

Meu Convidado
dezembro 24, 2011
Imagine que alguém vai à sua casa e o convida para ir junto a uma festa. Esse alguém deixa claro no convite: “Sua presença é fundamental. Sua amizade verdadeira é o motivo de escolhê-lo. Passei o ano todo desejando tê-lo por perto. Passarei em sua casa numa limusine toda iluminada no horário descrito.”
Você fica muito feliz com o convite, mas se preocupa com o figurino. Então, o alguém envia o traje de gala e ainda pessoas para ajudá-lo com a arrumação. Isto o deixa mais tranquilo.
A sua expectativa cresce, até que chega a hora da grande festa. Seu amigo se aproxima na Limusine ao som de fogos de artifício e o chama para adentrá-la, com um largo sorriso no rosto. Você fica intrigado, pois depois de tanto tempo tentando entrar em contato e não havendo resposta, agora, subitamente, ele aparece tratando-o como um Rei!
Você pensa.
Todas aquelas honrarias o deixam inerte e agradecido por tanto amor demonstrado por esse alguém.
Chegando ao local da festa, existe um obstáculo para entrar. É então que o alguém lhe propõe que junte as mãos como um degrau para que ele possa saltar. Assim, prontamente você o faz.
Ele entra na festa e se esquece de buscá-lo. Em meio aos presentes, comidas e bebedeiras você até escuta comentarem seu nome, mas você está do lado de fora. Você vai embora se sentindo um trampolim, usado por um alguém premeditadamente. O convite, a limusine, a roupa, o sorriso eram apenas uma desculpa.
Muitos usam o tema Natal para convidar Jesus, honrá-lo e até se sacrificar por Jesus. No entanto, no final de tudo, Ele é a desculpa para satisfazer as vontades humanas. O que esses alguns querem são presentes, comida, exagerar e etc.
Até tentamos presentear a Cristo com atitudes bondosas parafraseando a Bíblia: “Presentes que derem aos meus pequeninos a mim destes”. Mas com que intenções fazemos? É para nos sentir melhores? Mitigarmos a dor de alguém, que tem pouco ou nada neste período? É para mostrar aos outros que nossa comunidade, grupo ou igreja trabalha em virtude dos desafortunados? (Talvez até nos desculpamos que fazemos propaganda para servir de exemplo) Ou será que queremos salvar a nossa alma com atitudes benévolas?
Desculpem-me, mas todos esses motivos são egoístas. Usamo-los como abono ou trampolim e deixamos Jesus de fora da nossa vida. Por que será que queremos que Ele participe de alguns momentos e outros não? O que está por trás da célebre frase: “Feliz Natal!”? Será que você quer a companhia de alguém? Deseja presente? Ah! é por quê, não é o que todos dizem?É a família unida? É a viajem dos sonhos? É o recesso do trabalho?
Pense por um instante em alguém lhe oferecer uma camisa de presente. Ele desembrulha e veste, mas diz que vai usar e fazer o que quiser. Apesar disso, o presente é seu. Não será isso que, às vezes, propomos a Jesus? Presenteamo-lO com nossa vida, mas fazemos o que queremos com ela.
Amigos a única coisa que podemos ofertar a Jesus é “nós mesmos”. Esse é o único presente livre de intenções, abnegado e verdadeiro. Presenteando a ele com nossa vida fazemo-lO participante de todos os momentos, deixamos que ele decida as questões pessoais, profissionais, espirituais e etc… Enfim, deixa que Ele seja o regente do nosso ser. Não apenas um pretexto à diversão, mas um motivo para alcançar a libertação do egoísmo.
Dida Aguiar

Seliga! Caia Na real
novembro 19, 2011
O Se Liga é o mais novo projeto do PortalJA cujo objetivo é o compartilhamento de mensagens curtas.
É uma forma atual e criativa de dizer as pessoas “caiam na real”, conectem-se em Deus.
É um espaço SEU que criamos para dividir reflexões, experiências, fatos engraçados, e qualquer coisa mais que faça as pessoas se ligarem a Deus.
Fique à vontade! Você faz parte deste site!
Ir para o Site
p.s.: Este é um site que será construído por você. Portanto, envie seu video.

Único
novembro 4, 2011
Decepção. Com certeza você já teve ou vai experimentar essa desagradável sensação. E, se duvidar, em incontáveis situações. Seja no trabalho, na vida acadêmica, em um relacionamento e, até, consigo mesmo. Logo, não precisa usar o argumento “essas coisas só acontecem comigo”. Você não é o único, nem o último.
