Archive for the ‘Artigos’ Category

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Meu Convidado

dezembro 24, 2011

Imagine que alguém vai à sua casa e o convida para ir junto a uma festa. Esse alguém deixa claro no convite: “Sua presença é fundamental. Sua amizade verdadeira é o motivo de escolhê-lo. Passei o ano todo desejando tê-lo por perto. Passarei em sua casa numa limusine toda iluminada no horário descrito.”

Você fica muito feliz com o convite, mas se preocupa com o figurino. Então, o alguém envia o traje de gala e ainda pessoas para ajudá-lo com a arrumação. Isto o deixa mais tranquilo.

A sua expectativa cresce, até que chega a hora da grande festa. Seu amigo se aproxima na Limusine ao som de fogos de artifício e o chama para adentrá-la, com um largo sorriso no rosto. Você fica intrigado, pois depois de tanto tempo tentando entrar em contato e não havendo resposta, agora, subitamente,  ele aparece tratando-o como um Rei!

Você pensa.

Todas aquelas honrarias o deixam inerte e agradecido por tanto amor demonstrado por esse alguém.

Chegando ao local da festa, existe um obstáculo para entrar. É então que o alguém lhe propõe que junte as mãos como um degrau para que ele possa saltar. Assim, prontamente você o faz.

Ele entra na festa e se esquece de buscá-lo. Em meio aos presentes, comidas e bebedeiras você até escuta comentarem seu nome, mas você está do lado de fora. Você vai embora se sentindo um trampolim, usado por um alguém premeditadamente. O convite, a limusine, a roupa, o sorriso eram apenas uma desculpa.

Muitos usam o tema Natal para convidar Jesus, honrá-lo e até se sacrificar por Jesus. No entanto, no final de tudo, Ele é a desculpa para satisfazer as vontades humanas. O que esses alguns querem são presentes, comida, exagerar e etc.

Até tentamos presentear a Cristo com atitudes bondosas parafraseando a Bíblia: “Presentes que derem aos meus pequeninos a mim destes”. Mas com que intenções fazemos? É para nos sentir melhores? Mitigarmos a dor de alguém, que tem pouco ou nada neste período? É para mostrar aos outros que nossa comunidade, grupo ou igreja trabalha em virtude dos desafortunados? (Talvez até nos desculpamos que fazemos propaganda para servir de exemplo) Ou será que queremos salvar a nossa alma com atitudes benévolas?

Desculpem-me, mas todos esses motivos são egoístas. Usamo-los como abono ou trampolim e deixamos Jesus de fora da nossa vida. Por que será que queremos que Ele participe de alguns momentos e outros não? O que está por trás da célebre frase: “Feliz Natal!”? Será que você quer a companhia de alguém? Deseja presente? Ah! é por quê, não é o que todos dizem?É a família unida? É a viajem dos sonhos? É o recesso do trabalho?

Pense por um instante em alguém lhe oferecer uma camisa de presente. Ele desembrulha e veste, mas diz que vai usar e fazer o que quiser. Apesar disso, o presente é seu. Não será isso que, às vezes, propomos a Jesus? Presenteamo-lO com nossa vida, mas fazemos o que queremos com ela.

Amigos a única coisa que podemos ofertar a Jesus é “nós mesmos”. Esse é o único presente livre de intenções, abnegado e verdadeiro. Presenteando a ele com nossa vida fazemo-lO participante de todos os momentos, deixamos que ele decida as questões pessoais, profissionais, espirituais e etc… Enfim, deixa que Ele seja o regente do nosso ser. Não apenas um pretexto à diversão, mas um motivo para alcançar a libertação do egoísmo.

Dida Aguiar

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Único

novembro 4, 2011

Decepção. Com certeza você já teve ou vai experimentar essa desagradável sensação. E, se duvidar, em incontáveis situações. Seja no trabalho, na vida acadêmica, em um relacionamento e, até, consigo mesmo. Logo, não precisa usar o argumento “essas coisas só acontecem comigo”. Você não é o único, nem o último.

Afinal, existe alguém que crie expectativas, aguarde pacientemente, perceba que as promessas não serão cumpridas e ache tudo isso normal? Impossível. Ninguém deseja a decepção, tampouco os sentimentos agregados, como frustração, desilusão, desonestidade, fracasso, entre outros. Principalmente quando causados por quem menos esperamos, como um irmão, um amigo ou aquele que sempre foi uma referência, um exemplo a ser seguido.

