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Música e Publicidade

janeiro 27, 2008

Olá amigo internauta. Meu post entra atrasado em um dia, pela minha falta de tempo de uma última semana de aula!

Mas você já parou para pensar quantos ritmos musicais existem em nossa volta? Rock, Frevo, Pop, Bossa Nova, MPB, Samba, Gospel, Sertanejo, Forró, Funk, Sacra, Clássica… Tem para todos os gostos, uma pluralidade de estilos para uma pluralidade de grupos sociais que os adotam. E também geram preconceitos musicais. Muitos dizem que odeiam axé-music, abominam pagode e simplesmente não suportam brega. Saem logo do recinto quando algo parecido com esses gêneros musicais(?) começam a tocar. Mas digo logo: mesmo fazendo isso, você não está ‘blindado’ contra eles. Experimente ligar a TV ou o rádio. Já reparou nos comerciais? O que os mais velhos ou pesquisadores sobre o assunto lembram como Jingles (muito usado nos anos 80, é uma música composta especialmente para a propaganda de um produto) estão de volta, cada vez com mais força.

Quem não se lembra de Ivete Sangalo e as suas duas canções(?)-temas para propagandas de cerveja? “Sabe a sensação quando alguém lhe beija? Ou seja: cerveja”; “Pega leve, pede assim. Pega leve, Nova S…” E de uma vodca recém lançada? “Limão, laranja (combina). Uva, morango (combina). Vodca B… é só combinar”. Ainda lembro a de uma aguardente daqui de Pernambuco, essa mais para quem escuta rádio: “Tem que ter pra mim, tem que ter pra tu. Tem que ter P…”.

Há vários pontos em comum entre os três Jingles. Todos eles são de bebidas alcoólicas. Todos têm um ritmo considerado por muitos como vulgar: axé. E todos “COLAM” na sua cabeça depois de ouvir pelo menos uma vez. Seria coincidência?

Definitivamente NÃO! Por que vocês acham que vários professores nos trazem versões de músicas conhecidas, com as letras modificadas para incluir os assuntos do vestibular? A música (letra + melodia) tem a propriedade de ser lembrada mais facilmente pelo nosso cérebro do que, por exemplo, ao lermos um texto ou ouvirmos alguém falar. As empresas de publicidade usam essa mesma ferramenta para fazer gravar em nossas mentes o produto que elas querem vender. E a própria escolha dos estilos também tem a ver com isso. O que é mais fácil de assimilar: um pagode de cinco, seis frases repetidas à exaustão ou uma obra com inúmeros instrumentos musicais diferentes de uma música clássica? Além disso, axé e pagode são ritmos musicais(?) que atraem milhões no nosso país; o que amplia ainda mais o grupo de pessoas que poderão gostar do comercial e consequentemente pensarão em comprar a bebida.

Você, cristão ou não, fique atento a esses detalhes. Muitos criticam o cristianismo por pregar que “já não vivo eu, mas Cristo vive em mim”. Mas ficam inertes perante uma mídia publicitária (que movimenta milhões em dinheiro) que, através da música, tenta manipular as nossas vontades e desejos.

“Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o SENHOR entendem tudo”. Provérbio 28:5.

Até mais

Guilherme Hugo

 

Ps.: Achei na rede a equação gerada por parte da mídia, que piora ainda mais nossa sociedade.

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