicial. Estou tentando aprender a como incentivar o bom comportamento e a como criar menos normas e regulamentos com meus filhos.

Permita que a liberdade reine em seu ministério. Quero dizer, dê liberdade para que eles sejam o que são – criativos, divertidos, sinceros na expressão de seus verdadeiros desejos a pessoas em quem podem confiar. Os adolescentes sob seus cuidados não necessitam de outro pai/mãe, ainda que pareçam que sim.

4. Pressões na Escola – O maior fator de estresse para os adolescentes é seu desempenho na escola. De acordo com a pesquisa do About.com,com mais de 6 mil adolescentes, “a pressão acadêmica” de longe é a maior fonte de estresse – mais de 4 em 10 adolescentes (43%) relataram isso.

Os relacionamentos com os colegas, ocasionalmente, leva-os a não dormirem à noite preocupados a respeito de que os amigos podem não mais gostar deles. A escola é um contínuo sugador emocional. Notas baixas levam a mais pressões do grupo e de sexo, a maior frustração com os pais e a mais ansiedade quanto a seu desempenho futuro. Isto é uma constante, pelo menos até o final do ano escolar.

Nossa função é compreender esses fatores estressantes e criar um espaço seguro para que sejam adolescentes. Isto se aplica especialmente aos líderes de jovens, que muitas vezes necessitam de maior liberdade para lidar com esse grupo. Uma mudança súbita no desempenho escolar é talvez o melhor sinal de que alguma coisa não está bem em sua vida – normalmente algo que está ocorrendo no lar.

5. Questões Quanto à Aparência – Os adolescentes passam por mudanças radicais em sua aparência. Embora internamente estejam mudando tão rapidamente quanto a sua “aparência”, isso os afeta mais porque é o que todos notam primeiro. Em nossos eventos, sempre fico surpreendido ao ver que os adolescentes estão constantemente alisando a camiseta ou tocando seus cabelos. É como uma convenção pessoal de arrumar-se.

Descobri que o melhor a fazer é consistentemente cumprimentá-los por sua aparência. Bem, esse tipo de comportamento não é incentivado no mundo profissional regular, mas os adolescentes necessitam desse estímulo. Seja específico – na verdade, quanto mais específico, melhor. Por exemplo, “Gostei do novo visual de seu cabelo” ou “Que tênis legal!” ou “Na sua idade eu tinha sardas – minha esposa diz que as ama”, ou “Eu o vi tocando violão, você toca muito bem”. Suas palavras têm muito peso para eles. Se você não disser isso, talvez ninguém mais o fará.

6. Ataques Verbais – Seu incentivo consistente e enfocado é vital por outros motivos também. O ar que os adolescentes respiram é saturado de palavras depreciativas, de apelidos e de palavras ferinas. Caso tenham preocupação quanto à aparência, podem encontrar muitos perseguidores que irão convencê-los nesse sentido. Já vi adolescentes zombarem de outro devido aos cabelos enrolados, e por aí vai.

Somos chamados a neutralizar esses ataques verbais com afirmações que falem de sua beleza interior. Pense em si mesmo como um Sherlock Holmes buscando evidência de que os adolescentes aos seus cuidados refletem a glória de Deus. Especificamente, busque e confirme neles os frutos do Espírito, conforme Gálatas 5:22: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”.

7. Há Algo Especial em Mim? – Alguns adolescentes ainda não descobriram um talento ou certos esportes ou instrumento musical, ou são desajeitados e sem graça, ou talvez não se saiam tão bem quanto os colegas em determinadas matérias na escola. Todo adolescente possui talentos – alguns simplesmente têm maior facilidade para descobri-los. Nossa função é ir a fundo com os adolescentes para descobrir quais são eles.