No entanto, mesmo que rejeitemos a decepção, todos nós, meros seres humanos, temos a natureza egoísta. Estamos vulneráveis a magoar e a sermos magoados. Portanto, aprenda de uma vez. Em todo o universo, só há um incapaz de desamparar-nos. Um, entendeu? É certo que, às vezes, cobramos dEle e achamos que fomos abandonados. Contudo, Deus fala conosco. Somos nós quem não ouvimos. Além de que, mesmo em condição de adoradores, também nos achamos no direito de condenar o Criador. E ainda assim Ele tem compaixão por cada um dos Seus filhos.

Lembro que, quando criança, ouvia uma música com o seguinte trecho: “Imagine conosco se Jesus não viesse? Se Deus, lá no céu, se esquecesse de nós? Seria o pior pesadelo de todos (…)”.  Embora não acreditasse nessa possibilidade, me permitia refletir no que aconteceria se Jesus não voltasse pela segunda vez.

De lá para cá, está mais evidente que as profecias estão se cumprindo. É certo que o Redentor não se esqueceu de nós. Cristo vem porque nos ama e quer que tenhamos vida e vida em abundância. Ele vem porque é um Senhor de palavra e aliança. E, sem demora, é certo que Deus cumprirá as suas maravilhosas promessas. Quer você queira ou não.

 

Tatyanne de Morais

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Prontos para a batalha

outubro 28, 2011

Lutas, homens, sede pela vitória.  O resgate atravessa os portões do tempo e nos remete a um período onde uma figura vai mudar os rumos da própria história. São homens tentando se assemelhar aos animais. É o peso como um requisito básico para se obter a honra. Estamos no Período Medieval, e na figura dos Cavaleiros, ilustramos o passado das lutas e conquistas baseadas em um líder e em uma proteção.

Os homens de armadura são uma composição de garra e segurança. Encobertos, primeiramente com couros e telas de tecido rígido, eles se vestem até encobrirem praticamente todo o corpo, como forma de não serem atingidos pelas armas mais persistentes, pelos venenos mais astuciosos. Logo depois vem a armadura dos braços, essencialmente rígidas e com seus pontos de flexibilidade, pois o braço que protegia também poderia ser, ao mesmo tempo, o que atacava. Guante, manopla, espaldeira ou guarda-braço, eram os nomes concedidos a essa parte da armadura.

As pernas exigiam placas fortes para proteção, mas necessitavam que fossem leves, pois determinavam o ritmo dos cavaleiros durante a batalha. E os cavaleiros que ficavam para trás assumiam o retrato de incapazes para a postura que exerciam. Era preciso ser cabeça, estar sempre a frente, e as pernas determinavam o caminho desses homens. Mas as pernas seguem o estímulo do seu oposto físico: a cabeça. Ao cavaleiro toda a força poderia ser dispensada se não houvesse a estratégia. Homens com objetivos de luta estruturados olhavam sempre para a frente, por isso, a armadura da cabeça deixava apenas os olhos livres para que o foco da batalha não fosse perdido no meio da luta.

Por fim, a couraça, escarcela ou fraldão completam a armadura do cavaleiro. Ela protegia o tórax, e quanto mais forte e pesada, quanto mais rígida e menos elaborada em detalhes decorativos, melhor ela exercia a sua função: proteger a parte mais vital conhecida pelos medievais e pelos homens de hoje; a bomba que propulsiona o sangue da vida; o elemento chave que determinava o para quê e o porquê da batalha: o coração.

Com todos os elementos, o homem protegido está pronto para a luta, mas para ser um cavaleiro, além de armaduras, era preciso ser extremamente habilidoso com as armas. Na lança, o alcance do alvo distante. No escudo, a proteção do alvo próximo, e a força para afastá-la. E na espada, a última e principal arma de toda a composição do cavaleiro. O instrumento que determinava a continuidade da força dos homens, aliada a precisão da arma mais bem elaborada de todo o período medieval. Quanto mais esculpidas e trabalhadas, maior a importância daquela espada para o seu cavaleiro.

Homens de guerra. Ao longo de batalhas, passaram-se dias e ficaram-se os corpos. Os homens, os fiéis cavaleiros e seus objetivos se autodestruíram quando, mesmo repleto de armas e armaduras, perderam o foco da batalha da vida. Uma batalha, que, desde o princípio foi instituída com um propósito que não aceita troca de estratégias. Uma batalha limpa em conceitos, clara em metas, simples em essência, direta em destino: a salvação.