Afinal, existe alguém que crie expectativas, aguarde pacientemente, perceba que as promessas não serão cumpridas e ache tudo isso normal? Impossível. Ninguém deseja a decepção, tampouco os sentimentos agregados, como frustração, desilusão, desonestidade, fracasso, entre outros. Principalmente quando causados por quem menos esperamos, como um irmão, um amigo ou aquele que sempre foi uma referência, um exemplo a ser seguido.
No entanto, mesmo que rejeitemos a decepção, todos nós, meros seres humanos, temos a natureza egoísta. Estamos vulneráveis a magoar e a sermos magoados. Portanto, aprenda de uma vez. Em todo o universo, só há um incapaz de desamparar-nos. Um, entendeu? É certo que, às vezes, cobramos dEle e achamos que fomos abandonados. Contudo, Deus fala conosco. Somos nós quem não ouvimos. Além de que, mesmo em condição de adoradores, também nos achamos no direito de condenar o Criador. E ainda assim Ele tem compaixão por cada um dos Seus filhos.
Lembro que, quando criança, ouvia uma música com o seguinte trecho: “Imagine conosco se Jesus não viesse? Se Deus, lá no céu, se esquecesse de nós? Seria o pior pesadelo de todos (…)”. Embora não acreditasse nessa possibilidade, me permitia refletir no que aconteceria se Jesus não voltasse pela segunda vez.
De lá para cá, está mais evidente que as profecias estão se cumprindo. É certo que o Redentor não se esqueceu de nós. Cristo vem porque nos ama e quer que tenhamos vida e vida em abundância. Ele vem porque é um Senhor de palavra e aliança. E, sem demora, é certo que Deus cumprirá as suas maravilhosas promessas. Quer você queira ou não.
Tatyanne de Morais

Prontos para a batalha
outubro 28, 2011Lutas, homens, sede pela vitória. O resgate atravessa os portões do tempo e nos remete a um período onde uma figura vai mudar os rumos da própria história. São homens tentando se assemelhar aos animais. É o peso como um requisito básico para se obter a honra. Estamos no Período Medieval, e na figura dos Cavaleiros, ilustramos o passado das lutas e conquistas baseadas em um líder e em uma proteção.
Os homens de armadura são uma composição de garra e segurança. Encobertos, primeiramente com couros e telas de tecido rígido, eles se vestem até encobrirem praticamente todo o corpo, como forma de não serem atingidos pelas armas mais persistentes, pelos venenos mais astuciosos. Logo depois vem a armadura dos braços, essencialmente rígidas e com seus pontos de flexibilidade, pois o braço que protegia também poderia ser, ao mesmo tempo, o que atacava. Guante, manopla, espaldeira ou guarda-braço, eram os nomes concedidos a essa parte da armadura.
As pernas exigiam placas fortes para proteção, mas necessitavam que fossem leves, pois determinavam o ritmo dos cavaleiros durante a batalha. E os cavaleiros que ficavam para trás assumiam o retrato de incapazes para a postura que exerciam. Era preciso ser cabeça, estar sempre a frente, e as pernas determinavam o caminho desses homens. Mas as pernas seguem o estímulo do seu oposto físico: a cabeça. Ao cavaleiro toda a força poderia ser dispensada se não houvesse a estratégia. Homens com objetivos de luta estruturados olhavam sempre para a frente, por isso, a armadura da cabeça deixava apenas os olhos livres para que o foco da batalha não fosse perdido no meio da luta.
Por fim, a couraça, escarcela ou fraldão completam a armadura do cavaleiro. Ela protegia o tórax, e quanto mais forte e pesada, quanto mais rígida e menos elaborada em detalhes decorativos, melhor ela exercia a sua função: proteger a parte mais vital conhecida pelos medievais e pelos homens de hoje; a bomba que propulsiona o sangue da vida; o elemento chave que determinava o para quê e o porquê da batalha: o coração.
Com todos os elementos, o homem protegido está pronto para a luta, mas para ser um cavaleiro, além de armaduras, era preciso ser extremamente habilidoso com as armas. Na lança, o alcance do alvo distante. No escudo, a proteção do alvo próximo, e a força para afastá-la. E na espada, a última e principal arma de toda a composição do cavaleiro. O instrumento que determinava a continuidade da força dos homens, aliada a precisão da arma mais bem elaborada de todo o período medieval. Quanto mais esculpidas e trabalhadas, maior a importância daquela espada para o seu cavaleiro.