Sempre lhes pergunto o que gostariam de ser quando concluírem os estudos, em grande parte porque isso revela o que eles são e o que desejam ser. Uso as respostas como portas de acesso para seu mundo secreto, onde Deus lentamente está revelando suas tendências. Quando um deles diz: “Não faço a menor idéia”, fico um pouco preocupado visto que a maioria dos adolescentes gosta de falar a respeito de seus planos futuros e já têm boa noção do que apreciam ou não. Para esses tipos, sigo perguntando: “O que você dizia que gostaria de ser quando era criança?” ou “Quais são algumas das profissões ou estilos de vida que você respeito e admira?” ou “O que outra pessoa disse a seu respeito e que o fez se sentir bem?”

8. Problemas com a Culpa e a Vergonha – Muitos adolescentes não sabem como lidar com as conseqüências de seus pecados e algumas vezes praticam formas prejudiciais de arrependimento com base nas obras. É crucial que aprendam que o único “pagamento” aceitável por seus pecados é o sacrifício de Jesus na cruz, e que é exatamente o local aonde devem levar sua culpa ou vergonha. Ajude os adolescentes a compreenderem a diferença entre esquecer e perdoar, e mostre-lhes como confiar em Cristo para obterem o livramento.

9. Falta de Energia – Alguns adolescentes simplesmente ficam cansados com freqüência. É claro, provavelmente você também tem um grande contingente de chimpanzés. Se ficar atento, verá que há mais de um indolente. Conheço alguns adolescentes que ainda têm de tirar uma soneca à tarde – de verdade!

Assim sendo, reconheça a necessidade que têm de descansar. Estruture seus eventos e as reuniões semanais regulares com vistas a incluir intervalos, momentos de tranqüilidade ou mesmo de silêncio. Os adolescentes necessitam de mais tempo para fazer a digestão (tanto o alimento que ingerem quanto a sua mensagem) e de mais repouso do que os mais velhos.

10. Problemas? Que Problemas? – Alguns adolescentes têm de lutar com um “desafio” estranho – não têm problemas tão gravem que mereçam a sua atenção. Muitos deles têm problemas que vêm e vão num piscar de olhos. Ignore 99% desses problemas – poupe seu tempo e energia para o que realmente é sério. Isso significa não ser tão pronto para tentar ajudá-los. Dê-lhes a oportunidade de vencerem suas pequenas questões sem qualquer intervenção adulta.

 

John Brandon é líder de adolescentes no Minnesota.

 

[Extraído de GROUP, 10 de setembro de 2004, pp. 13-14, 16.]

15/02/2007
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Artes Marciais algum problema?

fevereiro 11, 2007

Fui batizado há pouco tempo, mas enfrento um problema: pratico artes marciais e os irmãos da igreja acham que isso não está certo. Só que até agora eles não me deram explicações convincentes. Por favor, me ajude a entender essa questão.

Não é fácil convencer alguém sobre esse tema. Por isso, os irmãos de sua igreja estão com dificuldades. Primeiro, porque as artes marciais são vistas como uma coisa comum. Que mal existe em algo tão popular, se algumas dessas lutas são adotadas como esportes olímpicos? Também há benefícios como autocontrole, autoconfiança, defesa pessoal, dentre outros. O argumento lógico passa a ser: se esse tipo de esporte promove benefícios, então é saudável. Além disso, você está envolvido e gosta do que faz há bastante tempo. Não é fácil convencer alguém nessa situação, porque o gosto pessoal acaba falando mais alto. Antes de qualquer avaliação, você precisa entender o que está por trás das coisas. Por isso, quero focalizar dois pontos, esperando que isso o ajude a tomar uma decisão adequada.

1. A filosofia oriental e a Nova Era estão por trás do conceito das artes marciais. Se você estudar a origem do Kung Fu, verá que ele era praticado em mosteiros, por monges budistas. O Taekwondo, o que mais se difundiu em todo o mundo, exige intensa disciplina mental. O Tai Chi era muito apreciado pelo monge Chang San-Feng, fundador de um mosteiro para a prática do Taoísmo. Ele trabalhava exaustivamente a harmonia entre o yin e o yang, para melhorar o desenvolvimento entre a mente e o corpo. O povo chinês foi o que mais desenvolveu as artes marciais, relacionando-as com conhecimentos místicos e filosóficos. Ao ler impressos ou visitar sites sobre o assunto, você depara com promoções e ofertas do tipo: “energize-se”, “aprofunde sua vida espiritual”, além da oferta paralela de cursos de Yoga e outras atividades do gênero. As roupas, os gestos, a linguagem, os mestres, os conceitos – tudo está ligado às filosofias orientais e à Nova Era, propondo uma vida holística. Os mestres reverenciados pelo movimento são, entre outros, Lao Tsé, Buda e Confúcio.