E na luta a caminho da salvação, a força não vêm de homens, mas é repassada a eles quando escolhem cumprir a primeira regra dos componentes deste exército: fortalecer-se em Deus, o autor de toda força e poder. Afinal, “os objetivos dessa batalha não exigem condições favoráveis de lutas, e os cavaleiros não precisam passar por um processo de seleção. Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra o príncipe das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. (Efésios 6: 12)

Quem está nesta batalha, precisa se fortalecer largando as armaduras do mundo e revestindo-se das armaduras de Deus. Dos braços, tiremos as robustas proteções que nos privam de mover os membros para estender a mão aos necessitados de pão e de espírito. Das pernas, tiremos as placas, que, mesmo leves, possam nos impedir de estar sempre a frente da batalha que vai definir a vida eterna. Do corpo, tiremos o peso de uma proteção que esconde aquilo que temos de mais importante para sermos tocados e, ao mesmo tempo, alcançarmos pessoas: o coração. “Que possamos cingir os nossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça. E calçados os pés na pregação do evangelho da paz”. (Efésios 6:14 e 15)

Da cabeça, tiremos o capacete que apenas direciona o nosso olhar para as metas do mundo, mas nos cega para o essencial: enxergarmos Deus, não pela salvação que Ele pode nos proporcionar, mas porque Ele é Deus! E como Deus, precisa, não apenas dos nossos olhos, mas do nosso ouvir, do nosso falar, do nosso respirar e de todo o nosso entendimento para que encaremos a batalha com a proteção de compreendermos, com todos os nossos sentidos, que Ele está a nossa frente.

Das mãos, tiremos o escudo que nos protege de sermos tocados por mensageiros dos céus, e, que pior, nos dar a possibilidade de afastar pessoas que chegam a nós sedentos da pequena porção do Espírito Santo que demonstramos possuir, mas que não estamos dispostos a compartilhar. Agora, larguemos a espada esculpida com esmero, trabalhada com afinco para ressaltar as nossas conquistas pessoais. E como não possuímos mais armas, já não precisamos de couro ou tela. Rasguemos estas vestes que impede o Mestre de ver o nosso interior.

Agora, vestidos por uma missão, que possamos escolher a principal arma dessa batalha. Uma luta, que diferente do que o mundo propõe, exige que, ao invés de em pé, nos ajoelhemos para vencer o inimigo. E prostrados, perceberemos que, bem a nossa frente, recebemos uma espada que é arma, bússula e mapa. A espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

 

Rebbeca Ricarte

Jornalista

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O Amor

agosto 27, 2011


“‘É o amor um dom precioso, que recebemos de Jesus. A afeição pura e santa não é sentimento, mas princípio. Os que são movidos pelo amor verdadeiro, não são irrazoáveis nem cegos’. A Ciência do Bom Viver, págs. 358 e 359.

‘Pouco é o amor real, genuíno, devotado e puro. Este precioso artigo é muito raro. A paixão recebe o nome de amor.’Testimonies, vol. 2, pág. 381.

‘O verdadeiro amor é um princípio elevado e santo, inteiramente diferente em seu caráter daquele amor que se desperta por um impulso e que subitamente morre quando severamente provado.’ Patriarcas e Profetas, pág. 176.

‘O amor é uma planta de origem celeste, e precisa ser cultivada e nutrida. Corações afetivos, palavras verdadeiras, amoráveis, farão famílias felizes e exercerão influência própria para elevar em todos quantos entram na esfera dessa influência.’ Testimonies, vol. 4, pág. 548.”

O Lar Adventista, pág. 50

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Espectadores da Criação*

maio 21, 2011
* Baseado e adaptado da obra de CS Lewis

Estamos no Nada. Não existe céu, não existe luz. Não há vento, não há calor. Tudo é vazio, sem forma e frio. Enquanto ainda tentamos entender o que é o Nada, sentimos que algo acontece. Uma melodia começa a tomar conta do ambiente. A mais bela e perfeita Voz inicia a mais bela e perfeita canção. Com crescente expectativa, observamos maravilhados a sonoridade se tornar cada vez mais atuante.