Homens de guerra. Ao longo de batalhas, passaram-se dias e ficaram-se os corpos. Os homens, os fiéis cavaleiros e seus objetivos se autodestruíram quando, mesmo repleto de armas e armaduras, perderam o foco da batalha da vida. Uma batalha, que, desde o princípio foi instituída com um propósito que não aceita troca de estratégias. Uma batalha limpa em conceitos, clara em metas, simples em essência, direta em destino: a salvação.
E na luta a caminho da salvação, a força não vêm de homens, mas é repassada a eles quando escolhem cumprir a primeira regra dos componentes deste exército: fortalecer-se em Deus, o autor de toda força e poder. Afinal, “os objetivos dessa batalha não exigem condições favoráveis de lutas, e os cavaleiros não precisam passar por um processo de seleção. Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra o príncipe das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. (Efésios 6: 12)
Quem está nesta batalha, precisa se fortalecer largando as armaduras do mundo e revestindo-se das armaduras de Deus. Dos braços, tiremos as robustas proteções que nos privam de mover os membros para estender a mão aos necessitados de pão e de espírito. Das pernas, tiremos as placas, que, mesmo leves, possam nos impedir de estar sempre a frente da batalha que vai definir a vida eterna. Do corpo, tiremos o peso de uma proteção que esconde aquilo que temos de mais importante para sermos tocados e, ao mesmo tempo, alcançarmos pessoas: o coração. “Que possamos cingir os nossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça. E calçados os pés na pregação do evangelho da paz”. (Efésios 6:14 e 15)
Da cabeça, tiremos o capacete que apenas direciona o nosso olhar para as metas do mundo, mas nos cega para o essencial: enxergarmos Deus, não pela salvação que Ele pode nos proporcionar, mas porque Ele é Deus! E como Deus, precisa, não apenas dos nossos olhos, mas do nosso ouvir, do nosso falar, do nosso respirar e de todo o nosso entendimento para que encaremos a batalha com a proteção de compreendermos, com todos os nossos sentidos, que Ele está a nossa frente.
Das mãos, tiremos o escudo que nos protege de sermos tocados por mensageiros dos céus, e, que pior, nos dar a possibilidade de afastar pessoas que chegam a nós sedentos da pequena porção do Espírito Santo que demonstramos possuir, mas que não estamos dispostos a compartilhar. Agora, larguemos a espada esculpida com esmero, trabalhada com afinco para ressaltar as nossas conquistas pessoais. E como não possuímos mais armas, já não precisamos de couro ou tela. Rasguemos estas vestes que impede o Mestre de ver o nosso interior.
Agora, vestidos por uma missão, que possamos escolher a principal arma dessa batalha. Uma luta, que diferente do que o mundo propõe, exige que, ao invés de em pé, nos ajoelhemos para vencer o inimigo. E prostrados, perceberemos que, bem a nossa frente, recebemos uma espada que é arma, bússula e mapa. A espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
Rebbeca Ricarte
Jornalista

O Amor
agosto 27, 2011
“‘É o amor um dom precioso, que recebemos de Jesus. A afeição pura e santa não é sentimento, mas princípio. Os que são movidos pelo amor verdadeiro, não são irrazoáveis nem cegos’. A Ciência do Bom Viver, págs. 358 e 359.
‘Pouco é o amor real, genuíno, devotado e puro. Este precioso artigo é muito raro. A paixão recebe o nome de amor.’Testimonies, vol. 2, pág. 381.
‘O verdadeiro amor é um princípio elevado e santo, inteiramente diferente em seu caráter daquele amor que se desperta por um impulso e que subitamente morre quando severamente provado.’ Patriarcas e Profetas, pág. 176.
‘O amor é uma planta de origem celeste, e precisa ser cultivada e nutrida. Corações afetivos, palavras verdadeiras, amoráveis, farão famílias felizes e exercerão influência própria para elevar em todos quantos entram na esfera dessa influência.’ Testimonies, vol. 4, pág. 548.”
O Lar Adventista, pág. 50

XVIII Campori de Desbravadores da AC
agosto 20, 2011Você que é desbravador não pode perder! Celebração dos 50 anos de Camporis no Brasil.