Isso já explica tudo. A proposta central de toda filosofia oriental e dos conceitos da Nova Era, é colocar o homem como o centro de tudo, canalizando positivamente sua energia interior e seu mundo interior. A Bíblia, no entanto, ensina que não somos deuses, mas que dependemos de Deus. A idéia de que poderíamos nos tornar como Deus foi o primeiro engano apresentado pela serpente, no Jardim do Éden (Gên. 3:5). Portanto, existe um choque muito forte entre os princípios que movem as artes marciais e as orientações que Deus dá por meio da Bíblia. Por mais que você não se envolva filosoficamente, é conduzido e envolvido inconscientemente.

2. A “defesa pessoal” é a base do aprendizado de qualquer dos gêneros de luta das artes marciais. O Kung Fu é uma luta que, em sua origem, tinha o objetivo de ajudar as pessoas a defender-se de animais ferozes e outros inimigos. O Judô tem por objetivo derrubar ou imobilizar o adversário. O Taekwondo usa muito as pernas. Já os braços são explorados de maneira semelhante ao pugilismo. O problema é que qualquer uma dessas lutas de autodefesa se torna uma arma. Num momento de cabeça quente, tensão, ameaça ou agressão, a luta extrapola, causando estragos irreparáveis. É assim com a maioria das pessoas que compram uma arma de fogo, para ter em casa ou no carro, para se defender. Ela não está lá para agredir ou ameaçar, mas você sabe quantos estragos pode causar. Por mais que essas lutas ensinam autocontrole e domínio próprio, você não pode esquecer que as emoções e impulsos humanos não são dignos de confiança. Além disso, vivemos em um mundo de pecado, onde o tentador faz tudo o que é possível para que você use sua “arma” para o mal, especialmente quando sabe que você quer ser fiel a Deus. Vamos avaliar um pouco mais. Quando você aprende técnicas de defesa pessoal, está buscando se defender de quê ou de quem? Contra quais inimigos nós lutamos hoje?

Existem, basicamente, duas batalhas: a espiritual e a social. A maior é a espiritual, contra os principados e potestades, contra o poder do mal (Efés. 6:12). Para essa batalha é preciso buscar defesas na Bíblia, na oração, na fé. A outra batalha é contra a violência social. As pessoas vivem em condomínios, atrás de casas com muros altos, andam em carros blindados e compram armas para se defender. Nessas circunstâncias, porém, a orientação dos especialistas é: “Não reaja”. Como cristãos, não buscamos a paz ou a defesa através da violência. A orientação da Bíblia é outra. Nossa defesa é a fé no poder de Deus. É Ele quem nos protege e salva. Em todo o tempo, quando esteve na Terra, Jesus condenou toda atitude violenta. Pedro cortou a orelha do servo do sumo sacerdote (João 18:10) e foi duramente repreendido.

Os ensinamentos de Jesus são claros: “Mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra.” Mat. 5:39. Isso não quer dizer que devemos sair por aí apanhando de qualquer pessoa. Jesus queria dizer: “Não revide.” A violência sempre gera violência. Esse é um terreno perigoso, no qual o jovem adventista não deve envolver-se. Seja fiel e prudente, pondo de lado seu gosto pessoal. Não se deixe envolver a ponto de não mais conseguir sair dessa prática. Deus é capaz de lhe dar forças e orientação para buscar outras opções que sejam saudáveis.

Erton Köhler é diretor do Departamento de Jovens da Divisão Sul-Americana.