De repente, olhamos para o alto. É possível enxergar, de uma hora para outra, milhões de pontinhos cintilantes por todo horizonte. E qual é nossa surpresa ao sentir uma brisa leve e refrescante que vem de encontro à nossa pele. Mas a Voz continua a entoar o seu canto. Agora podemos distinguir um céu acima de nossas cabeças, que vai mudando de cor: de branco para rosa, de rosa para dourado, até que – num brado mais forte na canção da Voz – o sol nasce, radiante!

Com os primeiros raios de luz solar, já nos é possível ver os rios que cortam o vale onde estamos. A paisagem antes plana, gélida e sólida dá lugar a agradáveis montes e planícies. Nesse tempo, a Voz começa uma canção mais ritmada. Doce e sussurrante, quase como um convite. E a medida que os sons da melodia se espalham pelas rochas, pela terra e pelas águas; os vales, os campos e os rios se enchem de capim, de ervas e de plantas. Tudo brota como numa onda ditada pelo ritmo cativante e orquestrado da Voz. Um instante de descuido e podemos ver os galhos das árvores balançando ao sabor do vento.

Mais uma mudança de cadência. A Voz agora parece provocar uma ebulição. Tal qual uma panela com água para ferver, tudo surge com a canção irresistível da Voz! Da terra e da água aparecem bichos das mais variadas espécies. De uma cova sai toupeiras, descendo o vale cães a latir, abelhas começam suas coletas nas flores…

A Voz vai se tornando menos perceptível, pois por todo lugar havia um coaxar, um mugido, um grunhido. A Terra está quase pronta, mas falta ainda a obra-prima. Foi então que a Voz ditou: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. E não mais da voz do Criador surgia vida, mas de Suas próprias mãos.

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Dilúvio Universal e suas Implicações

janeiro 4, 2011

Em reação à postagem “Montanha chinesa tem mais de 20 mil fósseis marinhos”, recebi o seguinte e-mail de um amigo leitor: “Prezado Michelson, segundo seu pensamento, os animais foram soterrados de forma abrupta, sob lama e sedimentos. Mas, se assim fosse, [1] não seria lógico encontrarmos sítios com manadas inteiras, ou várias espécies reunidas? Por que isso não acontece? [2] Se Deus fez chover durante quarenta dias de tal forma que inundou o mundo todo, teria que ser um volume incrivelmente grande de água. A Bíblia fala de chuva, não de tromba d’água. Pois se fosse algo tão violento nem a arca suportaria. [3] Temos outra questão: Para onde a água escoou? [4] Como os cangurus e outros marsupiais que só existem na Austrália chegaram lá, se foram desembarcados no monte Ararate? [5] Quando os animais da arca desembarcaram, viveram do quê? Sendo que se um leão comesse ao menos uma zebra, adeus zebras. Fora a dificuldade de se locomover no meio de toda aquela lama. [6] Partindo também dessa premissa, deveríamos encontrar muito mais fósseis marinhos, agrupados, em altas montanhas do que são encontrados hoje. Explicaria o porquê das ossadas de baleias e outros seres marinhos, mas e os crustáceos que vivem no solo, foram parar lá como? [7] Reconheço que os criacionistas têm feito um esforço enorme para torná-lo uma ciência, mas para isso devem seguir as premissas da ciência não da fé. Abraço. R.”

Como acredito que essas perguntas são de interesse mais ou menos geral e que é relativamente fácil respondê-las sob a ótica criacionista, vou aproveitar para tornar públicas as respostas que daria por e-mail ao amigo R. (Na quarta edição revista e ampliada do meu livro A História da Vida, que deve ser publicada nas próximas semanas, dedico um capítulo ao assunto do dilúvio e outro aos dinossauros. Ali essas questões são tratadas de modo mais aprofundado.)

1. Na verdade, a própria existência de milhões de espécimes fossilizados em todo o mundo evidencia que houve uma grande catástrofe hídrica que causou esse sepultamento repentino, preservando tantos animais (alguns deles enormes) em situações que realmente apontam para o elemento surpresa: há fósseis preservados em estado de agonia e sufocamento; alguns têm alimento não digerido no estômago e há até animais sepultados em pleno ato de dar à luz. Diferentemente do que o leitor sugere, sítios com manadas inteiras foram encontrados, sim. Confira aqui e aqui.