Para maiores informações: lady.rodrigues@adventistas.org.br

Wasthi – Uma jovem de fé!
agosto 15, 2011Com o objetivo de guardar o sábado de acordo com um princípio bíblico, a Jovem Wasthi, repórter não deixou que seus objetivos fossem maiores que seus princípios. Terminou a conversa com a Ana dizendo que para Deus tudo é possível!
Vale a pena ver o testemunho!

Atriz diz que pretende fazer sexo só depois do casamento
agosto 6, 2011
No ar como a Rosa da novela “Cordel Encantado”, a atriz Isabelle Drummond, de 17 anos, conta em entrevista à revista Quem desta semana que pretende fazer sexo só depois do casamento. “Isso é uma coisa que eu quero. É um princípio meu, um princípio bíblico, da igreja”, diz a adolescente, que é evangélica. Com 11 anos de carreira, Isabelle – que ficou famosa interpretando a Emília no “Sítio do Picapau Amarelo” – revela que nunca teve um namorado. “Eu sou muito tímida e sei que, quando for para acontecer, vai acontecer. Tenho outros focos agora. Estou trabalhando e estudando muito”, afirma.
Nota: A atitude é tão rara nestes dias que acaba virando notícia. Parabéns à Isabelle por não ter vergonha de ir na contramão do mundo nesse aspecto e pela coragem de manifestar sua decisão.[MB]

Mudando o Estilo de Música
julho 14, 2011
Recentemente passei por uma crise na minha vida espiritual em um aspecto que relevante: a música. Então, eu resolvi dividir isso com as pessoas para que possamos crescer juntos em Cristo. É muito importante para mim dividir com os outros o que o poder de Deus realizou em minha vida, pois da mesma maneira que esse poder realizou coisas maravilhosas na minha vida, também pode realizar na de qualquer cristão.
Eu não nasci na igreja e sempre gostei muito de música. Então, ouvi músicas seculares durante toda a minha adolescência. Muito antes de entrar na igreja, eu tive contato com música gospel, mas ouvia poucas, a maioria das músicas que eu mais gostava eram seculares.
Então, eu comecei a frequentar a igreja. E conheci muitas músicas que falavam de Deus e Sua Palavra. Nessa época, eu deixei de ouvir músicas seculares realmente danosas e isso me fez muito bem e a maioria das músicas que eu ouvia eram gospel. Como eu escolhia sob um rigoroso critério as músicas seculares que eu ouvia e elas não passavam de 20 músicas, eu achava que elas não me fariam mal nem me separariam de Deus.
Daí começou uma época em que eu tive muitos afazeres. Era final de semestre na faculdade, eu estava com muitos trabalhos e provas; meu pai estava viajando e eu era a única pessoa que dirigia na minha casa, então eu tinha muitas responsabilidades. “Eu preciso de um tempo pra relaxar!”, pensava eu. E em vez de buscar a Deus e pedir que Ele aliviasse meu fardo, eu ia ouvir as músicas seculares. Com o tempo, embora as músicas seculares fossem a minoria, eu as ouvia com muita frequencia e também passei a querer saber mais sobre a vida de quem as cantava.
Então, eu comecei a suspeitar que estava idolatrando aquelas músicas. Eu busquei o pastor da minha igreja e falei sobre isso. Nossa conversa foi longa. Primeiramente, ele me aconselhou buscar músicas gospel que fossem em um estilo parecido. Nesse momento, eu fale sobre a minha suspeita de idolatria (isso inclusive só foi possível com a atuação do Santo Espírito de Deus). Enquanto eu estava em casa, eu dizia para mim mesma “Eu não tenho certeza se isso tá acontecendo …”, mas naquele momento eu falei sobre a idolatria com uma convicção que surpreendeu a mim mesma. Eu falei “eu acho”, mas o meu tom de voz denunciou uma certeza que eu mesma não tinha aceitado até então. Ele disse que não era aconselhável ouvir aquelas músicas e se a idolatria realmente estivesse acontecendo, quanto mais rápido eu deixasse de ouvir, melhor.
Eu cheguei em casa meio abalada, sem saber muito como eu ia fazer isso. Eu fiz uma oração e refleti, mas, sinceramente, eu não me empenhei muito. Eu ainda não estava muito disposta a deixar as músicas e toda a admiração que eu tinha pelos cantores. Honestamente, eu não achava que fosse capaz de fazer isso ( e, de fato, sozinha, eu nunca conseguiria). Eu passei dois dias sem ouvir músicas seculares, só ouvindo música gospel e clássica. Aproveitei também pra fazer coisas diferentes. Isso surtiu um pouco de efeito, pois nos dias que se seguiram, eu diminui bastante as músicas seculares, deixei de pesquisar sobre a vida dos cantores, mas ainda não tinha deixado completamente minha idolatria.
Passei uma ou duas semanas dessa maneira, até que foi ficando claro para mim, cada vez mais, que não dava pra continuar em cima do muro. A cada dia, meu conflito aumentava e cada vez mais eu me deparava com a minha incapacidade de lidar com minha idolatria sozinha. Eu sabia que eu tinha que escolher, mas não sabia como eu ia viver sem as músicas.
Chegou a hora em que eu não conseguia esquecer meu conflito em lugar nenhum. E aquele convivio estava me deixando cada vez mais angustiada, eu não sabia mais sair daquela situação.
Nesse ponto, minha relação com Deus já estava bem abalada, mas continuava ouvindo músicas gospel. Eu já não orava mais quando tinha um problema. Só orava na hora das refeições, antes de sair e etc. , mas quase não falava com Deus sobre o que estava acontecendo. Eu pedia só o essencial e depois, em relação ao meu problema, minhas palavras se resumiam a “tem misericórdia, dai-me forças e usa do Teu poder para comigo”. Honestamente, era um pedido de socorro.
Eu pedi a Deus forças para fazer aquela lição. Pode parecer exagero, é dificil estudar uma página? Mas para mim, naquela situação, era. Até porque o assunto era adoração. Até que, na terça-feira, a última frase da lição era essa: “O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou seja incompatível com o culto a Ele devido, disso fazermos um deus.” (Patriarcas e Profetas, p 305.)
Quando eu li isso, por fora, eu continuei serena, parada, mas por dentro eu fiquei totalmente transtornada. Eu me senti como se tivesse levado um tapa na cara.
Da terça até sexta eu não conseguia passar muito tempo ouvindo música, mas eu procurava outras coisas pra fazer pra tentar fugir de tudo aquilo.
Chegou a sexta. 17:00. Faltava meia hora para o início do sábado e eu não sabia como eu ia passar aquele sábado. Eu estava realmente angustiada. 17:30. Eu não fiz o por-do-sol.
Daí eu pensei “Bom, eu tenho que fazer alguma coisa. Hoje é sábado e eu vou guardar o sábado, de alguma forma.” E foi nesse momento que Deus começou a mudar minha situação.
Aqui é importante resaltar uma coisa. A minha vitória sobre as músicas seculares só foi possível porque DEUS a realizou. Eu não pedi de maneira insistente para que Ele fizesse isso, eu me resumia a pedidos de socorro e eu sinceramente me perguntava o que Deus estaria achando de tudo aquilo, o que Ele faria. Na minha cabeça, eu não merecia que Ele fizesse alguma coisa por mim, eu havia transgredido tanto! Mas Ele ainda assim fez. ELE agiu e tirou o fardo de cima de mim, mansamente, e ,principalmente, com muito amor e cuidado. Ele, aos poucos, foi me mostrando que eu realmente deveria seguir a Ele. Mesmo depois de tanto errar, Ele ainda agiu ativamente para aliviar meu fardo. Como é grande o Seu amor!
Até que eu achei no youtube algumas entrevistas com cantores adventistas. Pelo menos bons exemplos eu ia ver. Esses videos foram muito importantes para mim. E foram atraves deles que Deus começou a falar comigo.
As entrevistas como um todo foram importantes para mim e é interessante que você as veja por completo, mas aqui eu vou ressaltar só algumas partes.
O primeiro video que eu vi foi este (Perfil Musical, com Rafaela Pinho e Leonardo Gonçalves): http://www.youtube.com/watch?v=s03LOm7ToS0&feature=related
” (…) porque a função do cantor, do pastor, não é só cantar, eles tem que mostrar o caráter de Cristo.”
(trecho de música) “Num mundo carente de amor, onde existe luta e dor, eu quero ser a Tua voz, levando paz aos corações. Entrego a ti a minha vida, Senhor, entrego a Ti tudo o que sou, como viver seu Teu amor? Renova meu ser e faz de mim um vaso novo, quebra e molda meu interior, da-me um novo coração, sei que Tens o melhor pra mim. “
O segundo video foi esse (Perfil Musical com Communion): http://www.youtube.com/watch?v=58K595zk068
Esse segundo video foi muito significativo ( não desmerecendo o primeiro, claro), pois, como foi dito na entrevista, eles já tiveram contato com o mundo secular e retornaram para Deus. É maravilhoso como Deus coloca as coisas certas, as pessoas certas no tempo certo.