2. Existem pesquisas não criacionistas que já admitem inundações catastróficas (confira aqui, aqui e aqui). Com relação à quantidade de água para cobrir toda a Terra, o grande erro de muitos é pensar que seria necessário um volume tal que fosse capaz de submergir os 8.850 metros do Monte Everest. Esses grandes montes e cordilheiras não eram tão altos no passado e, tendo em vista as transformações catastróficas observadas em tempos recentes, podem ter se elevado em tempo relativamente curto. Isso explica a existência de fósseis de animais marinhos no alto dessas montanhas: quando foram fossilizados, não estavam lá no alto. Se não foi assim, qual seria a explicação? Baleias fossilizadas no alto de montanhas? É bom lembrar que, segundo os criacionistas, a topografia antediluviana era suave, com colinas não muito elevadas, e que pouco tempo após o dilúvio, homens planejaram construir uma torre que pudesse protegê-los de uma eventual nova inundação. Se eles pensavam que isso era possível, certamente as águas do dilúvio não devem ter se elevado a alturas absurdas, como alguns pensam. Quanto à arca, certamente a proteção dela deve ter sido garantida pelo poder de Deus, mesmo assim, segundo estimativas de engenheiros, ela seria capaz de suportar ondas de várias dezenas de metros.

3. A água do dilúvio escoou para as grandes depressões formadas pelas pressões geológicas durante e após o dilúvio. Fossas como a das Marianas têm milhares de metros de profundidade. Imagine quanta água podem conter.

4. Como os cangurus chegaram à Austrália a partir do Ararate? Talvez eles nem tenham estado na arca… Como assim? Criacionistas admitem os efeitos da microevolução e do isolamento geográfico. Na verdade, muitas “espécies” de animais não estiveram na arca, pois surgiram depois. Exemplos: vários tipos de cães e gatos atuais. Além disso, qual era a etnia de Noé e de seus filhos? Certamente, todos os tipos de etnias humanas modernas derivaram dessa família que foi salva. O movimento tectônico que afasta os continentes (ou os aproxima) uns dos outros é tido pelos criacionistas como um fenômeno decorrente do dilúvio. Assim, a Austrália não existia no passado remoto da Terra; ela fazia parte do mega-continente conhecido como Pangeia. Resumindo: ou os ancestrais dos cangurus migraram para a região que hoje é a Austrália e acabaram ficando isolados lá, sofrendo modificações, ou nem sequer entraram na arca e surgiram posteriormente a partir de microevolução de uma espécie ancestral.

5. Durante os dias do dilúvio, com pouca luz e temperatura mais baixa na arca, é possível que muitos dos animais tenham hibernado, o que facilitaria o trabalho de alimentá-los. Assim, é possível que muito do alimento estocado (sementes, frutas secas e feno, suponho) tenha sobrado para alimentá-los durante algum tempo após a inundação. É bom lembrar também que a arca somente foi aberta quando a terra já estava seca e que havia plantas brotando mesmo antes disso (a pomba com o ramo de oliveira atesta isso). Leões muito provavelmente não comiam zebras nessa época (pelo que indicam pesquisas recentes, a maioria dos dinossauros tidos como carnívoros também eram vegetarianos).

6. Na verdade, fósseis marinhos em áreas continentais e em montanhas são encontrados em todo o mundo. Grande parte dos sedimentos continentais são de origem marinha, conforme referências presentes em meu livro A História da Vida.

7. Criacionistas e evolucionistas se valem igualmente do método científico. A diferença está na filosofia ou cosmovisão por trás dos modelos: enquanto os criacionistas aceitam a historicidade do relato bíblico de Gênesis, os evolucionistas se pautam pelo naturalismo filosófico.

Michelson Borges

Retirado do site Criacionismo.com.br

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Deus, sexo e pós-modernidade

dezembro 21, 2010

falemos sobre sexo. decidimos neste podcast falar abertamente sobre sexualidade em temas importantes como: masturbação, virgindade, limites do sexo dentro e fora do casamento e muito mais.

para isso convidamos a psicóloga sandra silva para um bate papo aberto e o resultado você confere em duas etapas.

faça o download da parte 1 ou clique para ouvir e participe comentando e divulgando.

duração: 00:36:54

ALTA (34 mb)| faça o download aqui. (recomendável)
PADRÃO (16 mb) | faça o download aqui.
BAIXA (8 mb) | faça o download aqui.

para assistir o episódio sobre sexualidade que indiquei clique aqui. (rob bell | flame)

graça e paz!

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f.tonasso

Retirado de http://tonasso.blogspot.com/