Os cantores seculares me ensinaram a admirá-los, mas quem canta para Deus ensina a adorar a Deus e isso foi de fundamental importância para mim.
A lição que Deus estava me dando só estava começando. Na Escola Sabatina que, entre outros assuntos, falava sobre a adoração ao bezerro de ouro (como acreditar em coencidências quando se está sendo tão bem cuidada por Deus?), os ensinamentos continuavam.
Em um dado momento, um irmão falou que Deus nos ensinava pacientemente o caminho a seguir. Eu, que na terça-feira havia sentido como se estivesse levando um tapa na cara pela frase lida na lição, percebi que não era intenção de Deus me fazer sentir um tapa na cara, Ele estava me ensinando e me alertando para aquilo que eu estava fazendo, com amor. E as lições continuaram por toda a Escola Sabatina.
Eu sempre tive vontade de ser ativa na minha igreja de algum modo, mas eu ainda não sabia como e sinceramente ainda vou descobrir. Eu sempre peço a Deus para que Ele me mostre a maneira pela qual eu posso fazer isso. Nesse dia, eu fui escalada para entregar marcas-páginas de boas-vindas para os visitantes. Eu sei que pode parecer bobagem, mas para mim, naquele momento em que eu me sentia tão mal, fazer algo para Deus foi tão importante! Deus me mostrou que ainda havia dentro de mim vontade de servi-lo e de fazer algo pela Sua obra. Isso me animou bastante.
Chagou o momento da pregação. O nome da pregação é “Religião alicerçada na Rocha”. Aqui, através de um irmão, Deus me deu tudo o que eu precisava para deixar minha idolatria.
Aqui novamente vou escrever partes na pregação que foram importantes para mim, mas é interessante que você a esculte por inteiro:http://iasdaldeota.org.br/atualidades/religiao-alicercada-na-rocha-volnei/
Enquanto eu ouvia a pregação, o que eu estava passando ia girando pela minha cabeça e o que o pregador falava ia me fazendo ver o sentido de voltar para Deus.
“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.” (parte do texto base, Mateus 7:24-27)
“Ficar apenas maravilhado com a pregação de Jesus não transforma ninguém, (…) não resolve o problema do vazio existencial, não leva ninguém para o Céu, cumprir o que Ele diz, sim. Na multidão que ouvia o discurso de Jesus naquele dia, haviam muitos tolos que ficaram boquiabertos, mas se perderam porque apenas admiravam.” Nesse momento, eu vi que eu não estava vivendo a Palavra. Eu me vi distante do Céu, vi a possibilidade de me perder e isso me deixou profundamente triste e muito inquieta. Eu tirei minha primeira conclusão: “Não vale à pena ouvir músicas seculares e deixar de viver com Deus. Não vale à pena trocar o amor de Deus por esses músicas e nem por nada!” E as lições continuavam:
“Na nossa vida, muitas vezes, as tempestades também tem um motivo. E é muito ruim quando a causa para essas tempestades somos nós mesmos. ”
“(…) o segundo alvo dele (Satanás) agora é derrubar a casa (caráter) que você construiu, através de tempestades. E para fazer isso, ele faz uso de três tipos de tempestades: a primeira delas é dor e sofrimento, (…) mas quando o inimigo não consegue destruir o ser humano com o primeiro tipo de tempestade, ele vem com o segundo tipo, que é totalmente o oposto do primeiro, que é uma brisa suave.”
“Como ele não conseguiu destruir José pela dor e sofrimento, ele usou a brisa suave em forma de prazer ilícito.”
As palavras “prazer ilícito” ecoaram na minha cabeça. Eram justamente as músicas seculares, era exatamente o que estava passando. Eu entendi que as músicas seculares que eu dizia gostar tanto eram uma armadilha de Satanás para me destruir e me afastar de Deus. Satanás estava tentando me pegar pela brisa suave e eu estava permitindo. Porém, cada vez mais, eu estava disposta a por um fim nisso. Eu vi como era importante e urgente que eu parasse de ouvir aquelas músicas, não importava como elas fossem. Que obra Deus relaizava no meu coração! ELE me fez ter força para deixar de ouvir aquelas músicas. Eu estava decidida a excluir todas as músicas seculares do meu coração, da minha mente e também de todos os meios que eu possuia para ouvir esse tipo de música.
“Se algum dia Satanás sugerir essa segunda tempestade a você, faça como José, como ele falou para aquela mulher: “Como cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra o meu Deus?””
“Apocalispe 2:10, Deus nos promete algo maravilhoso: “Não temas as coisas que tens de sofrer” e a última parte “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida.”” E ainda:
“Deus honra aqueles que obedecem aos Seus ensinos.”
Quando eu cheguei em casa, exclui todas as músicas seculares que eu tinha no meu computador, inclusive músicas gospel cantadas por cantores seculares(e me comprometi a procurar outras versões delas.).
Então, comecei a estudar o resto da lição, que eu só tinha estudado até a terça-feira, para em seguida começar a escrever esse testemunho. E aí aconteceu que eu comecei a me lembrar de uma das músicas seculares que tinha acabado de excluir e por um momento passou pela minha cabeça que poderia ser dificil esquecê-las, mas eu estava decidida. Não ia mais ouvir as músicas. Então, me ajoelhei e pedi a Deus, que pelo SEU poder, eu deixasse de gostar daquelas músicas. Pedi também que Ele fizesse chegar até a mim músicas gospel que eu iria gostar e que tudo aquilo que chegasse aos meus ouvidos fosse pela Sua permissão. E isso se repetiu por mais algumas vezes durante o resto do sábado e no dia seguinte, mas eu me sentia e me sinto forte porque agora eu estou sob o poder de Deus e eu sei que eu vou esquecer essas músicas tão perigosas.
Eu deixei de querer resolver meu problema por mim mesma e pedi que Deus fizesse isso. Eu encherguei a minha dependência em relação a Ele. Isso fez muita diferença.
Desde que tudo isso aconteceu, eu tenho pedido muito a Deus que me dê forças para continuar nos Seus caminhos para sempre e para continuar firme no meu posicionamento caso eu sofra alguma tentação, mas tudo o que eu já aprendi, coisas ensinadas por Deus, me fazem sentir forte pra encarar isso, sentir uma força que eu sei que vem de Deus. Eu sei que serei muito feliz assim e que estou no caminho correto.
Depois de tudo isso, eu percebi uma enorme diferença entre ouvir músicas seculares e ouvir músicas de Deus. Quando eu me lembro da sensação de ouvir a música mais bonita que eu conhecia, por mais bonita que ela fosse, tinha algo que continuava vazio dentro de mim quando eu ouvia. Isso fazia com que eu ouvisse de maneira repetitiva e eu me sentia ansiosa quando ouvia. Sem contar a tendência que se tem em idolatrar as pessoas que cantam. Mesmo com meu rigoroso critério, as músicas que eu ouvia ainda tinham coisas que não eram de Deus e ouvir essas coisas me deixava muito desconfortável, mesmo que fosse só um detalhe, sem contar que eu acaba absorvendo essas coisas.
Ouvir uma música de Deus me trouxe uma sensação completamente diferente. Eu sinto que meu coração é preenchido por um amor que eu não sinto com nada deste mundo. Uma sensação que me deixa feliz, tranquila, que me da uma serenidade que eu não encontro em nenhum outro lugar. Eu não troco isso por mais nada. E se eu esculto a música mais de uma vez, não é querendo preencher algo que esta vazio, é para repetir uma sensação que já é plena, sensação essa que é dada por Deus.
Nesse momento se inicia uma nova fase na minha vida. E eu sei que o fato de eu ouvir apenas música gospel vai trazer muitas mudanças significativas para mim. Desde já, sei que minha relação com Deus irá mudar pra melhor e serei uma pessoa muito melhor com isso. Sei que a música, agora mais que nunca, vai ser uma aliada para que eu tenha uma vida melhor.
Da mesma maneira que Deus me deu forças e me fez fazer coisas que achei não ser capaz, Ele pode fazer na vida de qualquer um, basta abrir o coração para Ele. O caminho de Deus é o que trás mais felicidade, sem sombra de dúvida. Meu objetivo em escrever esse testemunho foi ajudar outras pessoas no seu caminho em direção a Cristo. Espero realmente ter atingido esse objetivo, pois, como disse Paulo, “vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausentee, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Fp 1:27)
Este testemunho foi enviado ao PortalJA.
Envie o seu também para : portalja@portalja.com.br





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